Ciência

7 invenções que lhes devemos a elas. Vieram de saltos altos

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Elas destacaram-se nas áreas da química, da física ou nas engenharias. E criaram algumas das invenções mais importantes da humanidade. Tudo no sexo feminino.

Hedy Lamarr, inventora dos sistemas de comunicação à distância

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Créditos: Wikimedia Commons

Não é a altivez no olhar desta atriz dos loucos anos ’20 que conquista um lugar nesta lista. A beleza sempre foi a tónica em qualquer biografia de Hedy Lamarr, mas foi longe das luzes da ribalta de Hollywood que a austríaca Eva Maria Kiesler – o seu nome verdadeiro – marcou um lugar na história, na área das tecnologias de comunicação.

Hedy Lamarr deu os primeiros passos para a criação de sistemas de comunicação militares e, mais tarde, para o desenvolvimento das tecnologias de comunicação móveis. A ideia foi patenteada em 1942 com a assinatura da atriz e do compositor George Antheil.

Na altura, os dois tinham conhecimentos em engenharia e chamaram à invenção de “sistema de comunicação secreta”: a partir dele era possível mudar a frequência de rádio através do qual eram efetuadas as trocas de mensagens durante a II Guerra Mundial, prevenindo que elas fossem encontradas ou modificadas pelos inimigos.

Stephanie Kwolek, inventora de um material cinco vezes mais resistente que o aço

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Créditos: Wikimedia Commons

Queria ser médica desde pequena e manteve esse desejo até ter sido convidada para ingressar na equipa da empresa de químicos DuPont. Ficou por lá e abandonou o sonho da medicina, mas tornou-se numa das primeiras mulheres a dedicar-se à área da investigação na engenharia química.

Foi neste meio que se consagrou como a criadora de um dos produtos mais importantes no campo militar: através do seu trabalho com cadeias moleculares a baixas temperaturas, Stephanie Kwolek descobriu uma solução de polímeros líquidos cristalinos extremamente resistente. Através deste químico, a polaca criou o Kevlar, que é cinco vezes mais resistente do que o aço e que sobrevive à corrosão e ao fogo.

Ainda hoje este produto é utilizado, por exemplo, nos coletes à prova de bala. Também pode ser aplicado nas construções de material para desportos radicais e edifícios, nomeadamente nos cabos das pontes suspensas.

Barbara Askins, inventora dos processos de aperfeiçoamento da qualidade das imagens

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Créditos: Wikimedia Commons

Em 1974, foi criado o Prémio para o Inventor Nacional do Ano. Cinco anos depois, o galardão foi entregue a uma mulher: era a química Barbara Askins, que trabalhava na NASA. Começou por ser professora, mas foi depois de casar e ter dois filhos que voltou a ser estudante para se tornar mestre. Foi nessa altura que entrou na NASA com um propósito: inventar um método para aumentar a qualidade das fotografias captadas no espaço.

O tempo das imagens espaciais com baixa definição acabou quando Barbara Askins passou a utilizar materiais radioativos para revelar os negativos das imagens. A química foi ainda mais longe: este material podia ser aplicado mesmo em fotografias captadas no passado. A ideia era tão eficaz que foi adotada noutras empresas para melhorar a qualidade dos raios-x e para recuperar fotografias antigas.

Rachel Zimmerman, inventora de sistemas de comunicação para deficientes

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Créditos: Common Health

Começou por ser um simples trabalho de escola e tornou-se numa medalha de prata na Exibição Mundial de Conquistas de Jovens Inventores. Rachel Zimmerman tinha 12 anos quando inventou um sistema de comunicação para pessoas com problemas cerebrais. Estávamos nos anos oitenta.

Tratava-se de um quadro de símbolos chamado “Blissymbol Printer”. Quando alguém toca num desses caracteres ele é traduzido para uma palavra previamente estabelecida e surge num monitor. Uma ideia simples semelhante a um teclado que permitiu a pessoas com paralisias cerebrais comunicar à distância. 

Rachel Zimmerman trabalha na Sociedade Planetária da Califórnia, depois de ter estudado física espacial. A sua atual área de atuação é a exploração espacial aliada a sistemas de assistência inteligentes.

Giuliana Tesoro, inventora dos têxteis modernos

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Créditos: Wikimedia Commons

Por onde começar? Esta química orgânica da Universidade de Yale é investigadora da Universidade Politécnica de Brooklyn e foi através da experiência acumulada nestes cargos que conseguiu patentear mais de 125 invenções. A maior parte no ramo das fibras e dos químicos têxteis.

Giuliana Tesoro conseguiu inventar mecanismos que impediam a acumulação de energia estática em fibras sintéticas. Além disso, criou fibras resistentes às chamas e sistemas de aperfeiçoamento e aceleração dos processos de fabricação. 

Patsy Sherman, inventora dos repelentes

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Créditos: Wikimedia Commons

Muitas das invenções mais úteis foram descobertas por acaso e esta não foi exceção. Enquanto trabalhava na 3M Company em 1952, Patsy Sherman e o colega Sam Smith estavam incumbidos de inventar uma nova borracha para os depósitos de combustível dos aviões com motores a jato a partir de flurquímicos.

Um ano mais tarde, uma assistente da equipa de químicos deixou cair uma embalagem de látex sintético produzido naquele mesmo laboratório. Alguns salpicos do produto atingiram as sapatilhas brancas de Patsy Sherman. Foi então que os dois químicos se aperceberam que aquele látex não alterava as cores, mas também não podia ser limpo com nenhum solvente. Além disso, o produto repelia a água, o óleo e outros líquidos.

A partir dali criaram uma marca: Scotchgard. O produto passou a ser utilizado em fábricas e em materiais protetores, depois em tratamentos para determinados tecidos.

Grace Murray Hopper, inventora dos primeiros softwares

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Créditos: Wikimedia Commons

O percurso de Grace Murray Hopper começou enquanto desmontava os relógios de casa em criança. Cientes do potencial da filha, os pais de Grace encorajaram-na a continuar os estudos. Foi assim que a norte-americana entrou na Universidade de Yale para estudar física e matemática. 

Depois de frequentar o ensino superior, Grace trabalhava como professora. Quando a II Guerra Mundial chegou, alistou-se na Marinha e entrou na Oficina do Projeto de Ordenação Computacional dos Estados Unidos, que era coordenado pela Universidade de Harvard. Continuou a acumular experiência na área da informática, mas só sete anos depois é que chegaram os primeiros frutos.

Em 1952, enquanto diretora da Programação Automática, Grace Murray Hopper inventou uma linguagem informatizada que funcionava como língua única em ambiente negocial. Entre 1959 e 1961, o sistema evoluiu e tornou-se no primeiro software para computadores em empresas: chamava-se COBOL (Common Business-Oriented Language).

A partir dali, os computadores passaram a basear-se no sistema de Grace, facilitando a comunicação negocial à distância.

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