Uma delegação de eurodeputados, incluindo Isilda Gomes (PS), visita entre segunda e quarta-feira a Grécia para avaliar os progressos realizados desde o acidente de comboio em Tempi, em 2023, em que morreram 57 pessoas.
A delegação da Comissão das Petições do Parlamento Europeu irá avaliar as medidas tomadas na sequência do acidente ferroviário de Tempi em 2023 no que respeita às medidas de segurança, à aplicação da legislação da União Europeia, à execução das infraestruturas ferroviárias financiadas pela UE, bem como às preocupações dos peticionários relativas à eficácia dos mecanismos de responsabilização, segundo um comunicado.
Os eurodeputados iniciarão a sua visita na segunda-feira, em Larissa, onde se reunirão com a direção da associação de afetados de Tempi.
No dia seguinte, a delegação reunir-se-á com o governador da Tessália, Dimitrios Kouretas, antes de visitar o centro de controlo do tráfego ferroviário de Larissa, acompanhada por representantes da Organização das Ferrovias Helénicas.
Em seguida, os eurodeputados viajarão para Atenas para se reunirem com representantes do principal operador de serviços ferroviários de passageiros e mercadorias na Grécia, Hellenic Train.
A missão terminará na quarta-feira, dia 23, com reuniões com o ministro das Infraestruturas e dos Transportes, Christos Dimas, e o seu adjunto, Giorgos Kotsiras, bem como com a autoridade reguladora nacional dos comboios, sindicatos e representantes do organismo nacional independente de investigação de acidentes.
A 28 de fevereiro de 2023, por volta das 23h18 locais, o comboio de passageiros IC-62, que viajava de Atenas para Salónica, colidiu frontalmente com o comboio de mercadorias 63503 perto de Evangelismos, no Vale de Tempi, próximo de Larissa.
De acordo com a investigação oficial do acidente efetuada pela Autoridade Helénica de Investigação de Segurança Aérea e o comboio de passageiros IC-62 tinha 352 pessoas a bordo no momento do acidente.
A colisão resultou em 57 mortes, incluindo 46 passageiros e 11 ferroviários, bem como 81 feridos graves que necessitaram de hospitalização por mais de 24 horas e 99 feridos ligeiros, sendo considerado o acidente ferroviário mais mortal registado na Grécia.