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Intervenção urgente no Templo Romano de Évora por risco de queda de pedras

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O Templo Romano de Évora vai ser alvo de uma "intervenção urgente" de conservação, após ter sido identificado "um risco iminente e muito alto" de queda de fragmentos de pedra.

O Templo Romano de Évora está abrangido pela classificação do centro histórico da cidade como Património Mundial

Manuel Moura/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Templo Romano de Évora, construído há dois mil anos, vai ser alvo de uma “intervenção urgente” de conservação, após ter sido identificado “um risco iminente e muito alto” de queda de fragmentos de pedra.

“Trata-se de uma intervenção urgente e a sua necessidade decorre do facto de ter sido identificado um risco iminente e muito alto de queda de materiais pétreos”, revelou esta segunda-feira à agência Lusa a diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira. Segundo a responsável, o risco de queda de fragmentos, “sobretudo ao nível dos capitéis de mármore”, foi identificado numa monitorização ao monumento realizada em junho, tendo sido reconhecido “um dos fragmentos que se despegou”.

A urgência de termos que intervir foi para evitar quer a perda irreversível de partes do monumento, quer algum acidente, que, eventualmente, podia vir a ocorrer com o número de pessoas que diariamente circulam” na zona, disse.

As obras são promovidas pela Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlen) em articulação com a Câmara de Évora, e arrancaram na sexta-feira, com a montagem de andaimes e do estaleiro, devendo estar concluídas dentro de quatro meses. “A urgência era da intervenção, mas também do início da montagem dos andaimes”, assinalou Ana Paula Amendoeira, indicando que, além da sua habitual função, permitem também “proteger as pessoas que circulam naquela área no caso de haver o desprendimento de algum fragmento”.

A mesma responsável reconheceu que “a intervenção é cirúrgica e complexa, mas não é muito cara”, referindo que o investimento no projeto de conservação e restauro do monumento “não vai além dos 50 mil euros”. A DRCAlen, adiantou, vai “aproveitar a montagem das estruturas para fazer o mapeamento de todas as patologias do monumento”, com o objetivo de “projetar e planear intervenções faseadas de acordo com o que for sendo necessário” para a sua conservação.

A diretora regional pediu ainda “a compreensão das pessoas para o facto de ficarem privadas de usufruírem da visão total e global do monumento”, mas notou que “não há outra forma de fazer uma intervenção de restauro com esta dimensão e com esta importância”. Ainda assim, segundo a responsável, está prevista a realização de visitas organizadas que permitam a visita do público mesmo durante as obras.

O Templo Romano de Évora, do século I depois de Cristo (d.C.), único no país e um dos mais notáveis da Península Ibérica, é monumento nacional e está abrangido pela classificação do centro histórico da cidade como Património Mundial, pela Organização das Nações Unidas, para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

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