Rádio Observador

Museu do Chiado

Percurso biográfico e criativo de Sarah Affonso em exposição no Museu do Chiado

989

"Sarah Affonso. Os dias das pequenas coisas", com curadoria de Maria de Aires Silveira e Emília Ferreira, estará patente na Ala Capelo até 5 de janeiro de 2020.

Esta é uma de duas exposições que celebram este ano os 120 anos do nascimento da artista

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O percurso biográfico e criativo da artista Sarah Affonso (1899—1983) vai estar em foco numa exposição a inaugurar em 12 de setembro no Museu Nacional de Arte Contemporânea — Museu do Chiado, em Lisboa.

“Sarah Affonso. Os dias das pequenas coisas”, com curadoria de Maria de Aires Silveira e Emília Ferreira, estará patente na Ala Capelo até 5 de janeiro de 2020, de acordo com o sítio ‘online’ do museu.

Esta é uma de duas exposições que celebram este ano os 120 anos do nascimento da artista modernista e recordam a sua vida e obra, realizadas no Museu do Chiado e na Fundação Calouste Gulbenkian, onde se encontra a mostra “Sarah Affonso e a Arte Popular do Minho”, patente até 7 de outubro.

Embora reconhecida e inscrita na história da arte nacional, a artista Sarah Affonso permanece desconhecida do grande público, e reduzida à imagem de mulher de Almada Negreiros, salienta o museu num texto sobre esta parceria.

No Museu do Chiado, é abordada a formação artística de Sarah Affonso, “revelando uma criadora multifacetada, com obra que vai de uma multiplicidade de registos de desenho à pintura, passando pelo bordado e que se manifesta também de modo muito particular na relação com a paisagem, intervindo e criando, paisagística e pragmaticamente, o entorno da casa da família” em Bicesse, Cascais.

Última aluna de Columbano Bordalo Pinheiro, na Escola de Belas-Artes de Lisboa, Sarah Affonso partiu em 1924 para Paris, onde frequentou a Académie de la Grande Chaumière.

Na sua segunda estada parisiense, entre 1928 e 1929, expõe no Salon d’Automne, com boa receção crítica, e trabalha num atelier de modista, executando croquis de moda, prática à qual em Portugal dará continuidade na imprensa.

Ilustradora, na imprensa periódica e para diversos livros de escritores, como Fernanda de Castro, mantém ao longo de várias décadas atividade como pintora, com particular destaque para o retrato.

Reconhecida pelos pares e pela crítica, premiada com o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, em 1944, organizou várias exposições individuais nas décadas de 1920 e 1930.

Contudo, em 1978, cinco anos antes da sua morte, a crítica Sílvia Chicó, escrevendo para um catálogo de uma exposição que reunia retratos de Sarah Affonso de 1927 a 1947, referia a mostra como “uma importante contribuição para o conhecimento de uma obra, em grande parte ignorada pelo público”.

A especialista apontava que “toda a mostra que faça sair uma obra da obscuridade, se torna relevante, num país onde a história da arte do século XX é ainda mal conhecida, e onde Sarah Affonso tem um lugar preciso”, recorda o Museu do Chiado.

No Museu Calouste Gulbenkian, a exposição “Sarah Affonso e a Arte Popular do Minho”, patente na Galeria da Coleção do Fundador, com curadoria de Ana Vasconcelos, é dedicada à particular relação da artista com a arte e a cultura popular daquela região, que tão fortemente a marcou desde os anos da sua infância e adolescência passados em Viana do Castelo.

A exposição do Museu do Chiado contará com a publicação de um livro, uma coedição com a Tinta da China, que reunirá vários ensaios inéditos sobre a vida e obra de Sarah Affonso, estabelecendo pontes entre as duas exposições, e reproduzindo a totalidade das obras da autora apresentadas nas duas exposições.

Haverá ainda uma programação dos serviços educativos específica para ambas as exposições, e em 24 de setembro realizar-se-á também um colóquio que enfatizará o diálogo entre os dois projetos expositivos, avançando com novos contributos sobre a vida e obra da artista.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)