Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Seis horas. Muito bom dia, meu nome é Maria Miguel Marques, vamos às notícias. Começamos pelas acampadas do Porto e em Lisboa. Esta noite ficou marcada por uma ação rápida e violenta da PSP sobre os manifestantes destas acampadas. Em causa esteve, e segundo a PSP avançou em comunicado, o incumprimento de ordem pública. As autoridades disseram que estas centenas de manifestantes poderiam ficar a pernoitar nestes locais, mas que não podiam erguer tendas. Ora, estes manifestantes, em assembleia popular, votaram em permanecer com tendas nesse sentido e após um terceiro aviso da polícia, às duas da manhã, a polícia investiu. A PSP deu conta que nesta ação, 31 cidadãos foram detidos por desobediência e sete pessoas ficaram feridas, cinco em Lisboa e duas no Porto, três polícias e quatro cidadãos civis. Sendo que, é de salientar que um dos polícias foi ferido por um cão de um manifestante em Lisboa. No Porto, na Praça D. João I, a acompanhar este cenário, esteve o jornalista Miguel Pinheiro Correia.
O dia longo da acampada pela habitação no Porto começou na Praça da Batalha e terminou aqui, onde agora me encontro, na Rua do Heroísmo, junto à terceira esquadra da PSP. Mas foi na Praça D. João I, como aliás tem sido habitual, que se viveram os maiores momentos de tensão deste protesto, depois de uma marcha que começou, como referi, na Praça da Batalha e que se seguiu essa manifestação, essa concentração na Praça D. João I, onde houve uma assembleia popular, que na primeira votação, poucas pessoas quereriam dormir na praça e poucas pessoas votaram a favor de dormir nas tendas, na Praça D. João I, mas depois uma nova votação feita mais tarde, com mais pessoas a votarem a favor, deu essa conclusão ao movimento que então decidiu dormir na praça com as tendas montadas. A partir daí iniciou-se uma negociação com a PSP, que chegou a dizer, como conseguimos testemunhar, que poderiam dormir na praça, mas não com as tendas e que caso mantivessem as tendas, a polícia teria que intervir. Ora, os organizadores do movimento concordaram com a polícia, os que estavam a dialogar com a polícia concordaram e transmitiram essa decisão aos outros manifestantes, a uma grande multidão, que não concordaram e que por isso a decisão foi revertida. Acabaram por decidir manter a pernoita com tendas na Praça D. João I. Em breves instantes a polícia chegou em peso à praça e quando atuou, fê-lo de forma muito rápida. Começaram a atuar a partir de um dos lados da Praça D. João I, perto da Rua Sá da Bandeira, e numa questão de menos de 10 minutos, conseguiram afastar e retirar todos os manifestantes da Praça D. João I, esses manifestantes que depois seguiram até à Avenida dos Aliados, até que pouco tempo depois tiveram a confirmação de que alguns dos seis detidos pela PSP nesta intervenção estariam aqui nesta terceira esquadra da PSP, no Heroísmo, e por isso vieram por aqui e aqui se mantêm numa amostra de solidariedade pelo que aconteceu por esta tarde, noite e madrugada longa e tumultuosa na cidade do Porto.
Repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, que acompanhou estes momentos de tensão entre manifestantes e polícia na Praça D. João I. Já em Lisboa, esteve a acompanhar em direto estes distúrbios, o jornalista David Bileu. E David, a polícia agiu para além da Praça do Rossio, nas ruas da capital.
Os manifestantes pela habitação em Lisboa já se encontram completamente dispersos na Praça do Rossio. Já ocorrem os trabalhos de limpeza da praça e da estátua Dom Pedro IV. Esta intervenção policial começou às duas horas da manhã, após o terceiro aviso das forças de segurança para que os manifestantes desmontassem as tendas que tinham aqui, que a polícia avisou os manifestantes três vezes que depois da meia-noite e meia não seria permitido as tendas continuarem montadas aqui na praça. Os manifestantes resistiram, consideram que a legalidade está do lado deles. O mesmo pode ser dito para as forças de segurança. Ambos acreditam ter a lei do seu lado. E, portanto, esta intervenção policial começou, as forças de segurança começaram a avançar perante os manifestantes e houve aqui situações bastante tensas de confronto entre os manifestantes e a polícia, de alguma violência, lançamento de petardos por parte das autoridades e também depois da debandada destes manifestantes que viram que não conseguiam fazer face ao avanço das autoridades e por isso começaram a deslocar-se pra Praça da Figueira. Praça da Figueira, onde ainda estiveram durante alguns largos minutos e foi na Praça da Figueira onde ocorreram também os primeiros socorros a estes feridos. Os manifestantes organizaram-se novamente numa assembleia pra perceber o número de desaparecidos e também o número de possíveis feridos, inclusivamente pessoas que tivessem levado alguma bastonada por parte das autoridades. Um pouco mais tarde, as autoridades decidiram também avançar na Praça da Figueira e obrigar os manifestantes a recuar. Os manifestantes recuaram e recuaram pra Rua da Madalena e depois foram em direção ao Martim Moniz, onde estiveram durante bastante pouco tempo, porque as autoridades voltaram a demonstrar a intenção de avançar e de novamente obrigar estes manifestantes a recuar. Foi aí que começaram mais a dispersar-se, ainda estiveram na Rua dos Cavaleiros, onde montaram uma espécie de barricada, onde puseram vários caixotes do lixo a bloquear a entrada da rua, mas a situação não durou muito tempo, porque os caixotes foram repostos muito rapidamente e depois de terem subido a Rua dos Cavaleiros, a verdade é que esta manifestação se dispersou completamente e portanto agora o que se vê aqui nas ruas de Lisboa é uma situação calma, uma situação que de fato não se compara ao que foi vivido aqui nas primeiras horas da madrugada, Maria.
O jornalista David Biléu esteve na Praça do Rossio esta noite a acompanhar estes distúrbios. Tensão entre polícias que avançaram sobre os manifestantes de forma rápida e violenta e deixou uma praça vazia, com manifestantes completamente dispersados. E antes desta noite, o líder do Partido Socialista disse que está em solidariedade com os manifestantes. José Luís Carneiro criticou o silêncio do primeiro-ministro. O secretário-geral do PS falava aos jornalistas em Coimbra. Carneiro disse que Luís Montenegro devia dar a cara ao país.
Aquilo que eu tenho ouvido desses manifestantes é que, fundamentalmente, querem que o primeiro-ministro meta na gaveta a nova lei das rendas, porque as pessoas perceberam, como qualquer pessoa percebe que olhe para aquela lei, que esta é uma lei que vai facilitar os despejos. É incompreensível, sobretudo o silêncio do primeiro-ministro. Era muito importante que o primeiro-ministro aparecesse ao país, dar a cara, explicar quais são os seus objetivos para responder à crise da habitação.
São declarações de José Luís Carneiro na RTP. O líder dos socialistas rejeita também responsabilidades de anteriores governos do PS no setor da habitação e no arrendamento. Olhamos ainda na atualidade internacional, Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro. Um destes candidatos vai ser eleito hoje presidente do Brasil. Num país dividido ao meio, mais de 158 milhões de brasileiros são chamados às urnas para escolher entre o atual presidente Lula da Silva, de esquerda, e Flávio Bolsonaro, de direita, após uma campanha que terminou com os dois candidatos empatados nas sondagens. Ontem foi o último dia de campanha destes candidatos. Lula da Silva terminou o dia em São Paulo convicto de que hoje conseguirá o voto de confiança para continuar a ser presidente.
Todos que estão aqui amam a democracia e amam o Brasil. Por isso, eu estou convencido que amanhã de noite vocês vão ouvir a notícia de que o Lula, em nome do povo brasileiro, continuará presidindo esse país por mais quatro anos. Um abraço.
O presidente brasileiro Lula da Silva confiança numa reeleição, confiança que também Flávio Bolsonaro tem. O candidato de Partido Liberal encerrou a campanha em casa com um ato na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
E é na minha casa, é na nossa casa, no Rio de Janeiro. Uma salva de palma pro Rio de Janeiro. Vocês fizeram bonito e fizeram história. Eu vou ainda mais convicto que amanhã, a essa hora, o Brasil já vai ter um novo presidente!
Flávio Bolsonaro, que na primeira volta das presidenciais brasileiras obteve cerca de 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula Silva. Olhamos ainda no desporto, o Sporting recebe hoje o Académico de Viseu. Rui Borges afirma que a equipa já identificou os erros cometidos na última partida e diz que o jogo de hoje vai ser muito diferente. Os Leões vêm do primeiro desaire na Liga dos Campeões, derrota por 3x2 frente ao LASK. Na antevisão deste jogo frente à formação dos Viriatos, Rui Borges revela que o Sporting vai estar mais focado naquilo que é o próprio plano de jogo e detalha que este desafio frente ao Académico vai ser diferente do jogo da Champions.
Dentro daquilo que foi o jogo, nós identificamos claramente o porquê das coisas, o que poderíamos ter feito melhor em termos individuais e coletivos, para que no futuro não volte a acontecer da mesma forma. Por isso, em relação ao jogo do Académico, é totalmente diferente, equipes diferentes, dinâmicas diferentes, levam-nos a ter comportamentos diferentes dentro daquilo que é a nossa ideia de jogo, e focamo-nos muito mais naquilo que temos que fazer com o Académico do que propriamente agora naquilo que fizemos com o LASK ou que temos que dar continuidade. Não, no LASK, nós olhamos, percebemos e falamos naquilo que não fomos tão bons. E agora pro Académico, estamos dentro daquilo que é a estratégia, dentro daquilo que é os comportamentos que nós temos individuais e coletivos pra equipe.
O treinador leonino Rui Borges também não desvenda quem vai ser o titular na baliza. E este jogo entre o Sporting e o Académico de Viseu tem início às 20h30. Um jogo a acompanhar com relato em direto aqui na Rádio Observador. Fechamos com a nota de que durante esta noite que passou, Portugal continental e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores atrasaram os relógios. Começou o horário de inverno e a mudança de hora afeta a relação entre o relógio interno do corpo e o horário social, que pode exigir vários dias de adaptação para algumas pessoas, incluindo as crianças e os adolescentes, que podem apresentar maior sonolência e desconcentração ao longo das próximas semanas. O objetivo, segundo os profissionais de saúde, deve ser agora regular o relógio biológico natural do corpo e acelerar a adaptação à mudança da hora. Notícia de fecho deste jornal das 6 da manhã, a informação está de regresso às 18h30.