O novo álbum da fadista Cuca Roseta é um tributo a Amália Rodrigues (1920-1998), “nome maior da música portuguesa”, como afirma, em quem reconhece influência no seu percurso.

Cuca Roseta, em declarações à agência Lusa, disse que este “era um disco que há muito queria fazer”, que se concretizou por este ano se celebrar o centenário do nascimento de Amália Rodrigues.

O álbum, com o selo Sony Music, intitula-se “Cuca Canta Amália”, e a produção “foi uma partilha musical“, entre Cuca Roseta e os músicos que a acompanham.

Sobre os temas escolhidos, Cuca Roseta afirmou serem os que sempre cantou do repertório da fadista e que ainda hoje fazem parte dos alinhamentos dos seus espetáculos, além de “os cantar na casa de fados”.

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Do alinhamento fazem parte dois fados com letra de Amália Rodrigues, “A Lágrima”, musicado por Carlos Gonçalves, e “Estranha Forma de Vida”, interpretado na melodia do Fado Bailado, de Alfredo Marceneiro.

“O fado ‘A Lágrima’ é de um parceria importante do fado”, disse Cuca Roseta, referindo-se a Amália e a Carlos Gonçalves, que a acompanhou durante 30 anos, e morreu em março passado.

“Este é o tema que canto há mais anos e ainda hoje o incluo nos meus espetáculos”, prosseguiu Cuca Roseta.

A fadista decidiu “não escolher apenas fados tradicionais” e, inclui duas marchas, a do Centenário, uma criação de Maria Clara, em 1940, que Amália gravou, e uma “Marcha da Mouraria”.

Do alinhamento fazem ainda parte “Ai, Mouraria”, “Fado Malhoa”, “Fadista Louco”, “Vagamundo”, “Com Que Voz” e “Barco Negro”.

Cuca Roseta é acompanhada por Mário Pacheco, Luis Guerreiro e Sandro Costa, na guitarra portuguesa, Diogo Clemente, na viola, Marino de Freitas, na viola baixo, e Ruben Alves, ao piano.

“Amália é a minha grande inspiração”, disse à Lusa a intérprete que, em novembro último editou o livro “Cem poemas de Cuca Roseta”.

A fadista tem publicados três álbuns, e conta com uma participação no CD “JazzinFado” (2017).