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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Sou Teresa Pereira, a edição de hoje é do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Bom dia, Hugo.
Bom dia, Teresa.
Começamos pelo Diário de Notícias, que faz manchete com uma sondagem: a Polícia Judiciária resiste a Luís Neves e na confiança dos portugueses e só perde para as Forças Armadas.
Segundo a sondagem da Aximage para o DN, 59% dos inquiridos dizem confiar na PJ, 15% têm uma confiança muito grande e 44% uma confiança grande. Um resultado que coloca a Polícia Judiciária em segundo lugar entre as três instituições avaliadas neste estudo de opinião. À frente estão apenas as Forças Armadas, com 62% de avaliações positivas. Em sentido inverso, surge o governo. Setenta e seis por cento dos inquiridos dizem ter pouca ou muito pouca confiança no executivo de Luís Montenegro. A Justiça também não sai bem na fotografia nesta sondagem. Os tribunais e os juízes ficam-se pelos 31% de confiança. O Ministério Público está ligeiramente melhor, mas não vai além dos 33%.
Seguimos com o Jornal Público, com destaque para uma entrevista a Augusto Santos Silva, o antigo presidente da Assembleia da República, sai em defesa de Luís Neves e fala numa operação política evidente para tentar liquidar a PJ.
Santos Silva critica o ministro da Administração Interna, mas destaca pontos positivos, como as melhorias no aeroporto de Lisboa e a atuação no combate aos incêndios. O socialista elogia ainda o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que diz ter recentrado a direção do PS e defende que o país deve contribuir para a estabilidade política no debate do orçamento. Sobre a educação, Santos Silva recusa dizer que Fernando Alexandre é o pior ministro da Educação, mas aponta resultados muito negativos, com críticas à extinção da Fundação para a Ciência e Tecnologia, às mudanças no ensino superior e à gestão dos exames e ao arranque do ano letivo. Já sobre António José Seguro, Santos Silva faz um balanço globalmente positivo do mandato, mas critica a lei das burcas, que diz ter criado um problema que não existia em Portugal.
Olhamos ainda para o Jornal de Negócios, que escreve que a subida da Euribor está a abrir caminho a uma nova onda de renegociações do crédito à habitação.
Os intermediários de crédito esperam que mais famílias procurem rever os empréstimos, numa altura em que as prestações da casa estão a pesar mais nos orçamentos. Uma das soluções pode passar por trocar uma taxa variável por uma taxa fixa, para que as famílias saibam de antemão quanto vão pagar todos os meses. Os intermediários antecipam ainda uma redução do número de novos créditos, com o aperto das regras das taxas de esforço impostas pelo Banco de Portugal a dificultar o acesso ao financiamento.
Passamos agora aos destaques da imprensa internacional, a começar pelo El País, que se foca na Alemanha. Escreve o jornal espanhol que a extrema-direita atirou Friedrich Merz contra a corda, depois dos maus resultados da CDU nas eleições regionais deste domingo.
O partido do chanceler alemão ficou abaixo dos 5% no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e, pela primeira vez na história, não conseguiu eleger deputados para o Parlamento Regional. O partido de extrema-direita, AfD, Alternativa pela Alemanha, foi a força mais votada neste estado, com 38% dos votos, à frente do SPD, que conseguiu 35%. Ainda assim, os restantes partidos afastam a possibilidade de a AfD formar governo. Em Berlim, os resultados apontam para uma vitória da esquerda radical, com a CDU em segundo e a AfD em terceiro. Perante os resultados, Merz classificou o desempenho da CDU como um desastre. O chanceler reuniu de emergência com os principais dirigentes do partido e recebeu apoio para continuar à frente do executivo.
Seguimos com o britânico Financial Times, que revela que as grandes empresas tecnológicas estão a recorrer cada vez mais a garantias para financiar a corrida à inteligência artificial.
Segundo o jornal, empresas como a Meta e a NVIDIA assumiram até US$ 300 mil milhões em garantias no último ano para apoiar o financiamento de centros de dados e chips de inteligência artificial. Estas garantias permitem às empresas apoiar projetos sem registarem toda a exposição diretamente nos balanços. Na prática, cobrem parte das perdas se no futuro os centros de dados ou os chips perderem o valor. O recurso a este tipo de financiamento está a crescer à medida que os investimentos em inteligência artificial aumentam e começam a ultrapassar o dinheiro gerado pelas próprias empresas.
Estão vistos os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. A conferência de imprensa regressa amanhã.