Título: Aproximadamente do Tamanho do Universo
Autor: Jón Kalman Stefánsson
Editora: Cavalo de Ferro
Ano da Edição: março de 2020
Páginas: 320
Preço: 20,99€

O mais recente romance do escritor islandês foi publicado em Portugal no mês de março

O jornal norueguês Dagbladet compara Stefánsson a Melville e o The Independent a Cormac McCarthy. Se resulta em termos comerciais, as comparações também desnudam as diferenças entre Aproximadamente do Tamanho do Universo e obras como Moby Dick ou A Estrada. Enquanto o livro de McCarthy, e principalmente o de Melville conseguem, desenvolver as vertentes sociológicas e psicológicas — Moby Dick é também documental –, o de Stefánsson fica aquém. O autor nascido em Reiquiavique não consegue delinear com igual interesse a inóspita Islândia, a sociedade em transformação e a psicologia das personagens que nela se movem. Mesmo que evitemos a comparação proposta pelo Times Literary Supplement, The Independent e Dagbladet, é inevitável compararmos esta e outras obras anteriores do mesmo autor. Esta obra díptica, terminada com este livro, não chega ao patamar da anterior trilogia.

Aproximadamente do Tamanho do Universo continua a partir de o fim de Os Peixes Não Têm Pés. A história de três gerações estabelecidas num inclemente lugar do planeta começa, em Os Peixes Não Têm Pés, com uma informação em jeito de aviso para quem entra nas 660 páginas deste díptico sobre Ari e a sua família:

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