“Calm before the storm
Overtaking all it sees
Rushing to the end”

Não é todos os dias que se pode começar uma crítica de um videojogo com um haiku. Um de muitos que compusemos em reflexões sobre a vida, morte ou família a olhar para os maravilhosos pedaços de paisagem deste Ghost Of Tsushima. Este é um dos vários elementos de um jogo que está cheio de pequenos detalhes num design que parece ter sido desenvolvido para nos dar momentos de calma e confiança mesmo nas fases mais tensas e violentas que se vão sucedendo enquanto caminhamos por esta aventura. Uma ode à qualidade de vida que nos quer fazer acreditar que somos efetivamente um samurai.

A oitava geração de consolas está a chegar ao fim, por isso é difícil falar de Ghost Of Tsushima sem um certo sentimento de conclusão. É-nos trazido pelo estúdio Sucker Punch, e sucede a Infamous Second Son e à sua igualmente ótima expansão Infamous First Light, jogos que em 2014 ajudaram a levar a PS4 a dominar tudo o que tenha a ver com jogos single-player, geralmente open-world e sempre definidos por uma aposta forte em narrativas intensas. A diferença enorme desses últimos registos de Infamous — muito urbanos e cheios de néon, quase feitos para nos mostrar as capacidades da, na altura, recém lançada PS4 — para este Ghost Of Tsushima, é até uma das maiores surpresas que temos aqui. Uma evolução muito bem recebida daquele que será provavelmente o último de uma série de muitos e bons exclusivos.

[o trailer de “Ghost Of Tsushima”:]

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