Foram anunciados esta sexta-feira os primeiros resultados dos concursos para as direções das entidades sob tutela da Museus e Monumentos de Portugal.
Sandra Vieira Jurgens mantém-se à frente da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), tal como António Carvalho, que desempenha o cargo de diretor do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, desde 2012. Margarida Donas Botto assume em pleno a direção do Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém após ser nomeada ao cargo interinamente em maio após a saída de Dalila Rodrigues para tornar-se ministra da Cultura.
Nas novidades, Maria de Lurdes Rufino assume a direção do Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães e Milton Pacheco será o novo diretor do Paço dos Duques e Castelo de Guimarães. Rosário Salema de Carvalho é a nova diretora do Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, ao passo que Sandra Saldanha será a nova diretora do Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra. Mariana Viterbo Brandão assume a direção do Museu Nacional do Teatro e da Dança, em Lisboa e Rui Câmara Borges a do Laboratório José de Figueiredo.
Numa nota enviada às redações, Museus e Monumentos de Portugal assinala estas novas nomeações como “um novo ciclo de crescimento e promoção da cultura, da arte e do património, procurando reforçar o compromisso com os processos de democratização, internacionalização e inovação dos monumentos e museus nacionais”.
Colocada à frente do Museu de Alberto Sampaio, Maria de Lurdes Rufino — licenciada em História de Arte, com pós-graduação em Museologia — tem feito um percurso institucional que a levou a coordenar o Mosteiro de São Martinho de Tibães, em Braga, entre 2014 e 2019, e a atuar enquanto administradora não executiva do Theatro Circo. Neste momento, exercia funções enquanto conservadora no Museu Municipal de Esposende.
Na mesma cidade, Milton Pacheco, o novo diretor do Paço dos Duques e Castelo de Guimarães, é licenciado e mestre em História da Arte pela Universidade de Coimbra, tendo com áreas de investigação a arquitetura religiosa e do Santo Ofício. Depois de trabalhar como assessor no Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Coimbra, estava de momento na Casa-Museu Elysio de Moura.
Mais a sul, a nova diretora do Museu Nacional Machado de Castro, Sandra Saldanha, é doutorada em História da Arte pela Universidade de Coimbra. Descrita como tendo “vasta experiência académica e profissional dos domínios da história de arte, património e promoção cultural”, faz investigação sobre a arte portuguesa na Idade Moderna no Centro de História da Sociedade e da Cultura, da mesma instituição onde se formou.
Na capital, Rosário Salema de Carvalho assume o cargo de direção do Museu Nacional do Azulejo. Sendo investigadora no ARTIS–Instituto de História da Arte, tem como especialidade azulejaria portuguesa, fruto de uma formação que inclui um mestrado em Arte, Património e Restauro e um doutoramento em História pela Universidade de Lisboa. De momento coordenava projetos relacionados com os estudos e inventário do azulejo, em colaboração com o Museu que vai dirigir.
Outra novidade em Lisboa é a nomeação de Mariana Viterbo Brandão para a direção do Museu Nacional do Teatro e da Dança. Formada em Dança e em História da Arte, tem cumprido um papel de investigação e docência universitária na área de performance e história da dança. Com uma “trajetória académica e artística diversificada”, era de momento diretora de produção do Arena Ensemble e diretora artística do Festival Temps d’Images, acumulando essas ocupações com investigação no Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes.
A última entrada prende-se com a direção do Laboratório José de Figueiredo, assumida por Rui Câmara Borges, cuja formação inclui um mestrado em Conservação e Restauro e um doutoramento em Ciência e Engenharia de Materiais, com especialização em ligas de prata portuguesa dos séculos XV a XVII. Presidente da Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal, é também professor no Departamento de Ciências dos Materiais na Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL).
De acordo com a Museus e Monumentos de Portugal, os nove concursos acima referidos “receberam um total de 69 candidaturas — de proveniências tão diversas quanto a Venezuela, Espanha, Itália ou Estados Unidos, além de Portugal”. O mesmo organismo refere que as candidaturas “foram avaliadas por um júri composto por elementos nacionais e estrangeiros, incluindo académicos, investigadores e especialistas nas áreas da cultura, património e museologia, assim como representantes de associações profissionais do setor”.
Os mandatos são exercidos em regime de comissão de serviço com a duração de três anos (até dezembro de 2027), sendo que falta saber os resultados do sexto concurso, lançado a 9 de dezembro, para novos os diretores do Convento de Cristo, do Mosteiro de Alcobaça, do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, da Fortaleza de Sagres, do Panteão Nacional, do Museu Nacional da Música e do Palácio Nacional de Mafra.