Eis o primeiro clássico de um domingo épico. A abrir um dia repleto de clássicos, Benfica e FC Porto mediram forças na segunda jornada do Grupo A da fase final do Campeonato Nacional de andebol. Era o único clássico do dia disputado na capital portuguesa, à mesma hora que as duas equipas mediam forças no Dragão Arena, no voleibol feminino, e antes do crème de la crème que é a partida do futebol, também na cidade Invicta. Depois de uma primeira jornada em que os dragões bateram o Marítimo e as águias perderam em casa do rival Sporting, este jogo podia ser importante para as contas finais, na medida em que a derrota lisboeta deixava a discussão do Campeonato praticamente reduzida a duas equipas. Caso contrário, a luta continuava a três totalmente aberta nesta fase.
“Chegamos a este jogo num momento complicado, com vários jogadores tocados, alguns lesionados e a tentar recuperar o desgaste físico que levam alguns jogadores que estão a jogar há muito tempo. Em casa, com os adeptos, temos sempre de tentar fazer o melhor possível e dar o máximo. Vai ser muito complicado, porque temos muitos problemas, mas é um clássico, um jogo importante para o clube, e temos de tentar ganhar e dar uma boa imagem diante dos nossos adeptos. O FC Porto está no seu melhor momento da temporada”, perspetivou Jota González antes da partida.
“Acredito que temos grandes chances de ganhar o Campeonato, por isso temos que estar concentrados em todos os jogos. Não podemos facilitar, pois a mínima distração pode custar-nos o Campeonato. Sinto a equipa preparada para os jogos que aí vêm, que serão os jogos mais difíceis da época, mas são os jogos que mais queremos jogar. Estamos muito motivados e vamos continuar a trabalhar para elevarmos o nosso nível e ganharmos o Campeonato. Tenho a certeza de que vamos encontrar uma equipa muito forte e um clássico é sempre um clássico, por isso vamos ter sempre que dar o nosso máximo. Se assim não for, podemos sair de lá derrotados e não queremos isso”, assumiu o guarda-redes Diogo Rêma.
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Para este quarto clássico da temporada — o Benfica ganhou nas meias-finais da Supertaça e perdeu os dois da fase regular do Campeonato —, Bélone Moreira era a grande baixa dos encarnados, devido a uma rotura parcial no músculo vasto interno da coxa direita, explicou o clube em comunicado. Por outro lado, Capdeville recuperou e foi titular na baliza, numa partida que começou com os dragões em melhor plano, com Fábio Magalhães a abrir as hostilidades. As águias responderam da melhor forma, viraram o resultado para 4-3, mas não aproveitaram uma falha técnica para dilatar a vantagem. A partir daí, seguiram-se duas faltas ofensivas do Benfica e a equipa de Magnus Andersson chegou aos dois golos de vantagem, com Thorsteinn Gunnarsson em destaque (6-8).
A vantagem de três golos não passou de uma mera formalidade, com Magalhães a aproveitar um período de destaque de Sebastian Abrahamsson (7-10). A partir daí, Gabriel Cavalcanti saiu do banco para comandar a reviravolta encarnada na parte final do primeiro tempo, reduzindo, numa primeira fase, para apenas um golo (10-11). Pouco depois, Filip Taleski foi excluído e Capdeville começou a aparecer na baliza encarnada. A três minutos do intervalo, uma falha dos dragões permitiu ao macedónio empatar (14-14), com Cavalcanti a fazer o 15-14 depois de um time-out portista. Depois de um choque de cabeças entre Gunnarsson e Alexis Borges, Taleski acabou expulso por ter empurrado o islandês, mas o Benfica segurou a vantagem com golo de Stiven Valencia, desperdiçando novo golo na última jogada (16-15).
#AndebolBenfica | ⏸️ Em vantagem ao intervalo!
SL Benfica 16-15 FC Porto
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Na segunda parte, Antonio Martínez reduziu de pronto para o FC Porto que, pouco depois, teve Pedro Valdés excluído. Ainda assim, os dragões reagiram bem à inferioridade numérica, antes de o guarda-redes internacional português voltar a agigantar-se. Pelo meio Miguel Sánchez-Migallón e Izquierdo não desperdiçaram e o Benfica chegou aos dois golos de vantagem nos primeiros dez minutos (20-18). Depois de Rahmel ter marcado um livre de sete metros, Capdeville voltou a travar um contra-ataque de Leonel Fernandes, desperdiçando o empate (21-20). Do banco saiu a pausa técnica de Jota mas, na outra baliza, Abrahamsson respondeu ao colega de posição e, no ataque, Martínez empatou (21-21).
Com o jogo equilibrado, os encarnados tentaram surpreender com a aposta no 7×6 no ataque, mas Rêma não quis ficar a ver e travou um livre de sete metros de Rahmel, bem como a recarga. Seguiu-se o golo de Egon Hanusz e mais duas intervenções — uma de cada lado — dos guarda-redes portugueses. Depois de Magnus também parar o jogo, os dragões também lançaram o 7×6 e empataram por Rui Silva (23-23). Valencia e Rui Silva continuaram eficazes e, depois de uma perda de bola do Benfica no ataque, Martínez completou nova reviravolta à entrada para os últimos dez minutos (24-25). Sánchez-Migallón converteu, então, novo livre de sete metros e, no lance seguinte, Capdeville parou mais uma grande remate, de Diogo Oliveira, mas Magalhães segurou a vantagem (25-26).
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A partida entrou, então, numa toada de parada-resposta, até Gustavo Capdeville travar mais um tiro. Com oportunidade de remontar, Stiven Valencia ganhou a bola na ponta e não vacilou (27-26). Depois de nova falta técnica azul e branca, Diogo Rêma respondeu da mesma forma e, a cinco minutos do fim, Fábio Magalhães foi excluído por protestos. Em 7×5, Christopher Hedberg cometeu uma falta atacante e, no ataque, Daymaro Salina também foi excluído. Valdés ainda empatou, Miguel respondeu de sete metros e Martínez voltou a empatar. À entrada para os últimos dois minutos, Rui Silva recolocou o FC Porto na frente, com Miguel Sánchez-Migallón a empatar dos sete metros (29-29). No minuto final, Magalhães cometeu uma falta atacante, mas os encarnados não aproveitaram e atiraram a bola para fora.
Para os últimos 12 segundos, Magnus Andersson solicitou nova pausa técnica, trabalhou o ataque em 7×6 e a equipa correspondeu, com a bola a entrar na ponta, permitindo a Ricardo Brandão finalizar de pronto, ao meio, a dois segundos do fim. Já não houve tempo para nova resposta, pelo que o FC Porto somou a terceira vitória da temporada frente ao Benfica (29-30). Desta forma, o conjunto azul e branco voltou a alcançar o Sporting na primeira posição do Grupo A, com 38 pontos, e deixou o Benfica a seis pontos da liderança, com 32. No próximo fim de semana termina a primeira volta, com os jogos FC Porto-Sporting e Marítimo-Benfica.