A concorrer com Deslocado, os Napa continuam em prova na Eurovisão ao conseguir o apuramento para a final do certame, a decorrer em Basileia, na Suíça, este sábado, 17 de maio.
Para almejar tal feito, a banda madeirense esteve a competir com outras 14 canções nesta primeira semifinal, sendo que só as 10 primeiras se qualificaram para a final.
Presentes na prova por força da sua vitória no Festival da Canção a 8 de março com Deslocado, os Napa tiveram pela frente os competidores da Islândia (com a canção RÓA, interpretada por VÆB), da Polónia (GAJA/Justyna Steczkowska), da Eslovénia (How much time do we have left/Klemen), da Estónia (Espresso Macchiato/Tommy Cash), da Ucrânia (Bird of pray/Ziferblat), da Suécia (Barra Bada Bastu/KAJ), da Noruega (Lighter/Kyle Alessandro), da Bélgica (Strobe Lights/Red Sebastian), do Azerbaijão (Run With U/Mamagama), de São Marino (Tutta l’Italia/Gabry Ponte), da Albânia (Zjerm/ Shkodra Elektronike), dos Países Baixos (C’est La Vie/Claude), da Croácia (Poison Cake/Marko Bosnjak) e do Chipre (Shh/Theo Evan).
Além de Portugal, classificaram-se nesta primeira semifinal Noruega, Albânia, Suécia, Islândia, Países Baixos, Polónia, San Marino, Estónia e Ucrânia.
Esta primeira semifinal, transmitida em direto pela RTP1 às 20h00, contou também com as interpretações da Espanha (Esa diva/Melody), da Itália (Volevo essere un duro/Lucio Corsi) e Suíça (Voyage/Zoë Më), países que já estavam à partida apurados: os dois primeiros por fazerem parte dos Big 5 (os outros são a Alemanha, a França e o Reino Unido) e o terceiro por ser o país anfitrião devido à vitória de Nemo em 2024 com The Code.
Os Napa conseguiram assim manter a sequência de apuramentos para a final da Eurovisão ininterrupta desde 2019, apesar das casas de apostas darem-nos como perdedores na véspera desta semifinal. Esta terça-feira, Portugal surgia em 14.º lugar nas apostas relativas a esta primeira ronda, com uma hipótese de qualificação de apenas 15%.
A noite ficou também marcada pela presença de iolanda, cantora que representou Portugal em 2024, com a canção “Grito”. A artista constou entre os convidados num tributo a Céline Dion, cantando Ne partez pas sans moi, canção com a qual Dion venceu a edição de 1988 em representação da Suíça.
Segue-se a segunda semifinal, na quinta-feira, onde competem mais 16 países, por outros dez lugares na final: Austrália, Montenegro, Irlanda, Letónia, Arménia, Áustria, Grécia, Lituânia, Malta, Geórgia, Dinamarca, República Checa, Luxemburgo, Israel, Sérvia e Finlândia. Além disso, serão apresentadas as canções dos outros três países com entrada direta na final: França, Alemanha e Reino Unido.
Depois de uma gala sem sobressaltos, essa segunda ronda deverá ficar marcada por mais controvérsia devido à participação de Israel no concurso, já que, tal como em 2024, voltaram a surgir apelos — não atendidos — à União Europeia de Radiodifusão (UER) para a exclusão do país do certame devido ao conflito israelo-palestiniano
Um desses apelos foi feito por cantores, compositores, músicos, bailarinos e membros de coro de vários países, entre os quais Portugal, numa carta aberta publicada conjuntamente pela organização não-governamental Artists For Palestine e pelo movimento Boycott, Divestment, Sanctions (Boicote, Desinvestimento e Sanções, em português) (BDS). Entre os subscritores estão Salvador Sobral, Paulo de Carvalho, Lena D’Água e António Calvário.
Eis a lista dos atuais 13 apurados que vão participar na final da Eurovisão de 2025 e respetivas performances na semifinal, por ordem de atuação: