A Netflix continua a apostar em séries documentais em volta de temas que têm conseguido bons resultados, sejam sobre posições no futebol americano ou eventos que correram muito, muito mal. É certo que há uma certa preguiça na repetição de fórmulas mas, por outro lado, são documentários num estilo bem melhor do que aquilo que andávamos habituados a ver há uma década.
Esta semana também, Lena Dunham está de volta, agora com Too Much, e a Apple TV+ dá uma nova oportunidade a Foundation. A terceira temporada da adaptação da obra de Isaac Asimov desperta a pergunta (mais uma vez): alguém anda a ver os ótimos títulos desta plataforma?
“Quarterback”, temporada 2
Netflix, terça-feira, 8 de julho
Em 2023 a Netflix criou uma série dedicada aos quarterbacks da NFL. O plano não era tanto criar uma espécie Drive To Survive de futebol americano, mas apresentar as várias dinâmicas da posição ao longo da época, com apoio no passado dos jogadores retratos e o seu desenvolvimento durante a época. No ano passado mudaram o esquema e surgiu Receiver, dedicada a quem recebe as bolas dos quarterbacks (wide receivers e tight ends). Este ano regressa ao formato original, acompanhando a época de 2024 de Joe Burrow (Bengals), Jared Goff (Lions) e de Kirk Cousins, que está de regresso, mas em 2024 estava noutra equipa, os Falcons. Se gosta de desporto mas não tem paciência para futebol americano, irá ficar admirado com isto.
“Trainwreck: The Real Project X”
Netflix, terça-feira, 8 de julho
A série de documentários Trainwreck dedica-se a falar de casos que foram um autêntico falhanço. Já passaram por lá o Woodstock de 99 e há dias estreou-se The Cult of American Apparel, sobre a marca de roupa que, bom, onde é que todos tínhamos a cabeça há uma década e tal para pensar que aquilo era OK? Este é sobre uma rapariga holandesa que, em 2012, decidiu fazer a festa dos seus 16 anos e criar como um evento no Facebook. Milhares de pessoas apareceram na sua pequena cidade e gerou-se o caos. Ah, a inocência daqueles tempos.
“Ballard”
Prime Video, quarta-feira, 9 de julho
Bosch foi um dos primeiros sucessos da Prime Video, tornando-se num daqueles procedurals que nos começava a mostrar que a televisão em streaming não era assim tão diferente da outra. Nenhum mal nisso. Agora é a vez do spin-off, também criada por Michael Connelly e em volta de Renée Ballard (Maggie Q), personagem que já nos foi apresentada no final de Bosch: Legacy.
“Too Much”
Netflix, quinta-feira, 10 de julho
Lena Dunham está de volta e, desta vez, trocou a Nova Iorque de Girls por Londres. A premissa é esta: Jessica (Megan Stalter) muda-se dos Estados Unidos para a capital inglesa por razões profissionais. O motivo principal é outro, contudo: uma relação que terminou há meses, facto que não a deixa atinar com a vida. Tudo à sua volta está a sofrer e já não é a mesma no trabalho. A esperança é que a mudança de ares traga coisas boas. Acresce que Jessica é fascinada pela cultura britânica, mas fascinada apenas por aquilo que colhe através de livros, filmes, música, séries. Ou seja, não só é uma ideia romantizada como, em boa parte, é uma ideia errada. E ela terá de viver com isso como norte-americana com um discurso contemporâneo e aquela necessidade – também contemporânea – de explicar todos os seus comportamentos e apêndices. É uma comédia e há traços comuns entre esta Jessica e a personagem de Dunham em Girls, mas não é uma coisa que se queira evidenciar, porque o contexto de Londres oferece um conjunto de novas barreiras que vão sendo explorados com piada e fugindo ao óbvio. Conta com bons cameos e uma ótima interpretação de Will Sharpe (que alguns se lembrarão da segunda temporada de White Lotus).
“Fúria”
Max, sexta-feira, 11 de julho
Produção espanhola na qual a Max tem depositado grandes esperanças. A estreia é global, os dois primeiros episódios chegam esta semana e o restantes seis a um nível semanal. Criada e realizada por Félix Sabroso, anda à volta da vida de cinco mulheres interpretadas por Carmen Machi, Candela Peña, Cecilia Roth, Nathalie Poza e Pilar Castro. A ideia é criar um retrato contemporâneo, com desavenças, humor e vingança. Há de tudo, artistas snobes, chefs, assistentes de loja e atrizes porno que foram ficando esquecidas.
“50 Anos de Tubarão: A história definitiva dos bastidores”
Disney+, sexta-feira, 11 de julho
Tubarão é daqueles filmes sobre os quais se quer saber sempre um pouco mais, ter acesso a material nunca visto e descobrir novos detalhes sobre a operação que levou ao sucesso que dura até hoje. Esta produção da National Geographic é mais uma peça para o puzzle, para reforçar (e esclarecer) o imaginário em volta do filme, com imagens nunca vistas e entrevistas a Steven Spielberg.
“Foundation”, temporada 3
Apple TV+, sexta-feira, 11 de julho
A ideia de David S. Goyer era que Foundation tivesse oito temporada. Vamos agora para a terceira, mas será que se aguenta. A adaptação da obra de Isaac Asimov não tem tido vida fácil, não por falta de qualidade, mas porque há menos gente do que seria previsível a olhar para as ótimas produções da Apple TV+: por exemplo, estão lá três das melhores séries de ficção científica da atualidade — esta, Murderbot e Silo. Por enquanto, nada está anunciado sobre esta ser a última temporada, por isso, há que saborear estes episódios sem isso em mente. Esta semana estreia-se o primeiro episódio, os restantes chegarão a um ritmo semanal.
“The Wild Ones”
Apple TV+, sexta-feira, 11 de julho
Nova série sobre a vida selvagem a estrear-se no serviço de streaming da Apple. Desta vez, viagem pelo mundo com Declan Burley, Vianet Djenguet e Aldo Kane à procura de espécies em vias de extinção que o trio pretenderá salvar. Ao todo serão seis, uma por episódio.