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▲Sede do Banco Master

Bloomberg via Getty Images

▲Sede do Banco Master

Bloomberg via Getty Images

Os "tentáculos" do caso Master, que provocou "a queda da Bastilha". Como a corrupção assombra a campanha eleitoral no Brasil

O Caso Master pôs a nu a fragilidade do combate à corrupção no Brasil, com os juízes do Supremo, cada vez mais politizados, debaixo de fogo. E nem os candidatos escapam.

É um arranha-céus numa zona movimentada de São Paulo. Com o sol a brilhar entre nuvens nesta terça-feira ao início da tarde, grupos de colegas que trabalham nas redondezas passam pelo edifício sem lhe prestar grande atenção. Porém, há até quem tire fotografias e se ria. Na Rua Elvira Ferraz, no número 440, o prédio parece estar vazio. Ninguém entra, ninguém sai. A entrada está inclusivamente vedada, apesar de um luxuoso lobby ser visível desde o exterior. Num placard à porta, leem-se informações de que há triplexes disponíveis para alugar. Quem passasse por ali há um ano, encontrava um cenário totalmente diferente. No 13.º andar, estava localizado o escritório de um empresário cujo nome todos os brasileiros passaram entretanto a conhecer: Daniel Vorcaro.

O complexo Auri Faria Lima albergava a sede do Banco Master, liderado precisamente por aquele banqueiro. No dia 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal brasileira lançou uma operação judicial que resultou na detenção do empresário. Na rua Elvira Ferraz, as autoridades realizaram buscas no escritório do empresário. E encontraram relógios, joias e obras de arte avaliadas em milhões de reais. Solange Beraldo trabalha num edifício perto da rua Elvira Ferraz. Ao Observador, lembra que, naquele dia ventoso e chuvoso de novembro, vários carros da polícia estavam estacionados à porta. “Foi uma grande confusão, ninguém sabia o que estava a acontecer. Depois vi no noticiário que estavam a realizar uma operação no Banco Master.”

O designado caso Master foi um escândalo de grandes proporções no Brasil — está atualmente a ser comparado ao caso Epstein, nos Estados Unidos. Atualmente detido, Daniel Vorcaro terá construído uma complexa teia de influências junto das elites políticas e judiciais do país para avançar com negócios ilícitos. O banco que geriu declarou falência e o sistema financeiro brasileiro ressentiu-se. As consequências foram, no entanto, muito mais profundas do que isso: tiveram implicações políticas numa polarizada campanha eleitoral. E há vários suspeitos de manterem uma relação promíscua com o empresário: vários juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o magistrado Alexandre de Moraes.

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▲ Dia das buscas no Banco Master

Bloomberg via Getty Images

Para Roberto Livianu, foi uma “história devastadora” no Brasil, um país que já viveu escândalos de corrupção massivos, como o Lava Jato ou o Mensalão. Enquanto presidente do Instituto Não Aceito Corrupção (INAC), este procurador de São Paulo denuncia os “tentáculos” do caso Master, que chegavam a todo o lado. “Foi uma barbaridade”, considera o responsável jurídico, enquanto conversa com o Observador num café em São Paulo.

Por conta das suas alegadas ligações ao caso Master, Alexandre de Moraes voltou a fazer manchetes na imprensa brasileira. O reservado e polémico juiz liderou o julgamento histórico no STF que culminou na condenação do antigo Presidente, Jair Bolsonaro, a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Nessa altura, o magistrado ganhou um grande protagonismo. Para os seus apoiantes, salvou a democracia brasileira. Mas, pouco tempo depois, o possível envolvimento na teia de Daniel Vorcaro veio abalar a reputação de um homem que, mesmo sendo odiado por metade do Brasil, parecia estar imune a qualquer suspeita de corrupção.

Alexandre de Moraes. O paulista envolvido no Caso Master que protagonizou a “sessão mais deplorável da história” do STF

Nascido em 1968, Alexandre de Moraes estudou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), considerada a mais prestigiada do país. Situada no histórico Largo de São Francisco, no centro da cidade, a instituição é famosa pelas suas arcadas que cercam o pátio interno — o local onde, ao longo de gerações, os estudantes realizavam debates sobre política. A instituição sempre funcionou como o berço das elites políticas brasileiras, tendo formado 13 Presidentes da República.

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▲ Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

AGB Photo Library/Universal Imag

O último Presidente do Brasil a estudar na FDUSP — e que privou com Alexandre de Moraes — foi o também paulista Michel Temer, que governou o Brasil entre 2016 e 2018. Foi o antigo chefe de Estado quem o nomeou para o Supremo Tribunal Federal, em 2017. Na altura, o atual juiz do STF já era o seu ministro da Justiça, tendo antes disso desempenhado importantes funções políticas no estado de São Paulo.

Alexandre de Moraes foi durante anos professor na FDUSP, lecionando várias disciplinas como Direito do Estado. Aliás, apesar de integrar o STF como juiz desde 2017, continua nos quadros da instituição paulista, onde ingressou em 2002 e na qual se tornou professor titular. Nem as mais recentes polémicas do caso Master o afastaram da universidade, onde dá aulas atualmente apenas a pós-graduações.

No Pátio das Arcadas da faculdade, esta terça-feira ao final da manhã, destacava-se um grande emblema que antecipava o bicentenário da FDUSP, que se vai cumprir daqui a 295 dias. Havia mesmo um cronómetro a indicar isso à entrada do edifício. Nas Arcadas, ocorria um evento de gastronomia do mundo, onde os estudantes provavam iguarias de países como a Bulgária ou a Síria.

▲ O evento de sabores no mundo Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

José Carlos Duarte

À porta da universidade, Andressa Bertolani, que frequenta o terceiro ano do curso de Direito, saía desse evento onde tinha comido uns doces da banca árabe. Ao Observador, a jovem refere que tem acompanhado toda a “novela” judicial de Alexandre de Moraes, o professor da faculdade em que estuda. “Sou bem honesta: eu acho que Alexandre de Moraes esteve bem na forma como geriu o processo da condenação de Bolsonaro. Fez algo muito importante para a democracia brasileira”, diz, não escondendo o seu sentido de voto: Lula da Silva.

No entanto, a estudante ressalva ao Observador que não vê com bons olhos todas as aparentes ligações ao caso Master. “Ainda não lhe foi aberto nenhum inquérito, isso é certo. Mas, a ser verdade o que está a ser divulgado, é muito grave. Havendo estas suspeitas, já é grave. Eu quero acreditar num princípio elementar do Direito: a presunção de inocência. Mas que o caso é muito sério, isso parece ser”.

A referência de Andressa Bertolani à abertura do processo alude àquele que foi um dos episódios mais mediáticos da história recente do STF. A 15 de setembro de 2026, os juízes do Supremo Tribunal deliberavam sobre se avançavam para a abertura de um inquérito individualizado de investigação a Alexandre de Moraes, em resultado das alegadas ligações ao caso Master.

epa12369995 Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes takes part during the trial for the attempted coup by former Brazilian President Jair Bolsonaro and seven other defendants at the Federal Supreme Court in Brasilia, Brazil, 11 September 2025.  EPA/ANTONIO LACERDA

▲ Alexandre de Moraes

ANTONIO LACERDA/EPA

Não se chegou a nenhuma conclusão. Um dos juízes — Flávio Dino — optou por emitir um pedido de vista, que adiou a decisão até um prazo de 90 dias. Ao Observador, Elandro Garcia, que estuda no 4.º ano de Direito na FDUSP, interpreta que isso foi uma forma de “empurrar o assunto para depois das eleições”: “É óbvio que ninguém queria ver o juiz amiguinho do Lula a enfrentar um inquérito antes das eleições”. Vestido formalmente com blazer apesar dos 22 graus que se faziam sentir no Largo de São Francisco, o jovem de 22 anos esclarece, por iniciativa própria, que não é “apoiante de Flávio Bolsonaro” (mas também realça que “não é de Lula”).

“Na minha opinião, eu acho que os juízes estão condicionados pela política. Houve uma politização do sistema judicial brasileiro, que é lamentável”, afirma. “O Supremo Tribunal Federal precisa de ser repensado e remodelado. O que sinto é que os juízes são escolhidos por afinidades políticas e não por mérito. Depois, isso leva a que tomem decisões para favorecer quem desejam”, critica. Para o estudante, Alexandre de Moraes tem tido uma “conduta terrível”: “Julgou-se o salvador da democracia, mas agora está numa situação bem difícil por causa do Vorcaro”.

Enquanto presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu partilha muitas das críticas do estudante. Recordando as suspeitas de que a mulher de Alexandre de Moraes — Viviane Barci de Moraes — terá celebrado um contrato de 131 milhões de reais (cerca de 23 milhões de euros) com o Banco Master sob suposta supervisão do magistrado, o procurador considera que o episódio viola gravemente os princípios éticos do STF. “O Alexandre de Moraes parece ter prestado consultoria para o empresário [Daniel Vorcaro]. Um juiz não pode dar consultoria a ninguém. Até um estudante de primeiro ano [de Direito] sabe disso, sobre a função de um juiz.”

▲ Roberto Livianu recorda suspeitas sobre Alexandre de Moraes

Roberto Livianu

No café em São Paulo, onde tomou um café e comeu um pão de queijo, Roberto Livianu diz que a sessão do STF “foi a mais deplorável da história” do tribunal. “Foi uma perda de compostura, uma falta de respeito com o povo”, critica, frisando que o Brasil “vive um momento crítico”. Nas funções que desempenha enquanto líder da associação, sente que os brasileiros estão “a observar de perto o caso Master” e “está todo o mundo muito incomodado”. 

O procurador diz mesmo haver um “sentimento” no Brasil “parecido àquele que gerou “a eclosão da queda da Bastilha” após o dia 15 de setembro. Enquanto figura que ganhou mediatismo, Alexandre de Moraes é talvez o juiz que mais críticas atrai. Figura odiada pelos apoiantes da família Bolsonaro pela forma como geriu o processo judicial que levou à prisão do antigo Presidente, as eventuais ligações ao caso Master — que o magistrado tem sempre negado — levam muitos a acreditar que poderá vir a ser alvo de um impeachment, caso Flávio Bolsonaro vença a segunda volta das eleições.

Por sua vez, Lula da Silva nunca escondeu alguma proximidade a Alexandre de Moraes, principalmente durante o julgamento de Jair Bolsonaro. O atual Presidente nunca deixou de elogiar o “serviço” que o juiz prestou à democracia brasileira pela forma como conduziu o processo judicial. Ainda assim, o chefe de Estado tem, mais recentemente, feito um esforço de se desvincular do magistrado.

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▲ Alexandre de Moraes e Lula da Silva

AFP via Getty Images

Como o caso Master pode ter sido o produto da “decadência” da corrupção no Brasil

No Índice de Perceção da Corrupção de 2025, divulgado pela organização Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 107.ª posição entre 180 países e territórios. O país não está bem classificado nesse indicador, que Roberto Livianu considera ser “subjetivo”, já que apenas mede a perceção sobre as ações ilícitas que chegam ao conhecimento das autoridades e não aquelas que passam despercebidas. “Mesmo os países melhor posicionados — como a Dinamarca, a Nova Zelândia ou a Suécia — têm corrupção. Não tenhamos qualquer ilusão. A corrupção nunca será extinta, mas poderá ser controlada.”

A corrupção voltou a dominar o debate público no Brasil após as revelações do caso Master. A teia de ligações de Daniel Vorcaro ainda não está completamente revelada, mas tudo indica que o empresário mantinha contactos privilegiados para realizar trocas de favores que o beneficiariam economicamente.

“O que extraio disso tudo é o quanto a linha divisória entre o público e o privado foi apagada no Brasil. Como é que pessoas do mundo público se relacionavam e iam a festas… Como aceitavam o mundo das orgias com a mais absoluta naturalidade. O conceito de ética não existe”, censura Roberto Livianu, numa alusão às alegadas festas com a presença de prostitutas que Daniel Vorcaro terá organizado para Kassio Nunes — outro juiz do STF, que negou categoricamente qualquer presença ou ligação ao empresário.

Além de todos os processos de corrupção, o teor das revelações até ao momento conhecidas aponta para a existência de uma eventual rede de exploração sexual, que está atualmente a ser investigada pelas autoridades. Paralelamente, o candidato presidencial Flávio Bolsonaro também terá mantido contactos com Daniel Vorcaro, de forma a que este lhe disponibilizasse um fundo destinado à produção de um filme em homenagem ao seu pai. E muitos destes negócios terão sido discutidos no edifício da Rua Elvira Ferraz.

▲ Edifício do Banco Master

José Carlos Duarte

“Eu trabalho como consultora aqui perto e nunca imaginei a dimensão deste caso. No dia em que pararam aqui carros da polícia, pensei que fossem apenas mais umas buscas. Passei por aqui tantas vezes, mas nunca imaginava que o senhor Vorcaro tivesse tantos escândalos”, realça Solange Beraldo, em frente à sede do Master. “Enquanto cidadã, isso deu-me a impressão de que ninguém no Brasil está disposto a combater a corrupção. É algo transversal — seja de juízes, seja de políticos ou responsáveis da sociedade.”

Segundo várias sondagens divulgadas antes das eleições, a corrupção é um dos assuntos a que os brasileiros dão mais importância no momento de votarem. “Isso é um dado positivo, pois demonstra um amadurecimento da sociedade que entende que a corrupção é um problema grave”, analisa o presidente do INAC. No entanto, contrapõe com um lamento: “Isso não significa que os nossos problemas estão resolvidos. Porquê? Os brasileiros nas eleições não deixam de votar em pessoas envolvidas com corrupção, infelizmente”.

É quase um paradoxo. Num país tão polarizado, aponta Roberto Livianu, as pessoas “não são necessariamente contra a corrupção”. “São contra a corrupção do outro lado”, sintetiza. “A corrupção do meu lado não existe e não é assim tão grave. A minha corrupção é mais limpinha e perfumada”, descreve. Todo este processo começou a piorar desde 2014, ano do processo da Lava Jato que levou à detenção de Lula da Silva. Desde aí, assinala, “a corrupção está fora de controlo” no Brasil.

"A corrupção do meu lado não existe e não é assim tão grave. A minha corrupção mais limpinha e perfumada."
Roberto Livianu sobre atitude dos eleitores em relação à corrupção

Em 2015, começou a haver “retaliação contra o sistema de Justiça”. “A primeira foi uma destruição da lei de abuso de autoridade, que era uma lei de 1965. Essa lei é destruída no Congresso e elabora-se uma lei com um nítido caráter de vingança contra os juízes e procuradores. Depois disso, destrói-se a lei de improbidade administrativa que era a principal lei no Brasil para combater a corrupção. Juntaram-se petistas, bolsonaristas e todas as demais alas políticas convergindo para quê? Para sabotar o combate à corrupção”, denuncia.

O fenómeno já tem mais de uma década e o Brasil vive um “momento crítico em relação ao combate à corrupção”, registando-se uma “decadência”, diz o procurador. Para Roberto Livianu, as coisas pioraram significativamente durante o mandato de Jair Bolsonaro. “Dizia que ia combater a corrupção, mas, na verdade, foi o pior Governo na História em relação ao combate à corrupção. Destruiu as leis para combater a corrupção”, critica, acrescentando: “A Lava Jato foi desativada durante o Governo Bolsonaro pelo procurador-geral da República indicado por Bolsonaro, o procurador Augusto Aras indicado e reconduzido ao cargo”.

Na senda do enfraquecimento das leis contra a corrupção, o caso Master pode ser uma possível consequência desse processo. No entender de Roberto Livianu, um passo fundamental para o Brasil não ter um escândalo idêntico no futuro consiste em regulamentar a lei do lobbying. Não é uma panaceia, mas é um “passo importante”: “Estamos há três décadas a debater a regulação. Não se consegue ativar este debate. Tem avanços e recuos. E há muitas forças que não querem que avance. Querem continuar a andar pelos esgotos. Aí vence o que tem mais dinheiro”.

epa12166709 Brazil's former president, Jair Bolsonaro, attends in the interrogation session before the Supreme Court in Brasilia, Brazil, 09 June 2025. Brazil's Supreme Court began questioning Mauro Cid, Bolsonaro's former personal aide and a key player in the accusation against the far-right leader for planning a coup attempt to stay in power.  EPA/Andre Borges

▲ Procurador considera que Governo de Jair Bolsonaro foi "o pior" no combate à corrupção

Andre Borges/EPA

Tendo assinado uma carta aberta em que alerta para o perigo da centralização do poder na mãos de um membro de um partido, Roberto Livianu diz que, em relação ao combate à corrupção, o resultado das eleições assume uma grande importância. O tema não foi “infelizmente priorizado” durante a campanha eleitoral. Mas nem é isso que o preocupa mais: o procurador teme principalmente o que possa vir a seguir. No dia 4 de outubro, o Partido Liberal — de Flávio Bolsonaro — deu uma prova de força e terá uma força determinante no Congresso.

“Se o candidato da direita ganhar, haverá uma concentração de poder“, constata Roberto Livianu, que não esconde a “preocupação” que sente, em particular no risco para a lógica dos checks and balances: o poder legislativo e executivo vai ficar concentrado no mesmo partido.

No que toca à amnistia a Jair Bolsonaro — uma das promessas eleitorais do filho —, Roberto Livianu evidencia que tem sido apresentada como algo trivial. Porém, deixa o alerta: “As pessoas não percebem o risco”. “O senhor Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por crimes contra a ordem democrática, por tentativa de golpe de Estado. Está preso a cumprir pena e no Brasil naturaliza-se que a coisa mais natural do mundo é colocar no poder o filho de um golpista que está preso”, lamenta.

No caso Master, Flávio Bolsonaro também vai continuar a surgir implicado com a questão do documentário, enquanto Lula da Silva não consegue afastar-se definitivamente da imagem de favorecimento por parte de Alexandre de Moraes. E, no STF, o juiz deverá continuar a ser assombrado pelas supostas ligações ao empresário, que parecia ser omnipresente nos círculos de poder brasileiros.

[Annie consegue estar presente nos últimos anos do pai, que não vai viver tempo suficiente para conhecer a sua sentença no julgamento do homicídio de Humberto Delgado. Entretanto, também ela vai ficar gravemente doente. Já pode ouvir o último episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

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