O LusoFUTURE 2025, promovido pelo Núcleo do Canadá do Conselho da Diáspora Portuguesa, reuniu na terça-feira, em Toronto, reitores e representantes das principais escolas de negócios e economia de Portugal, para aproximar os jovens luso-canadianos do ensino superior português.
O coordenador do Núcleo do Canadá do Conselho da Diáspora Portuguesa, Wilson Teixeira, disse à Lusa que se trata de “uma iniciativa única que pretende ser uma ponte entre o Canadá e Portugal em termos académicos”.
“Queremos mostrar que é possível aos nossos jovens estudar em Portugal, seja em mestrados ou em licenciaturas. Este projeto aproxima culturas e reforça a ligação entre os estudantes e as suas origens”, afirmou.
A iniciativa decorreu no Revival Event Venue e contou com a presença dos responsáveis da Católica Lisbon School of Business and Economics, ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, ISEG — Instituto Superior de Economia e Gestão (Universidade de Lisboa), Nova School of Business and Economics (Universidade Nova de Lisboa) e Porto Business School (Universidade do Porto), todas instituições reconhecidas internacionalmente.
Wilson Teixeira recordou que, segundo o recenseamento do Canadá, existem “cerca de 600 mil pessoas que falam português em casa”, o que considera “um sinal claro da força da língua portuguesa e da importância de criar oportunidades de cooperação académica”.
O responsável adiantou que está já em preparação um novo projeto para o próximo ano, com a participação de “universidades, colégios e academias portuguesas e canadianas”, e sublinhou o apoio recebido pelo sindicato LiUNA (Laborers’ International Union of North America) na concretização da iniciativa.
A cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, destacou a relevância da aproximação entre as instituições portuguesas e a comunidade luso-canadiana.
“É uma iniciativa importante porque permite dar a conhecer um sistema de ensino que se internacionalizou muito nas últimas décadas. O ensino superior português é hoje reconhecido pela sua qualidade e pela capacidade de criar oportunidades dentro e fora de Portugal”, afirmou.
A diplomata considerou que a experiência de estudo em Portugal “pode preparar os jovens para exercer a sua profissão tanto no mercado canadiano como no europeu e lusófono”, reforçando “a relevância global da língua portuguesa”.
Entre os reitores presentes, João Pinto, da Católica Porto Business School, sublinhou o interesse das universidades portuguesas em atrair alunos lusodescendentes.
“Temos uma forte estratégia de internacionalização e o Canadá é um parceiro natural. Queremos que estes jovens tragam novas perspetivas e reforcem a ligação entre os dois países”, referiu.
A diretora da ISCTE Business School, Maria João Cortinhal, salientou que o encontro serviu para “dar a conhecer a qualidade do ensino português, que hoje é competitivo a nível internacional”, lembrando que existem “contingentes especiais para estudantes lusodescendentes” no acesso às universidades portuguesas.
O sistema de ensino superior português reserva 7% das vagas a estudantes lusodescendentes nascidos e crescidos fora do país, uma medida que, segundo os organizadores, tem despertado interesse crescente junto da comunidade no Canadá.