O Teatro da Garagem estreia, dia 27 de novembro, no Teatro Taborda, em Lisboa, O Lidl da estação de serviço, a 115.ª criação da companhia, anunciou o coletivo com direção artística de Carlos J. Pessoa.
A peça parte de um “cenário inesperado: o intenso trânsito da autoestrada A5 (Lisboa-Cascais) e, como o título indica, o Lidl da estação de serviço”, refere uma nota do teatro, acrescentando que a nova peça “utiliza a ansiedade do trânsito, uma metáfora para a inquietação do Ocidente e a quebra de confiança nos valores cívicos, como ponto de partida para a reflexão”.
Apesar disso, “o tom é de celebração”, afirma a companhia sediada no Teatro Taborda, em Lisboa, acrescentando que “o pessimismo é subvertido pelo humor, poesia e música”, transformando o Lidl “num santuário cénico”, ou seja, “um espaço onde o público é convidado a fazer uma pausa, redescobrir a fraternidade e reaprender a divertir-se”.
Com texto e encenação de Carlos J. Pessoa, o espetáculo cruza teatro, música e vídeo, “num exercício coral de intensidade e delicadeza”, lê-se na mesma nota.
Em cena estão Ana Lúcia Palminha, Pedro Lacerda, João Estima e Célia Teixeira que cantam, dançam e representam, “fazendo do palco um espaço híbrido, próximo do teatro musical, onde grotesco e poético se encontram em invenção contínua”, acrescenta o Teatro da Garagem.
Filipe Sambado assina as canções originais, interpretadas ao vivo, conferindo à peça “uma pulsação emotiva própria, por vezes em contraponto à sequência dos quadros e enriquecendo as possibilidades de leitura”.
Os vídeos de José Dornelas “expandem a cena e multiplicam sentidos, abrindo fendas inesperadas no real”, com um Lidl a deixar de ser “apenas um supermercado” numa estação de serviço de uma autoestrada e tornando-se num “refúgio e santuário”.
O Lidl da estação de serviço está em cena oito dias, com representações dia 27 de novembro, às 19h30, dia 28 e 29, às 21h00, e, dia 30, às 16h30.
Em dezembro, haverá récitas dias 4, às 19h30, 5 e 6, às 21h00, e 7, às 16h30.
A cenografia da peça é de Herlandson Duarte, a coreografia, de Miguel Ângelo, os figurinos, de Carlota Lagido, a sonoplastia e operação de som, de André Carinha, e o desenho e operação de luz, de Carlos Vinicius.