Há 44 anos, um gigante do Rio de Janeiro chegou ao topo do mundo. Estávamos a 13 de dezembro de 1981. Em Tóquio, no Estádio Nacional, Flamengo e Liverpool, campeões da América do Sul e da Europa, enfrentaram-se em mais uma edição da Taça Intercontinental, que colocou em campo nomes como Zico, Carlos Mozer ou Kenny Dalglish. Perante mais de 60 mil espectadores, os brasileiros voltaram a superar um rival europeu, com Nunes (bisou) e Adílio a fazerem os golos que marcaram a goleada do mengão (3-0). Essa acabou por ser a primeira e única vez que o Flamengo se sagrou campeão do mundo, embora a equipa carioca tenha, 44 anos depois, nova oportunidade.

Apesar de ter o mesmo nome, a Taça Intercontinental passou por uma reformulação no último ano e já não equivale ao título de campeão do mundo, por conta do novo formato do Campeonato do Mundo de Clubes. Ainda assim, a competição da FIFA tinha agora em discussão quatro troféus, embora o último fosse o mais apetecível: Taça Africana-Asiática-Pacífico, Dérbi das Américas, Taça Challenger e Taça Intercontinental. A primeira caiu para o Pyramids que, depois de ter batido o Auckland City (casa, 3-0), superou o Al Ahli já no Qatar (3-1). A segunda ficou para o Flamengo que, a meio desta semana, superou o Cruz Azul (2-1). Desta forma, os campeões sul-americano e africano marcaram encontro na decisão da Challenger, que servia para apurar o adversário do PSG na final de quarta-feira.

Para este duelo inédito, Filipe Luís apostou no onze habitual, com Agustín Rossi na baliza, Guillermo Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro. O meio-campo ficou a cargo de Jorginho, Erick Pulgar e Giorgian de Arrascaeta, ao passo que no ataque atuaram Gonzalo Plata, Everton Cebolinha e Jorge Carrascal. Pedro, que já está totalmente recuperado de um problema físico, começou o jogo no banco de suplentes. No Pyramids, Ahmed Atef, Mostafa Zaki e Fiston Mayele foram os avançados escolhidos por Krunoslav Jurcic.

O Flamengo entrou melhor na partida e, a meio da primeira parte, chegou ao golo, com Arrascaeta a cobrar um livre no corredor esquerdo para área e Léo Pereira a desviar de cabeça para o fundo da baliza (24′). No início da segunda metade, os brasileiros dobraram a vantagem em mais um lance de bola parada, com o uruguaio a cobrar mais um livre para a área e, desta feita, Danilo a completar para o 2-0 (52′). A partir daí, o jogo entrou em ritmo de gestão, com Luís a lançar Bruno Henrique, Ayrton Lucas, Nicolás de la Cruz, Luiz Araújo e Pedro, que voltou 52 dias depois, mas o resultado manteve-se. Desta forma, o mengão vai enfrentar o PSG na próxima quarta-feira, às 17 horas de Portugal continental.