Uma queixa, duas queixas, a terceira queixa: depois de preparar uma participação disciplinar ao Conselho de Disciplina da FPF sobre uma alegada agressão de Morten Hjulmand a Tiago Galetto no encontro dos quartos da Taça de Portugal com o AVS e de apresentar também outra participação pelo comportamento de Ricardo Costa no clássico de andebol nos oitavos da Taça de Portugal, o FC Porto vai também fazer uma queixa de Frederico Varandas por episódios que ocorreram no clássico, mais concretamente na chegada ao Dragão.
Os responsáveis azuis e brancos estão ainda a reunir material para formalizar essa participação disciplinar do presidente dos leões que, à semelhança do que aconteceu em todos os clássicos realizados desde que André Villas-Boas assumiu a liderança do clube, voltou a marcar presença na tribuna do Estádio do Dragão (no lugar que lhe foi destinado pela formação portista). Tudo terá acontecido na chegada da comitiva leonina ao recinto, quando a porta de acesso ao balneário dos visitantes estava fechada e Varandas teve de passar perto do túnel de acesso ao relvado, altura em que terá enviado beijinhos em jeito de provocação para adeptos que já estariam nessa zona num ato que teria sido presenciado pelos delegados da Liga.
É nesse contexto que o FC Porto estará a compilar todo o material para apresentar a queixa, incluindo as imagens das câmaras de vigilância dessa zona do Dragão, segundo avança o jornal Record. Da parte dos leões, fonte do clube refere que o presidente do Sporting se limitou a responder aos insultos de que foi alvo nesse caminho “alternativo” que foi feito pela primeira vez desde que lidera o clube de Alvalade.
De recordar que, na sequência do clássico, o Sporting já tinha apresentado uma participação disciplinar contra o FC Porto invocando “condicionamento da arbitragem, balneários sugestivamente decorados, percursos de acesso aos balneários alterados, climatização manipulada, bancadas condicionadas com tarjas e colunas de som, e até apanha-bolas maniatados para esconder as bolas do jogo e retirar as toalhas do guarda-redes do Sporting”, como tinha explicado em comunicado. “Estes acontecimentos constituem a demonstração plena de que ‘o passado nunca está morto, nem sequer é passado’ e, quanto à propalada lufada de ar fresco, nem no ar condicionado. Trata-se, isso sim, do resultado de uma estratégia premeditada e há muito implementada, sempre com o mesmo ator principal, com impacto direto na verdade desportiva, na credibilidade das competições e na valorização do futebol”, criticaram os leões.
“O FC Porto tomou conhecimento do comunicado divulgado pelo Sporting, no qual anuncia a intenção de apresentar uma participação disciplinar ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a propósito do jogo de ontem, fazendo uma lista extensa de alegações sobre ‘incidentes’ e enquadramentos do espectáculo, assente em factos deturpados, falsidades e teorias da conspiração, e um evidente complexo de inferioridade. O FC Porto informa que cumpriu todos os requisitos e procedimentos regulamentares propostos pela Liga, colaborando, como sempre, com as entidades competentes. Por isso, o clube está perfeitamente confortável com qualquer participação ou averiguação do Conselho de Disciplina, a quem prestará todos os esclarecimentos que entenderem necessários. No FC Porto compreendemos que a grandeza e a história incomodam. Nem todos lidam bem com um palmarés que não se escreve em comunicados nem com uma identidade que não se constrói ao abrigo de uma falsa superioridade moral e de uma hipocrisia conveniente, tantas vezes repetidas até parecerem verdade”, responderam os dragões.
Também esta quarta-feira, Ricardo Costa, treinador de andebol do Sporting, tinha abordado a queixa feita pelos dragões na sequência do arremesso de uma garrafa a adeptos azuis e brancos durante o encontro de sábado para a Taça. “Relativamente às recentes criticas que dão conta de um incidente com uma garrafa de água que se encontrava de dentro do campo, venho apenas esclarecer o seguinte: agi com o único objetivo de retirar uma garrafa que se encontrava na zona de jogo, permitindo assim que o mesmo continuasse em segurança e dentro da normalidade sem qualquer intenção de agredir ou de desrespeitar quem quer que fosse. Quem me conhece, seja dentro ou fora de campo, sabe quais são os meus valores, a forma como vivo o meu desporto e o respeito que sempre tive por todos os clubes e pessoas”, destacou.