O castigo aplicado a José Mourinho após a expulsão no jogo com o FC Porto na Luz — um jogo fora do banco e 11 dias de suspensão — foi um dos exemplos dados pelo presidente do Benfica, Rui Costa, para criticar o estado do futebol português. Em plena cerimónia dos Galardões Cosme Damião, o líder encarnado deixou claro que, apesar da “autocrítica”, “exige respeito”, que o clube quer “competir em igualdade de circunstâncias com os adversários” e prometeu “lutar até ao último folêgo pelos objetivos”.
“Ao fazermos o balanço desportivo do último ano, vemos conquistas que nos orgulham, mas somos os primeiros a ser autocríticos. Assumimos sem rodeios que não estamos no lugar que queríamos, e sempre assim será desde que não estejamos em primeiro. Não fugimos a essa responsabilidade“, assegurou Rui Costa, que apresentou um extenso rol de críticas. “Mas não podemos, nem vamos aceitar de forma alguma o que se tem passado no futebol português. Não podemos esquecer a forma como nos tiraram uma Taça de Portugal, nem ao que temos assistido ao longo deste campeonato“, atirou.
E continuou, então, com críticas a árbitros, mas também a decisões federativas. “O exemplo da última jornada em Arouca é gritante, mas é só mais um exemplo comparativamente ao que temos visto em outros campos. Tal como não podemos aceitar o castigo inqualificável a José Mourinho por factos que comprovadamente não aconteceram. Exigimos rigor, exigimos respeito pelo Benfica. Exigimos competir em igualdade com os nossos adversários“, disse o líder encarnado. “Continuaremos a lutar pelos nossos objetivos até ao último fôlego. É o que exijo. Mas é imperativo que nos deixem lutar com as mesmas armas que os nossos rivais”, rematou.
Durante a gala, Fredrik Aursnes recebeu o galardão de futebolista do ano, enquanto Andreas Schjelderup foi premiado como a revelação futebolistica do ano. O galardão Mérito e Dedicação foi para o duas vezes campeão europeu e símbolo do Benfica, José Augusto.