O Falemos — Festival do Livro e da Leitura da Madeira, organizado pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP), começou esta segunda-feira e prolonga-se até 30 de abril, com diversas atividades que visam promover hábitos de leitura desde a infância à idade adulta.

“Aquilo que se pretende como objetivo final é o reforço da literacia, do pensamento crítico e da criatividade”, disse o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, em conferência de imprensa, no Funchal.

Esta é a segunda edição do Festival Falemos, agora vocacionado para o público em geral, sendo que a primeira edição, em 2023, assumiu um cariz formativo.

“Este festival convoca a integração da cultura, da educação e da inclusão. São três aspetos fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade que se pretende equilibrada”, disse Eduardo Jesus, sublinhando que um dos objetivos é a promoção das bibliotecas como espaços de conhecimento abertos à comunidade.

O Falemos abrange um conjunto de iniciativas culturais dirigidas a diferentes públicos, incluindo apresentações, oficinas, exposições, sessões de leitura e encontros com autores e agentes culturais, como o escritor Nuno Caravela (nos dias 16 e 17 de abril), Mariana Alvim (23 e 24 de abril) e Joana Rita Sousa (11 de abril).

O programa conta com atividades em várias escolas e bibliotecas nos concelhos do Funchal, Santa Cruz, Câmara de Lobos e Calheta.

“É acima de tudo um ecossistema de atividades culturais e formativas, com oficinas, palestras, sessões com autores, atividades escolares, momentos musicais”, realçou Eduardo Jesus, salientando que o festival cria “oportunidades para todos os públicos”.

O Festival Falemos é organizado pela Direção Regional dos Arquivos, das Bibliotecas e do Livro e conta com vários parceiros, como a Universidade da Madeira, o Conservatório — Escola das Artes da Madeira, o Estabelecimento Prisional do Funchal e a Rede Europeia Anti Pobreza.

Algumas as atividades decorrem também no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Estabelecimento Prisional do Funchal e no Centro Psicopedagógico da Sagrada Família.

“O Falemos cruza cultura, educação e inclusão. Cria oportunidades reais para todos os públicos”, afirmou Eduardo Jesus, reforçando: “Queremos bibliotecas cada vez mais abertas, mais vivas e próximas das pessoas e acreditamos, claramente, que ler é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento individual e para uma sociedade mais informada e participada.”