Oito espetáculos fazem a 9.ª Mostra de Jovens Criadores de Teatro, uma iniciativa da Companhia de Teatro dos Aloés, a decorrer nos Recreios da Amadora, de terça-feira (15 de julho) a dia 19, anunciou esta segunda-feira a organização.
“No princípio”, um texto a partir de Orgia, de Pier Paolo Pasolini, com encenação de Henrique Pires, numa criação do Teatro Orpheus Vivus, abre a mostra, na terça-feira, pelas 21h00.
A performance, que se centra em “duas figuras arquetípicas” que habitam “um espaço onde corpo, luz e som se fundem para construir um ritual baseado na obediência e na repetição”, cria um diálogo entre o prólogo de Orgia e “o conceito de poder enquanto construção humana”, lê-se na sinopse.
Na quarta-feira, pelas 21h00, é a vez da Embuscada Associação Cultural pôr em palco Mas ele hoje trouxe-me flores, com texto e encenação de Catarina Marques Ramos, que “desvenda camadas invisíveis das relações humanas e desmascara a linha ténue que une amor, poder e identidade”, confrontando o público “com a realidade das relações tóxicas, mostrando-lhe o que não é aceitável”, acrescenta a organização da mostra.
Na quinta e sexta-feira os espetáculos, também pelas 21h00, são, respetivamente, Fecha a cortina e apaga a luz, uma criação da Legato, com texto e encenação de Diogo Mazur, e Antes nus na vossa Escócia, uma criação do Núcleo Las Vegas, com texto e encenação da autoria de Alice B. Ferreira.
A ação de Fecha a cortina e apaga a luz centra-se na curiosidade de olhar pela janela de um vizinho. “Dois apartamentos, duas irmãs, duas companheiras e dois olhos que se olham reciprocamente, com curiosidade”, lê-se na sinopse.
Antes nus na vossa Escócia decorre “longe do verde escocês e perto do verde contenda”, onde “o decesso é fácil, chacinar é estúpido e é para fuzilar, oh imbecil”.
No sábado, haverá dois espetáculos: Desverso, a partir das 16h00, um texto e interpretação de Karen David, “que propõe o confronto com uma estatística que condena um artista ao subsolo da pirâmide”, e Os trinta que me prometeram, às 21h00.
Esta peça, com texto e encenação de Maria do Mar Neto e Maria Caetano Vilalobos, que também interpretam, é “uma reflexão autobiográfica sobre a utopia de uma vida adulta funcional, esclarecida e equilibrada”, enquanto a sociedade atravessa “uma crise de habitação, a iminência de uma terceira guerra mundial e o envelhecimento da Madonna”, segundo a sinopse.
No dia 19, domingo, dois espetáculos encerram a mostra. Às 15h00, sobe ao palco Negra de pincel, um texto e encenação de Khrystall Áfrika, que estreia “um monólogo que atravessa corpo, memória e identidade, transformando o palco num espaço ritual de criação e resistência”, e A floresta, com texto e encenação de Beatriz Peixoto, às 18h00.