O Festival Douro Jazz, o concerto de António Zambujo, a peça de teatro Arte e o espetáculo Migrantes, que junta imigrantes, são algumas das 50 propostas do Teatro de Vila Real para o último trimestre de 2026.
A agenda do teatro municipal para os meses de outubro, novembro e dezembro foi apresentada esta quinta-feira, em conferência de imprensa.
O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, disse que, para os próximos três meses, o teatro propõe cerca de 50 atividades que atravessam diferentes áreas artísticas desde a música ao cinema, da dança ao novo circo, da poesia às exposições.
“São 50 oportunidades de encontro em apenas três meses e queremos que sejam oportunidades vividas pela nossa população, porque um teatro só cumpre verdadeiramente a sua missão quando tem público”, afirmou o autarca.
Alexandre Favaios sublinhou que, nesta programação, se encontra diversidade e qualidade artística, mas também uma preocupação em criar oportunidades de participação e de contacto com a cultura.
O último trimestre do ano arranca com o Festival Douro Jazz, que inclui seis concertos, um deles pedagógico.
As propostas passam pelos concertos “Que história é essa do jazz”, Máximo Trio, Nikki Illes e a Orquestra de Jazz do Douro, Carlos Bica & Azul, Bandonegro e, por fim, Mário Delgado e a Orquestra de Jazz de Espinho reinventam músicas dos Radiohead.
“Começamos logo no dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música, com um concerto para escolas que explica “o que é isso do jazz” para os miúdos começarem a entrar noutras linguagens artísticas e perceberem um bocadinho melhor como é que a música jazz é tocada, como é que é interpretada e como é que a devem ouvir para terem prazer nela”, explicou Rui Araújo, diretor do Teatro de Vila Real.
Neste trimestre há sete propostas de teatro para todos os públicos, com destaque para o clássico contemporâneo Arte, com encenação de António Pires e interpretações de Cristóvão Campos, Nuno Lopes e Rui Melo.
Há ainda estreias pelas Peripécia e Filandorra e uma peça do Trigo Limpo Teatro ACERT sobre a memória do barro.
A dança inclusiva sobe ao palco com uma peça inspirada no livro Bichos de Miguel Torga, interpretada pela companhia Dançando com a Diferença.
Na área da música, atuam António Zambujo, os Sons a Norte, o grupo Síntese e acontece ainda o festival Ponto de Guitarra.
Rui Araújo destacou ainda o projeto A (re)invenção dos GNR, que surgiu de um desafio lançado ao compositor Luís Figueiredo, Oniros Ensemble e à cantora Patrícia Relvas para reinterpretar temas do grupo GNR.
Mara Minhava, vereadora da Cultura, destacou o espetáculo Migrantes 3.0, adiantando que é um projeto de inclusão de imigrantes e que, para esta edição, estão já 22 pessoas inscritas.
Numa altura em que Vila Real é uma cidade cada vez mais diversa, o autarca declarou que a cultura “pode desempenhar um papel muito concreto” na aproximação entre pessoas, na construção de relações e na intensificação do sentimento de pertença à comunidade.
Mara Minhava sublinhou que o teatro apresenta “uma programação diversificada”, em linguagens artísticas e públicos, proporcionando também “formas diferentes de participação na vida cultural da cidade”, destacando ainda a descentralização e que a programação sai do espaço do teatro para outros locais da cidade.