O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou que a reforma do Ministério da Educação foi “muito bem-sucedida” e que as dificuldades nos exames “não resultaram da reforma orgânica”, mas “da transição digital”.
O governante, que falava na Comissão Parlamentar da Reforma do Estado e do Poder Local, no âmbito da sua audição regimental, assegurou ainda que foram identificadas todas as dificuldades e que estas “não se repetirão no próximo ano”.
“O Ministério da Educação operou uma reforma muito bem-sucedida, com ganhos claros de eficiência, que está a ser monitorizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico)”, disse Gonçalo Matias.
Ainda no Ministério da Educação, o governante referiu que o novo sistema de verificação dos registos criminais permitiu a identificação de 60 docentes com antecedentes criminais “que não deviam estar a dar aulas”.
“60 professores que tinham registos criminais, que não deviam estar a dar aulas nas nossas escolas e que foram detetados porque esta reforma foi feita e porque foi introduzida a tecnologia”, disse.
O ministro garantiu ainda que esta tecnologia permite poupar “cerca de 2 milhões de euros em tempo que os diretores tinham que usar para verificar os registos criminais”.
No campo da inteligência artificial (IA), Gonçalo Matias garantiu que, no âmbito da gigafábrica europeia, Portugal terá “todas as garantias” de proteção dos dados, inclusive a separação física dos chips do Estado, face às outras máquinas.
“Dou-lhe todas as garantias, estamos a fazer um contrato forte, um contrato robusto, um contrato que nos garante, olha, se quiser até fisicamente a separação das nossas máquinas em relação às outras e garantia que ninguém lhes toca”, afirmou.