O Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB), em Lisboa, vai comemorar o terceiro aniversário entre esta sexta-feira e domingo com entrada livre em exposições, performances, concertos e conversas.
Intitulada Here I Stand, a exposição da artista Ângela Ferreira é inaugurada esta sexta-feira e será acompanhada pela instalação Zip Zap Circus School, na Praça do CCB, que será ativada por alunos da Escola de Circo do Chapitô, de acordo com a programação divulgada pelo museu.
A obra de Ângela Ferreira parte de dois projetos nunca concretizados de arquitetos modernistas, um de Mies van der Rohe, nos Países Baixos, e outro de Pancho Guedes, na África do Sul.
Com curadoria da diretora artística do museu, Nuria Enguita, a exposição Ângela Ferreira – Here I Stand, que ficará patente até 28 de fevereiro de 2027, acompanha uma investigação sobre os efeitos persistentes do colonialismo e os modos de resistência a esse legado, num percurso que recupera diferentes momentos da sua produção artística.
O programa desta sexta-feira no MAC/CCB inclui ainda uma conversa com Ângela Ferreira e Nuria Enguita, antes da inauguração da exposição, e termina com um DJ set de Party Smith.
No sábado, os visitantes poderão participar em visitas breves de 30 minutos às coleções do museu, acompanhados pela equipa de educação e mediação, e numa visita-conversa sobre a exposição Cloud of Confusion, de Frida Orupabo, com a curadora Marta Mestre, o Coletivo FACA, formado por Andreia Coutinho e Maribel Mendes Sobreira, e o artista Ícaro Lira.
A programação musical inclui um encontro entre Nkisi e Gonçalo F. Cardoso, conhecido como Gonzo, integrado no Ciclo de Música Discreta, que propõe uma experiência de imersão sonora no espaço da exposição de Frida Orupabo.
Concebido pela Lovers & Lillypops, o ciclo divide-se em quatro momentos ao longo do ano e reúne oito artistas, organizados em duplas, para criar ambientes sonoros moldados pelas suas diferentes práticas e pelos espaços em que se apresentam.
A performance Zip Zap Circus School, baseada na obra de Ângela Ferreira, regressa à Praça do CCB no sábado, com os alunos da Escola de Circo do Chapitô.
No domingo, além das visitas breves às coleções, está prevista uma visita-conversa à exposição Here I Stand, com Ângela Ferreira e Nuria Enguita.
O programa inclui também a apresentação dos catálogos publicados em 2026, dedicados às exposições Terra Crua, Olhos Múltiplos, Cloud of Confusion e May I Help You? Posso Ajudar? Artes e Artistas da década de 1970 em diante.
No encerramento da programação, o crítico António Guerreiro apresentará a palestra “A tentação da legibilidade: a dimensão crítica da arte face ao conformismo temático”.
O MAC/CCB foi inaugurado em outubro de 2023 no espaço antes ocupado pelo Museu Coleção Berardo, após o Ministério da Cultura ter denunciado um protocolo de comodato assinado entre o Estado e o colecionador de arte e empresário José Berardo, na sequência da extinção da Fundação de Arte Moderna e Arte Contemporânea – Coleção Berardo.
[Em dezembro de 2009, uma mulher é encontrada assassinada a tiro no estado do Rio de Janeiro. A polícia brasileira há-de confirmar que o corpo é de Rosalina Ribeiro, a herdeira de um milionário português, que tinha sido dada como desaparecida. A última pessoa conhecida a vê-la com vida tinha sido o advogado português dela, o ex-deputado e antigo líder parlamentar do PSD Domingos Duarte Lima. Já pode ouvir, em antestreia, o primeiro episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]