Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, terça-feira.

    Trump fez mais por acordo em Gaza numa reunião do que Biden fez durante um ano inteiro, dizem árabes

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Netanyahu em reunião com chefes das forças de segurança. "Negociações vão continuar durante a noite"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está reunido com os chefes das forças de segurança e as equipas de negociação de reféns, para debater os detalhes finais necessários para chegar a um acordo com o Hamas para a libertação dos detidos israelitas em Gaza.

    Segundo o The Times of Israel, que cita o gabinete de Netanyahu, “as negociações vão continuar durante a noite”, e o chefe do governo vai estar em constante diálogo com as famílias dos reféns.

  • Seis mortos em ataque israelita na Cisjordânia

    Seis pessoas morreram na sequência de um ataque de drones levado a cabo pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), na cidade de Jenin, na Cisjordânia.

    Os dados foram avançados pelo Ministério da Saúde da Autoridade Palestiniana, que não adiantou o número de feridos, cita o The Times of Israel. As IDF reivindicaram o ataque, que dizem ter sido auxiliado pelas forças de segurança Shin Bet.

  • Doadores hesitantes em financiar ajuda urgente sob novas autoridades na Síria

    A diretora do Programa Alimentar Mundial (PAM) indicou esta terça-feira que alguns Governos estão hesitantes em aumentar o financiamento para necessidades humanitárias urgentes na Síria interinamente liderada pelos rebeldes que derrubaram o regime do Presidente Bashar al-Assad.

    Segundo a diretora da agência especializada da ONU, Cindy McCain, a luta da Síria contra a fome é um problema de segurança nacional e regional, especialmente quando o país atravessa um período crítico de transição.

    “O que está em causa aqui não é apenas a fome – e a fome é suficientemente grande – mas o futuro deste país e a forma como ele avançará para a próxima fase”, declarou McCain numa entrevista à agência de notícias norte-americana Associated Press (AP), na sua primeira visita à Síria, após uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo ‘de facto’, Asaad al-Shibani.

  • Hamas: "Não respondemos à proposta, porque Israel não submeteu mapa de retirada das IDF"

    À agência Reuters, um oficial do Hamas afirma que o grupo palestiniano ainda não submeteu uma resposta à proposta em cima da mesa, uma vez que Israel não apresentou um “mapa de retirada das IDF” da Faixa de Gaza.

  • Blinken apresenta plano para reconstrução e governação de Gaza no pós-guerra

    O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, apresentou hoje um plano para a reconstrução e a governação de Gaza no pós-guerra, quando um cessar-fogo entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas parece prestes a ser concluído.

    Blinken elogiou a proposta, que está a ser elaborada há um ano, e sublinhou a importância de garantir a sua aplicação depois de o Governo do atual Presidente, o democrata Joe Biden, cessar funções, num discurso proferido no Atlantic Council, um grupo de reflexão com sede em Washington.

    “Temos a responsabilidade de garantir que os ganhos estratégicos dos últimos 15 meses perdurem e sirvam de base a um futuro melhor”, declarou Blinken.

    “Com demasiada frequência, no Médio Oriente, temos visto como o lugar de um ditador pode ser ocupado por outro, ou abrir caminho ao conflito e ao caos”, acrescentou.

    Segundo o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, o plano, de que já diversas vezes falou em traços largos, prevê que a Autoridade Palestiniana convide “parceiros internacionais” para criar uma autoridade governamental interina destinada a gerir serviços essenciais e supervisionar o território, ao mesmo tempo que outros parceiros, nomeadamente os Estados árabes, forneceriam forças para uma missão de segurança provisória.

  • Netanyahu: "É uma questão de dias ou horas. Estamos à espera da resposta do Hamas"

    Em reunião com as famílias dos reféns, Benjamin Netanyahu indicou os detalhes do acordo atualmente em cima da mesa, e confirmou que era “uma questão de dias ou horas” até ser conhecida a resposta do Hamas, para começar a implementação dos termos, cita o Canal 12 israelita.

    O primeiro-ministro assegura também que as forças israelitas não vão abandonar Gaza até que “todos os reféns regressem” a Israel.

    As famílias, por sua vez, apresentaram algumas preocupações com “a segunda e terceira fase” da proposta detalhada por Netanyahu, mas deixaram claro que estão “em horas críticas” e que “estão mais perto do que nunca de chegar a um acordo”.

  • Blinken: "Se o Hamas aceitar, o acordo está pronto para ser finalizado e implementado"

    Fazendo suas as palavras de Joe Biden, Antony Blinken diz que Israel e o Hamas estão “à beira” de chegar a um acordo de cessar-fogo em Gaza, que prevê a libertação de 33 reféns numa primeira fase.

    O Secretário de Estado dos EUA afirma também que a decisão está no lado do grupo palestiniano e que, “se o Hamas aceitar, então o acordo está pronto para ser finalizado e implementado”, indicando que Israel já terá aceitado, apesar de o gabinete do primeiro-ministro israelita não ter confirmado.

    “Acredito que vamos chegar a um cessar-fogo. Quer cheguemos lá nestes últimos dias da administração, ou depois do dia 20 de janeiro, o acordo vai estar próximo dos termos avançados por Joe Biden”, diz Blinken, em conferência de imprensa.

  • Governo de Israel terá de votar acordo de cessar-fogo — e pelo menos 2 ministros estão contra

    O Governo israelita terá de votar qualquer que seja a proposta de acordo de cessar-fogo, escreve a BBC, que cita o porta-voz do Governo.

    Segundo David Mencer, qualquer acordo apresentado será depois apresentado ao gabinete para votação, à semelhança do que aconteceu com o último acordo temporário, em novembro de 2023.

    “É muito importante lembrarmo-nos: estamos a aproximar-nos [de um acordo], mas ainda não está concluído”, alertou.

    Até ao momento, já é conhecido que pelo menos dois ministros (de extrema-direita) ameaçam demitir-se caso o acordo seja aprovado, isto porque o classificam como uma “rendição” ao Hamas.

  • Ministério da Saúde de Israel prepara-se para regresso dos reféns

    O Ministério da Saúde de Israel está a preparar-se para o regresso dos reféns, assegura a responsável pela divisão de Saúde Pública do Ministério da Saúde, Sharon Alroy-Preis, citada pelo Times of Israel.

    Até momento, prevê-se que, quando o acordo de cessar-fogo for assinado, 33 reféns israelistas sejam libertados pelo Hamas.

    Segundo a responsável pela divisão de Saúde Pública, as autoridades estão preparados para acolher os reféns.

    Os hospitais para onde estes forem encaminhados irão assegurar a sua privacidade, ao mesmo tempo que efetuarem exames médicos e verificarem a existência de faltas nutricionais.

    Segundo Sharon Alroy-Preis, os profissionais de saúde estão também preparados para monitorizar a saúde dos reféns durante um longo período de tempo.

  • Chanceler alemão: acordo com Hamas é "doloroso", mas reféns são a "prioridade"

    O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, disse hoje que qualquer acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas custa, mas é necessário.

    “Compreendemos como é doloroso para Israel qualquer acordo com a organização terrorista Hamas. No entanto, a vida dos reféns deve ter a máxima prioridade”, afirmou em comunicado citado pela Al Jazeera.

  • Ministério da Saúde diz que número de mortes em Gaza subiu para 46.645

    O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, divulgou um novo balanço sobre o número de baixas no conflito, segundo o qual nas últimas horas morreram 61 pessoas e 281 ficaram feridas.

    No total, diz o ministério, citado pela Al Jazeera, morreram 46.645 palestinianos e 110.012 feridos desde o início do conflito, a 7 de outubro.

  • Netanyahu encontra-se com o ministro das Finanças para o persuadir a não apresentar demissão

    O primeiro-ministro israelita está reunido com o ministro das Finanças, numa altura em que as negociações para um cessar-fogo parecem estar a avançar.

    A notícia é avançada pelo site israelita Walla, que diz que Benjamin Netanyahu quer persuadir Bezalel Smotrich a não apresentar a demissão. Isto depois de o ministro da Segurança Nacional de Israel, Ben Gvir, ter ameaçado demitir-se se o acordo com o Hamas avançar e convidado Smotrich a fazer o mesmo.

  • Ben Gvir ameaça demitir-se se acordo com Hamas avançar e apela que ministro das finanças se junte a ele

    O ministro da Segurança Nacional de Israel, Ben Gvir, ameaçou demitir-se do governo de Benjamin Netanyahu se o primeiro-ministro concordar com um acordo com o Hamas para um cessar-fogo e libertação de reféns. O ultimato foi partilhado na rede social X (antigo Twitter).

    O governante fez também um apelo para que também o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, se junte a ele numa tentativa de impedir o acordo, que descreveu como uma perigosa cedência ao Hamas. As saídas, no entanto, não seriam suficientes para deitar por terra o governo de Netanyahu.

    “O acordo que está a ser formado é terrível”, sublinhou, acrescentando que conhece bem os detalhes. “Inclui a libertação de centenas de terroristas assassinos das prisões, a libertação de cidadãos de Gaza, incluindo centenas de terroristas, ao norte da Faixa de Gaza, a retirada das IDF do eixo de Netzarim”, nomeou.

    Segundo Ben Gvir, as cedências israelitas iriam “apagar” também as “conquistas” feitas à custa do “sangue” dos soldados israelitas. “Não só isso, como também não leva à libertação de todos os reféns, e sela o destino dos restantes que não estão incluídos no acordo: a morte”, afirmou.

  • Hamas aceitou rascunho de acordo para cessar-fogo

    O Hamas aprovou um projeto de acordo para um cessar-fogo na Faixa de Gaza que lhe foi apresentado, escreve a agência Associated Press, que cita fontes próximas.

    Esta agência de notícias diz ter visto uma cópia deste rascunho de acordo, que inclui as seguintes medidas, escreve o Guardian:

    1. Na primeira fase (de 42 dias) serão gradualmente libertados 33 reféns. Ainda neste período, as tropas de Israel terão de se retirar das regiões de Gaza com mais pessoas, permitindo ainda um “aumento” da ajuda humanitária.
    2. As negociações para a segunda fase serão depois iniciadas durante esse período.
    3. Por último, numa terceira fase, os corpos dos reféns mortos em Gaza desde que foram raptados em outubro de 2023 seriam devolvidos. Além disto, seria ainda elaborado um plano de reconstrução e uma nova estrutura de governação para Gaza.

  • "É muito difícil" especificar prazo para apresentação de acordo, diz Qatar

    “É muito difícil” especificar um prazo para ser apresentado um acordo de cessar-fogo, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar na conferência de imprensa que teve início há momentos, escreve a Al Jazeera.

    No entanto, Majed al-Ansari garante que “estamos o mais próximo possível, em comparação com qualquer outro momento anterior, de chegar a um cessar-fogo”.

    “Acreditamos que nós [Qatar] conseguimos, através de negociações e dos nossos parceiros no Egito e nos Estados Unidos, minimizar muitos dos desacordos entre ambas as partes. As conversações que estão a decorrer agora são sobre os pormenores finais para se chegar a um acordo”, explicou.

    No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros deixou o alerta: “Acreditamos que estamos numa fase final, mas, obviamente, até que haja um anúncio, não haverá anúncio.”

    “Por isso, não devemos ficar demasiado entusiasmados com o que está a acontecer neste momento”, rematou.

    Segundo o governante, a administração de Biden e a recém-eleita administração Trump têm estado envolvidas nas conversações e a trabalhar “em conjunto” para chegar a um acordo, algo que tem sido útil para garantir avanços.

  • EUA quer descredibilizar TPI? "Interesseiros"

    José Filipe Pinto destaca a fragilidade de Netanyahu, numa altura em que também a Europa deve estar atento aos próximos passos de Órban. Afinal, podemos confiar em alguém tão próximo de Putin?

    EUA quer descredibilizar TPI? “Interesseiros”

  • Egito prepara-se para abrir posto fronteiriço de Rafah

    Caso seja alcançado um acordo de cessar-fogo, o Egito irá abrir a fronteira de Rafah para receber reféns israelitas e prisioneiros palestinianos, avançaram fontes egípcias à agência noticiosa Al-Araby Al-Jadeed, citada pelo Haaretz.

    Este posto fronteiriço permite a entrada na Faixa de Gaza, sendo por esta via que a ajuda humanitária e o combustível deverão entrar, após ser assinado o acordo de cessar-fogo.

  • Acordo de cessar-fogo pode ser anunciado hoje

    Afinal, o acordo de cessar-fogo pode ser anunciado já hoje, avançaram fontes árabes e israelitas ao Wall Street Journal.

    Ao meio dia em Doha, no Qatar (9h em Lisboa), reuniram-se os negociadores enviados pelo Presidente recém-eleito Donald Trump, juntamente com representantes de Israel e países árabes. O objetivo era finalizar um rascunho deste acordo de cessar-fogo.

    Segundo as mesmas fontes avançaram ao jornal norte-americano, as partes concordaram com os pontos principais, mas ainda estão a ultimar alguns detalhes.

  • Ataques de Israel contra Gaza mataram 18 pessoas

    Na última noite, ataques israelitas na Faixa de Gaza mataram pelo menos 18 pessoas, escreve o Times of Israel, que cita fontes locais.

    Das quase duas dezenas de mortos, 6 eram mulheres e 4 eram crianças (com idades entre um mês e nove anos).

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