Momentos-chave
- André Ventura acusa presidente da Câmara de Lisboa de se esconder
- Alexandra Leitão acusa Moedas de fazer "ataque pessoal" e de se "vitimizar"
- Moedas acusa Leitão de enviar "sicário" Pedro Nuno para o atacar e lamenta "cinismo"
- Moedas: "Daqui ninguém sai. Ninguém se demite. É uma cobardia"
- Moedas defende-se: "Não há nenhum erro que me possa ser imputado"
- Seguro pede “apuramento rigoroso” de todas as responsabilidades
- "É preciso agir": Alexandra Leitão reage a relatório preliminar
- Marques Mendes diz que "culpa não pode morrer solteira"
- Marcelo aponta quatro observações após leitura de relatório
- Marcelo diz que há sempre responsabilidade política. Mas consequência é decidida pelos eleitores
- Mariana Leitão diz que é prematuro exigir consequências políticas
- José Luís Carneiro defende Alexandra Leitão e não alinha com Pedro Nuno Santos
Histórico de atualizações
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Boa tarde, continuámos a seguir as consequências do acidente do Elevador na Bica neste outro artigo em direto.
Obrigada por nos acompanhar, até já.
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O que aconteceu até agora:
- O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, defendeu que não foi cometido qualquer erro diretamente imputável a si relativamente ao acidente do Elevador da Glória, rejeitando quaisquer comparações com incidentes anteriores. Moedas reafirmou o seu compromisso em apurar responsabilidades políticas e técnicas e sublinhou que tomou medidas para garantir a segurança futura dos elevadores na cidade.
- A candidata socialista à presidência da Câmara de Lisboa, Alexandra Leitão, criticou Carlos Moedas por utilizar ataques pessoais como forma de desviar o foco das responsabilidades no incidente. Denunciou ainda a necessidade urgente de medidas para restaurar a confiança do público nos transportes urbanos, sugerindo uma auditoria profunda aos processos de inspeção e manutenção das infraestruturas da cidade.
- O acidente no Elevador da Glória levantou um intenso debate político. Várias figuras públicas apelaram a um apuramento rigoroso das responsabilidades, destacando-se a posição do candidato presidencial António José Seguro, que enfatizou a necessidade de respostas céleres e transparentes. Já a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, considerou prematuro exigir consequências políticas sem primeiro obter conclusões concretas das investigações em curso.
- Em resposta às críticas sobre a sua gestão, Moedas acusou a oposição de politizar a tragédia de uma forma que considera insensível. Além disso, destacou a importância das inspeções rigorosas ordenadas após o acidente, apesar de discordar dos argumentos de que sua administração tivesse falhado em suas responsabilidades fundamentais. O autarca defendeu ainda a continuidade da sua equipa de gestão, rejeitando qualquer demissão imediata no caso presente.
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André Ventura acusa presidente da Câmara de Lisboa de se esconder
O líder do Chega acusou hoje o presidente da Câmara de Lisboa de se esconder e de, até ao momento, não ter assumido as suas responsabilidades no acidente do elevador da Glória, que vitimou 16 pessoas na quarta-feira.
Um dia depois de ser conhecido o relatório preliminar às causas do acidente, André Ventura considerou que “morreram 16 pessoas debaixo da sua tutela, numa empresa totalmente tutelada pela Câmara de Lisboa”.
“Este relatório mostra que diversos serviços falharam e tem de ser assumida essa responsabilidade. A manutenção falhou e a inspeção falhou, porque o suposto cabo de aço que se rompeu ainda tinha 263 dias de validade”, disse o dirigente aos jornalistas na Serra da Lousã, no interior do distrito de Coimbra.
Numa visita esta tarde à localidade de Cabanões, no concelho da Lousã, fortemente atingido por um incêndio, o presidente do Chega frisou que “tem de haver assunção de responsabilidades e alguma capacidade de dizer às pessoas que, em democracia, a culpa não pode morrer solteira”.
“Não olhamos para 16 mortos como se fosse uma insignificância. Não podemos ser o país do terceiro mundo em que morrem 16 pessoas e ninguém é responsável. Isso é a cultura a que estávamos habituados”, enfatizou o dirigente, sem nunca falar em demissão.
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Ferido estável transferido do São José para hospital do país de origem
Um dos feridos do descarrilamento do elevador da Glória na quarta-feira internado no Hospital de São José foi hoje transferido para uma unidade hospitalar do país de origem, indicou à Lusa fonte hospitalar.
Segundo a Unidade Local de Saúde (ULS) São José, a doente que se encontrava internada, e cuja situação clínica já se encontra estabilizada, foi hoje repatriada para uma instituição hospitalar no seu país de origem.
Neste momento, estão internados na ULS São José dois feridos do descarrilamento do elevador da Glória na quarta-feira, um em “situação controlada” e um em cuidados intensivos, referiu a mesma fonte.
No Santa Maria continuam internadas duas pessoas que estão nos cuidados intensivos, mas numa situação estável, disse à Lusa fonte do hospital, que recebeu um total de oito feridos na quarta-feira.
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Alexandra Leitão acusa Moedas de fazer "ataque pessoal" e de se "vitimizar"
Alexandra Leitão já reagiu à entrevista de Carlos Moedas. Nas redes sociais, a candidata socialista à Câmara de Lisboa acusou o adversário de não saber fazer política de outra forma que não com recurso a ataques pessoais.
“Carlos Moedas voltou ao ataque pessoal. Não sabe fazer política de outra forma. Quem o oiça acha que a primeira vítima do trágico acidente no Elevador da Glória foi ele próprio. Não foi”, começa por escrever a socialista.
“A entrevista que deu à SIC é um exercício de desculpabilização pouco digno de um responsável político. Não trouxe respostas, não apresentou soluções e não anunciou uma única medida que ajude as vítimas ou que restaure a confiança dos lisboetas nas infraestruturas da cidade.”
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Moedas quebra silêncio: os argumentos da defesa, o "sicário" Pedro Nuno e o "cinismo" de Leitão
Presidente da Câmara diz que não “há nenhum erro que lhe possa ser imputado”. Recusa comparações com Medina ou Jorge Coelho. E acusa Leitão de ter em Pedro Nuno um “sicário” que faz jogo “cínico”.
Moedas quebra silêncio: os argumentos da defesa, o “sicário” Pedro Nuno e o “cinismo” de Leitão
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Moedas acusa Leitão de enviar "sicário" Pedro Nuno para o atacar e lamenta "cinismo"
Moedas ataca agora a oposição, em particular o PS. “Revolta-me muito ver que certo partidos políticos, de uma maneira direta ou dissimulada, politizem a tragédia.”
Clara de Sousa pergunta depois a quem se refere Moedas. O autarca responde: “É o caso do PS Lisboa. Tem uma candidata que não vem pedir a minha demissão, mas encarrega depois todos os seus sicários [de pedirem a minha demissão]”.
Moedas diz depois que respeita o PS “centrista” de José Luís Carneiro, mas lamenta que existam dois partidos no Largo do Rato. Desafiado a dizer se acredita na reação comedida de Alexandra Leitão, Moedads atira: “Foi muito cínico, dissimulado e isso revolta-me na política. Não quero ter um país de cinismo”.
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Presidente da Câmara de Lisboa ordenou inspeções "exaustivas" a todos os elevadores
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa explica depois que “cada vez que há um aumento da carga” no elevador, “há um aumento da manutenção”.
O social-democrata tenta depois corrigir uma informação que, diz, tem circulado erradamente: segundo Moedas, o “número de utilizadores em 2019 é superior ao número de utilizadores em 2025”, pelo que a ideia de que a manutenção não acompanhou o número de utilizadores é falsa.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa esclarece também que ordenou inspeções “exaustivas” a todos os elevadores da capital e que só voltarão a funcionar quando tudo tiver sido testado.
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Moedas lança dúvidas sobre anterior administração da Carris e atuação de Medina
Moedas lança agora dúvidas sobre a atuação da anterior administração da Carris e, por arrasto, sobre a atuação da administração de Fernando Medina.
O presidente da Câmara de Lisboa recorda que em 2018 houve um acidente com o mesmo elevador e que, até ao momento, não foi possível encontrar qualquer relatório — nos últimos dias, o Observador tem pedido insistentemente à Carris o acesso a esse mesmo documento, mas sem sucesso.
“Não consigo encontrar nenhum relatório desse acidente. Onde está? A administração da Carris diz-me que naquela altura aquele acidente não teve qualquer relatório”, nota.
Moedas diz depois que a decisão de externalização não foi tomada por ela e que esta empresa de manutenção não foi escolhida pela atual administração da Carris.
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Moedas: "Daqui ninguém sai. Ninguém se demite. É uma cobardia"
Carlos Moedas fala ainda sobre o pedido de demissão de Pedro Bogas, presidente da Carris, ou a disponibilidade manifestada por Filipe Anacoreta Correia, atual vice-presidente da Câmara, para sair.
“Daqui ninguém sai. Ninguém se demite. É uma cobardia. Não vou deixar. Estamos aqui para enfrentar a realidade”, atira Carlos Moedas.
O autarca é novamente confrontado com as declarações que fez sobre 2021 e sobre o exemplo mais citado de Jorge Coelho. Moedas tenta traçar diferenças: o gabinete Fernando Medina tinha tomado decisões que provocar o ‘Russiagate’”; e, no caso de Jorge Coelho, sublinha Moedas, o gabinete do ministro tinha recebido informações antes do acidente.
“Responsabilidade política é quando o político sabe e não atua. Alguma coisa chegou ao meu gabinete que dizia… Isso não aconteceu. E tenho muito pena. Podia ter tomado decisões”, diz.
Mais à frente, Carlos Moedas elogia Pedro Bogas. “Tem uma enorme experiência. Não tenho como não confiar. Neste momento, não temos nada que se possa dizer que houve um erro. Seria uma irresponsabilidade.”
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Moedas defende-se: "Não há nenhum erro que me possa ser imputado"
Carlos Moedas fala agora na SIC, numa entrevista conduzida pela jornalista Clara de Sousa.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa começa por dizer que a prioridade foi sempre estar “no terreno”, o que justifica o silêncio a que se submeteu nos últimos dias. “Farei tudo ao alcance da minha vida para ter uma resposta para estas famílias.”
Moedas diz que seguramente que haverá responsabilidades políticas e técnicas a apurar. “Se alguém provar que Carlos Moedas não deu condições a essa empresa, que o orçamento da empresa diminuiu, se alguém provar que essa empresa diminuiu o nível de manutenção, então aí há responsabilidade política.”
O autarca é confrontado com as críticas que fez a Fernando Medina, em 2021, mas traça diferenças: o que aconteceu com o socialista, no âmbito do “Russigate”, foi um “erro” ligado à “responsabilidade direta” do então presidente da Câmara de Lisboa.
“Não podemos comparar um caso com o outro. Nesta tragédia não há nenhum erro que possa ser imputado a uma decisão do presidente da Câmara. Se alguém provar [o contrário], demito-me no dia. Não é o presidente da Câmara que está a gerir a empresa [Carris].”
“A responsabilidade política é minha, mas não posso interferir na gestão da empresa. Só posso dar condições para que essa empresa funcione. E foi isso que fizemos”, insiste Carlos Moedas. “Se alguém provar o contrário, obviamente demito-me. Na hora.”
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Seguro pede “apuramento rigoroso” de todas as responsabilidades
O candidato presidencial António José Seguro defendeu o “apuramento rigoroso” de todas as responsabilidades na sequência do acidente com o elevador da Glória, que seja célere.
“Tem de haver um apuramento rigoroso das responsabilidades técnicas, de gestão, políticas, as que houver. Tem de haver a garantia de que não se volta a esta situação, mas tem de haver respostas a estas perguntas.”
António José Seguro questionou: “Aquela zona que não faz parte da inspeção diária, é inspecionada por quem? Com que periodicidade? Qual foi a última vez que ela foi inspecionada? De quem é a responsabilidade? Mais, também hoje veio a público que o sistema de travões não funcionou, nem poderia funcionar. Mas não poderia funcionar porquê? Só agora é que se chegou a essa conclusão?”.
O antigo secretário-geral do PS falava aos jornalistas em Peniche (distrito de Leiria), à margem de uma intervenção da iniciativa Campus da Liberdade 2025, organizada pelo Instituto +Liberdade.
O candidato a Presidente da República nas eleições do início do próximo ano pediu urgência e rigor nas respostas, defendendo que “os portugueses merecem transparência”.
Questionado se os responsáveis políticos se devem demitir, António José Seguro considerou que essa é uma questão para os partidos.
“Esse é o debate dos partidos. Eu não me envolvo, eu sou candidato a Presidente da República e, como candidato a Presidente da República, o meu foco é outro, a minha preocupação é outra, é a segurança dos portugueses”, indicou o candidato às eleições presidenciais do início do próximo ano.
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"É preciso agir": Alexandra Leitão reage a relatório preliminar
Alexandra Leitão defende que “é preciso agir” de forma a restabelecer a “confiança” dos lisboetas e dos turistas nos transportes da cidade depois do acidente com o Elevador da Glória.
“Relatório diz que o sistema de redundância ou não existia ou não funcionou. É preciso agir. (…) Convocar técnicos, convocar Ordem dos Engenheiros, convocar universidades, porque temos que restaurar a confiança dos lisboetas” e de todos os que usam estes equipamentos, disse a candidata do PS à Câmara Municipal de Lisboa.
Alexandra Leitão aproveitou para elogiar e deixar uma nota de homenagem a André Marques, guarda-freio que, como atesta o relatório preliminar, “fez tudo para evitar o acidente”.
O segundo ponto que a candidata salienta da análise do relatório do GPIAAF é a necessidade de verificar as vistorias que são realizadas às carruagens. “Ficou claro que uma vistoria a olho nu não descobre o problema, só uma vistoria que passasse por uma desmontagem”.
Dessa forma, defende uma “auditoria externa aos processos de vistoria” para solucionar este problema.
Alexandra Leitão denuncia ainda que, ao contrário do que disse Carlos Moedas, a despesa com a Carris não aumentou, pelo menos no que toca aos ascensores. O Presidente da Câmara de Lisboa explicou que houve um aumento de 25% na despesa de manutenção com a Carris nos últimos três anos.
No entanto, contraria a socialista, nos elétricos foi de apenas 4%, o que, em anos de “grande inflação”, representa uma “redução”. “Decréscimo real de despesa e de investimento na manutenção de infraestruturas que tem utilização muitíssimo elevada”.
“Com a serenidade que se exige, é preciso fazer um debate sobre a capacidade que as infraestruturas da cidade têm para suportar” utilização elevada.
Além disso, atendendo ao tempo elevado que é expectável que os ascensores fiquem fora de circulação, refere a necessidade da autarquia dar alternativas às pessoas que utilizavam aquele transporte diariamente.
Defende que “a administração da Carris é escolhida pela Câmara de Lisboa”, pelo que “as respostas têm de ser dadas, antes de mais, pelo presidente da Câmara que se tem escondido, que não tem respondido, que não tem agido e que se tem escondido atrás de uma vitimização e de uma série de outras pessoas”. “Ao contrário de Carlos Moedas, eu não precisaria do Presidente do Conselho de Administração da Carris para me esconder atrás”, acrescenta.
Termina a dizer que “não haver aproveitamento político não é sinónimo de ficarmos calados”. “É preciso escrutínio e transparência, esclarecimentos e apurar responsabilidades para honrar as vítimas”.
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No último dia de férias e a celebrar aniversário: casal que vivia no Canadá entre os mortos do Elevador da Glória
Casal estava no último dia de férias quando morreu no acidente no Elevador da Glória. Ministério da Cultura do Quebec recorda contribuição “notável” do casal na arqueologia e etnologia.
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Marques Mendes diz que "culpa não pode morrer solteira"
O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou hoje que devem ser apuradas todas as responsabilidades do acidente com o elevador da Glória, mas considerou precipitado falar em demissões, e destacou a “atitude responsável” do PS.
“Nós não podemos pôr o carro à frente dos bois. Responsabilidades, apurá-las todas, as técnicas e as políticas, mas fazê-lo com o rigor que as coisas exigem. Ainda ninguém sabe exatamente porque é que aconteceu aquele acidente gravíssimo, aquela tragédia. Vamos esperar e depois assumir responsabilidades”, afirmou, quando questionado se os responsáveis políticos se devem demitir.
O antigo líder do PSD falava aos jornalistas em Peniche (distrito de Leiria), à margem de uma intervenção da iniciativa Campus da Liberdade 2025, organizada pelo Instituto +Liberdade.
O candidato às eleições presidenciais do início do próximo ano defendeu que “a culpa não pode morrer solteira” e “não pode impor-se uma ideia de impunidade”.
Considerou que o “Estado voltou a falhar”, mas “falta saber é o que é que falhou em concreto”, e disse que é preciso aguardar pelo inquérito que deve ser feito “com tranquilidade e com rigor”, mas “num prazo razoável”.
Luís Marques Mendes deixou também “uma palavra de muito apreço pela atitude responsável da generalidade dos agentes políticos e, em especial, do PS, do seu secretário-geral e da sua candidata à Câmara de Lisboa, porque, ao evitarem entrar na querela das demissões, estão a dar um sinal de exigência na mesma, mas de maturidade e de sentido de responsabilidade”.
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Marcelo aponta quatro observações após leitura de relatório
Marcelo Rebelo de Sousa fala aos jornalistas no Alto de São João, em Lisboa, e aponta quatro interrogações com que se deparou após a leitura do relatório sobre a tragédia no Elevador da Glória divulgado no sábado pelo GPIAAF.
“O relatório faz uma descrição com base nos elementos disponíveis neste momento e tem o cuidado de dizer que há muitas duvidas e pistas a desenvolver até ao relatório prometido para daqui a 45 dias.” Entende que seria do agrado de todos abreviar estes prazos (o relatório final será publicado daqui a um ano), mas que tal seria complicado atendendo a que é necessária uma “contribuição nacional e internacional” para elaborar o documento.
Antes de se debruçar sobre as dúvidas que lhe surgiram, elogia o trabalho do único investigador responsável por estes trabalhos e sugere um reforço dos profissionais nesta área.
Olhando para o relatório, aponta quatro observações:
- “Porque não há uma instituição encarregada de fiscalizar este tipo de matérias?”;
- “Porque se soltou o ponto de fixação de uma cabina no cabo?”;
- “Porque redundância não existe ou não funcionou? Acionados os dois sistemas” nenhum funcionou;
- Com “inspeção visual não era possível detetar” cedência no cabo.
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Marcelo diz que há sempre responsabilidade política. Mas consequência é decidida pelos eleitores
O Presidente da República defende que “quem exerce um cargo político” é sempre “politicamente responsável pelo exercício”, mas “o problema é saber como se efetiva”. No entender de Marcelo Rebelo de Sousa, a decisão, neste contexto, cabe aos eleitores.
“Quando se trata de alguém nomeado, responde perante quem o nomeia. (…) Num cargo eletivo, a resposta é perante os eleitores. Responsabilidade política é perante os eleitores”, diz.
Comentando a divulgação do relatório preliminar, Marcelo entende que as conclusões que nele constam não permitem “determinar responsabilidades de pessoas nem de organizações”. “Não é possível determinar que alguém, pessoa ou instituição, por culpa própria, negligência, ação ou omissão, teve responsabilidade. Neste momento, não é possível e por isso teremos que esperar” pelo relatório final, entende.
Apesar de admitir que ainda é cedo para tirar mais conclusões, Marcelo admite que compreendeu a “posição do Presidente da Carris quando colocou o lugar à disposição”. “O simples facto de uma instituição pública no seu funcionamento determinar consequências desta gravidade, determina uma responsabilidade política subjetiva”.
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Mariana Leitão diz que é prematuro exigir consequências políticas
Na Póvoa de Varzim, Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, disse que o relatório preliminar do GPIAAF sobre o acidente no Elevador da Glória não permite retirar conclusões políticas do caso.
Apesar de ter admitido que ainda não leu o documento na totalidade, assume que os detalhes que já conferiu “não são suficientes para tirar conclusões objetivas”. “O próprio relatório diz exatamente isso. Acho que é prudente aguardarmos pelas conclusões das investigações das perícias para sabermos exatamente o que se passou”, frisa.
Mariana Leitão diz que os relatórios futuros, e as respetivas conclusões, devem servir para prevenir “tragédias futuras”.
“O aproveitamento político que se está a fazer da situação que se está a fazer em cima de uma tragédia desta dimensão — nesta fase, sem ainda sabermos quaisquer conclusões, porque [o aproveitamento] aconteceu ainda antes desse relatório preliminar e mesmo esse relatório preliminar — é algo que não é desejável.”
Mariana Leitão defende “bom senso” de não retirar conclusões precipitadas. Questionada pela RTP se esta posição seria explicada pelo facto de a IL integrar a candidatura liderada por Carlos Moedas à autarquia, a líder partidária responde negativamente. A posição “tem exactamente a ver com o facto de nós não sabermos o que causou o acidente, nós não sabermos que decisões políticas é que podem ter contribuído ou não para este acidente”, pelo que qualquer análise, neste momento, é prematura, entende.
“Nós gostamos de trabalhar em cima de factos, em cima de dados concretos, em cima de informações concretas. Neste momento não as temos e portanto, qualquer ilação, qualquer ideia que se tire ou qualquer posicionamento que se tire, que não seja em cima de factos, é prematuro e contraproducente. E não é essa a forma de estar da iniciativa liberal”.
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José Luís Carneiro defende Alexandra Leitão e não alinha com Pedro Nuno Santos
Aproveitando a presença na Feira do Livro do Porto, que termina este domingo, José Luís Carneiro coloca-se ao lado de Alexandra Leitão e não alinha com o discurso de Pedro Nuno Santos, que já pediu a demissão de Carlos Moedas, sobre as consequências políticas do acidente no Elevador da Glória.
“Entendo que a Dra. Alexandra Leitão tem estado exemplar na gestão deste processo”, entende o Secretário-Geral do partido, que lembra que a atual candidata do PS à autarquia de Lisboa respeitou o luto e “depois do luto” estará pronta para discutir as responsabilidades políticas, em articulação com os vereadores municipais. “Esse é o local” para “fazer escrutínio do Presidente da Câmara”.
“A candidata mostrou, tem sido reconhecido por muita gente, grande sentido de responsabilidade ao respeitar um momento de recolhimento, de dor e de luto”.
Pedro Nuno deixa um aviso ao PS: “Há, infelizmente, quem se tenha viciado nos elogios da direita”
Questionado diretamente pelo pedido do seu antecessor — que também teve eco em Eurico Brilhante Dias, atual líder parlamentar do PS —, Carneiro lembra o “respeito pelo escrutínio de quem tem uma eleição própria” e, nesse sentido, remeteu para a data das eleições autárquicas: “Há um escrutínio que vai ser feito no 12 de outubro”.
Carneiro frisa que os “partidos com responsabilidade” devem cumprir deveres e respeitar o luto. “Há um tempo para apurar responsabilidades, estão em curso investigações. (…) É necessário aguardar pelas investigações para concluir pela responsabilidade de quem a tem.
Nos últimos dias, Pedro Nuno Santos tem partilhado nas redes sociais notas sobre este caso. Se num primeiro momento pediu a demissão de Carlos Moedas, no sábado voltou à carga para, desta vez, deixar um recado ao PS: “Há, infelizmente, quem se tenha viciado nos elogios da direita”.
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Bom dia!
Abrimos aqui este artigo em direto para acompanhar as novidades sobre o acidente do Elevador da Glória, ascensor que liga os Restauradores ao Bairro Alto, em Lisboa.
Recordamos que no sábado foi divulgado o relatório preliminar do GPIAAF que, não sendo conclusivo, permite entender melhor o que poderá ter acontecido para originar o desastre que matou 16 pessoas.
O que dizem as provas recolhidas sobre as causas do acidente