Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Terminou a ronda de audições na comissão de Economia e que começou logo a seguir ao almoço com os sindicatos e comissão de trabalhadores da Groundforce. Depois foi a vez do acionista maioritário, Alfredo Casimiro, seguido de Miguel Frasquilho, presidente não executivo da TAP. Para a semana, será a vez de Pedro Nuno Santos dar explicações no Parlamento sobre a situação na empresa de handling. Obrigada por nos ter acompanhado.

  • Frasquilho reafirma: "Retorno será muito superior ao investimento que portugueses estão a fazer na TAP

    Miguel Frasquilho confirma que a TAP chegou a pedir 5% de desconto na fatura a pagar em dezembro, relativa a janeiro de 2021, mas assegura que esse desconto não foi executado, não tendo por isso sido condição para financiar a Groundforce.
    O gestor especifica que entre o equipamento que a TAP vai comprar estão tratores, escadas e autocarros. A TAP aguarda que a lista seja entregue amanhã para formalizar o acordo com a Pasogal.
    O presidente não executivo da TAP confirma a ligação muito forte com a Groundforce, mas também assinala que sem o plano de reestruturação, não haveria ajuda e a TAP e a Groundforce não existiriam. Garante que o objetivo é tentar salvar o maior número de postos de trabalho nas duas empresas. E reafirmou — repetiu— uma afirmação que já foi polémica.
    A ajuda que os contribuintes portugueses estão a dar à TAP terá um retorno superior. “O retorno que o grupo e atividades associadas trará será muito superior, muito superior, ao investimento que os portugueses estão a fazer na TAP”.

  • TAP está a exigir descontos e cobrar juros em troca de adiantamentos?

    O presidente não executivo da TAP é confrontado por Bruno Dias do PCP com as faturas que cobra à Groundforce, 800 mil euros por mês do que paga à empresa de handling. O deputado pergunta se a TAP está a tentar obter oportunidades de negócio para favorecimento em troca de adiantamentos, exigindo descontos e cobrando juros.
    Na resposta, Frasquilho lembra que nem todos os serviços tiveram cortes nos custos, alguns até subiram. O gestor reconhece que o acordo alcançado é uma solução temporária. Vai da um balão de oxigénio de dois meses para analisar com maior serenidade. “Permite-nos algum tempo para respirar”, mas é preciso continuar a trabalhar com todos os atores envolvidos numa solução mais estrutural.

  • Proposta de Casimiro para estender contrato a 10 anos? "Não me parece", diz Miguel Frasquilho

    Proposta de Alfredo Casimiro – aumento de capital com valor por ação baseado na avaliação de 2018 – “não era compaginável”, diz Miguel Frasquilho.

    “Só uma nova avaliação da empresa [para ajustar o valor as impactos da Covid-19 poderia atrasar-nos um mês. Isso não era compaginável” com a urgência da situação.

    Sobre a outra condição de Alfredo Casimiro – a garantia de que o contrato da Groundforce com a TAP seria prolongado – Miguel Frasquilho responde negativamente. “Estender contratos a dez anos? Não me parece”, diz.

  • Frasquilho afasta intervenção política na exigência de garantias à Groundforce

    Miguel Frasquilho responde agora a Carlos Silva do PSD e afasta qualquer decisão/intervenção política na decisão de passar a exigir em janeiro garantias para fazer novos adiantamentos por serviços prestados.
    Desde novembro que a TAP estava a avançar pagamentos por serviços futuros, no âmbito do contrato comercial com a Groundforce, mas esse futuro ia-se tornando mais longíquo. E admite que a questão das garantias também se terá colocado no quadro das negociações com a Comissão Europeia, sem especificar se foi uma exigência de Bruxelas.
    A TAP, sublinhou, tem confiança no futuro da empresa, daí as sucessivas propostas à contraparte.

  • Foi o acionista minoritário, repito minoritário, quem ajudou desde o início, salienta Miguel Frasquilho

    Miguel Frasquilho responde a Isabel Pires, do Bloco de Esquerda. “Deixe-me ser claro, se calhar não fui ainda. Apesar do contexto difícil, a verdade é que sempre quisemos apoiar a Groundforce. E isto começou em Agosto. Foi assim nos meses seguintes, até que em novembro começamos a pagar serviços que iríamos receber no futuro”, diz o presidente do conselho de administração da TAP.

    E manda uma primeira farpa a Alfredo Casimiro. “E portanto, isto foi o que o acionista minoritário, repito minoritário, fez. Acionista minoritário e também cliente. Mas a Groundforce tem um acionista maioritário”. Um reparo à incapacidade de Alfredo Casimiro de contribuir financeiramente para que a empresa de handling pudesse pagar os salários aos seus cerca de 2.400 trabalhadores.

    A prioridade, disse Frasquilho, seria o de fazer com que os “compromissos com salários, impostos e contribuições pudessem ser honrados, devido às consequências sociais que o não cumprimento poderia ter”.

    Mas entretanto, a situação mudou. “Desde que tomámos a deliberação, em fevereiro, dei conta ao presidente da SPDH que os termos teriam de ser diferentes dos que tinham sido até aqui”. Ou seja, a TAP passou a exigir uma garantia (sob a forma de um penhor sobre as ações da Pasogal) para continuar a ajudar a empresa.

  • É natural que TAP continue ligada à Groundforce, mas Frasquilho avisa que custos terão de baixar também no handling

    Miguel Frasquilho dá respostas ao deputado do CDS, Gonçalves Pereira, para indicar que não esteve presente nas reuniões com Pedro Nuno Santos e que foram pedidas por Alfredo Casimiro.
    Sublinha que na tomada de decisões na TAP face à Groundforce, a prioridade foi sempre os trabalhadores e salários, bem como os deveres dos dois gestores indicados pela TAP, no que toca ao pagamento de impostos e contribuições. Foi isso que motivou o apoio financeiro sem a prestação de garantias,
    Evitando as perguntas sobre o novo gestor alemão, que ainda não chegou à TAP, Frasquilho diz ainda que o plano de reestruturação prevê a continuidade de prestação de serviços de handling. “É natural que continuemos a estar ligados à Groundfirce, mas temos um plano muito duro e exigente. A TAP terá de ser mais produtiva e eficiente, os custos terão de baixar e é natural que isso esteja contemplado nos serviços de handling”. E não é despiciendo. Alfredo Casimiro tinha rejeitado corte no preço da prestação dos serviços até ficar fechado plano de reestruturação.

  • "Princípio de acordo alcançado não é solução estrutural", diz Miguel Frasquilho

    “Começamos a apoiar a Groundforce em agosto de 2020, primeiro com o adiantamento de faturas que estavam emitas e depois por adiantamento por serviços que ainda iriam ser prestados”, diz Miguel Frasquilho.

    Mas a partir de certo ponto, a TAP disse que – apesar de continuar a apoiar – precisaria de garantias para que pudesse continuar a prestar essa assistência.

    Isto porque os administradores da TAP tem a sua responsabilidade fiduciária e porque o grupo TAP está sob assistência, pelo que não pode conceder empréstimos explícitos a outra entidade”.

    E conclui, afirmando que o acordo alcançado para desbloquear o pagamento dos salários não é estrutural, é conjuntural. Ou seja, vai ser preciso chegar a outro acordo nos próximos meses.

  • "Sem a Groundforce a TAP não pode ter a sua operação a funcionar"

    Frasquilho diz que fala na qualidade de presidente do Conselho de Administração da TAP SGPS e TAP SA sobre uma das participadas, minoritária, e na qualidade de cliente da Groundforce.

    “Sem a Groundforce a TAP não pode ter a sua operação a funcionar. Fomos sempre muito compreensivos” perante a situação que se criou devido à crise do Covid-19.

  • Prestes a arrancar audição a Miguel Frasquilho, da TAP

    Vai arrancar a audição do presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho. Fala a seguir ao principal acionista da Groundforce, Alfredo Casimiro.

    Frasquilho tem direito a uma intervenção inicial de 5 minutos, depois perguntas e respostas (também com 5 minutos para cada grupo parlamentar) .

  • Alfredo Casimiro afasta responsabilidade por salários em atraso. Diz é que a primeira vez em 30 anos como empresário

    Afinal ainda há perguntas por responder de Bruno Dias, o deputado comunista por quem Alfredo Casimiro tem grande respeito e apreço. Explica que não era viável ir à banca com quedas tão acentuadas de faturação.
    “É com profunda tristeza que me vejo pela primeira vez, em 30 anos de empresário, numa situação de não pagamento de salários quando sinto que não tenho responsabilidade”. O empresário volta a atirar culpas para o Governo que não terá feito o que devia fazer para que as linhas de crédito disponibilizadas ao abrigo das medidas Covid não chegassem à Groundforce e pede ajuda para libertar fundos e para evitar que a empresa vá para a falência.
    Confirma ainda que a Groundforce não pode aceitar proposta de descontos pelos serviços prestados à TAP enquanto não souber qual será a dimensão da empresa após a aprovação do plano de reestruturação.

  • Proposta de aumento de capital feita pela TAP "era uma nacionalização quase selvagem"

    Alfredo Casimiro lê um texto final em que aponta o dedo à TAP, que controla a tesouraria da Groundforce, por dado ordem de pagamento de três milhões de euros a si própria. E voltou a lamentar a desigualdade no tratamento dado pelo Governo às duas empresas. “A TAP recebeu dinheiro dos contribuintes (1,5 mil milhões de euros), mas nós não conseguimos um aval do Estado”.

    Volta a atacar a proposta de aumento de capital feita pela TAP que se fosse para a frente implicaria a redução da posição da Pasogal para 3%, e apenas para pagar salários e sem garantir de continuidade da empresa. “Era uma nacionalização quase selvagem” como as de 1975.

  • Gravação da conversa com o ministro? "Teremos de discutir isso em sede própria", diz advogado Paulo Saragoça da Matta

    Instado por Alfredo Casimiro, o advogado Paulo Saragoça da Matta – sentado a seu lado – responde a Carlos Pereira (PS) sobre divulgação de parte de uma conversa gravada sem o conhecimento do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

    “Havendo o princípio de separação de poderes, sobre essa questão: se há alguma duvida teremos de deixar para a sede própria. Tendo sido anunciado um processo crime, é em sede própria que teremos de debater essa questão”, diz o advogado.

    Quanto a Alfredo Casimiro – que ainda disse que Carlos Pereira se dirigiu à advogada Marta Pinto da Silva em termos algo desrespeitosos – evitou – pela segunda vez – dizer se está ou não em incumprimento nos créditos que tem junto de pelo menos dois bancos, o Montepio e o Novo Banco, que têm ambos penhores sobre as ações da groundforce que detém.

  • O presidente da Groundforce passa a palavra à advogada Marta Pinto da Silva para explicar que quando foi comprada a Groundforce por imposição comunitária, estava na calha o concurso para as licenças de handling.

    A empresa só podia concorrrer se a TAP cedesse a maioria. Mas o concurso atrasou-se e a empresa viveu com licenças provisórias e numa situação de instabilidade, o que obrigou a rever os termos do contrato de prestação de serviços com a TAP. As licenças acabaram por chegar apenas em 2017.

  • Ter capital (para meter na Groundforce), "significa ser capitalista e eu sou um capitalista", mas quer assegurar que recupera investimento

    O empresário reafirma, em resposta a Bruno Dias do PCP, que tem capacidade financeira para ir a um aumento de capital da Groundforce que seja aprovado em assembleia geral.
    “Tenho capacidade. Ter capital significa ser capitalista e eu sou um capitalista. Mas só farei o investimento se tiver condições para o recuperar num certo número de anos”.
    Nos cálculos que tem, e com base em dados da IATA, Alfredo Casimiro admite que sejam necessários 10 anos para conseguir recuperar investimento nos aumentos de capital que admite se possa situar entre os sete milhões de euros (propostos pela TAP) e os dez milhões de euros.

  • "Paguei 3,7 milhões de euros à TAP, S.A. pela Groundforce" insiste Alfredo Casimiro

    Alfredo Casimiro insiste, desta vez em resposta a Bruno Dias, que pagou pela Groundforce, não diz é quando é que pagou. “Paguei à TAP S.A. 3,7 milhões de euros. A TAP recebeu esse dinheiro e esse dinheiro entrou nos cofres”.

    As dúvidas dos vários deputados têm a ver com a forma como, em 2012, Alfredo Casimiro entrou no capital da Groundforce: com um empréstimo de 3 milhões contraído junto do Montepio e de uma promessa de pagamento futuro do restante, surgindo questões sobre se pagou mais tarde já com dividendos recebidos da própria Groundforce.

    E dá razão ao deputado do PCP quanto às dúvidas sobre o tempo que demorou a preparar um empréstimo de 30 milhões de euros do Banco de Fomento, com aval do Estado, ao abrigo das linhas Covid.

  • “Não é com aumentos de capital que se resolve problemas de tesouraria imediatos”

    Aumento de capital? “Não é com aumentos de capital que se resolve problemas de tesouraria imediatos”, diz Alfredo Casimiro.

    “São empréstimos que se fazem às sociedades, prestações assessórias, o que quiser chamar, mas não aumentos de capital. E disse-o logo: aquilo que estavam a fazer era um take over, com interesses obscuros”.

    Alfredo Casimiro, que respondia ao deputado socialista Carlos Pereira, deixou por responder se está em incumprimento junto dos bancos que têm penhores sobre as suas ações: o Montepio (dois penhores) e o Novo Banco.

    Casimiro, que está a responder através de vídeo, faz-se acompanhar pela assessora Marta Pinto da Silva e pelo advogado Saragoça da Matta.

  • Casimiro disponível para ir a aumento de capital, mas quer saber futuro do contrato com a TAP

    Por fim, Alfredo Casimiro manifesta-se disponível e afirma ter capacidade financeira para ir ao aumento de capital proposto pela TAP, mas primeiro é preciso perceber qual o futuro da transportadora.
    “Enquanto investidor não posso meter dinheiro numa empresa cujo contrato com a TAP vence em 2022 e as licenças em 2023 e 2024. Preciso de ter garantias do prolongamento dos contratos com a TAP e de que terei condições técnicas para poder ganhar o concurso para essas licenças” de handling.

  • Groundforce está a ser tratada com "total desigualdade" face à TAP

    Respostas a Carlos Silva do PSD. O empresário considera que está a ser tratado em situação de “total desigualdade”, face à TAP. O Estado colocou 1,5 mil milhões de euros no grupo TAP. E a Groundforce e não recebeu dinheiro.
    O líder da Groundforce afasta ainda a ideia que a demora no processo de negociação do aval do Estado por falta da documentos e garante ter respondido a tudo. E volta a justificar demora com o hiato nos apoios a empresas grandes.
    Revelou ainda que a TAP fez vários adiantamentos desde novembro por conta dos serviços prestados no mês seguinte, mas em janeiro já tinha pago serviços até maio.
    E questiona que tenham sido apenas pedidas garantias ao acionista privado da Groundforce para fazer novo adiantamento no final de janeiro, sem incluir a Portugália e a TAP (que são as entidades que estão a avançar com o dinheiro adiantado).

1 de 2