Momentos-chave
- Rocha desafia Pedro Nuno a dizer "como vai ser na oposição": "Vai colaborar ou bloquear?"
- Pedro Nuno fecha último comício a prometer "dialogar, ouvir e ceder para garantir estabilidade política"
- Montenegro pede maioria reforçada e garante: "Só seremos governo se ganharmos as eleições"
- Mendonça Mendes garante que "o radicalismo" não está em Pedro Nuno, que o "surpreendeu na moderação"
- Melo: "Cada voto no Chega e na Iniciativa Liberal só deixará o PS mais perto de governar"
- Santos Silva atira a Governo que é “uma comissão eleitoral” e quer “ajudar” Montenegro a “tornar-se ex-primeiro-ministro”
- Hugo Soares apela ao voto dos eleitores do Chega e diz que Ventura beneficiou de protocolo VIP que tinha criticado
- Pedro Pinto diz que dificuldade em contabilizar imigrantes é o "fracasso total das políticas públicas em Portugal"
- Enchente na cidade de Braga para receber Montenegro
- Pedro Nuno recusa falar em Gouveia e Melo: "Estamos concentrados nas legislativas"
- Santos Silva atira a timing de Gouveia e Melo: "Não têm o conhecimento mínimo da Constituição e não sabem distinguir eleições"
- Raimundo não estranha o timing do anúncio de Gouveia e Melo. "É uma não-notícia"
- Mortágua não comenta candidatura de Gouveia e Melo e pede que campanha não se resuma ao caso Spinumviva
- Pedro Pinto: “Não podem querer que André Ventura vá para uma cama onde ao lado esteja alguém de etnia cigana”
- Pedro Pinto critica momento do anúncio de candidatura de Gouveia e Melo e diz que não será o candidato do Chega
- Chega criticou tratamento de Montenegro no Hospital de Santa Maria de que Ventura beneficiou em Faro
- Rocha diz que voto útil é "voto fraco" e promete estabelecer fasquia quando Montenegro e Pedro Nuno fizerem o mesmo
- Rui Rocha critica timing do anúncio de Gouveia e Melo: "Não me parece que tenha começado muito bem"
- "Não há dúvidas. Vou ser mesmo candidato à Presidência da República", anuncia Gouveia e Melo
- As selfies de Raimundo. O arroz doce que não comeu e o encontro com o filho
- "Sopa de lentilhas" para Montenegro. Raimundo na cantina da Universidade à procura do voto jovem
- Pedro Nuno avisa para "grande azar" de Montenegro e atira à "mentira sistemática" nas pensões
- Montenegro: "Portugueses têm de decidir se querem a maioria da construção ou da destruição"
- Beleza aponta a Montenegro: "O farol é intermitente e só é uma salvação para quem anda à deriva"
- Rui Rocha diz que investimento em Defesa bem feito "paga-se a si próprio"
- "Pedro Nuno Santos está a anunciar ao país a derrota da esquerda", diz Rocha
- Inês Sousa Real: baixar IVA de alimentos e cuidados de saúde para animais é "absolutamente essencial"
- Montenegro: "O único voto útil à estabilidade é o voto na AD"
- Em arruada, Raimundo fala ao telefone com o Luís e diz que já conquistou um voto da direita
- "O SNS esteve lá (independentemente da opinião de cada um) e ainda bem". Raimundo sobre Ventura
- Rui Tavares diz que Livre quer ser "charneira de uma alternativa de governação"
- André Ventura teve "espasmo esofágico" associado a pico de tensão. Eletrocardiograma sem alterações
- A imagem de André Ventura à saída do hospital
- André Ventura acaba de sair do hospital e não fala
- Hospital. Ventura teve "sintoma de alteração da tensão arterial" e "não há patologia". Esteve na UCI apenas por protocolo VIP
- Pedro Frazão diz que Ventura "está estável" e que "não há nenhuma razão para alarmismos"
- André Ventura publica fotografia, diz que está a ser "muito bem tratado" e que terá alta nas próximas horas
- As imagens da noite à porta do Hospital de Faro, onde Ventura ficou internado
- Vídeo: André Ventura é retirado durante comício em Tavira depois de se sentir mal
- As horas duras de Ventura até ao internamento. Sentiu-se mal, quis regressar minutos depois e foi travado pelos médicos
- Depois de passar a noite no hospital, líder do Chega mantém agenda às 17h em Vila Nova de Milfontes
Histórico de atualizações
-
Bom dia,
Terminamos aqui a cobertura da campanha eleitoral. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos desta quinta-feira neste novo artigo em direto.
-
Luís Fazenda: "Uma maioria do PSD vai apertar a garganta aos trabalhadores"
Luís Fazenda sobe agora ao palco do auditório de IPDJ de Aveiro, onde assinala que, em Portugal, “99% dos trabalhadores imigrantes não tem direito ao voto”, considerando que esta questão cria uma grande divisão na classe trabalhadora. Para tal, diz ser necessário que todas as pessoas com mais de cinco anos de residência legal possam ter direito ao voto, uma medida do programa eleitoral do Bloco de Esquerda.
Por outro lado, o fundador do partido atacar o “definhamento” dos contratos coletivos de trabalho no país, referindo que nas poucas empresas do distrito de Aveiro em que este acordo ainda existe, os valores contratualizados foram absorvidos pela subida do salário mínimo nacional. A indiferenciação remuneratória é “uma humilhação da classe trabalhadora”, afirma.
“O Bloco alerta que uma maioria do PSD vai apertar a garganta aos trabalhadores”, disse ainda Luís Fazenda sobre a questão laboral.
O cabeça de lista no distrito de Aveiro insurgiu-se também contra as recentes declarações do Secretário-geral da NATO e o objetivo de atingir o investimento de 3,5% do PIB em defesa. Assinalando que esse valor é muito superior ao gasto em educação diz:”Não temos condições financeiras para isso.”
Respondendo ao novo Chanceler alemão que rejeitou que a emissão de dívida conjunta pelos Estados-membros da UE, Fazenda diz que as promessas de Pedro Nuno Santos e Rui Tavares da utilização desta estratégia para compensar o aumento do gasto na defesa “não tem absolutamente fundamento nenhum”. E quanto à política externa criticou os partidos do centrão que “sempre adiaram o reconhecimento da Palestina”.
Repetindo algo que tinha dito durante a sua intervenção no comício desta noite, Mariana Mortágua disse a Luís Fazenda: “Ser eleito é a tua obrigação, sei que vais cumpri-la”.
-
Mariana Mortágua acusa Montenegro de "falta de empatia" relembrando episódio com pensionista em mercado de Setúbal
Num discurso dedicado às mulheres, em Aveiro, Mariana Mortágua relembra o episódio de uma pensionista a quem Luís Montenegro terá dito que o valor da sua pensão era baixo devido à sua carreira contributiva. “Quanta falta de empatia é preciso ter para ignorar assim as condições de vida de uma mulher que trabalhou a vida inteira?”, perguntou.
A coordenadora do partido explicou que a causa feminista é particularmente importante para esta campanha porque “há uma onda neo-conservadora que é uma ameaça às mulheres”. Mortágua diz “há quem ache que fomos longe de mais na igualdade e na “emancipação das mulheres”, mas a bloquista retribui dizendo que “ainda não fomos longe o suficiente e queremos ir mais longe”.
“Os direitos das mulheres não são uma flor na lapela, não são promessas que nós fazemos para proteger as nossas mulheres”, disse acrescentando que essas “não precisam de proteção, mas principalmente de liberdade”.
A coordenadora do Bloco disse que as mulheres são quem está “na linha da frente” da crise da habitação e que muitas vezes vêm “a vida em risco por serem obrigadas a partilhar casa com o agressor”. Para este problema considera que o PS e o PSD diz apenas a estas pessoas: “esperam sentados, que estamos a construir”. Contudo, Mortágua afirma que “não temos tempo para esperar, esperámos a vida toda, temos muita pressa de ser felizes.”
A bloquista argumentou que todos os problemas sociais acabam por prejudicar mais as mulheres do que os homens, porque são estas a quem, depois do dia de trabalho, “recai o segundo trabalho, cuidar dos filhos e da casa.” Nesse aspeto, volta a falar de medidas do partido como a semana de trabalho de quatro dias, os impostos aos “ultra-hiper-mega ricos” e os IVA reduzido para a eletricidade, para financiar um Estado que consiga combater esta desigualdade.
Mariana Mortágua lembrou a história do Bloco de Esquerda para dizer que se há hoje mais direitos para as mulheres hoje, é graças ao Bloco de Esquerda. Os bloquistas foram o primeiro partido em que uma mulher sucede uma mulher na Governação, que, garante, “não foi um acaso, foi escolha política”.
A coordenadora do Bloco diz ainda “não aceitar uma Assembleia da República que tem muitos mais homens que mulheres” e um país que continua a ser “gerido só por homens”, lembrando Maria de Lurdes Pintasilgo como a única a liderar um Governo no país.
-
"Ratoeira" e "mensagens de vazio". Carvalho da Silva apela ao voto na CDU com críticas ao PS
É uma conversa gravada em vídeo, com Paulo Raimundo de um lado e Manuel Carvalho da Silva do outro, que serve para demonstrar o apelo ao voto do antigo militante comunista na CDU.
O antigo secretário-geral da CGTP, que se desfiliou do PCP em 2013, já tinha marcado presença na campanha das legislativas e das europeias de 2024.
Agora, numa mensagem que foi enviada à comunicação social, Carvalho da Silva apela ao voto na CDU, “para que, depois de 18 de maio e nos tempos que aí vêm, que são complicados, não se diga que falta fazia o PCP”.
Apoia a CDU e deixa farpas ao PS, PSD e Chega. Primeiro, o Partido Socialista, que escolheu como slogan “o futuro é já”, Carvalho da Silva fala de uma “mensagem de vazio” e concorda quando Paulo Raimundo fala de uma “ratoeira“.
O que significa “o futuro é já”, questiona o ex-secretário-geral da CGTP? “Não é nada. É preciso dar-lhe conteúdo. O já era ontem.”
Sobre a Aliança Democrática, que traz como slogan para estas eleições a frase “deixem o Luís trabalhar”, Carvalho da Silva acusa o Governo de provocar “instabilidade” e “atingir os direitos dos trabalhadores”, em casos como a greve da CP.
E o Chega traz para estas eleições, diz o sindicalista, um programa eleitoral de “hipocrisia“.
-
Rocha desafia Pedro Nuno a dizer "como vai ser na oposição": "Vai colaborar ou bloquear?"
O cabeça de lista da IL por Leiria, André Abrantes Amaral, discursa agora num jantar-comício do partido, falando sobre o “país parado há trinta anos” e a “região desejosa de crescer, mas a burocracia não deixa” que tem encontrado na campanha. Argumenta a favor da liberalização da lei do arrendamento para persuadir os proprietários a pôr as casas no mercado, por exemplo. E diz que olhou para os filhos e concluiu que quando morresse não queria sentir que não fez tudo por eles, e por isso é que se candidata. “Vou fazer a diferença”, promete. Acaba a citar Francisco de Assis para dizer que o espírito da IL é trazer “fé” e “esperança”.
Rui Rocha fala do período em que se soube que ia haver eleições antecipadas e em que os liberais estavam à procura de uma frase que “definisse o estado de espírito da IL”. Lá apareceu: “Desta vez é liberal”. “Viemos a eleições sozinhos porque não podia ser de outra maneira”, prossegue.
“Olhando para a governação da AD e para as últimas semanas de governação, há muitos portugueses que ficaram desiludidos com a AD. O espírito reformista nunca apareceu, foi mais do mesmo. No momento decisivo, a decisão foi levar o país a eleição, frustrando a confiança dos portugueses”.
“Temos de dizer a esses que estão desiludidos com a AD, que queriam reformas, que esperavam que estivesse à altura das responsabilidades, que há um partido que está e traz espírito reformista à AD”, argumenta. Além disso, acrescenta, quando pensou no slogan da campanha pensou mesmo em Leiria, distrito em que os liberais colocam muitas fichas.
“Desta vez já está a ser liberal. Não há nenhum partido que tenha estado tão no centro do debate e sido tão atacado por todos como a IL”. O significado isto é que a IL já ganhou e a esquerda já perdeu, frisa. “Quando alguém passa o tempo a dizer como vai ser com a IL, mesmo com mentiras e falsidades”, é porque não diz “como vai ser com a esquerda no poder — já admitiram a derrota”.
Diz aliás que a pergunta sobre coligações e governabilidade “quase nunca é feita” a Pedro Nuno Santos porque já se sabe que a esquerda vai perder. “Também já não vale a pena perguntar-lhe como vai ser o dia seguinte, porque já sabemos que não vai estar no poder”. O que se deve perguntar, diz, é “como vai ser o PS na oposição — é isso que tem de esclarecer”.
“Vai construir? Vai permitir que a IL acelere o país? Ou vai ser oposição de bloqueio? Quando quisermos trazer mais casas para os portugueses e acelerar a saúde, vai colaborar ou bloquear?”, atira. Diz que é preciso assumir que a IL é um partido de governação e que Pedro Nuno Santos deve assumir se vai ser uma minoria de bloqueio.
Fala depois da visita à Gosimac, esta tarde, perguntando porque é que o Estado não consegue acompanhar a mesma dinâmica de crescimento. Volta a frisar que cresceu com o seu próprio trabalho, no “mundo real”, como tem frisado nos últimos dias. “Somos capazes de ser extraordinários e é no nosso país”. Acusa PS e PSD de terem estado “sempre a olhar um para o outro” em vez de para o futuro: “Comparam-se entre si, não aspiram a mais, querem ser um bocadinho diferentes entre si. Nós queremos muito mais do que isso. Queremos trazer as medidas que funcionam na Europa”, diz, em resposta à acusação de as medidas da IL serem radicais.
“Sim, queremos trazer essas políticas para Portugal”, falando na Holanda, Alemanha ou Estónia. “Sem elas não teremos crescimento económico”.
-
Na reta final da campanha, AD e PS entram em empate técnico, segundo o Tracking Poll da CNN. Chega consolida terceiro lugar
O cenário é inédito nesta campanha eleitoral: os dois maiores partidos aparecem num empate técnico no Tracking Poll feito pela Pitagórica para a CNN Portugal publicado esta quarta-feira. A AD reúne 31,5% das intenções de voto, o valor mais baixo registado nestas sondagens diárias. No sentido inverso, o PS alcança os 26,3% das intenções de voto, o melhor resultados dos socialistas.
À direita da AD, também se registaram crescimentos. O Chega registou uma ligeira subida e cimentou um resultado de 18,3% das respostas. Também a Iniciativa Liberal subiu menos de um ponto percentual e chegou aos 7%.
O Livre continua a liderar as intenções de voto dos eleitores à esquerda do PS, ainda que tenha registado a maior queda entre os partidos deste espectro político. Atrás do Livre, aparece a CDU, com 3,7% das respostas — um resultado positivo para os comunistas, que subiram nas sondagens e alcançam um valor maior do que o resultado final nas eleições do ano passado. A fechar a cauda da esquerda, aparece o Bloco de Esquerda, que também registou uma ligeira queda das intenções de voto.
Os únicos resultados que se mantêm inalterados são os do PAN, que continua a registar 1,1% das intenções de voto.
A outra grande subida não se registou entre os partidos, mas entre os indecisos, que chegam agora aos 19,1% das 810 pessoas inquiridas entre os dias 10 e 13 de maio pela Pitagórica. Um número elevado o suficiente para afetar os resultados de todos os partidos nas urnas.
-
Pedro Nuno fecha último comício a prometer "dialogar, ouvir e ceder para garantir estabilidade política"
Em Setúbal, o PS encheu o canto coberto da Praça de Bocage para o último comício desta campanha. Nos dois dias finais só há almoços-comício e arruadas, no Porto e em Lisboa. Pedro Nuno Santos deixou mais um apelo ao voto e a promessa de “dialogar, ouvir, ceder” em nome da “estabilidade política”.
O socialista repetiu, no essencial, as ideias das suas últimas intervenções que, neste final de campanha, já estão muito focadas em eleitorados específicos como os pensionistas, as mulheres e também os insatisfeitos com a governação da AD.
Não tem falado de cenários de governabilidade no pós eleições e tudo o que garantiu neste discurso foi a sua disponibilidade para “dialogar” e “ceder” pela estabilidade política.
Por estar no distrito de Setúbal, o socialista ainda pôs peso nas questões laborais, referindo a promessa de “30 anos depois” de reduzir o horário de trabalho, o PS voltar ao tema com a sua proposta de redução para 37,5 horas semanais. “É tempo de vida”, argumentou a favor da sua proposta.
Terminou com um vincado apelo ao voto e à mobilização de “amigos, vizinhos, colegas” para que “não dispersem o voto” e se juntem ao PS para “derrotar a AD e ter um Governo progressista”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
-
Montenegro pede maioria reforçada e garante: "Só seremos governo se ganharmos as eleições"
Intervém agora Luís Montenegro, a partir da varanda do Theatro Circo, em Braga, perante uma mancha de gente considerável — minutos antes, Hugo Soares comparou este momento à campanha de Aníbal Cavaco Silva.
O líder social-democrata recupera o discurso que tem usado ao longo das últimas 48 horas: estas eleições são entre quem quer “construir” e aqueles que querem “destruir”; entre aqueles que, quando estão no governo, fazem e entre aqueles que só “adiam”; entre o ‘nós’ da AD e os outros, os “políticos”.
“O povo está farto de eleições e de resolver aquilo que os políticos não são capazes de resolver entre si. A AD quer construir; a oposição toda a junta quer destruir. O único voto verdadeiramente útil é na AD”, sintetiza Luís Montenegro.
O líder social-democrata volta depois à imagem que tinha deixado no almoço com militantes e simpatizantes em Vila Verde: a de um partido, coligação e Governo verdadeiramente popular. “Somos como as pessoas no seu dia a dia: levantámo-nos todos os dias para trabalhar e ter resultados para distribuir por todos”, insiste Montenegro.
“Não precisamos de ofender ninguém. Precisamos apenas de dizer quem somos e o que queremos. É por isso que também somos populares. Não estamos aqui para manipulações, nem para teatros. Não estamos aqui para o jogo da trica política.”
Mesmo a terminar, Montenegro volta a uma ideia-matriz: só governará se ficar em primeiro lugar e espera que os eleitores confiem à AD uma maioria reforçada.
“Achamos que só faz sentido governar se tivermos legitimidade. Só seremos governo se ganharmos as eleições. Se tivermos na raiz da nossa legitimidade a vossa vontade. Governaremos segundo a vontade soberana. E queremos que o povo reforce a nossa legitimidade”, despede-se Montenegro.
[Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador]
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
-
Mendonça Mendes garante que "o radicalismo" não está em Pedro Nuno, que o "surpreendeu na moderação"
Diretamente do núcleo de António Costa para o de Pedro Nuno Santos, António Mendonça Mendes esteve no comício de Setúbal (onde é cabeça de lista) para garantir que “o radicalismo não está do lado de Pedro Nuno Santos” e que até o “surpreendeu na moderação”.
Contou mesmo que nas reuniões de trabalho que tem tido com o líder do PS, “várias vezes” perguntou “se ele afinal não era radical, porque surpreendia na moderação que sempre usou para apresentar propostas”.
“O radicalismo não esta do lado do PS mas do lado da AD e da direita” , disse o socialista que continuou: “O radicalismo não esta em quem quer aumentar salários, mas em quem quer diminuir impostos, o radicalismo não esta em quem quer aumentar o abono de família mas em quem quer diminuir as contribuições para a segurança social.”
E ainda respondeu à AD por classificar Pedro Nuno como “radical e dirigista”, com um exemplo local para defender a ideia de selectividade nos apoios ao investimento: “O que é o apoio à instalação da Auroeuropa aqui em Setúbal se não a selectividade dos apoios ao investimento empresarial.”
Falou ainda dos casos de Montenegro, para dizer que até dava “o benefício da dúvida ao primeiro-ministro”, por ainda não ter tirado a sede da Spinumviva da sua casa (como disse que faria), mas que é um “mau sinal” ele continuar sem responder às perguntas dos jornalistas. “Está a aumentar as dúvidas”, disse contrapondo, no PS, “um líder sério e preparado para liderar o próximo ciclo de Governo”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
-
PAN defende sanções a Israel e o reconhecimento do Estado da Palestina
A porta-voz do PAN afirmou hoje que o próximo Governo deve reconhecer o Estado da Palestina e defendeu sanções económicas a Israel, lamentando a morte de crianças e a “violação como arma de guerra” em Gaza.
Numa ação de campanha no Hospital Garcia de Orta, em Setúbal, a porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, foi questionada sobre a posição do partido relativamente à imposição de sanções a Israel, depois de, na terça-feira, Telavive ter ameaçado entrar “com toda a força” na Faixa de Gaza.
A líder do Pessoas-Animais-Natureza defendeu a imposição de sanções económicas ao Estado de Israel e pediu um “maior esforço para que haja a reposição da paz”, acrescentando que se vive atualmente na Faixa de Gaza um “drama humanitário que diz respeito a todos” e sobre o qual, no seu entender, a comunidade internacional não tem dado a resposta necessária.
-
Melo: "Cada voto no Chega e na Iniciativa Liberal só deixará o PS mais perto de governar"
É agora a vez de Nuno Melo. O líder do CDS recupera a mensagem que tem deixado ao longo dos últimos dias, de apelo à mobilização dos eleitores e simpatizantes da A, tendo como alvos privilegiados o partido de André Ventura e o de Pedro Nuno Santos.
“O maior aliado do Chega foi o PS. O maior aliado do PS foi o Chega e a extrema-esquerda. Se não querem acordar com os socialistas no poder no domingo, votem na AD.”
Desta vez, e ao contrário do que vinha fazendo ao longo dos últimos dias, Nuno Melo foi muito claro ao incluir a Iniciativa Liberal nos adversários a neutralizar à direita. “Cada voto no Chega e na Iniciativa Liberal só deixará o PS mais perto de governar.”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
-
Santos Silva atira a Governo que é “uma comissão eleitoral” e quer “ajudar” Montenegro a “tornar-se ex-primeiro-ministro”
No comício do PS em Setúbal, Augusto Santos Silva, entrou para se juntar ao ataque ao atual Governo e muito em particular a Luís Montenegro que “forçou a sua queda por causa de um problema pessoal, político e institucional” e de não ter “pejo em arrastar o Governo e o Parlamento para esse problema”.
“É preciso ajudar o primeiro-ministro a transformar-se num ex-primeiro ministro”, atirou Santos Silva no comício na Praça do Bocage onde atirou a um elenco que “não é um Governo, mas “uma comissão eleitoral”.
“Foram onze meses de comissão eleitoral, de esbanjar o dinheiro, que a gestão financeira prudente do PS tinha permitido acumular, não para fazer reformas ou preparar o futuro ou acautelar qualquer crise, mas para tentar calar os grupos de interesses mais vocais”.
O socialista, que no último Governo PS foi ministro dos Negócios Estrangeiros, usou ainda essa experiência para atacar o atual Executivo. Começou por falar em “tristeza porque gostava que o Governo estivesse a orientar-nos e a falar em nosso nome em Bruxelas e em Nova Iorque nos palcos onde hoje se discutem tantas coisas importantes. Gostava que estivesse a condenar o massacre em Gaza”, concluiu.
Lembrou que quando foi ministro, tinha inúmeras solicitações para “consultas” com os seus colegas de outros países “porque a palavra e posição de Portugal contavam”. “A política externa existia e não se ia jogar golf” nos dias em que se tinha de estar a decidir, afirmou tocando no episódio Montenegro/Kiev/Solverde.
Terminou o discurso a dizer que o país “não está condenado à mediocridade” e a apelar à mobilização — “tenho medo das pessoas que não vão votar” — e também à “inteligência”, ou seja, ao voto útil. “Desperdiçar votos à esquerda é fortalecer a agenda dos que não gostam do 25 de abril”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
-
Hugo Soares apela ao voto dos eleitores do Chega e diz que Ventura beneficiou de protocolo VIP que tinha criticado
Discursa agora Hugo Soares, secretário-geral do PSD, líder parlamentar e cabeça de lista da AD pelo distrito de Braga.
“Do lado da candidatura de Pedro Nuno Santos, só vemos criticar. Parece que nada do que acontece é bom ou é positivo. Só dizem mal de tudo e de todos”, começa por dizer o braço direito de Luís Montenegro.
“E muda de opinião num instante, o que prova não ter maturidade suficiente para governar Portugal”, argumenta Hugo Soares, dando como exemplos as mudanças de opinião de Pedro Nuno Santos em matéria de imigração, greve da CP e políticas de segurança.
A seguir, Hugo Soares fala para aqueles que, há um ano, não votaram na AD por não terem confiança suficiente em Montenegro ou na coligação — em particular os eleitores do Chega.
“Respeitamos os eleitores do Chega e queremo-los connosco. Mas votar no Chega é uma caixinha de surpresas. O Chega esbarra constantemente na realidade e a realidade do Chega foi ser a muleta do PS”, atira Hugo Soares.
O secretário-geral refere-se depois sobre o episódio de saúde de André Ventura, recordando que o Chega, há uns meses, criticou Luís Montenegro por ter sido rapidamente atendido no hospital, “manipulando” a opinião dos portugueses.
O Chega apressou-se a manipular a opinião dos portugueses e a fazer o seguinte comentário.”Ontem, André Ventura não teve problema nenhum em ser atendido com o protocolo VIP”, aponta Hugo Soares.
Mesmo a terminar, Hugo Soares diz que só há um voto na estabilidade e um voto capaz de garantir a tal “maioria maior”: um voto na AD.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
-
Livre garante que se integrar governo independência da Palestina será logo reconhecida
O porta-voz do Livre garantiu hoje que, se integrar um próximo governo, a independência da Palestina será imediatamente reconhecida porque, se não for agora, poderá já não haver nada para reconhecer.
“Nos primeiros tempos de um governo de que o Livre faça parte, nós reconheceremos a Palestina como Estado Independente”, assumiu Rui Tavares à entrada para um evento na Casa do Alentejo, em Lisboa, que assinala os 77 anos da Nakba (êxodo palestiniano).
Rui Tavares, que tem falado ao longo da campanha eleitoral na independência da Palestina como uma das condições para estabelecer um acordo de governação, frisou que esse reconhecimento tem de ser feito agora.
“Agora é que é o momento, se não for agora, pode não haver no futuro já nada para reconhecer, portanto, há uma urgência no reconhecimento”, entendeu.
-
Gouveia e Melo "já aprendeu piores truques da política"
Duarte Marques, diretor de campanha de Luís Marques Mendes, acredita que timing da candidatura do Almirante é estratégico. E pede posicionamento sobre o caso dos marinheiros acusados de indisciplina.
Ouça aqui o Explicador com Duarte Marques
-
Pedro Pinto diz que dificuldade em contabilizar imigrantes é o "fracasso total das políticas públicas em Portugal"
Pedro Pinto, no final da arruada em que a comitiva acabou a cantar o hino nacional, concordou com Pedro Nuno Santos para dizer que o país precisa de um “governo melhor”, mas argumentado que “não é um governo socialista nem um governo social-democrata”.
“Portugal precisa de um governo do Chega, até para combater aquilo que vimos aqui nas ruas de Vila Nova de Mil Fontes”, disse o líder parlamentar do Chega que substituiu André Ventura nas declarações. Apesar de na vila mais de metade da população ser imigrante, a arruada não passou por um número considerável de pessoas estrangeiras — se a ação de campanha fosse dali a umas horas a situação não seria a mesma.
Pedro Pinto destaca o facto de nesta localidade haver dificuldade em contabilizar a população, o que aponta como um “fracasso total das políticas públicas em Portugal”. E recupera o anúncio da expulsão de 4500 imigrantes para dizer que “é tudo fogo de vista e eleitoralismo”.
Admitindo que os imigrantes legais “podem ajudar”, Pinto justifica que “aqueles que estão ilegais, que não sabemos quem são, que não sabemos quantos vivem numa casa, esses não fazem falta”. “Existem 700 mil imigrantes a descontar para a Segurança Social e temos quase 2 milhões de imigrantes, temos de perguntar onde é que está o outro milhão e 300 mil”, sublinha, acusando Montenegro de “andar a esconder-se” da imigração.
Questionado sobre a abstenção na proposta de polícia de fronteira, Pedro Pinto argumenta que o Governo votou contra as propostas do Chega. “Não era melhor do que nada”, diz, acrescentando que os polícias não têm de ter “mais condições”.
-
Enchente na cidade de Braga para receber Montenegro
Grande enchente na cidade de Braga para receber Luís Montenegro. Inicialmente, era esperado que o candidato da AD e primeiro-ministro fizesse um comício no Theatro Circo, mas, alegando motivos de segurança e para que todas pessoas tivessem oportunidade de ouvir Montenegro, a campanha decidiu fazer o comício ao ar livro.
-
Rui Tavares critica anúncio de candidatura de Gouveia e Melo em campanha eleitoral
O porta-voz do Livre Rui Tavares criticou hoje Henrique Gouveia e Melo por anunciar a sua candidatura à Presidência da República enquanto decorre a campanha eleitoral para as eleições legislativas.
“Nós vivemos em democracia e, evidentemente, que o tempo é criticável”, afirmou Rui Tavares à entrada para uma iniciativa que assinala os 77 anos da Nakba (êxodo palestino durante e após a guerra de 1948) na Casa do Alentejo, em Lisboa.
Segundo Rui Tavares, Henrique Gouveia e Melo, como qualquer outro cidadão, tem todo o direto de se candidatar e de anunciar a sua candidatura a Presidente da República quando quiser, mas quem quer ter altas responsabilidades de Estado tem que se habituar a respeitar os tempos das várias instituições.
“E é bom sinal quando estes tempos são respeitados”, sublinhou.
-
Pedro Nuno recusa falar em Gouveia e Melo: "Estamos concentrados nas legislativas"
O líder do PS foi questionado, durante uma arruada em Setúbal, sobre o anúncio de hoje de Gouveia e Melo, mas recusou falar do assunto, argumentando com o foco nas legislativas.
Perante a insistência dos jornalistas, Pedro Nuno Santos manteve-se sempre na mesma linha, garantindo que “neste momento” está “focado em mobilizar os portugueses para ter uma mudança segura e com estabilidade, para resolver os problemas que este Governo não conseguiu resolver”.
“Estamos a três dias das legislativas, é um momento muito importante e precisamos que o povo sinta esperança no país e no futuro e é nisso que temos de estar concentrados”, voltou a responder sobre o aparecimento da decisão do Almirante sobre Belém na recta final das legislativas.
-
PAN considera inoportuno falar de presidenciais antes das eleições de domingo
A porta-voz do PAN considerou hoje que a candidatura de Gouveia e Melo “faz parte da democracia”, mas ressalvou que as legislativas “são demasiado importantes” para se desviar agora o foco do debate político com as eleições presidenciais.
“O dia 18 de maio é demasiado importante para a vida dos portugueses para que seja de alguma forma menosprezado e para que não se coloque o foco naquilo que temos, a este tempo, que estar a discutir”, afirmou Inês de Sousa Real, após ser questionada sobre a oportunidade do anúncio da candidatura presidencial de Henrique Gouveia e Melo, confirmada hoje.
Inês de Sousa Real afirmou que o anúncio do ex-chefe do Estado Maior da Armada “faz parte da democracia”, mas que o foco do partido é dar “respostas aos portugueses para aquilo que, neste momento, vai condicionar a sua vida nos próximos quatro anos”, acrescentando que o PAN reserva comentários e decisões sobre o apoio a candidaturas presidenciais para depois das legislativas.