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Para irmos diretos ao assunto.

A dois dias do fim da campanha, a AD já não quer perder tempo. Em Braga, na varanda do Teatro Circo, Hugo Soares recordou o episódio quando Luís Montenegro teve que ser assistido no hospital para lembrar, na altura, as críticas do Chega.

É uma vergonha. Então o Primeiro-Ministro não devia ter esperado oito ou nove horas para ser atendido. Ontem, quando infelizmente o deputado André Ventura também sucumbiu a um problema de saúde, não teve problema nenhum em ter o protocolo VIP para ser atendido no hospital de Faro, que passou a tarde inteira a criticar e a dizer que não tinha condições.

E no apelo ao voto à direita.

Para o Chega, ter um ou 50 deputados é precisamente a mesma coisa, só muda o barulho que fazem na Assembleia da República.

O líder do CDS foi atrás do guião e alargou o pedido de voto útil.

Cada voto no Chega, cada voto na Iniciativa Liberal, só deixará o Partido Socialista mais próximo de governar.

A AD acabou por ficar pela varanda do Teatro Circo, devido ao número de pessoas, e aproveitou para se colar a outras enchentes.

Recordo o professor Cavaco Silva, que uma vez falou nesta varanda pela mesma razão, porque não cabia tanta gente no Teatro Circo e vos pediu que cada uma e cada um pegasse na vossa bicicleta e pedala-se.

Luís Montenegro, que meteu logo o pé no pedal, continuou a acelerar no apelo ao voto útil e renovou a forma como aceita continuar como Primeiro-Ministro.

Não o dissemos agora, já o dissemos há um ano atrás. Só seremos governo se ganharmos as eleições. Só seremos governo se ganharmos as eleições.

Luís Montenegro em Braga, na reta final da campanha, a atirar ao eleitorado que se pode expressar à direita.