Histórico de atualizações
  • Bom dia,

    Terminamos aqui a cobertura da atualidade política em Portugal deste domingo. Continuamos a acompanhar tudo o que de novo se passa neste novo liveblog.

    Em véspera do arranque oficial da campanha, Seguro vai estar em Lisboa e Ventura em Évora

  • Ventura: "É normal pessoas do CDS estarem a apoiar um socialista para a Presidência da República?"

    Ainda na entrevista ao Now, Ventura considera que das mais recentes eleições “tem de sair, a médio prazo, uma mensagem de reconfiguração do centro direita”.

    “As pessoas não querem que no centro direita sejam marionetas do socialismo, querem uma alternativa”, afirmou, deixando ainda uma mensagem para o primeiro-ministro, Luís Montenegro. “Se eu fosse líder do PSD e primeiro ministro, tentaria perceber como é que o candidato que apoiei acaba com 10% dos votos”. Sobre a não declaração de voto de Montenegro para a segunda volta, Ventura diz que é uma neutralidade “colaborante”.

    O candidato reagiu ainda à carta assinada por 250 personalidades não socialistas que apoiam Seguro na segunda volta. “Alguns vão se arrepender daqui a uns anos. Ver pessoas do CDS a falar de respeito pela Constituição quando votaram contra a constituição em 1976… isto não é convicção ideológica, isto é estarem todos à volta do mesmo tacho do sistema e não o quererem largar por nada”.

    “É normal pessoas do CDS estarem a apoiar um socialista para a Presidência da República? O que pensaria Freitas do Amaral disto, ou Adelino Amaro da Costa”, atirou Ventura, poucos minutos depois de, noutro canal, Paulo Portas ter declarado que vai votar em Seguro na segunda volta.

    “O Governo está em pânico que eu vença porque sabe que vai ter uma exigência que nunca teve com nenhum dos outros. Não terão em mim força de bloqueio mas um presidente exigente e não uma jarra de enfeitar”, disse ainda.

  • Paulo Portas assume voto em Seguro na segunda volta, uma escolha "fácil"

    Paulo Portas, antigo líder do CDS, revelou este domingo que vai votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais.

    No seu espaço de comentário na TVI, Portas assumiu que a escolha será “fácil”.

    “Votarei no candidato moderado como votaria em qualquer moderado que não foi aprovado na primeira volta se tivesse passado”, começou por dizer.

    “Sei muito bem em quem nunca votaria para Presidente da República. Estamos a eleger o Chefe de Estado, que tem como missão unir o país, representar o melhor da nossa comunidade. Não me parece que o outro candidato, aquele senhor que grita muito, fosse para a presidência unir o que quer que fosse porque ele só sabe dividir”, disse sobre André Ventura.

    “Com Seguro terei certamente divergências doutrinárias. Com o senhor que grita muito as divergências são de outra natureza, têm que ver com o humanismo, com a doutrina social ou até com a catequese. Eu não olho para o ser humano como esse líder extremista olha”, atirou. “Nós já temos Trump à frente dos EUA e, portanto, do Ocidente, escusamos de ter uma imitação de Trump em Portugal”, disse ainda.

    Portas deixou ainda elogios a Seguro, pelo papel que desempenhou como líder do PS quando Portugal pediu ajuda externa. “Seguro foi uma pessoa decente num momento muito difícil para Portugal, que foi a intervenção da troika. Sem a ajuda dele não teríamos conseguido fazer o acordo com a UGT na concertação social, a reforma laboral e a baixa do IRC. Ele foi desalojado de líder do PS por António Costa, não acho isso um título de fraqueza, acho um título de nobreza”, considerou.

    Sobre a segunda volta, Portas defende que é uma eleição “entre o político que à esquerda é talvez o mais próximo do centro e um político que esta à direita da direita e que se junta ao extremismo que está na moda lá fora”.

  • Ventura: "Quem parte atrás para a segunda volta? Sou eu, isso é evidente"

    Questionado sobre o que seria um bom resultado na segunda volta, Ventura, destaca que o seu trabalho vai ser “agregar a direita fragmentada”. Como em 1986 “o candidato que ficou em segundo (Mário Soares) ganhou por ter agregado a esquerda”.

    Sublinhando que “se fosse de extrema direita e fascista” não se apresentava a eleições, Ventura defende que “não se é anti-democrata por se dizer que a Constituição não deve dizer que caminhamos para o socialismo, caminhamos para onde quisermos”.

    “Criou-se a ideia de que quem quer fazer alguma mudança a um sistema com 50 anos é um autoritário”.

    Ainda sobre a segunda volta das presidenciais, cuja “batalha” só começa agora, o candidato apoiado pelo Chega assume a “missão” para 8 de fevereiro. “A minha missão é manter a firmeza da única alternativa ao sistema e convencer o país de que vale a pena arriscar, de que se eu vencer é uma mudança. E convencer todo o eleitorado não socialista. Os que acreditam num estado mais pequeno, os que querem uma justiça mais rápida, uma imigração controlada… a esses eu pergunto como podem em consciência votar num socialista”, atira.

    Para Ventura, tanto o próprio como Seguro tiveram “uma grande vitória” no último domingo. “Vencemos nos nossos espaços políticos”.

    Numa segunda volta “tem de se vencer as eleições. Eu quero vencer as eleições. Tenho noção de que há muita gente que está a votar no anti-André Ventura”, insiste. “Quem parte atrás para a segunda volta? Sou eu, isso é evidente”, admite.

  • Ventura volta a desafiar Seguro a dizer o que pensa. "Senão está a ter votos daqueles que não me querem a mim"

    André Ventura volta a mostrar-se indignado por ter apenas um debate marcado com António José Seguro antes da segunda volta das presidenciais. Em entrevista ao Now, Ventura apela a que Seguro venha “dizer o que pensa”.

    “Se eu recusasse debates com o meu adversário não se falava de outra coisa. Parece que há uma espécie de proteção… quer passar por estas eleições como num desfile de misses. Em seis meses de pré-campanha debati uma vez com António José Seguro. Não podemos andar a dizer que a ameaça à democracia está deste lado e depois recusar debates”, começou por dizer na terceira entrevista televisiva após as eleições presidenciais do último domingo.

    “De que é que António José Seguro tem medo?”, questionou o candidato, para logo dar a resposta. “Ao debater, fica claro que António José Seguro não tem ideias sobre nada”.

    Confrontado sobre o pacto de Seguro para a saúde, Ventura insistiu que também nesta área “ninguém sabe” o que Seguro pensa. “Ninguém sabe o que pensa sobre as PPP, sobre se os imigrantes devem pagar os custos do SNS… não tem ideias estruturadas sobre o país”, afirmou, criticando a recusa de Seguro em participar num debate nas rádios que “há em todas as eleições”.

    Para Ventura, a postura de Seguro “não é estratégia, é falta de ideias e falta de capacidade para se comprometer sobre o futuro do país”.

    Olhando diretamente para a câmara para se dirigir ao adversário de 8 de fevereiro, Ventura deixou um apelo: “isto não é o desfile da Miss Portugal, vais ter de dizer o que pensas”.

    “Senão não está a ter votos por ele próprio, está a ter votos daqueles que não me querem a mim. Não sei se ele já sabe que passou à segunda volta”, instigou.

  • Ventura assume ser "difícil" fazer campanha contra Seguro: "É uma campanha e não um desfile"

    Na terra onde vive António José Seguro, nas Caldas da Rainha, André Ventura conta que tem há um movimento nas redes sociais onde se lê que “Seguro é seguramente será a mesma coisa” e concorda: “Acho que as pessoas começam a saber que António José Seguro será exatamente o mesmo que todos os outros fizeram e querem uma mudança.”

    O candidato a Belém recuperou o tema dos debates para reiterar que Seguro “tem medo” e “não tem nada para dizer”. Há agora o desafio de mostrar que é “uma pessoa sem ideias nenhumas, uma pessoa que está na mão do sistema de interesses nacional, sobretudo no sistema de interesse bipartidário PS e PSD, uma pessoa que não tem nada a acrescentar”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    “Uma campanha é entre duas pessoas. Por isso é que se chama segunda volta, é para que os dois candidatos mais votados disputem entre si ideias, convicções, o que é que querem”, insiste, sugerindo que “geralmente a História de Portugal mostra que quando desprezamos o povo, o povo não gosta e o povo responde”.

    Questionado sobre a entrada na segunda volta com resultados de sondagens desfavoráveis, Ventura refere: “Sabíamos que na segunda volta iam juntar-se todos contra mim e todos contra aquele que no fundo é o único que quer fazer mudanças no sistema. Mas esta é toda uma nova luta que vai começar agora.”

    “Agora, é preciso que o candidato que está do outro lado perceba que é uma campanha e não um desfile. E, portanto, é um mau sinal quando passa o tempo todo sem aceitar debate, sem aceitar ser questionado, sem aceitar responder. É difícil fazer uma campanha assim.”

    Ventura ainda acrescenta que Seguro pode não responder às suas perguntas e desafios, mas terá de responder no debate. “Provavelmente vocês [jornalistas] vão ficar sem resposta. Eu vou ficar sem resposta também. E vamos continuar nisto até ao fim da campanha. O que não abona muito a democracia.”

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Mariana Leitão vê novo movimento cívico de Cotrim Figueiredo como necessário e agregador

    A presidente da IL elogiou o novo movimento cívico lançado por Cotrim Figueiredo para dar voz aos seus eleitores da primeira volta das presidenciais, considerando-o necessário para agregar pessoas com uma visão reformista para o país.

    “Vejo como uma iniciativa necessária, sem dúvida que estas eleições presidenciais mostraram que há um conjunto de pessoas que quer mudança, que quer reformas, e portanto faz todo o sentido (…) que haja um movimento que, no fundo, vá ao encontro destas pessoas”, afirmou, após ser questionada sobre a Movimento 2031, do candidato a Belém apoiado pela IL, que ficou em terceiro lugar na primeira volta.

    A presidente da IL reforçou que o partido que lidera é o que “mais incorpora esta visão de mudança reformista” para mudar o país de forma a que “as pessoas vivam melhor”, acrescentando que vê com “muito bons olhos” que haja um novo movimento que dê voz e agregue quem partilha com a IL os valores reformistas.

    “Vamos continuar a fazer essa defesa acérrima na Assembleia da República para conseguir apresentar soluções que permitam ir ao encontro das necessidades das pessoas e resolver os problemas do país que cada vez se estão a adensar mais”, apontou, dando como exemplos a situação na saúde e na habitação.

    Questionada sobre se este contributo de Cotrim Figueiredo não deveria ser dado dentro do partido, Mariana Leitão sublinhou que o também eurodeputado continua a ser membro da IL e lembrou que há um conjunto de pessoas que não são do partido que também têm esta visão para a sociedade.

    “João Cotrim Figueiredo continua a ser membro da Iniciativa Liberal, como é óbvio, é o eurodeputado eleito pela Iniciativa Liberal e irá continuar também a trabalhar nesse sentido também no partido”, concluiu.

  • Seguro dramatiza: "É essencial que haja uma votação maciça na minha candidatura"

    António José Seguro espera que a larga vantagem que vai levando nas sondagens não produza um efeito de desmobilização. “Estou preocupado. As sondagens não elegem Presidentes.”

    “As sondagens dão-me 60%, 70%, e há muitas pessoas que me dizem isto está ganho. Não está ganho. As sondagens não elegem Presidentes. Quem elege Presidentes são os portugueses. Preciso do voto de cada um para ter uma legitimidade eleitoral com mais força para fazer aquilo que quero: exigir ao Governo resultados”, reforçou o candidato.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    O socialista carregou na dramatização: “Nada está ganho. Nada está garantido. Para garantirmos este nosso chão comum, que nos permite sermos livres, podermos optar de acordo com as nossas liberdades, é essencial que haja uma votação maciça na minha candidatura. Quanto mais votos tiver, mais legitimidade política terei.”

    Ao lado de Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, António José Seguro insistiu ideia de que não é “um candidato partidário” e que será um Presidente “independente”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    O socialista voltou ainda a reagir as críticas de André Ventura sobre ter recusado fazer mais do que um debate. “Eu já me ri. E continuo a fazê-lo. Na terça-feira teremos oportunidade de trocar ideias.”

    À margem de uma visita ao Centro Social Paroquial dos Soutos, aproveitou a natureza desta ação de campanha para falar sobre a necessidade de haver uma maior reforço do setor Social e uma articulação mais eficiente com o setor da Saúde.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • ADN deverá apoiar Ventura na segunda volta. Partido vai votar apoio na próxima semana

    O ADN, que apoiava Joana Amaral Dias para as eleições presidenciais — cuja candidatura não foi aceite pelo Tribunal Constitucional –, deverá agora apoiar André Ventura na segunda volta.

    Bruno Fialho, líder do partido, diz ter proposto o apoio a Ventura ao conselho nacional do ADN.

    A votação, segundo o Público, acontecerá na próxima semana. Citado pelo mesmo jornal, um comunicado do ADN indica que, no entanto, o apoio “fica sujeito a linhas vermelhas claras, em particular ao compromisso de André Ventura não aceitar qualquer alteração à Constituição da República Portuguesa que vise reduzir direitos, liberdades e garantias fundamentais”.

  • Mais de 4.500 pessoas já assinaram carta aberta de "não-socialistas" por Seguro

    Mais de 4.500 pessoas já assinaram a carta aberta de “não-socialistas” que vão votar António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais.

    A carta, originalmente subscrita por cerca de 250 personalidades da sociedade portuguesa que se identificam como “não-socialistas”, está disponível para ser assinada por qualquer pessoa que se reveja no seu conteúdo – basta indicar o nome, a profissão e um endereço de e-mail (para verificação).

    Mais de 250 figuras da área “não-socialista” lançam carta aberta de apoio a António José Seguro

    “Pertencendo ao campo não-socialista, entendemos que André Ventura não nos representa”, escrevem os subscritores. “Rejeitamos tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado, e o divisionismo que anuncia”, afirmam, acrescentando que Ventura “não apresenta condições objetivas nem subjetivas para exercer o mais alto cargo do Estado”.

  • Arrancam hoje inscrições para voto antecipado

    Os eleitores podem inscrever-se a partir de hoje e até quinta-feira para votarem antecipadamente em mobilidade em 1 de fevereiro na segunda volta das eleições presidenciais.

    Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), os eleitores podem requisitar o voto por via postal ou eletrónica , em http://www.votoantecipado.pt, entre hoje e quinta-feira.

    Para exercerem o direito de voto no dia 1 de fevereiro, devem dirigir-se à mesa de voto no município escolhido para votar no segundo sufrágio. Para estes casos “existirá uma mesa de voto antecipado em cada município do continente e das Regiões Autónomas”.

    Para os eleitores que se encontrem doentes e internados em estabelecimentos hospitalares, bem como os que se encontrem presos, já podem requerer o exercício do direito de voto antecipado em http://www.votoantecipado.pt, ou por via postal, até dia 29 de janeiro.

    Nestes casos, a votação realiza-se a 2 e 3 de fevereiro, de acordo com o Portal do Eleitor, devendo os inscritos aguardar, “em dia e hora previamente anunciados, a presença do presidente da Câmara Municipal, ou do seu representante”, no estabelecimento hospitalar ou prisional, para exercer o seu direito de voto.

  • Bom dia

    Abrimos aqui novo liveblog para acompanhar a atualidade política nacional.

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