Momentos-chave
- Nuno Melo associa Chega ao socialismo e apela ao voto “em consciência”
- Ventura critica acordo com o Mercosul e quer agricultura no debate político: "O que é que o meu adversário pensa sobre isto?"
- Ventura acusa Seguro de "arrogância" por não querer debater e "achar que está ganho"
- Ventura atira aos "partners do sistema": "Temos um país a levantar-se contra alguém que quer pôr em causa o sistema"
- Carlos César admite risco de desmobilização em torno de Seguro por “presunção de vitória”
- Mais de 250 figuras da área "não-socialista" lançam carta aberta de apoio a António José Seguro
- Ao lado de Seguro, Pedro Duarte diz: "Portugal ficará em muito boas mãos"
- José Luís Carneiro: Presidenciais são "particularmente importantes para o PS"
- Comissão Nacional do PS reúne-se hoje para definir calendário das diretas e do congresso
- Isaltino Morais: "Tenho de votar no Seguro. Não há outra hipótese"
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Encerramos aqui o liveblog que acompanhou os acontecimentos políticos nacionais no sábado.
Pode continuar a seguir o que se passa na atualidade nacional no liveblog que agora abrimos.
Arrancam inscrições abertas para voto antecipado nas Presidenciais
Obrigada por ter estado connosco. Um bom domingo
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Nuno Melo associa Chega ao socialismo e apela ao voto “em consciência”
O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, associou o posicionamento do Chega ao socialismo e comparou André Ventura a Donald Trump, apelando ao voto “em consciência”.
Na intervenção de encerramento da convenção autárquica do CDS-PP, no Porto, o líder dos democratas-cristãos, Nuno Melo, assumiu querer “explicar um bocadinho melhor” o posicionamento do partido quanto à segunda volta das eleições presidenciais, recordando que o Chega defende que no dia 08 de fevereiro estará em causa saber quem está “do lado do socialismo ou do lado de quem combate o socialismo”.
“Não se é de direita ou de esquerda porque se diz que é de direita ou de esquerda, e o Chega realmente defende aumentos de impostos e um Estado a dar tudo a todos, o que normalmente só acontece com o dinheiro que é dos contribuintes, logo com a tal mão metida no bolso de quem trabalha, e eu consta-me que mais socialismo do que isto não há”, disse Nuno Melo.
Reiterando a posição transmitida durante a semana da Comissão Executiva de que o CDS-PP “não terá nenhum empenho orgânico, nem nenhum empenho institucional” na segunda volta das presidenciais, Nuno Melo insistiu que o partido não dará “nenhum apoio formal” ao antigo secretário-geral do PS António José Seguro ou ao líder do Chega, André Ventura.
Porém, recordou o momento em que assumiu a presidência do partido, em 2023, quando “um dos candidatos hoje à segunda volta das eleições presidenciais [André Ventura] chamou a imprensa com supostamente sete milhões no bolso, saídos não se sabe bem de onde, dizendo que ia comprar” a sede nacional do CDS-PP, “num largo que não é por qualquer razão que se chama Adelino Amaro da Costa”, o ex-ministro centrista que morreu no acidente aéreo que também matou Francisco Sá Carneiro.
Nuno Melo acrescentou ainda que André Ventura teve esse posicionamento “com a mesma ligeireza”, com que, por exemplo, “um líder de um país do mundo livre hoje diz que vai comprar um território no Ártico contra a vontade dos seus nacionais e da sua população”, numa referência às declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Gronelândia.
“Nós não somos a tal direita que a esquerda gosta, mas também não somos aquela direita que os populistas se aproveitam”, salientou o também ministro da Defesa Nacional, avisando que qualquer “dinâmica das redes sociais” pode gerar “grandes apoios e muitos ‘likes’ do PS ou do Chega”, mas não “acrescentam um voto ao CDS”.
Nuno Melo considerou também “normal” o CDS não apoiar “um candidato socialista”, referindo-se a António Seguro, considerando estar “naquele ponto em que estava o doutor Paulo Portas, em 1998, quando no 16.º Congresso” dos democratas-cristãos disse que “o adversário ideológico do CDS é o socialismo e o adversário político do CDS é o PS”.
Mas, continuou, “o mundo mudou e a reconfiguração política ou partidária” também obriga “a adaptar aquilo que é uma nova realidade”.
Recusando ainda qualquer pretensão de “dar indicações de voto” para dia 08, Nuno Melo acabou por dizer à audiência para votarem “em consciência”, em “quem achem menos mal” ou “até, se for caso disso, em quem achem razoavelmente bom” ou mesmo “de qualquer uma das outras formas que em democracia também são permitidas, porque expressas em voto e em urna”.
“Façam como queiram, mas nunca esqueçam, nenhum de nós que está neste partido é maior do que o nosso partido, é maior do que o CDS. É por isso que cá estamos e é pelo CDS que lutamos todos os dias”, salientou.
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Raimundo critica “manobra” das sondagens e quer “derrota” de Ventura
O secretário-geral do PCP criticou a “manobra da operação das sondagens” nas eleições presidenciais, referindo que o escrutínio ficará marcado pelo “condicionalismo”, e reiterou o apelo ao voto em Seguro para “assegurar a derrota” de Ventura.
Num discurso durante um comício, em Lisboa, Paulo Raimundo afirmou que as eleições presidenciais “são históricas” não apenas por serem aquelas que tiveram mais candidatos ou por “40 anos depois” voltar a haver uma segunda volta, mas pelo facto de ter existido “um condicionalismo, uma pressão e uma chantagem como nunca tinha havido até agora em nenhuma das eleições”.
“Foi manipulação, silenciamento, a difusão do preconceito, foram os candidatos de primeira, os candidatos de segunda, os candidatos de terceira. Foi, isso sim, uma verdadeira operação aspirador que ficará para a história na manobra da operação das sondagens”, referiu.
Segundo o secretário-geral do PCP, a “operação” criou “a muita gente a ideia de empate entre três candidatos”, o que “levou a muita gente a fazer opções ditadas não pela sua convicção”, mas “pela pressão e o condicionalismo”, disse, referindo-se aos casos de voto útil em António José Seguro.
“António José Seguro mesmo que tivesse tido menos 800 mil votos do que aquilo que teve continuava a passar à segunda volta”, afirmou Raimundo, sublinhando que estes “milhares de votos” fizeram “muita falta à candidatura de António Filipe”, que ficou em sétimo lugar com 1,64% dos votos.
Raimundo realçou que a candidatura de António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, foi “indispensável, necessária e insubstituível”, dado que conseguiu trazer para a campanha eleitoral temas como as alterações à lei laboral, a guerra e “a corrida aos armamentos” ou as dificuldades sentidas pelos trabalhadores.
Não obstante, “sem ilusões e com a certeza de que no debate da segunda volta” das presidenciais haverá “assuntos que estarão de for”, o secretário-geral do PCP defendeu que é necessário “impedir que André Ventura seja eleito” e, para tal, “a única possibilidade de o fazer é votar em António José Seguro”.
“Votar contra André Ventura não significa apoiar António José Seguro, nem o seu posicionamento político”, sublinhou, referindo que estas eleições “não são um confronto entre a esquerda e a direita”.
Mas “não sendo um confronto entre a esquerda e a direita, isso não significa ignorar os perigos que resultariam de entregar a Presidência da República a alguém como André Ventura”, acrescentou, sublinhando que a candidatura do líder do Chega é “a candidatura da mentira, da intolerância e do retrocesso”.
O secretário-geral do PCP pediu ainda que não se desvalorize a segunda volta das eleições, apontando que “o desfecho não está assegurado”, e pediu aos eleitores que não olhem para as sondagens.
No discurso, Raimundo voltou ainda a tecer críticas ao primeiro-ministro por não ter indicado um sentido de voto para a segunda volta das presidenciais e lembrou ainda o “a grande e expressiva” greve geral de 11 de dezembro, que “revelou a unidade e a capacidade que os trabalhadores transportam consigo”.
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Ventura critica acordo com o Mercosul e quer agricultura no debate político: "O que é que o meu adversário pensa sobre isto?"
O candidato à Presidência da República pretende falar sobre “algo que tem ficado fora da campanha eleitoral: a agricultura e o mundo rural”.
Ventura refere que há quem gaste “dezenas de milhares de euros” para se candidatar a fundos e “via-se afastado porque ganhavam sempre os mesmos e o dinheiro gasto nunca o recuperava”.
Sobre a Mercosul, recorda que os agricultores europeus vão concorrer com quem não tem regras e tem mão de obra mais baixa. “Vamos procurar reverter regras absurdas” na regulamentação do mundo rural porque “isso não pode matar os agricultores”. “Portugal não deve aceitar o Mercosul. O que é que o meu adversário pensa sobre isto? Não sabemos”, afirma, frisando que é preciso “pôr isto no centro do debate político”.
“Portugal tem mais de mil taxas ambientais, é taxas para tudo e mais alguma coisa”, diz, frisando que “não é para [defender] o ambiente, é para sacar dinheiro”. “Como é que podemos competir com agricultores que não pagam as taxas que pagamos?”, questiona, concluindo que querem “destruir isto [a agricultura] porque querem destruir a liberdade”.
Fala agora da Saúde, que descreve como um “verdadeiro fenómeno caótico”. “Primeiro-ministro diz que não há caos e que é só uma perceção. Temos um Governo e um país que não conhecem o país real”, afirma, lembrando a morte de um cidadão em Abrantes.
“Não podemos ter Presidente da República manso nestas matérias porque isso significa que não precisamos de Presidente da República para nada”, alerta.
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Maçonaria pede união pela democracia e oposição a quem quer limitar direitos
O Grande Oriente Lusitano (GOL) apela à participação e união dos eleitores nas presidenciais na defesa dos “valores da democracia, do estado de direito e do humanismo”, opondo-se a quem quer “restringir a liberdade e direitos universais”.
Em comunicado, a maior obediência maçónica portuguesa diz que “não pode deixar de apelar a que todas as cidadãs e cidadãos que se reveem nos valores da democracia, do estado de direito, do humanismo e da laicidade do Estado” que se “unam e participem ativamente na defesa destes valores fundamentais em todos os atos políticos e cívicos, próximos e futuros, que sejam relevantes para a democracia e para a República portuguesa”.
“Ao longo dos seus mais de duzentos anos de história, o Grande Oriente Lusitano esteve, pela mão dos seus membros, muitas vezes com a entrega das suas próprias vidas, sempre presente na construção do progresso e da liberdade em Portugal, a partir do estabelecimento da primeira democracia liberal constitucional”, diz a organização, sem referir o nome de qualquer candidato no comunicado.
Para o Grande Oriente Lusitano, a Maçonaria Portuguesa não pode esquecer “os longos anos da ditadura” em que o Grande Oriente Lusitano “foi perseguido e interditado e os seus membros sofreram o peso da arbitrariedade, da clandestinidade, da opressão e do cárcer”.
“Não pode deixar de se opor veementemente a todas e quaisquer forças que pretendam de novo colocar em causa o Estado de direito constitucional e restringir a liberdade e os direitos universais”, acrescenta o grupo.
O GOL explica que este é um apelo que surge num “momento em que os valores da democracia, os direitos humanos e a sabedoria estabelecida na ciência e na lei, ao longo de séculos, são postos em causa por movimentos que disseminam a dissenção, o ódio e o obscurantismo”.
A organização maçónica argumenta também que o “mundo vive uma situação de grande incerteza porque os próprios pilares que sustentam a ordem internacional vacilam sob a ameaça do caos e da tirania” e a “lei do mais forte procura substituir-se ao primado da razão e afronta com ímpetos belicosos descontrolados, a busca da concórdia universal”.
Este é também o momento, enfatiza o GOL, “em que a Europa e Portugal se veem diretamente acossados, internamente e a partir do exterior, por estas mesmas forças que inesperadamente se agigantam”.
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Ventura acusa Seguro de "arrogância" por não querer debater e "achar que está ganho"
Continua agora com as críticas a Seguro. “Pela primeira vez vamos ter um candidato a Presidente da República que não quer debater. Está cheio de medo do confronto e do escrutínio. É o único que não disse nada na primeira volta. No PS dizia-se que era tipo melhoral, não faz bem, nem mal”, explica André Ventura, pedindo o “mínimo de respeito pela democracia”.
Ventura diz que não se sabe o que Seguro pensa sobre Saúde, Agricultura ou imigração. “Não sabemos nada e ele não quer debater, quer passar por estas eleições sem debater e achando que isto está ganho, mas a essência da democracia é o debate.”
“Imaginem se fosse eu a rejeitar debates”, questiona, lembrando que com Seguro “é ver a coisa a passar devagar”. “Quem não aceita debate, escrutínio e confronto desrespeita a democracia e os portugueses. É arrogância e os portugueses não aceitam arrogância.”
No boletim não vai estar “André Ventura e anti-André Ventura”, realça, frisando que a segunda volta tem de ser sobre os temas que importam aos portugueses.
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Ventura atira aos "partners do sistema": "Temos um país a levantar-se contra alguém que quer pôr em causa o sistema"
André Ventura, numa conferência de imprensa em Santarém, na única ação de campanha do dia, começa com um alerta: “Quem ganha em Santarém, ganha no país, temos de ganhar em Santarém.”
“É justo dizer que partimos para a segunda volta com a justa expectativa de vencer as eleições no distrito de Santarém”, diz. Antes da agricultura, a campanha:
“Saem pessoas de sítios que nunca vimos a dizer que apoiam AJS, que apoiaram toda a vida PSD , IL e CDS saem de onde estão para dizer que esta é uma luta da democracia contra autoritarismo. Nunca estiveram tão enganados: é uma luta dos tachistas contra quem quer acabar com os tachos.”
Nota que os apoios não são para Seguro mas para “travar a eleição” de André Ventura. “Não temos um candidato a disputar eleições pelo entusiasmo ou propostas, temos um país a levantar-se contra alguém que quer pôr em causa o sistema.”
“Os partners do sistema já vieram a público e podemos partir para esta eleição com uma certeza: seremos nós contra eles”, reitera, frisando que essa é uma “vitória” da sua candidatura.
Para Ventura, esta é uma forma de mostrar que PSD e PS são iguais: “Só vão estar dois nomes no boletim de voto e pendem sempre para o socialista. E isso já sabia. Ver o CDS e a IL é uma espécie de confissão de que nunca quiseram combater socialismo e sistema nenhum.”
“Fico muito seguro, passo a expressão, quando vejo isto porque tenho a convicção de que quando todos atacam um homem ele está no caminho certo.”
Entende que há uma “missão patriótica” na segunda volta: “Defender Portugal, os portugueses. Pôr os portugueses em primeiro lugar.”
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Carlos César admite risco de desmobilização em torno de Seguro por “presunção de vitória”
O presidente do PS admitiu hoje o risco de desmobilização em torno de António José Seguro, lembrando que esse é um “clássico eleitoral quando existe uma presunção de vitória muito forte” em torno de uma candidatura.
“Eu acho que é um clássico eleitoral. Quando existe uma presunção de vitória muito forte de um candidato, há sempre uma menor atenção dos seus eleitores potenciais e isso pode prejudicar a dimensão da sua vitória”, disse após ser questionado pelos jornalistas, depois da reunião desta manhã, em Lisboa, da Comissão Nacional do PS, sobre se tem receio de desmobilização dos eleitores na segunda volta.
Para Carlos César, nesta eleição é “muito importante que se cuide da vitória da democracia” e “não se valorize aqueles que se têm oposto ao regime democrático”.
O presidente do PS afirmou que o primeiro lugar de António José Seguro na primeira volta foi, em primeiro lugar, uma “vitória dos portugueses” e um “motivo de grande satisfação do PS” e apelou aos democratas, de diferentes opções políticas, que “se reúnam no sentido de conferir ao candidato que representa a defesa dos valores democráticos uma grande vitória”.
Carlos César defendeu que Seguro “tem muito boas condições de ter uma grande votação na segunda volta” e o mérito de ir além do eleitorado do PS com uma mensagem de “moderação, transversalidade e bom senso”.
O presidente socialista desvalorizou o não posicionamento do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, nesta segunda volta, mas argumentou que o líder social-democrata “terá consciência de que uma grande maioria do eleitorado da AD aposta na candidatura de António José Seguro na segunda volta”.
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Mais de 250 figuras da área "não-socialista" lançam carta aberta de apoio a António José Seguro
Mais de 250 pessoas da área “não-socialista”, incluindo vários notáveis da política portuguesa, lançaram uma carta aberta de apoio a António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais.
Segundo a SIC Notícias, a carta aberta salienta que a situação atual não é comparável à segunda volta das eleições de 1986, dado que na altura a escolha era entre “um moderado de esquerda e um moderado de direita”, enquanto que agora, quarenta anos passados, estão em luta “um candidato do centro-esquerda e outro das direitas radicais”.
Pertencendo ao campo não-socialista, entendemos que André Ventura não nos representa. Rejeitamos tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado, e o divisionismo que anuncia”, afirmam, acrescentando que Ventura “não apresenta condições objetivas nem subjetivas para exercer o mais alto cargo do Estado”.
Entre os subscritores estão Adolfo Mesquita Nunes, Afonso Reis Cabral, André Coelho Lima, António Capucho, António Nogueira Leite, Arlindo Cunha, Carlos Pimenta, Carlos Carreiras, Daniel Proença de Carvalho, David Justino, Diogo Feio, Domingos Amaral, Duarte Marques, Filipa Roseta, Francisco Avillez, Francisco José Viegas, Francisco Mendes da Silva, Guilherme Silva, Henrique Raposo, João Carlos Espada, João Maria Jonet, José Diogo Quintela, José Eduardo Martins, Pacheco Pereira, Miguel Esteves Cardoso, Poiares Maduro, Pedro Santa Clara e Tiago Pitta e Cunha, entre muitos outros.
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Carlos César não antevê candidaturas à liderança do PS contra José Luís Carneiro
O presidente do PS afirmou hoje não ter conhecimento de que “exista qualquer outra candidatura a perfilar-se” para concorrer frente a José Luís Carneiro à liderança do PS, acrescentando que o atual secretário-geral é o nome “mais forte” e com mais aceitação.
“A unidade dos partidos não é aferida pelo número de candidatos a determinados cargos (…), mas não tenho notícias, aliás, de que exista qualquer outra candidatura a perfilar-se para a liderança do PS”, disse, depois de questionado sobre se apresentação de outras candidaturas poderia ser interpretada como falta de união interna.
Carlos César falava aos jornalistas após a reunião desta manhã, em Lisboa, da Comissão Nacional do PS, em que ficou definida a data das eleições diretas para secretário-geral do partido e do XXV Congresso Nacional.
Sobre se são esperados adversários ao atual líder nestas eleições, Carlos César disse “não fazer a menor ideia”, mas acrescentou que “é de presumir que o candidato mais forte e comummente aceite é José Luís Carneiro”, salientando que o seu desempenho “tem sido muito bem acolhido pelo eleitorado do PS e pelos militantes”.
“Terá certamente todas as condições de continuar a fazer esta projeção e esta reabilitação que o Partido Socialista necessita para ser uma força central na vida política portuguesa”, salientou.
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Comissão Nacional do PS aprova diretas a 13 e 14 de março e congresso a 27, 28 e 29
A Comissão Nacional do PS aprovou hoje o agendamento das eleições diretas para o cargo de secretário-geral para 13 e 14 de março e o XXV Congresso Nacional para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.
As datas foram aprovadas por unanimidade na reunião desta manhã, em Lisboa, da Comissão Nacional do PS, tendo sido anunciadas pelo presidente do partido, Carlos César.
O prazo para apresentação de candidaturas a secretário-geral termina a 26 de fevereiro, sendo que José Luís Carneiro vai recandidatar-se à liderança do partido.
Em declarações aos jornalistas, César sublinhou que esta reunião magna marca um “período de reorganização interna e de relegitimação dos órgãos próprios do PS”.
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Ao lado de Seguro, Pedro Duarte diz: "Portugal ficará em muito boas mãos"
Um aliado importante. Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto e ex-ministro de Luís Montenegro, juntou-se esta manhã a António José Seguro para visitar o regimento de Sapadores de Bombeiros da cidade.
No final, em declarações aos jornalistas, Pedro Duarte sublinhou que estava ali, primeiramente, como presidente da Câmara Municipal do Porto, mas não fugiu à questão do apoio a António José Seguro.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
“Não dispo as minhas convicções. Quando temos a tranquilidade e a serenidade de olhar para o interesse nacional, as decisões não são muito difíceis. Para mim não há qualquer dúvida: Portugal ficará em muito boas mãos se tiver António José Seguro como Presidente da República”, disse o social-democrata.
Antes dele, António José Seguro já tinha agradecido o apoio do ex-ministro dos Assuntos Parlamentares de Luís Montenegro, dizendo ter “muita estima” por Pedro Duarte e deixando uma mensagem para outros notáveis da AD.
“As pessoas inteligentes não se deixam dividir por questões secundárias. O essencial é que tenhamos estabilidade e que as instituições cooperem no sentido de resolver os problemas dos portugueses.”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Desafiado a comentar as sondagens que o colocam confortavelmente à frente de André Ventura, António José Seguro voltou a dizer que “nada está ganho” e que espera ter no dia 8 de fevereiro votos suficientes para sair daquela eleição com uma “legitimidade reforçada”.
“Esta é uma candidatura de Portugal, dos portugueses. Trago experiência, moderação, privilegio a estabilidade, venho para unir os portugueses”, reforçou António José Seguro.
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José Luís Carneiro: Presidenciais são "particularmente importantes para o PS"
José Luís Carneiro enfatiza o apoio a António José Seguro, dizendo que a sua vitória “é uma eleição particularmente importante para o PS”.
A eleição presidencial, “pelos poderes consagrados ao Presidente, em termos de defesa do equilíbrio interinstitucional, mas também na defesa e política externa é da maior importância para a salvaguarda dos valores constitucionais e para o sistema político”, começa por dizer o secretário-geral do PS, que reúne hoje a Comissão Nacional.
“É uma eleição particularmente importante para o PS que contribuiu na clandestinidade e na democracia para a consolidação desses valores constitucionais”, declara, acrescentando: “Em circunstância alguma o Presidente deve confundir a sua função com os poderes legislativo, executivo ou judicial, mas há quem o queira fazer e o proclame e isso é inaceitável”.
E, por isso, diz que sai reforçada “a nossa decisão de apoiar” António José Seguro. “Fizemo-lo no tempo certo e no quadro do calendário que os socialistas definiram e quando me elegeram. A vitória de António José Seguro será, em primeiro lugar, uma vitória sua e uma vitória de Portugal, das suas qualidades pessoais, das suas virtudes cívicas e das sua grande experiência política e respeito pelas instituições democráticas”.
É também, diz, uma vitória da forma de estar de privilegiar os diálogos, os consensos, a defesa dos valores do humanismo e da coesão. Fazer política a partir das causas e não dos casos. E é possível estar além da representação partidária.
“É uma eleição de caráter unipessoal”.
Carneiro apela à mobilização de “todos os militantes, simpatizantes, autarcas, deputados e dirigentes”, com empenho e sentido de compromisso. “Devem fazê-lo não apenas pelo PS, mas sobretudo por Portugal e pela democracia”.
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Inscrições para voto antecipado começam amanhã
A inscrição para o voto antecipado começa amanhã, domingo, 25 de janeiro.
Os eleitores queiram votar antecipadamente em mobilidade terão de se inscrever entre 25 a 29 de janeiro.
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Comissão Nacional do PS reúne-se hoje para definir calendário das diretas e do congresso
A Comissão Nacional do PS reúne-se hoje, em Lisboa, para aprovar a calendarização do XXV Congresso e das eleições diretas para a liderança do partido, estando também prevista uma análise da situação política e uma intervenção aberta do secretário-geral.
De acordo com a convocatória, a reunião, que terá lugar num hotel da capital, tem na ordem de trabalhos a análise da situação política e começará com uma intervenção do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, aberta à comunicação social.
Esta reunião realiza-se dias depois da primeira volta das eleições presidenciais, em que o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, foi o mais votado, com 31,1% dos votos.
Na noite eleitoral de 18 de janeiro, Carneiro, que não foi até às Caldas da Rainha, onde se instalou o ‘quartel-general’ de Seguro, convocou o secretariado nacional do PS para uma reunião na sede do partido e, no final, declarou o candidato apoiado pelo PS como “o grande vencedor” da primeira volta e afirmou que os eleitores terão de escolher entre o candidato “das prioridades que servem as pessoas” e o que quer colocar “uns contra os outros”.
Está também prevista a aprovação de vários aspetos do XXV Congresso Nacional do PS, incluindo a eleição da comissão organizadora, por via eletrónica, a definição da data e local – que deverá ser Viseu – e os regulamento das eleições do secretário-geral, dos delegados ao congresso e da quotização.
O calendário proposto, disse fonte do PS à Lusa, aponta para a realização das eleições diretas em meados de março, previsivelmente nos dias 13 e 14, e do congresso no final do mês, entre 27 e 29 de março. O prazo para apresentação de candidaturas deverá terminar a meio de fevereiro, sendo que José Luís Carneiro vai recandidatar-se ao lugar de secretário-geral.
De acordo com a mesma fonte, o objetivo da direção foi encontrar um calendário que permitisse que os principais passos deste processo eleitoral não prejudicassem nem as autárquicas, nem as presidenciais, devendo decorrer já depois da tomada de posse do futuro Presidente da República, marcada para 09 de março.
Da agenda faz ainda parte a discussão e votação da alteração ao regulamento das eleições da Presidente e da Comissão Política Nacional das Mulheres Socialistas (MS-ID).
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Isaltino Morais: "Tenho de votar no Seguro. Não há outra hipótese"
“Não tenho problema nenhum em dizer em quem vou votar. Já disse aqui há tempos que em Ventura não poderia votar”, começou Isaltino Morais no Now para assumir, mais à frente, na sexta-feira à noite garantir que vai votar António José Seguro.
“Entre um candidato da continuidade democrática, que é António José Seguro, e um populista radical que quer destruir a democracia, quer fazer uma quarta república, não tenho alternativa. E os portugueses têm de pensar nisso. Tenho de votar no Seguro. Não há outra hipótese”.
“Depois do que eu disse de Ventura e do que digo de Ventura sabem bem que não vou votar nele”. Isaltino Morais sempre foi um crítico de André Ventura e apoiou Henrique Gouveia e Melo na primeira volta.
O presidente da Câmara de Oeiras ainda sugeriu que Seguro é melhor para o Governo do que seria Marques Mendes.
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Na sexta-feira foram ainda reveladas duas sondagens que dão vitória de António José Seguro na segunda volta.
Sondagens dão vitória a Seguro na segunda volta das eleições presidenciais
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Na sexta-feira, João Cotrim de Figueiredo, candidato derrotado na primeira volta, lançou um movimento cívico-político.
Cotrim cria “movimento cívico-político” para dar voz aos 900 mil votos nas presidenciais
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Bom dia,
Abrimos aqui este liveblog para acompanhar os acontecimentos de política nacional. As Presidenciais avançam para a segunda volta. E hoje o PS reúne o Conselho Nacional.
Para ver o que aconteceu na sexta-feira pode consultar o liveblog que arquivamos agora.
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