Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que não permitirá que Israel anexe a Cisjordânia, mesmou depois de ter discutido a questão com o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a quem enfatizou a necessidade de parar tais ações. Para além disso, o líder norte-americano indicou estar próximo de alcançar um “algum tipo de acordo” referente à Faixa de Gaza após uma reunião com líderes árabes e muçulmanos à margem da Assembleia Geral da ONU.
    • António Costa, Presidente do Conselho Europeu, afirmou perante a Assembleia Geral da ONU que o direito à segurança e a um Estado viável deve ser garantido ao povo palestiniano, destacando a necessidade de uma solução negociada de dois Estados para assegurar a paz entre israelitas e palestinianos. Costa classificou a situação atual em Gaza como uma “catástrofe humanitária”.
    • A Flotilha Global Sumud, composta por 51 embarcações com cerca de 500 ativistas de diversos países, incluindo Portugal, apela à comunidade internacional para pressionar Israel a parar com ataques “com armas pesadas” que acreditam estar iminentes. Esta flotilha pretende levar ajuda humanitária a Gaza e enfrenta risco de ação do governo israelita, que declarou a necessidade de impedir a sua missão.
    • O Secretário-Geral da ONU, António Guterres defendeu a Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA), que considera uma “força de estabilidade” na região. Guterres apelou por mais financiamento e apoio político à organização, que encontra-se sob pressão de países críticos como Israel e os Estados Unidos.

  • Termina aqui o liveblog do Observador desta quinta-feira. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre o Médio Oriente e a ofensiva israelita na Faixa de Gaza neste novo artigo em direto.

    Trump é o único que pode “parar Netanyahu” e trazer paz ao Médio Oriente, declara primeiro-ministro do Qatar

  • Portugal não enviará navio para acompanhar flotilha pró-Palestina

    Portugal não enviará navios para acompanhar a flotilha que ruma a Gaza, mas os portugueses a bordo poderão recorrer às fragatas italianas para proteção consular e humanitária, indicou hoje à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros.

    Em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral da ONU, Paulo Rangel frisou que “não há nenhum plano extra” face aos relatos de explosões intimidatórias contra a flotilha que transporta ajuda humanitária, sublinhado que os “riscos são conhecidos, todas as pessoas estão conscientes deles”.

    Contudo, Portugal tem estado em contacto com as autoridades italianas para que as fragatas enviadas por esse país possam dar a proteção consular e humanitária aos três portugueses a bordo da Flotilha Global Sumud.

  • Trump garante: "Não vou deixar Israel anexar a Cisjordânia"

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu, esta quinta-feira, que não iria “deixar” que Israel anexasse a Cisjordânia, falando aos jornalistas na Casa Branca.

    “Não. Não vou permitir isso. Isso não vai acontecer”, insistiu o líder.

    Questionado sobre se tinha falado sobre isto com Netanyahu, Trump disse que sim mas repetiu o que disse antes.

    “Já chega, é hora de parar agora”, acrescentou.

  • António Costa: palestinianos também têm direito à segurança e a viver num Estado viável

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu hoje que o povo palestiniano também tem o mesmo direito de Israel à segurança e a viver num Estado viável, avaliando que esse é o único caminho para a paz.

    No debate de alto nível perante a Assembleia-Geral da ONU, António Costa salientou que uma solução negociada de dois Estados é o único caminho para a paz, assim como para segurança e dignidade de ambos os povos – israelitas e palestinianos.

    “Esta é a solução que procuramos”, frisou, tendo ainda referindo-se à situação em Gaza como uma “catástrofe humanitária”.

  • UNRWA é força de estabilidade na região mais instável do mundo, diz Guterres

    O secretário-geral da ONU classificou esta a Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA) como uma “força de estabilidade na região mais instável do mundo”, pedindo mais financiamento e apoio político para a organização.

    António Guterres discursou hoje numa reunião ministerial sobre o papel crítico da UNRWA, convocada pela Jordânia, Espanha e Brasil, na qual saiu mais uma vez em defesa desta agência amplamente atacada por países como Israel e Estados Unidos.

    Nesta reunião realizada à margem da Assembleia-Geral da ONU, Guterres frisou que gerações de refugiados palestinianos contam com a UNRWA para a educação, assistência médica e outros serviços essenciais.

  • Oficializada nomeação de David Zini como novo chefe da Shin Bet

    A nomeação de David Zini como novo chefe da Shin Bet, proposta por Netanyahu em maio, foi oficializada esta quinta-feira, confirmou o gabinete do primeiro-ministro israelita, publica o Le Monde.

    A decisão foi tomada em maio, e foi desaconselhada pelo procurador-geral, Gali Baharav-Miara, que congelava o processo de nomeação depois do Supremo Tribunal ter considerado que o despedimento do antecessor foi “ilícito”.

  • Hamas contraria Abbas sobre entregar armas e governar Gaza

    O Hamas respondeu às declarações do Presidente da Autoridade Palestiniana durante o discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas esta quinta-feira, rejeitando a ideia de que vai entregar as armas e ficar longe do governo de Gaza após a guerra.

    “As armas da resistência não serão tocadas enquanto Israel continuar a ocupar a nossa terra e o nosso povo”, diz um comunicado, publicado pelo Haaretz. Sobre o grupo não se envolver na administração da Faixa de Gaza, o Hamas diz que é “uma infração do direito da população palestiniana de auto-determinação e escolha de quem quer a governar”.

    O grupo palestiniano apela ainda para “unidade nacional e consenso num programa compreensivo de luta para confrontar a ocupação israelita até que as aspirações para a libertação retornem, com o estabelecimento de um Estado palestiniano com a sua capital em Jerusalém”.

    De recordar que esta quinta-feira Mahmoud Abbas disse à Assembleia Geral da ONU que a Autoridade Palestiniana está pronta para assumir “a total responsabilidade pela governação e segurança” na Faixa de Gaza, onde o Hamas “não terá qualquer papel a desempenhar”.

    “O Hamas e outras fações terão de entregar as suas armas à Autoridade Palestiniana como parte de um processo para construir as instituições de um Estado, uma lei e uma força de segurança legal”, reiterou Abbas. “Reiteramos que não queremos um Estado armado”, afirmou.

  • Comissão Europeia anuncia 40 milhões de euros em ajuda humanitária para o Iémen

    A Comissão Europeia anunciou hoje que vai atribuir mais 40 milhões de euros em ajuda humanitária ao Iémen para fazer face ao agravamento da crise neste país do Médio Oriente.

    Com este novo apoio, a ajuda humanitária da União Europeia (UE) ao Iémen ascende a cerca de 120 milhões de euros desde 2015, acrescentou a Comissão Europeia num comunicado.

    O executivo comunitário recordou que “anos de guerra, o colapso económico e várias crises climáticas deixaram mais de metade da população iemenita em situação de grave insegurança alimentar”.

  • Atenas diz que garante segurança da flotilha em águas gregas

    A Grécia diz que vai garantir a segurança da flotilha durante a navegação em águas gregas, avança a Reuters. De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros grego, Atenas informou Israel que há cidadãos gregos a integrarem o grupo que pretende levar ajuda humanitária a Gaza.

    “Há um pequeno número de barcos que estão nas águas de Creta e vamos garantir que consigam navegar em segurança”, afirmou Giorgos Gerapetritis, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. “Já informámos o governo israelita sobre a participação de cidadãos gregos nesta iniciativa, e vamos garantir que tudo corra bem”.

  • Eurovisão antecipa para novembro votação sobre a participação de Israel

    A Eurovisão antecipou para novembro a votação sobre a participação de Israel na próxima edição da competição, marcada para maio em Viena, confirmou a RTVE, responsável pela emissão do concurso em Espanha.

    A decisão final sobre a participação de Israel estava agendada para os dias 4 e 5 de dezembro, durante a assembleia geral da EBU, contudo, agora, deve acontecer um mês antes.

    Vários países já anunciaram que vão boicotar a edição de 2026 se Israel participar no concurso, como Eslovénia, Islândia, Irlanda e Países Baixos. Entretanto, a decisão da Espanha de se retirar da Eurovisão é a mais significativa, visto que o país é considerado um dos “big five”.

  • Israel faz ação com camiões na Times Square: "Lembrem-se do 7 de outubro"

    No dia em que Benjamin Netanyahu chegou a Nova Iorque para participar na Assembleia Geral da ONU, o gabinete do primeiro-ministro está a realizar uma “campanha pública de diplomacia”, anunciou nas redes sociais.

    A ação envolve dezenas de outdoors e camiões que trazem a mensagem “Lembrem-se do 7 de outubro”. Ao mesmo tempo, dezenas de ativistas protestam à porta do hotel de Netanyahu, em Manhattan, a pedir o fim da guerra em Gaza, avança o Times of Israel.

  • "Estamos perto de chegar a algum tipo de acordo" em Gaza, disse Trump

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que se estavam a aproximar de “algum tipo de acordo” para a Faixa de Gaza, falando na Casa Branca, junto ao homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan.

    Este aparente avanço surge depois do encontro com representantes de vários países árabes e de maioria muçulmana à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas. Trump disse que tinha sido uma “grande reunião” com os líderes.

  • Microsoft corta acesso das forças israelitas a tecnologia usada para vigiar chamadas em Gaza e na Cisjordânia

    A Microsoft cancelou o acesso das forças armadas israelitas (IDF, na sigla inglesa) a um programa de vigilância desenvolvido pela empresa e que era usado pelas IDF para vigiar “chamadas telefónicas de civis palestinianos todos os dias em Gaza e na Cisjordânia”, avançou o jornal britânico The Guardian.

    O jornal, citando fontes próximas, escreve que a empresa norte-americana de informática informou Israel que a agência de elite de espionagem das IDF, conhecida por Unidade 8200, “violou os termos de serviço da empresa ao armazenar uma vasta quantidade de dados de vigilância na sua plataforma de nuvem Azure”.

    O Guardian tinha avançado a 6 de agosto que esta unidade estava a “armazenar e processar” um arquivo de cerca de oito mil terabytes de “comunicações palestinianas num programa de vigilância em massa”.

    Este repositório de chamadas intercetadas estava armazenado num datacenter da Microsoft nos Países Baixos, tendo tirado os dados do país depois da primeira notícia, ainda no início de agosto.

    Fontes na espionagem israelita revelaram que a Unidade 8200 queria transferir estes dados para os serviços de outra empresa norte-americana: a plataforma de nuvem da Amazon Web Services.

  • Flotilha Global Sumud pede apoio da comunidade internacional para travar ataques

    A Flotilha Global Sumud apelou hoje à comunidade internacional e a organizações de direitos humanos para pressionarem Israel a pôr fim aos “ataques” contra os membros da iniciativa, destinada a levar ajuda humanitária a Gaza.

    Numa conferência de imprensa realizada por videoconferência, vários membros do comité diretivo da flotilha — composta por 51 embarcações com cerca de 500 ativistas que partiram de portos de Espanha, Tunísia, Itália e Grécia — alertaram para a possibilidade de novos ataques israelitas “com armas pesadas” nas próximas horas.

  • Assembleia Municipal de Coimbra aprova moção contra genocídio na Palestina

    A Assembleia Municipal de Coimbra aprovou hoje uma moção contra o genocídio em curso na Palestina e apelou ao fim imediato da guerra, retirada de colonatos israelitas e devolução de territórios ocupados ilegalmente por Israel.

    A moção, apresentada pela CDU, Cidadãos por Coimbra (CpC), PS, Somos Coimbra e deputada não inscrita Helena Mendes (ex-CDS/PP), foi aprovada com 35 votos a favor, dez votos contra (oito do PSD, um do CDS/PP e um do PPM) e uma abstenção (deputado não inscrito que era do Chega).

    “A Assembleia Municipal de Coimbra rejeita as ações de terrorismo, da deslocação forçada de populações palestinianas, da fome e das práticas ilegais de guerra em curso no Médio Oriente”, lê-se na moção aprovada.

    A moção nota ainda que essas práticas “afetam cidadãos inocentes em Israel e afetam toda a sociedade civil, em especial as crianças em Gaza”

  • Israel vai reabrir fronteira entre Cisjordânia e Jordânia fechada na passada terça-feira

    Israel vai reabrir a fronteira entre a Cisjordânia e a Jordânia para a passagem de peões, comunicou a autoridade dos aeroportos israelita, citada pelo The Guardian.

    A fronteira de Allenby é a principal passagem para palestinianos que vivem na Cisjordânia poderem viajar para outros países sem precisarem passar por território israelita, e serve também de porta de entrada para a ajuda humanitária que ruma a Gaza.

    Contudo, na passada sexta-feira a fronteira foi fechada depois de um condutor de um camião que levava ajuda humanitária ter atacado dois soldados israelitas. Depois de reabrir brevemente na passada segunda-feira, Israel voltou a fechar a fronteira “indefinidamente” na terça-feira.

  • Abbas acusa Israel de crime contra a humanidade

    O Presidente da Autoridade Palestiniana defendeu hoje que o que Israel está a fazer na Faixa de Gaza e na Cisjordânia “não é uma agressão, mas sim um crime de guerra e um crime contra a humanidade”.

    “O que Israel está a levar a cabo não é uma agressão, mas sim um crime de guerra e um crime contra a humanidade que ficará nos livros de História como um dos capítulos mais horríveis da trágica história da Humanidade dos séculos XX e XXI”, afirmou Abbas, ao discursar, através de videoconferência, na 80.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

    Abbas acusou Israel de, após quase dois anos de ataques, estar a deixar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia confrontados com “uma guerra, genocídio, destruição, fome e deslocados”, que, sublinhou, “provocou mais de 220 mil pessoas mortas ou feridas”, na maioria crianças, mulheres e idosos desarmados”.

    “[Israel] impôs um cerco à Faixa de Gaza que está a privar mais de dois milhões de palestinianos de alimentos, água e saúde. Destruiu 80% das casas, hospitais, escolas, pontes, igrejas, mesquitas, infraestruturas”, acrescentou.

  • Benjamin Netanyahu chegou a Nova Iorque

    Depois de um voo de cerca de nove horas entre Telavive e Washington, o qual desviou de países europeus e sobrevoou o Mediterrâneo e o estreito de Gibraltar, Benjamin Netanyahu já está em Nova Iorque, avançam os jornais israelitas Times of Israel e Haaretz.

    O primeiro-ministro israelita deve discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas na manhã da próxima sexta-feira, dia 26 de setembro. Na segunda-feira, Netanyahu deve reunir-se com Donald Trump.

    Antes de embarcar, o primeiro-ministro israelita destacou, em declarações à imprensa, que pretende discutir com o Presidente norte-americano “a necessidade de concluir as metas da guerra: trazer de volta os reféns, derrotar o Hamas e expandir o círculo de paz que se apresentou na sequência da histórica vitória da Operation Rising Lion e outras vitórias que conseguimos”, referindo-se à guerra de 12 dias com o Irão.

  • Israel ataca capital do Iémen um dia depois de drone atingir cidade israelita e ferir 22 pessoas

    Israel atacou a capital do Iémen, Sanaa, esta quinta-feira, um dia depois de um drone atacar um hotel na cidade israelita de Eilat, na costa sul do Mar Vermelho, e deixar 22 feridos.

    De acordo com os militares israelitas, os alvos foram infraestruturas militares, de segurança e serviços secretos controladas pelos houthis. O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, confirmou o ataque no X.

    Minutos depois, o gabinete do primeiro-ministro informou que Benjamin Netanyahu deu a ordem de dentro do avião que o levou para Nova Iorque, onde vai participar na Assembleia Geral das Nações Unidas. Netanyahu já chegou nos EUA, de acordo com o Times of Israel, onde deve discursar na manhã de sexta-feira.

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