Momentos-chave
- "Será uma noite longa". Barcos israelitas cercaram navio, mas ativistas continuam a navegar a caminho de Gaza
- Israel confirma que matou líder do Hamas, Mohammed Sinwar, em ataque a túnel em Gaza
- Ativista denuncia perturbação dos sistemas de navegação do barco onde segue Greta Thunberg
- Número de mortos em tiroteio a centro de ajuda em Rafah sobe para 11
- Ministro israelita avisa "antissemita Greta Thunberg" para voltar para trás com barco de ajuda humanitária
- Ministério da Saúde de Gaza reporta a morte de 125 pessoas desde sábado devido a ataques israelitas
- ONU apela para a distribuição de suprimentos para bebés, como fraldas, em Gaza
- Ministro Ben Gvir ataca Netanyahu por alegado financiamento à ajuda humanitária na Faixa de Gaza
- Ataque israelita numa aldeia no sul da Síria visou elemento do Hamas
- Forças israelitas fazem cinco mortos palestinianos perto de centros de distribuição de ajuda
- Janela do Supremo Tribunal em Jerusalém foi atingida em manifestação de extrema direita. Netanyahu já reagiu
- Milhares exigem em Telavive libertação de reféns no 20.º mês de guerra
- IDF confirmam os nomes de outros dois soldados israelitas mortos em ataque em Khan Younis
- Seis pessoas terão sido mortas por militares israelitas nas proximidades de um centro de distribuição de ajuda humanitária
- JD Vance discorda que Israel esteja a cometer um genocídio
- 75 pessoas terão morrido em ataques israelitas em Gaza este sábado
- Mãe de refém que teve foto divulgada pelo Hamas critica política de Netanyahu
- Mais de 300 mil pessoas marcharam em Roma pelo fim da ofensiva israelita em Gaza
- Hamas divulga fotografia de refém depois de acusar Israel de "sitiar" zona de cativeiro
- Fundação de ajuda humanitária em Gaza diz que centro de distribuição ficou fechado porque recebeu "ameaças diretas" do Hamas
- Israel diz que agentes da jihad islâmica mortos faziam-se passar por jornalistas
- Israel terá encontrado o corpo de Mohammed Sinwar, o líder do Hamas morto no mês passado
- Cadáver de refém tailandês recuperado pelas forças militares israelitas
- Khan Yunis. Ataque israelita em campo de deslocados mata 12 pessoas
Histórico de atualizações
-
Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.
-
"Será uma noite longa". Barcos israelitas cercaram navio, mas ativistas continuam a navegar a caminho de Gaza
Os ativistas que se estão a tentar chegar a Gaza por via marítima, para levar ajuda humanitária, dizem que estiveram cercados por barcos israelitas, embora continuem a navegar em direção a Gaza.
Como conta o Times of Israel, o ativista Thiago Ávila gravou um vídeo em que está de colete vestido e se ouvem alarmes à sua volta, enquanto diz: “Estamos a ser cercados pelos barcos deles. Sim, estão a intercetar-nos”.
Francesca Albanese, relatora da ONU para a Palestina, escreveu no X que está em contacto com os ativistas e que estes lhe dizem que foram “alcançados pelos barcos israelitas — cinco lanchas a andar em círculos à sua volta”. O capitão deu instruções para que a equipa se mantenha calma e sentada e a relatora diz ter ouvido, ao telefone, os ativistas dizerem a soldados israelitas que vêm em paz e têm ajuda humanitária para levar. “Para já estão só cercados”.
BREAKING!!! – 11:18PM UK time; I am with the flotilla online. They have just been reached by the Israel speedboats – 5 vessels circling the flotilla. The captain is instructing the team to stay calm and seated, with their passports and life jackets on. I hear them speaking with…
— Francesca Albanese, UN Special Rapporteur oPt (@FranceskAlbs) June 8, 2025
Minutos depois, escreveu outra mensagem a dizer que os barcos israelitas continuam de vigia mas que o navio que transporta Greta Thunberg e outros ativistas “continua a navegar” e está “seguro”.
“Será uma longa noite”.
Greta Thunberg e Liam Cunningham seguem em navio para levar ajuda humanitária a Gaza
-
Chamam-lhe "o fantasma". Quem é Izz al-Din al-Haddad, o líder do Hamas que Israel ainda não conseguiu matar
Comanda as forças do Hamas no norte de Gaza e já esteve em risco de ser morto por Israel pelo menos seis vezes. Governo assegura que será um dos seus próximos alvos, após morte do antigo líder.
-
Israel confirma que matou líder do Hamas, Mohammed Sinwar, em ataque a túnel em Gaza
O exército israelita e o Shin Bet (serviços secretos israelitas) confirmaram que o corpo do líder do Hamas, Mohammed Sinwar, foi encontrado por tropas israelitas num túnel construído por baixo do European Hospita, em Khan Younis, na faixa de Gaza.
Israel já tinha adiantado que acreditava que Mohammed Sinwar teria morrido num ataque levado a cabo em meados de maio, tendo retirado o corpo dos escombros neste sábado. Vários outros corpos de elementos do Hamas, adianta o Times of Israel, foram levados.
Segundo o mesmo jornal, o exército israelita diz ter executado um “processo de identificação” e confirmado a identidade de Sinwar — irmão do antigo líder supremo do Hamas, Yahyah Sinwar, morto em outubro de 2024 em Gaza — e também a de Muhammad Shabana, comandante do grupo Brigada de Rafah, e de Mahdi Quara, comandante do Batalhão do Sul de Khan Younis.
-
Ativista denuncia perturbação dos sistemas de navegação do barco onde segue Greta Thunberg
Um dos ativistas a bordo do navio de ajuda humanitária com destino a Gaza alega que os radares e sistemas de navegação do “Madleen”, que integra a Coligação da Frota pela Liberdade, estão a ser interrompidos.
Numa publicação nas redes sociais, Thiago Ávila, um dos ativistas que segue com Greta Thunberg na embarcação, referiu que a localização foi perturbada antes de um ataque que constituiria um “crime de guerra”.
Thiago Ávila apelou ainda aos seguidores para pressionarem Israel para que permita a chegada do navio a Gaza, onde espera entregar comida aos palestinianos. O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, já deu ordens às forças de defesa para impedirem o barco de chegar à costa de Gaza.
-
Número de mortos em tiroteio a centro de ajuda em Rafah sobe para 11
Subiu para 11 o número de mortos num tiroteio contra um centro de distribuição de ajuda humanitária em Rafah, diz a Al Jazeera. Anteriormente, fontes médicas palestinianas afirmavam que eram 4 mortos. Uma pessoa também terá morrido perto de um centro em Netzareim.
No total 31 pessoas terão morrido em ataques israelitas em Gaza este domingo, dizem fontes dos hospitais do enclave palestiniano à Al Jazeera.
-
O que se passou até ao momento
- O conflito na Faixa de Gaza intensifica-se com as forças israelitas a realizarem ataques que provocaram pelo menos 125 mortos palestinianos desde sábado, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. Os bombardeamentos israelitas atingiram várias áreas de Gaza num contexto de cerco e ataques prolongados que dura há mais de 20 meses.
- O veleiro de ajuda humanitária Madleen, com a ativista Greta Thunberg a bordo, enfrenta ameaças de interceção por parte das Forças de Defesa de Israel. O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, advertiu a embarcação, que se dirige para Gaza, alegando que a sua missão viola o bloqueio naval imposto à região.
- Incidentes em centros de distribuição de ajuda na Faixa de Gaza resultaram em várias mortes palestinianas devido a disparos das forças israelitas. As alegações dos militares israelitas referem-se a disparos de aviso contra suspeitos, enquanto organizações humanitárias e testemunhas relatam vítimas entre civis que aguardavam por assistência humanitária.
- O ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, critica o alegado financiamento à ajuda humanitária em Gaza e escreveu uma carta ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a exigir uma “discussão urgente” sobre o assunto, considerando que essa situação “enfraquece os esforços operacionais” e afasta Israel “da vitória e do regresso dos reféns”.
-
Ministro israelita avisa "antissemita Greta Thunberg" para voltar para trás com barco de ajuda humanitária
O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, emitiu uma declaração a advertir o veleiro de ajuda humanitária Madleen, da Coligação da Frota pela Liberdade — que se dirige para Gaza com a ativista climática Greta Thunberg a bordo —, acusando a embarcação de violar o bloqueio naval de Israel em torno da Faixa de Gaza, pelo que ordenou as Forças de Defesa de Israel para não permitir que o navio chegue à costa de Gaza.
“À antissemita Greta Thunberg e aos seus amigos digo claramente: Devem voltar para trás, porque não vão chegar a Gaza”, referiu Katz, citado pelo Haaretz, acrescentando que Israel vai atuar contra qualquer tentativa de violar o bloqueio ou ajudar organizações terroristas.
Além de Greta Thunberg seguem também a bordo o ator Liam Cunningham e a ex-deputada francesa Rima Hassan. O objetivo dos ativistas a bordo da embarcação é entregar ajuda humanitária à população palestiniana, denunciando o “cerco ilegal de Israel” e um “genocídio em Gaza”.
-
Ministério da Saúde de Gaza reporta a morte de 125 pessoas desde sábado devido a ataques israelitas
Os ataques israelitas contra a Faixa de Gaza provocaram este domingo, pelo menos, 21 mortos, segundo fontes do Ministério da Saúde e da Defesa Civil da capital do enclave, elevando para 125 o número de vítimas mortais desde sábado.
O fogo israelita provocou no sábado a morte a 104 palestinianos, segundo as autoridades sanitárias de Gaza, que adiantam que os poucos hospitais da região apenas têm combustível para mais dois dias. Já este domingo, segundo reporta a agência noticiosa espanhola EFE, os bombardeamentos das forças israelitas voltaram a atingir praticamente todos os pontos de uma Faixa de Gaza já devastada e sob ataque há mais de 20 meses.
No norte, pelo menos oito pessoas morreram após um bombardeamento sobre a cidade de Jabalia, onde as tropas israelitas destruíram habitações e infraestruturas civis, segundo o Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas.
A oeste da cidade de Beit Lahia, a artilharia israelita matou mais um civil e provocou vários feridos. Na cidade de Gaza, o exército de Israel abriu fogo contra um grupo de civis na zona de Shujaiya, causando uma morte e múltiplos feridos.
Na zona de Mawasi, em Khan Yunis, densamente povoada com tendas de deslocados, um ‘drone’ israelita matou cinco pessoas, incluindo duas crianças. Ainda em Khan Yunis, as equipas médicas recuperaram os corpos de dois civis na zona leste, segundo a agência noticiosa oficial palestiniana Wafa.
Por outro lado, pelo menos cinco pessoas morreram hoje de madrugada — uma no centro e quatro no sul da Faixa de Gaza — enquanto esperavam junto aos novos centros de distribuição de alimentos, atingidas por disparos do Exército. Mais de 80 pessoas ficaram feridas nesses incidentes, segundo as mesmas fontes.
-
ONU apela para a distribuição de suprimentos para bebés, como fraldas, em Gaza
Nas redes sociais, as Nações Unidas apelou para a distribuição de suprimentos para bebés em Gaza. “Cerca de 300 milhões de fraldas são vendidas diariamente no mundo todo. Mas não em Gaza, onde as fraldas são praticamente indisponíveis”, começa por escrever a ONU, no perfil destinado para a agência para os palestinianos.
“Um fluxo consistente de suprimentos essenciais — incluindo fraldas, sabão e toalhitas — é crítico para a sobrevivência e a saúde das crianças. Um fluxo regular de suprimentos humanitários para bebés em Gaza deve ser reestabelecido. Isto só pode ser feito através da ONU, incluindo a UNRWA (United Nations Relief and Works Agency for Palestine)”.
-
Ministro Ben Gvir ataca Netanyahu por alegado financiamento à ajuda humanitária na Faixa de Gaza
O ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, critica o alegado financiamento à ajuda humanitária em Gaza e escreveu uma carta ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a exigir uma “discussão urgente” sobre o assunto, considerando que essa situação “enfraquece os esforços operacionais” e afasta Israel “da vitória e do regresso dos reféns”.
Na carta citada pelo jornal Times of Israel, Ben Gvir opõe-se veementemente à entrada de qualquer ajuda em Gaza “enquanto os reféns definham nos túneis do Hamas” e as tropas israelitas combatem na Faixa de Gaza, condenando o apoio com mantimentos para “a população que participou em massa no massacre de 7 de outubro”.
Em maio, Netanyahu ordenou o reinício imediato da ajuda humanitária “básica” a Gaza, face à pressão internacional contra o bloqueio israelita. A decisão passou à margem do Conselho de Ministros, o que desagradou à fação de extrema-direita do Governo israelita.
Na semana passada, o jornal Kan adiantou que o Governo israelita transferiu cerca de 280 milhões de dólares para financiar o novo mecanismo de ajuda humanitária.
-
Ataque israelita numa aldeia no sul da Síria visou elemento do Hamas
As Forças de Defesa de Israel (IDF) fizeram um ataque com drone à aldeia de Beit Jinn, no sul da Síria, já sete quilómetros além da ‘zona tampão’ na fronteira entre os dois países que é controlada pelas IDF.
De acordo com o jornal Times of Israel, a justificação para o ataque prendeu-se com a localização de um alegado membro do Hamas naquela região, embora não tenham sido fornecidos mais pormenores sobre esta operação israelita.
As IDF não forneceram mais pormenores sobre o alvo do ataque.
-
Forças israelitas fazem cinco mortos palestinianos perto de centros de distribuição de ajuda
Cinco palestinianos morreram nas últimas horas na sequência de tiros das Forças Armadas israelitas perto de locais de distribuição de ajuda humanitária, segundo o jornal Haaretz, que cita relatos da situação em Gaza.
De acordo com a estação Al Jazeera, as autoridades médicas disseram que quatro pessoas foram mortas e cerca de 70 ficaram feridas pelos disparos israelitas perto de um centro de distribuição de ajuda em Rafah.
Já uma outra fonte médica do Hospital Al-Awda revelou que uma pessoa morreu também após disparos israelitas perto de um centro de distribuição no corredor de Netzareim, no centro de Gaza, tendo causado também vários feridos.
-
Janela do Supremo Tribunal em Jerusalém foi atingida em manifestação de extrema direita. Netanyahu já reagiu
Durante uma manifestação de extrema-direita este sábado, uma das janelas do Suprema Tribunal, em Jerusalém, foi partida. De acordo com as investigações preliminares, o tiro terá sido disparado de uma arma de ar ou uma fisga, publica o Haaretz.
Benjamin Netanyahu já reagiu através de um comunicado, citado pelo Times of Israel. “Condeno fortemente qualquer sinal de violência contra uma das autoridades do governo”, diz o primeiro-ministro israelita, que pede que as a polícia e os líderes civis “ajam contra todas as manifestações de violência e incitação — sem exceção”.
-
Milhares exigem em Telavive libertação de reféns no 20.º mês de guerra
ABIR SULTAN/EPA
Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado em Telavive para exigir a libertação dos reféns sequestrados a 7 de outubro de 2023 e que continuam na Faixa de Gaza.
No vigésimo mês do conflito, os manifestantes reuniram-se na noite de hoje na “Praça dos Reféns”, com mãe do refém Matan Zangauker a expressar o seu choque depois de o movimento islâmico palestiniano Hamas ter publicado uma foto do seu filho, com a seguinte mensagem em hebraico e inglês: “Ele não voltará vivo”.
“Não aguento mais este pesadelo. O anjo da morte, [o primeiro-ministro Benjamin] Netanyahu, continua a sacrificar reféns. Usa o exército israelita não para proteger a segurança de Israel, mas para continuar a guerra e proteger o seu Governo. É uma vergonha!”, lamentou Einav Zangauker, citada pela agência AFP.
Durante a manifestação, o Fórum das Famílias, a principal organização de reféns sequestrados pelo Hamas durante o ataque de outubro de 2023 em Israel, defendeu que “só um acordo abrangente para o regresso dos entes queridos trará a verdadeira vitória”.
-
IDF confirmam os nomes de outros dois soldados israelitas mortos em ataque em Khan Younis
As Forças de Defesa Israelitas (IDF) confirmaram este sábado outros dois nomes de soldados que morreram num ataque em Khan Younis na última sexta-feira. Trata-se de Tom Rotstein, de 23 anos, e Uri Yhonatan Cohen, de 20, publica o Times of Israel.
Na sexta-feira as IDF já tinham anunciado a morte de Chen Gross e Yoav Raver. Os quatro soldados morreram numa explosão num prédio no qual entraram para verificar potenciais estruturas terroristas, incluindo túneis. O Hamas assumiu a responsabilidade pelo ataque.
-
Seis pessoas terão sido mortas por militares israelitas nas proximidades de um centro de distribuição de ajuda humanitária
Seis pessoas terão sido mortas e várias terão ficado feridas por tiros disparados por militares israelitas perto de um centro de distribuição de ajuda humanitária ao sul de Gaza, diz o Hamas, citado pela BBC.
As pessoas estavam a reunir-se para recolher suprimentos alimentares na manhã deste sábado quando o tiroteio começou. As forças militares israelitas dizem que dispararam tiros de aviso a suspeitos que se aproximavam de forma suspeita. A notícia vem depois da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), instituição financiada por Israel e pelos EUA e que comanda os centros de distribuição no enclave palestiniano, ter mantido centros de distribuição fechados este sábado, alegando que estava a receber “ameaças diretas” do Hamas.
Dezenas de palestinianos terão sido mortos e ficado feridos ao aproximarem-se de centros de distribuição ao longo da semana. As IDF têm negado as alegações, afirmando que atiraram em alvos suspeitos e que os ataques aos centros de distribuição foram comandados por terroristas do Hamas.
⚫️ CLEARED FOR PUBLICATION – Phone call from Gaza: “The people who fired were Hamas terrorists. They don’t want the people to receive aid, they want to foil the plan so that the aid will go to them, allowing them to steal it. They've gone completely bankrupt."
The IDF and COGAT… pic.twitter.com/Tn7M4mYhLI
— Israel Defense Forces (@IDF) June 5, 2025
-
JD Vance discorda que Israel esteja a cometer um genocídio
Em entrevista ao comediante Theo Von, JD Vance disse que não acredita que Israel esteja a cometer um genocídio contra o povo de Gaza. “Não considero que os israelitas estejam propositadamente a tentar assassinar cada palestiniano”, disse o vice-presidente norte-americano. Contudo, Vance concorda que “crianças palestinianas inocentes” não deveriam morrer por causa deste conflito. Em novembro de 2024 um relatório da ONU considerou as práticas israelitas compatíveis com um genocídio.
-
75 pessoas terão morrido em ataques israelitas em Gaza este sábado
75 pessoas terão morrido em ataques israelitas em Gaza este sábado, disseram fontes em hospitais do enclave palestiniano à Al Jazeera.
De acordo com as fontes, 33 corpos chegaram ao hospital Nasser, em Khan Younis, seis no Al-Aqsa, em Deir el-Balah e 36 no al-Shifa e no al-Ahli Arab, na cidade de Gaza.
-
Mãe de refém que teve foto divulgada pelo Hamas critica política de Netanyahu
A mãe de Matan Zangauker, Einav Zangauker, disse durante uma manifestação em Telavive, que teme pela vida do seu filho, e criticou a política de Benjamin Netanyahu. “A pressão militar está a fechar-se sobre ele e a colocá-lo em perigo imediato. A decisão de expandir as operações em terra pode custar a vida de Matan e dos outros reféns”, disse, citada pelo Haaretz.
Zangauker disse ainda que Netanyahu “continua a sacrificar reféns. Está a usar as Forças de Defesa de Israel não para proteger mas para continuar a guerra e defender o seu governo”.
“Temo que as suas condições se vão deteriorar e não será capaz de escapar se o túnel onde está a ser mantido for bombardeado”, afirmou a mãe do refém. “Netanyahu, se Matan não voltar vivo, o seu sangue estará nas suas mãos”.