Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A embarcação Madleen, transportando ajuda humanitária para Gaza e a bordo com a ativista sueca Greta Thunberg, foi desviada por Israel. As autoridades israelitas instruíram que o navio seguisse em segurança para a costa israelita e que os passageiros regressassem aos seus países de origem. Este incidente gerou condenações internacionais, incluindo de líderes como Emmanuel Macron e da Amnistia Internacional, que criticaram a ação como uma violação do direito internacional.
    • Seguindo esta interceção, as Forças de Defesa de Israel têm recebido críticas severas. A Turquia e o Irão classificaram a ação como pirataria em águas internacionais. O grupo Hamas descreveu a ação como “terrorismo de Estado”, enquanto a Amnistia Internacional e outras organizações de direitos humanos têm destacado a responsabilidade de Israel como potência ocupante em assegurar que os civis em Gaza recebem assistência suficiente.
    • Internamente, o governo israelita defendeu a sua posição sobre o bloqueio à Faixa de Gaza, alegando que a medida protege Israel e o mundo livre dos terroristas do Hamas. Entretanto, as operações militares em Gaza resultaram em mais vítimas mortais, com o número total de mortos desde outubro de 2023 a aproximar-se dos 55 mil, de acordo com dados do Ministério da Saúde palestiniano.
    • A nível diplomático, intensificam-se os esforços para resolver tensões relativas ao programa nuclear iraniano, com uma próxima ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão marcada para ocorrer em Mascate, Omã. O Irão planeia apresentar uma contra-proposta, evidenciando a complexidade e a sensibilidade das negociações em curso.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 4.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]

  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, segunda-feira.

    Ativista Greta Thunberg embarcou num voo para França, dizem autoridades israelitas

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Ativistas detidos em embarcação recusaram-se a ver vídeo sobre massacre do 7 de outubro

    Os ativistas detidos hoje a bordo da embarcação que tinha como objetivo quebrar o bloqueio à ajuda humanitária a Gaza recusaram-se a ver um vídeo sobre os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, durante a sua detenção em Israel.

    A informação foi avançado ministro da defesa israelita Israel Katz. “Greta e os seus companheiros da flotilha foram levados para uma divisão na sua chegada para uma projeção de um filme de terror sobre o massacre do 7 de outubro. Quando souberam do que se tratava, recusaram-se a continuar a assistir [ao filme]”, escreveu o governante num comunicado.

    “Os membros da flotilha antissemita estão a fechar os olhos à verdade e provaram mais uma ver que preferem os assassinos aos assassinados e continuam a ignorar as atrocidades cometidas pelo Hamas contra os judeus e mulheres, adultos e crianças israelitas”, acrescentou.

  • Próxima ronda de negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irão terá lugar no próximo domingo

    A próxima ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão realizar-se-á no próximo domingo, dia 15, em Mascate, capital de Omã.

    “A próxima ronda de negociações indiretas entre o Irão e os EUA estava a ser planeada para o próximo domingo em Mascate”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, citado pela agência Reuters.

  • Greta "não está aqui por Gaza. Está aqui por ela". Governo de Israel acusa ativistas do navio de promoverem "ativismo de Instagram"

    As autoridades israelitas afirmaram, esta segunda-feira, que o navio Madleen que foi interceptado transportava menos do que um camião cheio de ajuda humanitária, garantindo que “isto não era ajuda humanitária. É ativismo do Instagram”.

    David Mencer, porta-voz do governo israelita, citado pela Al Jazeera, sublinhou que “Israel entregou mais de 1.200 camiões nas últimas duas semanas. Então, quem está realmente a alimentar Gaza e quem está realmente a alimentar o seu próprio ego?”.

    “Greta não estava a trazer ajuda. Ela não está aqui por Gaza, sejamos francos. Ela está aqui por ela [própria]”, acrescentou.

  • Donald Trump diz que Greta Thumberg é "estranha" e devia frequentar "aulas de gestão de raiva"

    O Presidente norte-americano também reagiu à saga do barco Madleen, que foi hoje desviado pelas autoridades israelitas.

    Trump disse que a sueca Greta Thumberg — uma das 12 ativistas a bordo da embarcação — é uma “pessoa zangada” e “estranha”, sugerindo que devia frequentar “aulas de gestão de raiva”.

  • Trump diz que reunião com Netanyahu "correu muito bem" e anuncia reunião com Irão esta semana

    Donald Trump diz que a chamada telefónica com Benjamin Netanyahu “correu muito bem” e revelou que os EUA têm uma reunião marcada com representantes do Irão para a próxima quinta-feira, de acordo com o The Times of Israel.

    O Presidente norte-americano anunciou ainda que o Irão está envolvido nas negociações referentes ao conflito israelo-palestiniano, ainda que não seja público que o país tenha participado nas reuniões diplomáticas para discutir um cessar-fogo. “Vamos ver o que acontece com Gaza. Queremos os reféns de volta”, acrescentou o líder republicano.

    Sobre a reunião com o Irão, Donald Trump disse que os EUA vão chegar a um acordo com o país “para que não haja mais morte e destruição”. O Presidente norte-americano explicou que o acordo nuclear ainda não foi firmado porque a posição iraniana é demasiado ambiciosa.

  • Forças israelitas emitem alerta para retirada urgente em três portos marítimos no Iémen

    As Forças de Defesa de Israel emitiram uma alerta para a retirada urgente em três portos no Iémen que alegam estar a ser utilizados pelo “regime terrorista dos Houthis”.

    Os portos de Hodeidah e Al-Salif tinham sido atingidos no mês passado por Israel, enquanto o porto de Ras Isa foi atacado no início do ano.

  • Ataque israelita ao barco Madleen motiva queixa à Polícia Metropolitana londrina

    A Fundação Hind Rajab apresentou esta segunda-feira uma queixa formal na Unidade de Crimes de Guerra da Polícia Metropolitana de Londres pelo ataque israelita ao barco com pavilhão britânico ‘Madleen’.

    A embarcação foi assaltada na noite passada por militares israelitas, quando se dirigia para a Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária.

    A queixa nomeia concretamente a unidade de forças especiais Shayetet 13, que fez o assalto, e o vice-almirante David Saar Salama como comandante da Armada israelita, segundo um comunicado da própria fundação.

    A organização recorda que o Madleen transportava produtos médicos e alimentares, além de leite para as crianças, realçando que o ataque ocorreu a 60 milhas náuticas da costa.

    Assim, apresentou a queixa baseada na Ata das Convenções de Genebra de 1957, na Lei do Tribunal Penal Internacional de 2001 e na Secção 134 da Lei de Justiça Penal de 1988 sobre a tortura. Em concreto, acusa Israel de desrespeitar o Direito Internacional Humanitário e cometer crimes de guerra.

    Mencionaram ainda o “uso de irritantes químicos” a partir de drones, a detenção forçada e confinamento sem comunicação de 12 civis desarmados, negação de acesso a assistência jurídica e consular, confiscação de bens pessoais e tratamento desumano e degradante.

  • Centenas em Paris para apoiar ativistas humanitários detidos por Israel

    Várias centenas de manifestantes com bandeiras da Palestina reuniram-se esta segunda-feira em Paris contra o genocídio em Gaza e para apoiar os ativistas detidos pelas autoridades israelitas quando procuravam chegar num navio humanitário ao enclave para entregar ajuda.

    “Há mais de um ano que falamos sobre o genocídio na Palestina e no domingo à noite um barco que tinha ajuda alimentar para a Faixa de Gaza foi apreendido pelo Governo israelita. Estamos aqui para protestar contra o genocídio, para também apelar ao Governo francês para fazer alguma coisa e também mandar ajuda para os palestinianos que estão agora a morrer de fome”, disse à Lusa Alice de Brito, lusodescendente de 21 anos.

    O navio com ajuda humanitária Madleen, que tentava chegar a Gaza com 12 ativistas a bordo, entre eles a sueca Greta Thunberg e a eurodeputada franco-palestiniana de esquerda Rima Hassan, foi desviado no domingo à noite pelas autoridades israelitas, que disseram aos passageiros para “regressar aos seus países”.

    Para a lusodescendente, que pertence à União Nacional dos Estudantes de França, a ação dos ativistas de tentar parar o bloqueio no enclave foi importante para mostrar que não “é só algo que os ativistas inventam”, já que pessoas conhecidas estão detidas em Israel e “não se sabe o que se passa e como estão”.

    “A Rima Hassan, deputada europeia, estava farta de falar no Parlamento e ninguém ouvia, por isso acho que eles fizeram a escolha de ir porque era a única forma de mediatizar e de mostrar ao mundo inteiro o que se passa em Gaza”, acrescentou.

    Junto à Place de la Republique, na capital francesa, pessoas de várias nacionalidades juntaram-se pelas 18h00 horas (17h00 de Lisboa) com cartazes para apelar à “Liberdade da Palestina” e para “Parar o genocídio em Gaza”, ecoando “Viva viva Palestina” e “Nós somos todos crianças de Gaza” enquanto ocupavam a faixa de rodagem, condicionando o trânsito.

  • Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel confirma chegada de navio ao porto de Ashdod

    Numa publicação na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita confirmou que “o “Selfie Yacht” [iate de selfies, em português] atracou no Porto de Ashdod”.

    “Os passageiros estão agora a passar por exames médicos para garantir que estão bem de saúde”, acrescentou.

  • "Israel não tem nenhuma autoridade para interceptar e parar um barco como este", diz ONU

    Francesca Albanese, relatora da ONU para os territórios palestinianos ocupados, condenou esta segunda-feira a interceção do navio de ajuda humanitária Madleen por Israel.

    “Israel não tem absolutamente nenhuma autoridade para interceptar e parar um barco como este, que transporta ajuda humanitária e, mais do que tudo, humanidade para o povo de Gaza”, disse Albanese, citada pela Al Jazeera.

    “Deviam ser as marinhas estatais a quebrar o bloqueio em vez de um barco de voluntários a arriscar as suas vidas. Mas é isto que nos resta: a humanidade destes voluntários”, acrescentou.

  • Fontaines D.C. exibem mensagem pró-Palestina durante concerto no festival Primavera Sound Barcelona

    Os Fontaines D.C. exibiram uma mensagem pró-Palestina durante o concerto no Primavera Sound Barcelona, este domingo.

    Nos ecrãs laterais do palco, foi possível ver a bandeira da Palestina com as frases “Palestina livre” e “Israel está a cometer um genocídio: usem a vossa voz”.

    A banda atua na próxima quinta-feira em Portugal, no festival Primavera Sound Porto pelas 20h50.

  • Hamas afirma que ajuda humanitária de Israel em Gaza é “armadilha mortal”

    O movimento islamita palestiniano Hamas, que governa a Faixa de Gaza, afirmou esta segunda-feira num comunicado que os pontos de ajuda humanitária coordenados por Israel se tornaram “armadilhas mortais sistemáticas”, atraindo civis famintos para zonas de combate.

    O Ministério da Saúde de Gaza afirmou à agência de notícias espanhola EFE que subiu para 13 o número de palestinianos mortos por disparos do exército israelita enquanto aguardavam ajuda humanitária na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

    O exército israelita ainda não se pronunciou sobre o incidente, embora nos últimos dias tenha admitido disparos contra pessoas por se desviarem das rotas autorizadas perto dos pontos de entrega da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada por Israel e pelos Estados Unidos.

    O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), por seu lado, confirmou no domingo que os seus hospitais de campanha no sul da Faixa de Gaza, onde estão as principais atividades da GHF, registaram pelo menos 41 mortes nas últimas duas semanas, desde que começou a operar esta fundação.

    “A esmagadora maioria dos pacientes nos incidentes recentes afirmaram estar a tentar chegar aos locais de distribuição de ajuda”, afirmou o CICV em comunicado.

  • Flotilha da Liberdade pede pressão contra Israel após detenção de ativistas

    A organização Flotilha da Liberdade pediu esta segunda-feira pressão internacional para confrontar Israel com a sua abordagem ao veleiro humanitário Madleen, apreendido por militares israelitas quando procurava chegar à Faixa de Gaza para entregar ajuda.

    “Já passaram 15 horas desde que vimos ou ouvimos falar dos nossos amigos e colegas. Não nos foi permitido qualquer contacto”, afirmou o grupo pró-palestiniano em comunicado, indicando que o Madleen transportava seis voluntários franceses, um neerlandês, um turco, uma sueca, um brasileiro, uma alemã e um espanhol.

    “Obviamente, os meios de comunicação social israelitas afirmam que nenhum voluntário ficou ferido, mas o impacto psicológico de ser raptado à força por uma força militar que está a perpetrar genocídio em Gaza e outros crimes de guerra em todo o mundo, impedindo-os de contactar com os seus amigos, familiares e colegas na Flotilha, é ilegal, além de perturbador, e um atentado à solidariedade”, argumentou a organização.

    O grupo expressou a sua gratidão “a todos aqueles que lutam” pela sua equipa, embora sublinhe que a tripulação do Madleen, devido ao privilégio dos seus passaportes, “provavelmente não será submetida à tortura horrível” que os “palestinianos enfrentam diariamente, alguns deles presos ilegalmente há décadas”. Nesse sentido, a Flotilha da Liberdade pede “pressão sobre os Estados para travar Israel”.

    O comunicado é acompanhado por fotografias das 12 pessoas que se encontravam no “Madleen”, instando os cidadãos dos respetivos sete países a contactarem as suas embaixadas em Telavive para exigirem a libertação dos tripulantes.

    O veleiro transportava a ativista climática sueca Greta Thunberg, bem como Suayb Ordu (Turquia), Thiago Ávila (Brasil), Sergio Toribio (Espanha), Marco van Rennes (Países Baixos), Yasemir Acar (Alemanha) e Baptiste Andre, Omar Faid, Pascal Maurieras, Reva Viras, Rima Hassan e Yanis M’hamdi (França).

    As forças israelitas apreenderam o barco de ajuda humanitária e detiveram os ativistas que se encontravam a bordo na manhã de hoje, no âmbito do bloqueio de longa data que impuseram ao território palestiniano.

    A Coligação Flotilha da Liberdade, que organizou a viagem, afirmou que os ativistas foram “raptados pelas forças israelitas” enquanto tentavam entregar ajuda desesperadamente necessária ao território. “A embarcação foi abordada ilegalmente, a sua tripulação civil desarmada foi sequestrada e a sua carga vital — incluindo leites infantis, alimentos e material médico — foi confiscada”, afirmou a organização em comunicado.

  • Navio ativista Madleen já chegou ao porto israelita de Ashdod

    O navio Madleen, que transportava 12 ativistas e que foi intercetado pelas forças israelitas, já chegou ao porto de Ashdod, em Israel.

    Os advogados que representam os 12 ativistas que estavam a bordo do navio de ajuda humanitária anunciaram, de acordo com a Haaretz, que “os seus clientes foram levados para um porto no sul de Israel, 17 horas depois de terem sido detidos pelas Forças de Defesa de Israel [IDF, na sigla em inglês]”.

  • Protestos em Lisboa por Gaza. Livre quer que Portugal assuma uma posição e pressione Israel "a parar o genocídio"

    Decorre a esta hora um protesto em Lisboa contra a atuação de Israel na Faixa de Gaza. Isabel Mendes Lopes, líder parlamentar do Livre, está presente naquela que considera ser uma “manifestação que nasceu de forma espontânea”.

    A líder parlamentar fez saber que enviou perguntas ao Governo português sobre o tema, uma vez que para o partido é “essencial que Portugal se posicione face ao que não sabemos o que terá acontecido com os tripulantes da embarcação da Flotilha da Liberdade — que simbolicamente iam quebrar o cerco humanitário que está a ser feito em Gaza”.

    O Livre questionou o Ministério dos Negócios Estrangeiros “se Portugal se vai posicionar, se vai chamar o embaixador de Israel para fazer saber que Portugal não admite que haja essa violação dos direitos humanos”.

    “Não é por não haver portugueses a bordo que Portugal não se deve deixar de posicionar. Esta não é uma questão de nacionalidades, é uma questão de humanidade”, afirmou Isabel Mendes Lopes, acrescentando que é necessário “aplicar todas as medidas possíveis para pressionar o governo de Israel a parar o genocídio e a deixar entrar ajuda humanitária” em Gaza.

  • Sobe para 51 número de mortos em ataques israelitas desta segunda-feira

    O número de vítimas mortais na sequência de ataques israelitas na Faixa de Gaza esta segunda-feira subiu para 51, escreve a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave.

  • Israel justifica bloqueio a Gaza com defesa do "mundo livre"

    O Governo israelita defendeu esta segunda-feira a legitimidade do bloqueio à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, justificando que “protege Israel e todo o mundo livre dos terroristas do Hamas e de todos aqueles que o apoiam”.

    Em conferência de imprensa, David Mencer, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, partiu também em defesa do trabalho da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada por Israel e Estados Unidos, na realização de uma “distribuição organizada” de ajuda, apesar do registo de vários episódios de violência.

    Segundo o porta-voz, 1.200 camiões entraram no enclave palestiniano nas últimas duas semanas, o que representa a distribuição de 11 milhões de refeições aos residentes da Faixa de Gaza, sem que estas “caíssem nas mãos” do grupo islamita palestiniano Hamas.

    “Isto deve-se à intervenção da fundação”, afirmou, contrariando críticas das agências das Nações Unidas e de várias organizações de defesa dos direitos humanos.

    Mencer, que insistiu que os grupos armados palestinianos estão a usar a população civil como escudo, afirmou que Israel continua as suas operações, que enquadrou como antiterroristas.

    “Centenas de terroristas foram eliminados”, indicou, apontando “ataques direcionados a mercados, túneis, florestas contra alvos tanto à superfície como no subsolo”.

  • Israel mata sete pessoas em zona de acolhimento de deslocados

    Sete residentes da Faixa de Gaza morreram esta segunda-feira num bombardeamento israelita contra Al Mawasi, na zona costeira do enclave, onde estão a ser acolhidos os palestinianos deslocados, informou a agência noticiosa Wafa.

    Nos arredores desta cidade, os bombardeamentos israelitas também mataram pelo menos outras seis pessoas, incluindo uma menina e uma mulher.

    O número de mortos em Gaza por ataques diretos desde que Israel iniciou a sua ofensiva militar contra o enclave está a aproximar-se dos 55 mil, de acordo com o mais recente relatório do Ministério da Saúde palestiniano, que contabilizou 47 mortes desde domingo.

    Além disso, outras seis pessoas foram mortas a tiro e 99 ficaram feridas perto do ponto de distribuição de alimentos da Fundação Humanitária para Gaza (apoiada por Israel e pelos Estados Unidos) em Tel al-Sultan (Rafah), depois de as tropas israelitas terem aberto fogo nas proximidades.

    Esta segunda-feira, esta fundação informou que o centro de distribuição de Tel al-Sultan tinha fechado “devido ao caos causado pelas multidões, o que impediu a entrega segura da ajuda”.

    No total, o Ministério da Saúde estima que 127 residentes de Gaza tenham morrido em ataques das tropas israelitas perto destes pontos de distribuição de alimentos, e outros 1.287 tenham ficado feridos, desde que começaram a operar, em 27 de maio.

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