Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora

    • A Rússia considera que as negociações com os Estados Unidos sobre um plano para pôr fim à guerra na Ucrânia estão a avançar, mas de forma limitada. Acusa a União Europeia de estar firmemente decidida a impedir uma convergência das abordagens russa e norte-americana.

    • O Presidente ucraniano disse estarem prontas bases do plano de paz discutido com Estados Unidos da América. “O plano existe. Há garantias de segurança entre nós, a União Europeia e os Estados Unidos”, destacou Volodymyr Zelensky num encontro com diplomatas.

    • O Parlamento ucraniano criou hoje um grupo de trabalho para “estudar rapidamente” a possibilidade de realizar eleições presidenciais apesar da lei marcial em vigor desde a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

    • O vice-presidente dos Estados Unidos afirmou que há uma “consciência real” por parte dos negociadores russos e ucranianos sobre “o que é inegociável e o que é totalmente negociável”. J.D. Vance considerou que todos os pontos do plano de resolução estão agora a ser discutidos abertamente, classificando a situação como um possível avanço.

  • Este liveblog fica por aqui.

    Continue a acompanhar toda a atualidade noticiosa relacionada com a guerra na Ucrânia neste novo liveblog, que agora abrimos.

    Até já.

    Ao telefone, Zelensky e von der Leyen tiveram uma “conversa muito calorosa e positiva” sobre o apoio da UE a Kiev

  • Pressão sobre a Rússia pode persuadir até mesmo o "teimoso" Putin, diz Zelensky

    Num dia em que a delegação ucraniana está a regressar das negociações com os homólogos dos Estados Unidos da América, o Presidente Volodymyr Zelensky sublinhou que “é importante que o lado norte-americano consiga obter uma resposta da Rússia”. O chefe de Estado quer ver “uma genuína disposição desse Estado para se concentrar em algo que não seja a agressão”.

    “Depois de tantos anos — primeiro de uma guerra híbrida e agora em larga escala — é difícil acreditar que Putin é capaz de viver sem matanças e invasões”, afirmou Zelensky no habitual discurso diário. “No entanto, a redução do preço do petróleo russo, as sanções globais fortes e a continuação de todas as outras formas de pressão são precisamente o que vai persuadir até mesmo uma pessoa teimosa”, acrescentou.

    O líder ucraniano destacou em particular a importância de exercer pressão sobre as finanças russas. “Putin continua em guerra enquanto tiver dinheiro para comprar a lealdade do seu círculo íntimo e da população russa, ao mesmo tempo que paga pelas mortes na linha da frente”, apontou.

    Zelensky disse ainda que a Ucrânia está a preparar novas propostas de sanções para pressionar a Rússia. As medidas estão a ser pensadas para visar indivíduos de várias nacionalidades que estão a trabalhar para a industria de defesa russa. “As nossas propostas de sanções são sempre tidas em conta pelos nossos parceiros”, notou.

  • Ucrânia denuncia novo ataque russo a Odessa

    O governador Oleg Kiper disse esta noite que as forças russas voltaram a atingir a região de Odessa. “O inimigo voltou a atacar Odessa com UAVs [Veículos Aéreos Não Tripulados]”, denunciou na rede social Telegram.

    Segundo o governador regional de Odessa, o ataque danificou infraestruturas portuárias e um navio civil. “Não foi recebida informação sobre vítimas”, acrescentou.

    Este é, de acordo com as autoridades ucranianas, o segundo ataque russo a Odessa em menos de 24 horas.

  • Zelensky disse estarem prontas bases do plano de paz discutido com Estados Unidos da América

    “O plano existe. Há garantias de segurança entre nós, a União Europeia e os Estados Unidos”, afirmou Zelensky, num encontro com responsáveis diplomáticos a propósito da proposta elaborada com os EUA.

    Zelensky disse estarem prontas bases do plano de paz discutido com Estados Unidos da América

  • Iniciativa checa de fornecimento de munições à Ucrânia vai ser reavaliada por Praga

    A iniciativa criada pela República Checa para o fornecimento de munições à Ucrânia vai ser reavaliada por Praga numa reunião de Conselho de Estado convocada por Andrej Babis, Presidente do país.

    “Em princípio, a iniciativa relativa às munições foi certamente positiva; a questão é saber se foi levada a cabo sem corrupção”, afirmou Babis, citado pelo Kyiv Independent, que acrescentou ainda que o assunto será discutido no próximo dia 7 de janeiro.

  • Progressos nas negociações de paz são "bastante sólidos", diz Zelensky

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta segunda-feira que os progressos alcançados nas negociações de paz conduzidas pelos Estados Unidos são “bastante sólidos”, sublinhando que as primeiras propostas norte-americanas para um acordo entre a Ucrânia e a Rússia respondem a muitas das exigências de Kiev.

    Ainda assim, o líder ucraniano reconheceu limites de ambas as partes: “Há certas coisas para as quais provavelmente não estamos preparados e tenho a certeza de que há coisas para as quais os russos também não estão preparados”, disse aos jornalistas em Kiev, citado pelo Le Monde.

    “É importante que a parte norte-americana consiga da Rússia a vontade real de se concentrar em algo diferente da agressão”, sublinhou.

  • Parlamento ucraniano cria grupo para avaliar eleições presidenciais sob lei marcial

    O Parlamento ucraniano criou hoje um grupo de trabalho para “estudar rapidamente” a possibilidade de realizar eleições presidenciais apesar da lei marcial em vigor desde a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

    O líder da bancada parlamentar do partido Servo do Povo, David Arakhamia, anunciou na rede social Telegram que formou o grupo “em conformidade com um acordo prévio”, com o objetivo de analisar a viabilidade legal e operacional de eleições presidenciais durante a lei marcial.

    Segundo Arakhamia, as discussões envolverão membros de várias comissões parlamentares, representantes de todos os grupos políticos, da comissão eleitoral e de organizações da sociedade civil ligadas a assuntos eleitorais, não tendo sido ainda fixada qualquer data para o sufrágio.

    A decisão surge cerca de duas semanas depois de o Presidente Volodymyr Zelensky ter afirmado estar disponível para convocar eleições caso as condições de segurança o permitam e a legislação seja alterada para viabilizar o voto sob lei marcial.

  • Von der Leyen e António Costa manifestam "total solidariedade para com o povo da Gronelândia", após Trump ameaçar anexar o território

    Ursula von der Leyen e António Costa mostraram, esta segunda-feira, preocupação com a segurança no Ártico e com a autonomia da Gronelândia, após Donald Trump ter nomeado o governador do estado do Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial dos EUA ao território dinamarquês.

    Num comunicado conjunto, publicado nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu afirmam que “a segurança do Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a União Europeia”.

    “A integridade territorial e a soberania são princípios fundamentais do direito internacional. Estes princípios são essenciais não só para a União Europeia, mas também para as nações de todo o mundo”, disseram os líderes, acrescentando: “Manifestamos a nossa total solidariedade para com a Dinamarca e o povo da Gronelândia”.

  • Novas sanções contra a Rússia são esperadas "até ao final deste ano", diz Zelensky

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou esta segunda-feira que a União Europeia deverá aprovar mais sanções contra a Rússia e os seus aliados “até ao final deste ano”.

    Zelensky explicou, na rede social X, que as novas medidas deverão ser direcionadas a funcionários do complexo militar russo, incluindo cidadãos russos e chineses, bem como atletas que utilizem as suas carreiras desportivas para promover a agressão russa.

    Zelensky adiantou, ainda, que Kiev está a trabalhar com as instituições europeias nos detalhes do 20.º pacote de sanções da União Europeia, cujo principal objetivo é reforçar a pressão sobre os ativos energéticos de Vladimir Putin e dos oligarcas ligados ao Kremlin.

    O 19.º pacote de sanções da União Europeia, anunciado em outubro, visou a chamada “frota fantasma” russa e proibiu a importação de gás natural, tendo já entrado em vigor.

  • EUA a fazer "vista grossa" aos invadidos?

    Orlando Samões afirma que a Ucrânia poderá ter de aceitar um acordo de paz “injusto” e “condicionado”. Ainda acrescenta que a Rússia vai “aguentar” a guerra até quando conseguir. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    EUA a fazer “vista grossa” aos invadidos?

  • Moscovo oferece apoio total a Caracas face a bloqueio naval dos EUA

    A Rússia ofereceu “total cooperação” e apoio à Venezuela face ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos (EUA) a navios venezuelanos, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil.

    Numa mensagem divulgada na plataforma Telegram, Yván Gil informou ter falado por telefone com o homólogo russo, Serguei Lavrov, com quem discutiu o que classificou como “agressões” e “violações do direito internacional”, numa referência às recentes manobras dos EUA no mar das Caraíbas.

    De acordo com o chefe da diplomacia venezuelana, tais manobras incluem ataques a embarcações, alegadas “execuções extrajudiciais” nas Caraíbas e atos que descreveu como “pirataria”.

    Segundo Yván Gil, Lavrov manifestou “firme solidariedade” para com o povo venezuelano e para com o Presidente Nicolás Maduro, reafirmando o “total apoio” de Moscovo face às “hostilidades” contra o país sul-americano.

    O ministro venezuelano acrescentou que a Rússia irá expressar esta posição na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas prevista para terça-feira.

    O chefe da diplomacia venezuelana referiu ainda que, no sábado, recebeu uma oferta de cooperação do Irão “em todas as áreas” para enfrentar o que considerou ser “pirataria e terrorismo internacional” promovidos pelos Estados Unidos.

  • Zelensky distinguiu trabalhadores do setor energético com condecorações do Estado

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta segunda-feira que “não há uma única central elétrica na Ucrânia que não tenha sido danificada por ataques russos”.

    Na rede social X, Zelensky destacou que “cada instalação energética ucraniana em funcionamento, cada parte operacional da rede elétrica, é o resultado do trabalho de milhares de profissionais do setor da energia que conseguiram proteger, restaurar e reconstruir”.

    O chefe de Estado revelou, ainda, que distinguiu trabalhadores do setor energético com condecorações do Estado. “Agradeço a todas as empresas de energia da Ucrânia, a todos os que fornecem e restauram eletricidade e aquecimento para milhões de pessoas”, escreveu, acrescentando: “Tenho orgulho no vosso profissionalismo”.

  • Moscovo fala em "progressos lentos" nas negociações com os EUA e acusa Europa de impedir convergência russa e norte-americana

    A Rússia considera que as negociações com os Estados Unidos sobre um plano para pôr fim à guerra na Ucrânia estão a avançar, mas de forma limitada. “Observam-se progressos lentos”, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Riabkov.

    Segundo o diplomata, citado pela agência estatal TASS, estes contactos “são acompanhados por tentativas extremamente prejudiciais e maliciosas de um grupo influente de Estados, destinadas a sabotar estes esforços e inviabilizar o processo diplomático”.

    Riabkov acusou, ainda, a União Europeia de estar firmemente decidida a impedir uma convergência das abordagens russa e norte-americana, alertando que as ações do Ocidente correm o risco de levar a situação “a uma escalada difícil de controlar e a um conflito armado direto entre a Rússia e a NATO”.

    O vice-ministro russo criticou, também, o que chamou de “psicose pré-guerra”, alegadamente alimentada por apelos para “se preparar para uma guerra em grande escala, semelhante à que os nossos avós conheceram”, numa referência a declarações feitas pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, no dia 11 dezembro.

    “A guerra está à nossa porta.” Mark Rutte defende que países da NATO “são o próximo alvo” de Putin

  • J.D. Vance fala em "avanço" nas negociações de paz sobre a guerra na Ucrânia

    O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou que há uma “consciência real” por parte dos negociadores russos e ucranianos sobre “o que é inegociável e o que é totalmente negociável”.

    Em entrevista ao jornal UnHerd, considerou que todos os pontos do plano de resolução estão agora a ser discutidos abertamente, classificando a situação como um possível avanço.

    Segundo Vance, a principal dificuldade continua a ser a questão territorial, em particular a região de Donetsk, que a Rússia quer controlar e que a Ucrânia considera um grave problema de segurança. Outros temas, como o controlo da central nuclear de Zaporíjia e a reconstrução, serão menos centrais.

    Apesar de reconhecer progressos e boa-fé nas negociações recentes, Vance admitiu que ainda não é certo que se alcance um acordo de paz.

  • Ataque russo provoca incêndio e corte de energia no porto na região de Odessa

    Um ataque russo durante a madrugada desta segunda-feira atingiu infraestruturas portuárias e energéticas na região ucraniana de Odessa, causando um incêndio no porto de Pivdennyi e cortes de eletricidade que afetaram mais de 120 mil pessoas, noticiou o Ukrainska Pravda.

    Segundo o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba, arderam e uma pessoa ficou ferida. As autoridades acusam a Rússia de tentar perturbar a logística marítima da Ucrânia.

  • Rússia afirma ter capturado Vilcha, na região de Kharkiv

    O Ministério da Defesa da Rússia anunciou esta manhã a captura de Vilcha, na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, segundo a agência de notícias estatal russa RIA Novosti.

  • Kremlin responde aos EUA e nega que Putin tenha intenções de conquistar toda a Ucrânia ou recuperar territórios da Europa

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou esta segunda-feira que os serviços de informação norte-americanos estão errados ao acreditar que o Presidente russo, Vladimir Putin, quer anexar toda a Ucrânia e partes de Estados que faziam parte do antigo império soviético, noticia a Reuters.

    Peskov afirmou que Moscovo desconhece a fiabilidade das fontes citadas pela Reuters e garantiu que, se a informação for correta, então as conclusões dos serviços dos Estados Unidos estão erradas.

    “Isso é absolutamente falso“, disse o porta-voz presidencial aos jornalistas.

  • Putin quer controlar toda a Ucrânia e partes de antigos Estados do bloco soviético, alertam serviços de informação dos EUA

    Os serviços de informação dos Estados Unidos alertaram que o Presidente russo, Vladimir Putin, não abandonou o objetivo de conquistar toda a Ucrânia e de recuperar territórios da Europa que fizeram parte do antigo império soviético. A informação foi avançada pela agência Reuters, que citou seis fontes.

    Segundo as fontes, as conclusões dos serviços norte-americanos contrastam com as declarações do Presidente Donald Trump e dos seus negociadores para a paz na Ucrânia, que afirmam que Putin pretende pôr fim ao conflito. Os relatórios também contradizem as negações do Kremlin de que a Rússia represente uma ameaça para a Europa.

    Estas informações coincidem, em grande medida, com a posição de líderes europeus, que consideram que Putin ambiciona controlar toda a Ucrânia e partes de antigos Estados do bloco soviético, incluindo países membros da NATO.

  • Trump nomeia enviado especial para a Gronelândia

    Donald Trump deu mais um passo na ideia de anexar a Gronelândia, tendo decidido nomear o governador do estado do Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial dos EUA àquele território dinamarquês.

    No seu anúncio, citado pela Associated Press, Trump argumentou que Jeff Landry “compreende o quão essencial a Gronelândia é para a Segurança Nacional” e vai dar um “forte avanço aos interesses” dos EUA para a “segurança, sobrevivência dos nosso aliados e, de resto, do mundo”.

    A localização estratégica da Gronelândia tem levado Trump a ameaçar anexar o território e a Dinamarca a colocar uma patrulha a monitorizar os movimentos dos EUA. Em julho, o embaixador russo na Dinamarca, Vladimir Barbin, garantia que nesse caso seriam tomadas “medidas militares e técnicas” e que Moscovo responderia “apropriadamente” a ameaças ao seu território.

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