Momentos-chave
- Prisioneiro de guerra ucraniano condenado a seis anos em colónia penal russa
- Viúva da primeira vítima do desastre de Chernobyl morreu em ataque russo contra Kiev
- Kiev anuncia nova troca de prisioneiros com a Rússia
- Rússia ataca infraestrutura energética na região de Chernihiv
- Zelensky anuncia reforma de setor energético após escândalo de corrupção
- Forças ucranianas reclamam corte de rota logística russa em Pokrovsk
- Rússia triplica ataques a comboios e linhas férreas ucranianas para perturbar logística do país
- Refinaria russa inoperacional até ao fim do mês após ataques ucranianos
Histórico de atualizações
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Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia ao longo deste sábado. Pode segui-lo aqui.
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Prisioneiro de guerra ucraniano condenado a seis anos em colónia penal russa
Um prisioneiro de guerra ucraniano foi condenando a uma pena de seis anos numa colónia penal russa, escreve a Ukrinform.
A condenação, determinada pelo tribunal militar de Rostov-on-Don, alega que o homem de 53 anos foi “considerado culpado de participação numa comunidade terrorista”.
O homem foi dado como desaparecido em maio de 2022, de acordo com informações da base de dados do Ministério da Administração Interna da Ucrânia.
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Viúva da primeira vítima do desastre de Chernobyl morreu em ataque russo contra Kiev
Natalia Khodimchuk, mulher da primeira vítima mortal do desastre de Chernobyl, morreu durante um ataque russo a Kiev na madrugada de hoje.
A notícia da morte da mulher, de 73 anos, foi dada pela Agência Estatal para a Gestão da Zona de Exclusão. Numa publicação na rede social, a associação refere que a mulher “não sobreviveu às graves consequências do ataque contra um edifício residencial”.
A mulher vivia em Troeshchyna, uma comunidade conhecida como “Chernobyl”, onde viviam vários antigos funcionários da central e as respetivas famílias.
Natalia Khodimchuk era viúva de Valeriy Khodemchuk, que era operador sénior na central nuclear. Valeriy foi a primeira vítima do desastre de 1986 e o seu corpo nunca foi encontrado.
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Kiev anuncia nova troca de prisioneiros com a Rússia
As autoridades ucranianas anunciaram hoje que acertaram com a Rússia o reatamento dos Acordos de Istambul, ao abrigo do qual esperam o regresso de 1.200 prisioneiros a libertar por Moscovo.
O anúncio foi feito na rede social Telegram pelo secretário do Conselho de Defesa Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov.
“Em nome do Presidente da Ucrânia, realizei recentemente consultas, mediadas por parceiros na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos, sobre a retoma do processo de troca e libertação dos nossos cidadãos mantidos em cativeiro pela Rússia”, disse Umerov, citado pela agência Ukrinform.
Como resultado, “as partes concordaram em ativar os Acordos de Istambul”, acrescentou, referindo-se às negociações ocorridas na cidade turca durante o último ano entre Kiev e Moscovo sobre o conflito iniciado com a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Ao todo, o acordo prevê 1.200 prisioneiros ucranianos, segundo o ex-ministro da Defesa, sem referir o número de russos a libertar pela Ucrânia, embora, à semelhança de trocas anteriores, se presuma que seja o mesmo.
Umerov referiu que ainda serão realizadas consultas técnicas em breve, com o objetivo de finalizar todos os detalhes processuais e organizacionais.
“Estamos a trabalhar sem parar para que os ucranianos que regressarão do cativeiro possam celebrar o Ano Novo e o Natal em casa, à mesa da família e com os seus entes queridos”, disse ainda o conselheiro de defesa nacional.
As duas partes trocaram milhares de prisioneiros este ano, em conformidade com os acordos assinados durante três rondas de negociações em Istambul, sendo o único resultado concreto dessas reuniões.
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Rússia ataca infraestrutura energética na região de Chernihiv
Um ataque das forças russas causou danos na infraestrutura energética de Nizhyn. O ataque deixou uma boa parte da região de Chernihiv sem energia elétrica, escreve a Ukrinform.
O operador de distribuição elétrica JSC Chernihivoblenergo pediu à população para manter a calma e adotar medidas de precaução. Numa mensagem no Telegram, foi dito que, assim que a situação de segurança o permita, terão início os trabalhos de reparação.
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Zelensky anuncia reforma de setor energético após escândalo de corrupção
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje uma reformulação das empresas estatais de energia, incluindo a operadora nuclear Energoatom, que está no centro de um escândalo de corrupção há vários dias.
“Estamos a iniciar uma reformulação das principais empresas estatais de energia”, anunciou o líder ucraniano em comunicado partilhado nas redes sociais.
De acordo com o comunicado, um novo conselho de supervisão deverá assumir funções dentro de uma semana na Energoatom.
Estão implicadas no escândalo outras empresas estatais de energia, como a operadora hidroelétrica do país e as empresas nacionais de extração e transporte de gás.
Na segunda-feira, o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) anunciou a descoberta de um esquema criminoso que terá desviado 100 milhões de dólares (cerca de 86 milhões de euros) no setor, o que levou à demissão dos ministros da Justiça e da Energia.
Segundo Zelensky, será realizada uma auditoria completa às atividades financeiras das empresas visadas, juntamente com a substituição dos seus administradores e dos representantes do Estado nos conselhos de administração.
“Qualquer esquema descoberto nestas empresas deve ser combatido com uma resposta rápida e justa”, advertiu.
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Ucrânia atinge refinaria russa em Ryazan
As forças ucranianas atingiram hoje uma refinaria de petróleo na cidade russa de Ryazan e outros alvos militares em territórios ocupados pela Rússia, escreve o Kyiv Independent.
É dito que os sistemas aéreos de defesa da Rússia intercetaram 64 drones ucranianos durante a madrugada deste sábado.
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Forças ucranianas reclamam corte de rota logística russa em Pokrovsk
As forças de defesa ucranianas reclamaram hoje o corte de uma rota logística das tropas russas nos arredores de Pokrovsk, na região leste do país, fazendo explodir uma estrada, informou o 7.º Corpo Aerotransportado.
“As forças de defesa estão a cortar as rotas logísticas do inimigo nos arredores de Pokrovsk. Como resultado do ataque aéreo, a estrada que liga Selydove a Pokrovsk foi destruída. Isto impediu os russos de utilizarem esta rota para se infiltrarem em Pokrovsk com veículos ligeiros”, segundo uma mensagem publicada na rede Facebook.
Noutras áreas, o exército ucraniano está a construir barreiras de engenharia adicionais, acrescenta a mensagem a respeito da situação de Pokrovsk, na região de Donetsk, que se tornou na frente de batalha mais intensa no conflito iniciado em fevereiro de 2022.
Noutra nota, as forças de Kiev confirmaram um ataque a uma refinaria na região de Ryazan, a sul de Moscovo, bem como a uma estação de radar, um comboio militar e várias zonas de concentração de forças russas.
“Com o objetivo de reduzir a capacidade do inimigo de lançar ataques com mísseis e bombas, unidades das Forças de Defesa da Ucrânia atacaram a refinaria de petróleo ‘Ryazanskaya’, na região de Ryazan, na Federação Russa”, referiu um comunicado militar divulgado na rede Telegram.
O Estado-Maior referiu que a refinaria produz gasolina A-92/95/98/100, gasóleo, querosene de aviação, gases liquefeitos e outros produtos petrolíferos, e que produz em média 840 mil toneladas por ano de querosene de aviação TS-1, utilizado pelas forças aéreas e espaciais dos russos ocupantes.
O comunicado acrescentou que ocorreram várias explosões e um grande incêndio nas instalações.
A Rússia intensificou as suas operações militares no leste e sul da Ucrânia, numa fase em que as negociações lideradas pelos Estados Unidos estão paradas.
Antes da chegada do inverno, as forças e Moscovo registaram avanços nas últimas semanas nos seus esforços de conquistar a cidade estratégica de Pokrovsk e também na região sul de Zaporijia, ao mesmo tempo que lançam bombardeamentos intensivos contra as infraestruturas energéticas do país.
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Rússia triplica ataques a comboios e linhas férreas ucranianas para perturbar logística do país
Desde julho, a Rússia triplicou o número de ataques contra os comboios ucranianos, noticia o jornal britânico The Guardian, sublinhando que Moscovo tem procurado afetar as linhas férreas ucranianas — um dos principais sistemas logísticos do país.
De acordo com o vice-primeiro-ministro Oleksii Kuleba, citado por aquele jornal, desde o início do ano a Rússia já provocou danos nas linhas férreas no valor de mil milhões de dólares.
“Se compararmos apenas os últimos três meses, os ataques triplicaram”, disse o governante, acrescentando que a Rússia tem procurado, cada vez mais, destruir comboios e assassinar os maquinistas.
O sistema ferroviário da Ucrânia é fundamental não só para a economia do país, transportando grande parte dos bens, mas também para o apoio ao esforço de guerra — uma boa parte do apoio militar estrangeiro chega à Ucrânia de comboio.
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Refinaria russa inoperacional até ao fim do mês após ataques ucranianos
A refinaria de petróleo de Saratov, que foi atacada pela Ucrânia esta semana, deverá ficar inoperacional até ao final deste mês na sequência dos vários ataques de que tem sido alvo.
No ataque desta semana, deflagrou um forte incêndio na central, que obrigou a parar o processamento na refinaria, habitualmente capaz de produzir 147 barris de petróleo por dia.
Segundo o The Kyiv Independent, a central foi atacada novamente esta sexta-feira, o quarto ataque àquela refinaria desde setembro. O ataque enquadra-se na estratégia ucraniana de causar danos na estrutura energética da Rússia, mas também na economia de Moscovo.
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Bom dia.
O Observador continua este sábado a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, que se prolonga já há quase quatro anos, desde a invasão russa do território ucraniano, em fevereiro de 2022.
O liveblog de sexta-feira fica arquivado aqui.
Escândalos de corrupção na Ucrânia podem afetar apoio europeu, avisa Tusk