Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos EUA, Donald Trump, revelou que as negociações mediadas entre Israel e o Hamas para a libertação de reféns em Gaza encontram-se numa “fase muito profunda”. Trump enfatizou a necessidade urgente de libertar todos os reféns, alertando que, caso contrário, a situação poderá tornar-se desagradável e difícil. Referiu ainda que alguns dos reféns reportados como vivos poderão ter falecido recentemente, esperando estar errado nestas suposições.
    • Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, reafirmou a resiliência de Israel face à divulgação de vídeos de propaganda por parte do Hamas. Após a publicação de novas imagens de reféns, Netanyahu assegurou que tais tentativas de subversão não enfraquecerão Israel. O discurso do primeiro-ministro enfatiza que a ofensiva israelita poderá terminar rapidamente, com a condição de que o Hamas cumpra um conjunto de exigências de segurança.
    • A situação em Gaza continua a deteriorar-se com ataques contínuos por parte das Forças de Defesa de Israel, que resultaram, recentemente, em mais de 50 mortes palestinianas num só dia. A ONU e outras organizações internacionais têm expressado grande preocupação com a escalada da violência e com a situação humanitária, especialmente tendo em conta as evacuações forçadas e a devastação de infraestruturas críticas.
    • Por seu lado, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, destacou que o resgate dos reféns continua a ser uma prioridade no contexto das operações militares na Faixa de Gaza. Apesar da pressão militar, Zamir apresentou-se a favor de um cessar-fogo que permita a libertação dos reféns, manifestando-se crítico face à opção do governo de conquistar a cidade de Gaza, o que destaca uma divergência significativa no seio das forças armadas e do governo israelita.

  • Bom dia, obrigado por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir os desenvolvimentos no Médio Oriente neste novo liveblog.

    Israel confirma ataque a edifício residencial na Cidade de Gaza, justificando que fora ocupado pelo Hamas

  • "Estamos em negociações muito profundas com o Hamas", diz Trump

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que as negociações mediadas entre Israel e o Hamas para a libertação de reféns em Gaza estão numa “fase muito profunda”.

    “Dissemos: libertem-nos todos, agora mesmo, libertem-nos todos, e coisas muito melhores acontecerão. Se o Hamas não devolver os reféns, vai ser uma situação difícil, vai ser desagradável. É escolha de Israel, mas essa é a minha opinião”, afirmou Trump, questionado por um jornalista na Sala Oval sobre o processo

    Referindo-se aos pais de reféns assassinados, Trump descreveu-os como “pais de jovens e belos mortos” e acrescentou que estes “querem os seus filhos tanto ou mais do que se ainda estivessem vivos”. Segundo o líder da Casa Branca, “muitos mortos estão a ser incluídos como parte do acordo“.

    O Presidente norte-americano afirmou, ainda, que dos pelo menos 20 reféns que se acredita estarem vivos, “poderá haver alguns que morreram recentemente. “Espero que esteja errado”, disse.

  • "Os reféns estão no meu pensamento", assegura chefe do exército israelita

    O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), Eyal Zamir, garantiu às famílias dos reféns mantidos em cativeiro em Gaza que estes continuam a ser uma prioridade no âmbito da operação militar em curso na Faixa de Gaza, noticiou o Times of Israel.

    “A operação será conduzida por mim, com responsabilidade pelas tropas e pelos reféns”, disse Zamir, acrescentando: “Acredito no plano operacional. O povo de Israel deve saber que expresso e continuarei a expressar a minha opinião profissional. Os reféns estão no meu pensamento. Estou a agir da forma mais responsável possível”.

    Zamir tem-se manifestado contra o plano do Governo de conquistar a cidade de Gaza, defendendo, em alternativa, um acordo de cessar-fogo que permita a libertação dos reféns.

  • ONU condena evacuações forçadas na cidade Gaza

    Stephane Dujarric, porta-voz das Nações Unidas, afirmou esta sexta-feira que as tendas que abrigavam palestinianos deslocados foram danificadas no ataque de Israel a um arranha-céu na cidade de Gaza, relata a Al Jazeera.

    “Também estamos preocupados com o anúncio de que mais arranha-céus serão atacados em breve”, disse Dujarric, referindo-se a uma ordem de evacuação forçada emitida pelo exército israelita para os residentes do maior arranha-céu da cidade de Gaza.

    O porta-voz da organização sublinhou, aindam que “estes desenvolvimentos estão a forçar um número crescente de pessoas a fugir de um local onde praticamente todos já foram deslocados várias vezes, e onde, como sabem, acaba de ser confirmada a fome”.

  • Colonos israelitas atacam palestinianos na Cisjordânia

    Colonos israelitas atacaram, esta sexta-feira, os habitantes da aldeia palestiniana de Khallet A-Daba, na Cisjordânia, relata a Al Jazeera, que cita relatos de ativistas locais.

    De acordo com a mesma fonte, os colonos utilizaram bastões e spray de pimenta.

    No mês passado, o exército israelita demoliu grande parte da aldeia de Khallet A-Daba.

  • Neto de Nelson Mandela anuncia participação na flotilha humanitária que vai para Gaza

    Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela (o sul-africano que lutou contra o Apartheid), anunciou que irá juntar-se a ativistas pró-palestinianos na flotilha que pretende quebrar o bloqueio de Israel a Gaza.

    “Escolhemos, como delegação sul-africana, participar na Flotilha Global Sumud aqui na Tunísia para mostrar que África faz parte desta luta”, declarou Mandla Mandela aos jornalistas. “Como africanos, sabemos muito bem o que significa viver sob ocupação e opressão”, acrescentou.

    Segundo os organizadores, a Flotilha Magrebe Sumud partirá no domingo, com o objetivo de se juntar a outros barcos com destino a Gaza que já saíram de Espanha e Itália.

  • "Nenhum vídeo de propaganda maligna nos enfraquecerá", garante Netanyahu

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje, após a divulgação pelo movimento islamita palestiniano Hamas de novas imagens de dois reféns, que “nenhum vídeo de propaganda maligna enfraquecerá” Israel e o impedirá de “alcançar os seus objetivos”.

    Netanyahu transmitiu esta mensagem aos pais dos dois reféns – Guy Gilboa Dalal e Alon Ohel – numa conversa telefónica que manteve com eles após a divulgação do vídeo.

    No texto, o chefe do Governo israelita reitera que a ofensiva poderá acabar “de imediato” se o Hamas aceitar as condições estabelecidas por Israel: a libertação de todos os reféns, o desarmamento do grupo palestiniano e a desmilitarização da Faixa de Gaza; o controlo israelita da segurança naquele enclave palestiniano e a criação de um “governo civil alternativo que não represente uma ameaça para Israel”.

  • Hamas pode transferir reféns em Gaza antes da ofensiva israelita, alertam IDF

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) dizem que há a possibilidade de o Hamas tentar mover os reféns mantidos em Gaza antes da intensificação da operação militar na cidade, relata o Times of Israel.

  • Antigo membro do Departamento do Estado norte-americano acusa Washington de facilitar anexação israelita na Cisjordânia

    Shahed Ghoreishi, antigo funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos (e despedido devido a tensões com a equipa do embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee), afirmou que a Casa Branca está a facilitar a anexação israelita na Cisjordânia, escreve o Haaretz.

    “Na Cisjordânia, estávamos a preparar a anexação”, garantiu Ghoreishi, acrescentando que “as notícias dos últimos dias provam que isto é verdade”.

    Estas declarações surgem dias após o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, apresentar um plano para anexar 82% da Cisjordânia, incluindo áreas atualmente sob controlo da Autoridade Palestiniana.

    Na altura, Smotrich sublinhou que os palestinianos residentes nos territórios anexados “não terão direito a voto” e que “em nenhuma situação terão acesso à democracia ou direitos”.

  • Ministros do Hezbollah abandonam reunião do Governo libanês sobre desarmamento

    Os ministros do Hezbollah e do seu aliado Amal abandonaram hoje uma reunião do Governo libanês de avaliação do plano do Exército de desarmamento do grupo xiita apoiado pelo Irão, ao qual se tem oposto reiteradamente.

    Os cinco representantes da chamada “dupla xiita” abandonaram a reunião após a chegada do comandante do Exército, Rodolphe Haykal, que foi convocado para apresentar o roteiro de desarmamento ao Conselho de Ministros, informou a televisão libanesa al-Manar, que pertence ao Hezbollah.

    Fadi Makki, ministro da Reforma Administrativa, confirmou na rede social X a sua saída da reunião do Governo e anunciou que se ofereceu para renunciar ao cargo “se for do interesse nacional”, durante a primeira parte do encontro.

    “Mais uma vez, apelo aos meus colegas ministros e autoridades políticas para que discutam o plano sob a égide da declaração ministerial com a qual todos concordámos (…) com ponderação e colocando os interesses da nação, do sul e da paz civil acima de todas as outras considerações”, declarou.

    Alguns ministros do Hezbollah e do Amal já tinham indicado que abandonariam a sessão assim que o plano de desarmamento começasse a ser discutido, como já tinham feito em reuniões anteriores, e que compareceriam apenas para participar nos restantes assuntos da ordem de trabalhos.

  • Exército israelita mata um palestiniano na Cisjordânia

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) mataram um homem palestiniano perto do posto de controlo de al-Murabba’a, a sudoeste de Nablus, na Cisjordânia, noticiou a agência de notícias Wafa.

    Através de um comunicado, o exército israelita declarou ter abatido “um terrorista” perto de Burin, alegando que o homem “lançou um objeto suspeito” e não acatou as ordens dos soldados.

    O Ministério da Saúde identificou o homem como Ahmed Shehadeh, de 57 anos, e indicou que o exército confiscou o corpo. Ahmed Amid, diretor do Centro de Emergência e Ambulâncias da Cruz Vermelha em Nablus, afirmou que os soldados israelitas impediram a sua equipa de chegar ao local do tiroteio.

  • Líbano aprova plano de desarmamento do Hezbollah e diz que implementação depende de Israel

    O Líbano aprovou o plano do exército para desarmar o Hezbollah, mas sublinhou que a implementação depende do cumprimento, por parte de Israel, das obrigações estabelecidas no acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024, relata o Haaretz.

    O Governo libanês afirmou ter “ouvido o plano militar, acolhido o seu conteúdo e as suas etapas sucessivas” e decidiu manter as discussões e o documento confidenciais.

    “O exército libanês começará a implementar o plano [de desarmamento do Hezbollah], mas de acordo com as capacidades disponíveis — que são limitadas em termos de logística e de recursos materiais e humanos”, anunciou o ministro da Informação, Paul Morcos, aos jornalistas após a reunião do executivo.

    Já em comunicado, o Governo esclareceu que “a implementação das recomendações depende do compromisso total de todas as partes” e que, embora o Líbano tenha aprovado os objetivos do documento e preparado o plano do exército, “o lado israelita ainda não tomou as medidas correspondentes”.

    Segundo o executivo libanês, “qualquer progresso futuro depende do cumprimento das obrigações por parte de Israel“.

    Beirute alertou, também, que “as contínuas violações por parte de Israel põem em risco a segurança e a estabilidade regionais” e enfatizou que o comando militar apresentará um relatório mensal ao Conselho de Ministros.

  • Netanyahu elogia Israel Premier-Tech na Volta a Espanha, marcada por protestos pela Palestina

    Pouco depois do final da etapa desta sexta-feira, vencida pelo português João Almeida, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestou publicamente à equipa Israel Premier-Tech.

    “Parabéns ao Sylvan e à equipa de ciclismo de Israel por não cederem ao ódio e à intimidação. Vocês deixam Israel orgulhoso!”, escreveu o líder israelita na rede social X.

    A Volta a Espanha tem sido marcada por protestos em defesa da Palestina, com manifestações a contestarem a presença da equipa israelita na prova.

    Na manhã desta sexta-feira, o Governo do Principado das Astúrias apelou, na rede social X, à equipa Israel Premier Tech para abandonar a Volta.

    Como a equipa rejeitou o pedido, o executivo regional anunciou que nem o presidente nem qualquer membro do Governo marcarão presença nas etapas asturianas da competição.

    Apesar da posição firme, o Governo apelou a que todas as manifestações decorram de forma pacífica, sem colocar em risco a segurança dos ciclistas nem impedir o normal desenrolar da prova.

  • Hamas denuncia plano "criminoso" de Israel para destruir cidade de Gaza

    O Hamas condenou o anúncio do ministro da Defesa israelita, Israel Katz, sobre a intensificação dos ataques à cidade de Gaza, classificando-o como um “plano criminoso” destinado a destruir a cidade e a forçar a deslocação dos seus habitantes.

    Em comunicado, citado pela Al Jazeera, o grupo palestiniano afirmou que a ofensiva contra arranha-ceús em zonas densamente povoadas constitui “crimes contra a humanidade” e integra “um crime organizado de transferência forçada”.

    O Hamas rejeitou, ainda, os argumentos israelitas de que esses edifícios são utilizados por membro do grupo, considerando-os “pretextos falsos para justificar a brutalidade”.

    O grupo apelou à comunidade internacional, ao Conselho de Segurança da ONU e aos tribunais internacionais para que tomem medidas imediatas que travem o que descreve como “guerra genocida” de Israel.

  • Netanyahu acusa Egipto de "prender" palestinianos que querem sair da Faixa de Gaza

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou o Egipto de manter os residentes de Gaza “presos contra a sua vontade” ao impedir a sua saída através da passagem de Rafah. A declaração, feita após críticas do Cairo aos comentários anteriores do chefe do Governo israelita, intensifica a troca de acusações entre os dois países.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio reagiu com “a mais firme condenação”, considerando as palavras de Netanyahu uma tentativa de prolongar a escalada no Médio Oriente e de desviar atenções das “violações israelitas em Gaza”.

    Para o país, “a deslocação forçada é uma linha vermelha para o Egipto” e “equivale à liquidação da causa palestiniana”.

  • MNE belga critica União Europeia por falta de ação em Gaza e anuncia sanções unilaterais contra Israel

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Maxime Prévot, acusou a União Europeia de não estar “à altura das suas responsabilidades” perante a guerra em Gaza e alertou que a credibilidade europeia em política externa “está a desmoronar-se”.

    Numa entrevista à agência AFP, Prévot apontou as divisões entre os 27 Estados-membros do bloco, que há meses não conseguem chegar a acordo para sancionar Israel pela ofensiva em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023.

    “Ocorre uma obrigação moral e também um imperativo legal: os países são signatários de convenções internacionais que os obrigam a agir para evitar que um genocídio aconteça”, declarou o ministro.

    Esta semana, a Bélgica decidiu aplicar unilateralmente sanções contra Israel e contra membros do Governo de Benjamin Netanyahu. Bruxelas comprometeu-se ainda a juntar-se aos países — incluindo França — que irão reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU, marcada para este mês.

    A futura decisão de reconhecimento por parte da Bélgica dependerá, contudo, de duas condições: a libertação de todos os reféns detidos pelo Hamas e a exclusão do movimento islamista de qualquer futuro órgão de governação palestiniano.

  • 51 pessoas morreram em ataques israelitas em Gaza esta sexta-feira

    Pelo menos 51 palestinianos morreram em ataques israelitas na Faixa de Gaza esta sexta-feira, relata a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave, administrado pelo Hamas.

    Antes deste novo balanço, o número fixava-se em 44, como o Observador deu conta neste liveblog.

    Desde o início do conflito, em outubro de 2023, o número total de vítimas mortais é de 64.231. Há, ainda, registo de 161,583 feridos.

  • "Trump devia preocupar-se em criar um Bloco Ocidental coeso"

    Bruno Cardoso Reis acredita que “está em jogo” um intensificar da pressão económica da Europa em relação à China. No vídeo divulgado hoje, Hamas tenta demonstrar o poder “que ainda lhe resta”.

    https://observador.pt/programas/gabinete-de-guerra/trump-devia-preocupar-se-em-criar-um-bloco-ocidental-coeso/

  • Idosos e pessoas com deficiência estão em "grave risco" devido ao bloqueio israelita em Gaza, alerta UNRWA

    A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA) afirmou que idosos, cuidadores e pessoas com deficiência em Gaza estão em “grave risco” devido ao bloqueio israelita e à campanha de deslocações forçadas.

    Segundo a agência, há mais de seis meses que não é possível entregar ajuda ao território, deixando sem assistência vital mais de 83% das pessoas que têm necessidade.

    “No meio do bloqueio, destruição, deslocamentos e falta de fornecimentos, o acesso a serviços essenciais está a falhar para os mais vulneráveis”, afirmou a UNRWA na rede social X, apelando a uma ação imediata para “salvar vidas”.

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