Momentos-chave
- Rússia confirma ter recebido convite da Ucrânia para próxima ronda de negociações
- Kiev propôs nova ronda de negociações com a Rússia na próxima semana
- Ucrânia diz que evacuou 43 cidadãos "em condições difíceis" na zona de trânsito na fronteira com a Geórgia
- Rússia abandona acordo de cooperação militar com a Alemanha por ter perdido o "significado prático"
- Rússia lança maior ataque de sempre a cidade ucraniana de Pavlohrad
- Pelo menos sete mortos e 28 feridos na Ucrânia em ataques russos nas últimas 24 horas
Histórico de atualizações
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Bom dia. Vamos arquivar este liveblog, mas pode continuar a acompanhar a nossa cobertura sobre o conflito na Ucrânia nesta nova ligação.
Mais de 119 mil soldados russos mortos na Ucrânia desde o início da guerra
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Rússia confirma ter recebido convite da Ucrânia para próxima ronda de negociações
Uma fonte de Moscovo próxima às negociações confirmou à agência russa TASS que a Ucrânia convidou a Rússia para uma próxima ronda de negociações, na sequência do anúncio do Presidente ucraniano nas redes sociais. A fonte, entretanto, avança que ainda não há uma data definida para a reunião.
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Kiev propôs nova ronda de negociações com a Rússia na próxima semana
A Ucrânia propôs, para a próxima semana, uma nova ronda de negociações com a Rússia, que estão suspensas desde junho, avançou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Na mensagem diária transmitida ao país, Zelensky explicou que a proposta foi feita pelo secretário do Conselho de Segurança ucraniano, Roustem Oumerov, esclarecendo ainda que quer negociar diretamente com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
“É necessária uma reunião ao mais alto nível para garantir verdadeiramente a paz”, afirmou, mas sem adiantar uma data exata.
Secretary of the NSDC proposed a new meeting with Russia next week. They must stop hiding from decisions. Ceasefire. Prisoner exchanges. Return of children. End to the killings. And a meeting at the level of leaders is needed to truly ensure a lasting peace. Ukraine is ready. pic.twitter.com/ksH7FzxnAE
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 19, 2025
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Ucrânia diz que evacuou 43 cidadãos "em condições difíceis" na zona de trânsito na fronteira com a Geórgia
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, disse este sábado que a Ucrânia evacuou 43 dos seus cidadãos recentemente deportados da Rússia e mantidos na zona de trânsito na fronteira com a Geórgia em “condições difíceis”. O ministro pede que a Rússia passe a levar os cidadãos deportados diretamente à fronteira ucraniana.
“43 cidadãos, incluindo o ex-prisioneiro político Andrii Kolomiyets, já foram evacuados por esta rota. No entanto, mais pessoas permanecem em condições difíceis na fronteira”, afirma o representante ucraniano, alegando que a Rússia está a usar “a deportação de cidadãos ucranianos pela Geórgia como arma.”
“Desde junho, a Rússia aumentou significativamente o número de cidadãos ucranianos deportados, a maioria ex-presidiários, para a fronteira com a Geórgia. Como resultado, dezenas de pessoas, muitas das quais sem documentação adequada, ficaram retidas na zona de trânsito. Os cônsules ucranianos estão trabalhando ativamente para fornecer documentos e transportá-los para a Ucrânia via Moldávia.”
Sybiha afirma ainda que a Ucrânia está a oferecer “publicamente à Rússia o envio dessas categorias de cidadãos ucranianos diretamente para a fronteira ucraniana. Estaremos preparados para recebê-los de lá. Há partes relevantes da fronteira onde isso pode ser feito.” O ministro ucraniano diz que a oferta foi enviada através de organismos oficiais internacionais.
Russia is weaponizing the deportation of Ukrainian citizens through Georgia. We propose that Russia transport them directly to the Ukrainian border instead.
Since June, Russia has significantly increased the number of deported Ukrainian nationals, mostly former convicts, to the…
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) July 19, 2025
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Rússia abandona acordo de cooperação militar com a Alemanha por ter perdido o "significado prático"
A Rússia abandonou esta sexta-feira um acordo de cooperação militar que mantinha com a Alemanha desde 1996, mas que considerou ter perdido o seu significado prático na sequência do conflito na Ucrânia.
De acordo com o The Kyiv Independent, este acordo foi assinado em 1996, na sequência da queda do Muro de Berlim e da dissolução da União Soviética.
Contudo, o governo russo considera que o acordo perdeu o significado devido às políticas “hostis” da Alemanha em relação a Moscovo, escreve o jornal ucraniano, que cita o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo: “Nas circunstâncias atuais, o acordo perdeu o seu sentido e significado prático devido às políticas abertamente hostis das autoridades alemãs e às cada vez mais agressivas ambições militares do governo alemão.”
Na sequência do gradual afastamento entre Moscovo e a Europa ocidental, já desde a anexação da Crimeia em 2014, o governo russo retirou-se esta sexta-feira do acordo com Berlim, através de um decreto assinado pelo primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.
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Rússia lança maior ataque de sempre a cidade ucraniana de Pavlohrad
A Rússia lançou esta noite o maior ataque de sempre contra a cidade ucraniana de Pavlohrad, como escreve o jornal britânico The Guardian, numa reportagem escrita justamente a partir daquela cidade.
Centenas de drones e vários mísseis balísticos foram disparados para a cidade, que esteve sob bombardeamento durante seis horas e provocou forte destruição numa fábrica, num quartel de bombeiros e num prédio de cinco andares.
“Explosão após explosão”, descreveu o governador da região de Dnipropetrovsk, Sergey Lysak.
De acordo com a reportagem do The Guardian, foi possível ouvir drones a voar nos céus de Pavlohrad durante a madrugada de sábado, bem como dezenas de explosões em vários pontos da cidade. Ao amanhecer, a cidade estava coberta de fumo negro.
“Ninguém dormiu, estivemos todos em abrigos. Houve também uma tempestade, tivemos explosões e chuva”, contou Oleh, um morador de Pavlohrad, ao The Guardian.
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Pelo menos sete mortos e 28 feridos na Ucrânia em ataques russos nas últimas 24 horas
Pelo menos sete pessoas morreram e 28 ficaram feridas nas últimas 24 horas em ataques russos contra o território ucraniano, revelaram este sábado as autoridades ucranianas, segundo o The Kyiv Independent.
De acordo com aquele jornal, a Força Aérea Ucraniana diz ter abatido 185 drones e 23 mísseis na última noite, durante a qual a Rússia lançou uma onda de 344 drones (entre drones de ataque e de distração), 12 mísseis balísticos e 23 mísseis de cruzeiro contra zonas na linha da frente.
Pelo menos cinco mísseis de cruzeiro e 30 drones conseguiram chegar ao alvo.
Os vários ataques causaram mortos em diferentes lugares do país. Na região de Donetsk, cinco pessoas morreram e nove ficaram feridas. Em Odessa, uma mulher morreu depois de um edifício ser destruído por um incêndio na sequência de um ataque com drones.
Em Kherson, uma pessoa morreu e 12 ficaram feridas em ataques de drone e de artilharia, enquanto em Zaporíjia morreu um homem de 64 anos. Houve ainda três mortes em Sumy.
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Bom dia.
O Observador continua este sábado a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia.
O liveblog de sexta-feira fica arquivado aqui.
Estados Unidos terá mudado fila de espera para os Patriot para acelerar entrega à Ucrânia