Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Irão critica anúncio australiano sobre a adição da Guarda Revolucionária à lista de promotores de terrorismo
- Israel diz que matou mais de 300 terroristas desde o cessar-fogo no Líbano
- Israel terá detido desde a madrugada 13 pessoas na Cisjordânia
- Erdogan diz admirar posição do papa Leão XIV sobre a Palestina
- IDF reivindica ataque no Líbano e diz que atingiu bases do Hezbollah
- Serviços secretos israelitas dizem ter impedido plano do Hamas para levar armas para a Cisjordânia
- Katz diz que milícias na Síria estão a considerar ataque nos Montes Golã
- Austrália inclui Guarda Revolucionária do Irão na lista de promotores de terrorismo
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Hamas e vários países mediadores, incluindo o Egito, Turquia, e Catar, estão em negociações para permitir a passagem segura dos membros do grupo que se encontram escondidos em túneis na Faixa de Gaza. Estas discussões, nas quais os Estados Unidos também têm estado envolvidos, centram-se em encontrar um entendimento que permita aos combatentes do Hamas saírem dos túneis com segurança em zonas controladas pelas Forças de Defesa de Israel.
- O Irão expressou forte descontentamento com a decisão da Austrália de incluir a Guarda Revolucionária Iraniana na lista de promotores de terrorismo, uma ação que descreveu como “injusta e insultuosa”. A decisão australiana teve como base uma avaliação dos serviços secretos que atribuíram à Guarda Revolucionária a responsabilidade por ataques contra a comunidade judaica na Austrália.
- As Forças de Defesa de Israel alegaram ter matado mais de 300 membros do grupo Hezbollah no Líbano desde o início do cessar-fogo, em novembro de 2024. Esta ofensiva envolveu cerca de 1.200 incursões e centenas de ataques aéreos, sempre com o objetivo de desmantelar a infraestrutura militar do Hezbollah na região e foi vista como uma continuação dos esforços para neutralizar ameaças na zona fronteiriça.
- Os serviços secretos israelitas dizem ter desmantelado um plano do Hamas visando o contrabando de armas para a Cisjordânia, utilizando cidadãos israelitas para facilitar as operações. Este esquema envolveria a conversão de criptomoedas em dinheiro físico para a compra de armas.
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Bom dia,
Arquivamos este liveblog que acompanhou as principais notícias sobre o conflito no Médio Oriente. Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.
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Ayatollah diz que o governo Trump "não é merecedor" da cooperação do Irão
O líder supremo iraniano, ayatollah Ali Khamenei, disse que os EUA liderados pelo governo de Donald Trump “não é merecedor” de ser abordado pelo Irão.
“Um governo como esse os Estados Unidos não é digno de ser abordado ou cooperar com um governo como a República Islâmica”, disse o líder num discurso transmitido pela televisão e citado pela AFP.
“Os americanos traem até os seus próprios amigos”, disse Khamenei. “Por causa do petróleo e dos recursos subterrâneos, estão dispostos a provocar conflitos em qualquer parte do mundo — e essa política belicista agora chegou também à América Latina”, acrescentou.
O líder negou também que Teerão esteja à procura de um intermediário entre si e os EUA, sendo que a Reuters noticiara na semana passada que a Arábia Saudita seria esse mediador.
“Eles fabricam rumores alegando que o Irão enviou uma mensagem ao Estados Unidos através de um país. É pura mentira. Nada do género aconteceu”, acrescentou.
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Hamas e países mediadores estão a discutir garantias para passagem segura dos elementos ainda em túneis em zonas controladas pela IDF
O Hamas e os países mediadores estão a discutir uma passagem segura para os elementos do grupo que ainda estão escondidos nos túneis no sul da Faixa de Gaza, de acordo com várias fontes consultadas pela Agence France Presse.
“As discussões e comunicações com os mediadores (Egito, Turquia e Catar) e os americanos continuam em andamento, num esforço para resolver a crise”, afiançou um líder do Hamas, falando sob condição de anonimidade.
Outra das fontes afirmou que os EUA, o Qatar, o Egipto e a Turquia têm estado em conversações para “chegar a um entendimento para permitir aos combatentes do Hamas saírem dos túneis dentro da Linha Amarela perto de Rafah”.
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Em Istambul, Leão XIV lamentou "nível elevado de conflitos a nível mundial" e pede que o mundo não ceda a "ambições e escolhas"
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Amnistia Internacional diz que o "genocídio de Israel" em Gaza "não acabou"
A secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnes Callamard, avisou em comunicado que, apesar do cessar-fogo no enclave, “o mundo não se pode enganar, o genocídio de Israel não acabou”.
“Até agora, não há indícios de que Israel esteja a tomar medidas sérias para reverter o impacto mortal dos seus crimes, nem evidências de que a sua intenção tenha mudado” , disse Callamard.
“Na verdade, as autoridades israelitas continuam com as suas políticas implacáveis, restringindo o acesso a ajuda humanitária vital e serviços essenciais, e impondo deliberadamente condições calculadas para destruir fisicamente os palestinianos em Gaza”, continuou a secretária-geral.
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Metade dos serviços de emergência de Gaza pararam de funcionar devido à falta de combustível
Metade dos serviços de emergência na Faixa de Gaza pararam de funcionar devido a falta de combustível, avisou a Proteção Civil do enclave.
Num comunicado citado pela Al Jazeera, a entidade acusa o Gabinete das Nações Unidas de Serviços para Projetos, liderado por Jorge Moreira da Silva, de impor medidas “restritivas e obstrutivas”, acabando por receber níveis bastante abaixo do requerido para a continuidade das operações.
A agência conta que as equipas estão incapazes de chegar a milhares de edifícios danificados e que as operações de resgate podem mesmo parar.
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Irão critica anúncio australiano sobre a adição da Guarda Revolucionária à lista de promotores de terrorismo
“Uma ação injusta e insultuosa”. Foi deste modo que o Irão reagiu ao anúncio de que a Austrália adicionou a Guarda Revolucionária à lista de promotores do terrorismo. A medida foi anunciada esta quinta-feira pela ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Penny Wong.
“Essa ação irresponsável está em consonância com o grave erro cometido pelo Governo australiano, baseado em acusações completamente falsas e fabricadas pelas instituições de segurança do regime sionista [de Israel]”, lê-se no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.
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Israel diz que matou mais de 300 terroristas desde o cessar-fogo no Líbano
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram que mataram 37o terroristas desde o início do cessar-fogo no Líbano. Segundo o exército, citado pelo Times of Israel, a maior parte pertencia ao grupo libanês Hezbollah.
As IDF indicaram que desde o cessar-fogo de 27 de novembro de 2024 realizaram cerca de 1.200 incursões e pequenas operações no Líbano. Reconheceram também ter lançado centenas de ataques aéreos.
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Israel terá detido desde a madrugada 13 pessoas na Cisjordânia
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) detiveram pelo menos 13 pessoas — 12 palestinianos e um ativista não palestiniano — ao longo do dia, noticiou a agência da Autoridade Palestiniana, a WAFA.
O grupo foi detido durante a operação em larga escala na Cisjordânia, coordenada pelos serviços de segurança internos israelitas (Shin Bet) e as IDF.
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Erdogan diz admirar posição do papa Leão XIV sobre a Palestina
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, recebeu esta quinta-feira o papa Leão XIV em Ancara. “Elogiamos a posição astuta [do papa] sobre o assunto palestiniano”, disse o chefe de Estado num evento na biblioteca presidencial.
“A nossa dívida com o povo palestiniano é a justiça e o fundamento disso é a implementação imediata da visão de uma solução de dois Estados baseada nas fronteiras de 1967. Da mesma forma, preservar o estatuto histórico de Jerusalém é crucial”, sublinhou Erdoğan.
O papa, que no voo para Ancara disse que queria usar a viagem para falar da paz, encorajou a Turquia a ser uma “fonte de estabilidade e reaproximação entre os povos ao serviço de uma paz justa e duradoura”.
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IDF reivindica ataque no Líbano e diz que atingiu bases do Hezbollah
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) confirmou esta quinta-feira que lançou ataques contra o sul do Líbano. O exército garante que a ofensiva foi dirigida a um bases militares e armazéns de armas do grupo Hezbollah.
“A presença destas infraestruturas e a atividade da organização terrorista Hezbollah nestas áreas constitui uma violação do entendimento entre Israel e o Líbano”, sublinharam as IDF na rede social X.
אתרי שיגור ומחסן אמצעי לחימה לצד תשתיות טרור נוספות: צה"ל תקף מטרות של ארגון הטרור חיזבאללה בדרום לבנון
צה"ל תקף לפני זמן קצר, בהכוונה מודיעינית של אמ"ן ובאמצעות חיל האוויר, תשתיות טרור של ארגון הטרור חיזבאללה במספר מרחבים שונים בדרום לבנון.
במסגרת התקיפות, צה"ל תקף מספר אתרי… pic.twitter.com/SAKgQRUeSb
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) November 27, 2025
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Serviços secretos israelitas dizem ter impedido plano do Hamas para levar armas para a Cisjordânia
Os serviços secretos internos israelitas disseram ter impedido a realização de um plano do Hamas para levar armas para a Cisjordânia. O Shin Bet alega que para esse esforço o grupo palestiniano tentou usar cidadãos israelitas.
Num comunicado, citado pelo Times of Israel, os serviços secretos internos referem que nas últimas semanas detiveram vários israelitas suspeitos de estarem envolvidos na transferência de armas e fundos para a Cisjordânia.
Segundo o Shin Bet, os indivíduos agiram em nome de Ahmad Zarzur, um cidadão também israelita que reside na Turquia e trabalha para o Hamas. O homem, indicam, terá “explorado a família e as suas relações sociais” na cidade de Kafr Qasim, onde nasceu, para criar uma rede de contrabando.
Os serviços secretos indicaram que primeiro eram transferidas criptomoedas da Turquia para Israel, que depois eram convertidas em dinheiro físico. Os fundos eram depois usados para adquirir armas em Negev, que eram contrabandeadas para a Cisjordânia.
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Katz diz que milícias na Síria estão a considerar ataque nos Montes Golã
O ministro de Defesa de Israel afirmou que milícias na Síria, incluindo o grupo libanês Hezbollah, estão a considerar atacar os Montes Golã. As declarações foram feitas na quarta-feira durante uma reunião do comité de defesa.
Israel Katz disse que Israel se está a preparar para um cenário em que as forças sírias ou milícias que operam no país ataquem as comunidades israelitas ou ameacem a minoria étnica drusa.
Balanço eleva para 1.260 número de mortes no conflito em Sweida
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Austrália inclui Guarda Revolucionária do Irão na lista de promotores de terrorismo
A Guarda Revolucionária iraniana foi incluído na lista da Austrália de promotores do terrorismo, revelou a ministra dos Negócios Estrangeiros, Penny Wong.
A medida foi tomada na sequência da divulgação de uma avaliação dos serviços secretos que concluiu que a Guarda Revolucionária orquestrou ataques contra a comunidade judaica da Austrália.
Em agosto, como foi noticiado pela agência Reuters, a Austrália acusou o Irão de dirigir dois ataques antissemitas nas cidades de Sydney e Melbourne.
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Bom dia,
Bem-vindo ao liveblog do Observador em que atualizamos toda a informação sobre o conflito no Médio Oriente. Para recordar os principais desenvolvimentos de quarta-feira neste liveblog, que agora arquivamos.
IDF dizem que Israel precisa de “uma liderança que reconheça o fracasso”