Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O exército israelita está a investigar um vídeo onde se vê a aparente execução de dois palestinianos desarmados pela polícia de fronteira israelita em Jenin, na Cisjordânia. A Autoridade Palestiniana denunciou o incidente como um “crime de guerra”, enquanto fontes israelitas referem que os soldados afirmam que perceberam uma ameaça de retorno ao armazém.
    • A operação militar israelita na vila de Beit Jinn, no sul da Síria, resultou em pelo menos 13 mortes. Israel justifica a operação como uma tentativa de capturar membros do grupo Jamaa Islamiya, enquanto a Síria classifica a ação como um “crime de guerra”, alegando que entre as vítimas estão civis, incluindo mulheres e crianças. A ONU pede uma investigação independente às alegações de execuções sumárias na Cisjordânia.
    • O Irão está a ser acusado de financiar o Hezbollah usando empresas no Dubai para canalizar fundos através de venda de petróleo. Este método envolve um sistema informal de transferências de dinheiro, conhecido como Hawala, permitindo ao Irão contornar sanções e transferir dinheiro de forma discreta para o grupo libanês.
    • O líder do Hezbollah, Nair Qassem, ameaçou uma possível guerra contra Israel, num contexto de tensões crescentes após a morte de um comandante militar do grupo, Haytham Ali Tabtabai, num ataque israelita. Qassem frisou que o Líbano deve preparar-se para enfrentar Israel com o apoio do exército e da população.

  • Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.

    IDF matam dois menores em Khan Younis e atingem mulher na perna na Cisjordânia

  • Libertados agentes israelitas suspeitos de execuções filmadas na Cisjordânia

    Três agentes da Guarda de Fronteira israelita saíram hoje em liberdade após oito horas de interrogatório sobre o seu alegado envolvimento na execução de dois palestinianos desarmados, na quinta-feira na Cisjordânia, que ficou registada em imagens vídeo.

    Os agentes ficam porém proibidos de contactar outras pessoas envolvidas neste caso, segundo o portal de notícias israelita Ynet.

    A advogada que representa os três suspeitos, Sharon Nahari, segue a linha de defesa de que os agentes “agiram de acordo com as instruções legais quando não tinham outra opção”, uma vez que sentiram que as suas vidas “estavam em perigo e abriram fogo”, de acordo com o Ynet.

    No vídeo, são vistos dois homens a sair de um edifício em Jenin, no norte da Cisjordânia, que parece um armazém e que ficam de joelhos e de mãos na nuca, rodeados de homens fardados apontando-lhes as suas armas.

  • Líder do Hezbollah admite que está tudo em aberto sobre nova guerra contra Israel

    No mesmo discurso em que prometeu uma “resposta” ao ataque israelita, Nair Qassem, líder do Hezbollah, admitiu que tudo está em aberto sobre a possibilidade de uma futura guerra do grupo xiita libanês contra Israel no futuro, noticiou a Reuters.

    “Espera-se uma guerra mais tarde? É possível que aconteça em algum momento. Sim, essa possibilidade existe, e a possibilidade de não haver guerra também existe”, afirmou Qassem, afirmando que o Líbano deve preparar novo plano para confrontar Israel que contasse com “o exército e o seu povo”

  • Líder do Hezbollah diz que o grupo tem "direito a responder" à morte do chefe militar do grupo

    O líder do Hezbollah, Nair Qassem, afirmou que o grupo tem o “direito a responder” ao ataque que matou o chefe militar do grupo xiita libanês, Haytham Ali Tabtabai, no domingo.

    Qassem considerou num discurso na televisão citado pela AFP que o ataque foi um “uma agressão flagrante e um crime hediondo”, sublinhando que a organização vai “determinar o timing” da resposta.

  • De visita à passagem de Rafah, comissária europeia Hadja Lahbib pede entrada de comida e medicamentos em Gaza sem impedimentos

    Hadja Lahbib, comissária europeia para igualdade, preparação e gestão de crises, visitou esta sexta-feira a passagem fronteiriça de Rafah, que separa o Egipto da Faixa de Gaza, onde apelou a entrada desimpedida de comida e medicação no enclave palestiniano.

    Do lado egípcio da passagem, Lahbib disse que a região vive, atualmente, numa “zona cinzenta” que “não é nem guerra nem paz”, segundo a Al Jazeera.

    Esta situação não permite aos palestinianos começarem a reconstruir”, indicou ainda.

  • Ministério da Justiça israelita abre investigação a três agentes da polícia fronteiriça por morte dos dois palestinianos

    O Ministério da Justiça de Israel abriu uma investigação a três agentes da polícia fronteiriça no âmbito do caso da morte de dois palestinianos baleados por uma agente apesar se terem rendido, noticiou o Haaretz.

  • Irão boicota sorteio do Mundial 2026 devido a falta de vistos para os EUA

    O Irão anunciou esta sexta-feira que não vai participar no sorteio do Campeonato do Mundo, que se vai realizar em Washington, depois de os Estados Unidos terem negado vistos a membros da delegação iraniana.

    O sorteio vai realizar-se a 5 de dezembro na capital dos Estados Unidos.

    A Federação Iraniana de Futebol disse que informou a FIFA que as decisões tomadas pelos Estados Unidos “não têm qualquer relação com o desporto” e que, por isso, os membros da comitiva iraniana não vão participar no sorteio do Campeonato do Mundo. O anúncio da federação foi divulgado através da televisão oficial de Teerão.

    Os jornais iranianos publicaram nos últimos dias notícias sobre a decisão dos Estados Unidos negaram o visto de entrada ao presidente da Federação Iraniana de Futebol.

  • Rangel fala em “sinais negativos” na Cisjordânia

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, considerou hoje que há “sinais negativos” na Cisjordânia, como o aumento da violência de colonos israelitas sobre palestinianos, somando-se à condenação feita pelos homólogos da Itália, França, Alemanha e Reino Unido.

    Paulo Rangel afirmou que, apesar de estar em marcha o processo anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o cessar-fogo no território palestiniano da Faixa de Gaza, “há sinais negativos”.

    O ministro português deu como exemplo “o sinal dos colonos” já “altamente condenado pela Itália, a Alemanha, o Reino Unido e a França”, num comunicado conjunto dos respetivos responsáveis pela diplomacia, que, afirmou, Portugal acompanha.

    “Temos a expansão dos colonatos, que está num nível nunca visto e põe em perigo o plano de Trump. Não em Gaza, mas obviamente na capacitação da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia, um aspeto muito importante”, afirmou Paulo Rangel, que falava à Lusa em Barcelona, Espanha, à margem do 10.º Fórum Regional da União pelo Mediterrâneo.

  • ONU diz que a morte de dois palestinianos na Cisjordânia pelas forças israelitas pareceu uma "execução sumária"

    O porta voz do gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Jeremy Laurence, afirmou que a morte de dois palestinianos na Cisjordânia esta quinta-feira às mãos das forças de segurança de Israel parecia uma “execução sumária”, já que aparentava que se estavam a render, acrescentou.

    “Estamos chocados com o assassinato descarado, ontem, de dois homens palestinianos pela polícia de fronteira israelita em Jenin, na Cisjordânia ocupada, em mais uma aparente execução sumária”, acrescentou, citado pela Reuters.

  • Novo balanço aponta para 13 mortos devido a operação israelita na Síria

    Os media estatais da Síria noticiaram uma atualização do número de vitimas mortais resultantes da operação antiterrorista de Israel em Beit Jinn, no sul do país, colocando-as agora nos 13 mortos e várias dezenas de feridos.

    Os confrontos, como já foi noticiado esta manhã, tiveram início após uma incursão israelita na Síria para alegadamente capturar membros do braço militar do grupo libanês Jamaa Islamiya. As forças israelitas dizem ter recorrido a ataques aéreos após terem sido recebidas com tiros em Beit Jinn.

    Um funcionário local negou à Reuters a existência de fações terroristas na região, defendendo as ações sírias como sendo efetuadas em auto-defesa.

    “Somos uma população civil pacífica, de agricultores. Temos o direito legítimo de nos defendermos. Não os atacámos primeiro — foram eles que invadiram as nossas terras”, afirmou por telefone à agência.

    Além disso, o mesmo frisa que sete pessoas foram levadas da aldeia numa incursão anterior em junho e que desde então não receberam quaisquer notícias sobre elas.

  • Chefe da diplomacia europeia fala em "autêntica oportunidade de paz" em Gaza

    Kaja Kallas, a responsável pela diplomacia na Comissão Europeia, defendeu esta manhã que a mais recente resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas relativamente ao território palestiniano de Gaza é “uma oportunidade real para a paz duradoura na região com um apoio global, e isto é fundamental”.

    Kallas falava no arranque do 10.º Fórum Regional da União pelo Mediterrâneo (UPM), em Barcelona, Espanha, uma reunião em que estão responsáveis pela diplomacia dos 27 estados-membros da União Europeia, a própria Comissão Europeia e outros 16 países do Mediterrâneo, incluindo Israel e a Palestina.

    A chefe da diplomacia garantiu que a União Europeia continuará a apoiar a Autoridade Palestiniana e a trabalhar para a entrada de ajuda humanitária em Gaza, território da guerra de Israel com o grupo islamita radical Hamas nos últimos dois anos.

    Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, que com Kaja Kallas copreside ao encontro da UpM, insistiu que a paz e a prosperidade na região do Médio Oriente e de todo o Mediterrâneo só será possível com a concretização da designada “solução dos dois estados” (Palestina e Israel), que Israel recusa, e apelou à União Europeia para defender o direito internacional em todo o mundo, incluindo no Médio Oriente, onde está a ser sistematicamente desrespeitado pelo governo de Telavive.

    “Não estamos a conseguir alcançar essa paz porque Israel recusa reconhecer o direito internacional. Para Israel o direito internacional não significa nada e isso não tem consequências”, afirmou o MNE da Jordânia.

    Ayman Safadi sublinhou que a União Europeia é um espaço “em que sempre se defendeu o direito internacional durante décadas”, algo que neste momento nem sempre é respeitado.

    Dirigindo-se a Kallas, e apesar de reconhecer o “compromisso histórico” europeu com o desenvolvimento e a paz no Médio Oriente, o ministro Jordano sublinhou que, como na guerra da Ucrânia, também no caso de Gaza e da Palestina há um agressor, que é Israel, e uma vítima, que é “o povo palestiniano, que não fez nada”.

  • Governo alemão anuncia visita do chanceler Merz a Israel para encontro com Netanyahu

    O chanceler alemão Friedrich Merz vai viajar a Israel nos dias 6 e 7 de dezembro, naquela que será a sua primeira visita oficial desde que assumiu o cargo.

    A confirmação foi feita por um porta-voz do governo alemão esta sexta-feira, escreve a Reuters.

    Segundo o governo alemão, Merz deverá reunir-se com o seu homólogo, Benjamin Netanyahu, a 7 de dezembro para discutir não só as relações bilaterais entre Alemanha e Israel, como também o cessar-fogo em Gaza e outras questões internacionais.

    Recorde-se que a Alemanha tem sido um dos mais fiéis apoiantes de Israel e que, não obstante críticas à atuação de Netanyahu pela estratégia na guerra em Gaza, Merz disse que o mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional sob o primeiro-ministro israelita não o impediria de visitar Berlim,

    Recorde-se também que, este mês, o governo alemão decidiu retomar a venda de armas a Israel, suspensa desde agosto devido à guerra, afirmando que a decisão está sujeita ao cumprimento do cessar-fogo e à prestação de ajuda humanitária em grande escala.

  • Nações Unidas condenam "assassinato descarado" de palestinianos em Jenim por forças israelitas e pedem investigação independente

    As Nações Unidas já reagiram ao vídeo onde surgem membros da polícia fronteiriça e do exército israelita a aparentemente executar dois homens em Jenim, na Cisjordânia ocupada, pedindo uma investigação independente ao sucedido.

    “Estamos chocados com o assassinato descarado de ontem de dois homens palestinianos pela polícia de fronteira israelita em Jenin, na Cisjordânia ocupada, em mais uma aparente execução sumária”, disse o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Jeremy Laurence, em conferência de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, citado pela Reuters.

    O caso deve ser alvo de “investigações independentes, rápidas e minuciosas”, adiantou o representante da ONU, considerando que “o assassinato de palestinianos pelas forças de segurança israelitas e colonos na Cisjordânia ocupada tem aumentado, sem que haja responsabilização, mesmo nos raros casos em que são anunciadas investigações”.

    As Forças de Defesa de Israel já anunciaram que vão investigar os vídeos captados do acontecimento — um deles captado por um jornalista da agência France-Presse (AFP) presente no local — e iniciar um inquérito interno, mas a ONU duvida da seriedade dos procedimentos.

    Segundo o porta-voz, as declarações de altos funcionários israelitas “a tentar absolver as forças de segurança de responsabilidade” levantam “sérias dúvidas sobre a credibilidade de qualquer futura investigação conduzida por uma entidade que não seja totalmente independente do Governo”.

    Jeremy Laurence sublinhou que a agência da ONU para os Direitos Humanos documentou 1.030 mortes de palestinianos, incluindo 223 crianças, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, causadas por forças israelitas e colonos desde 7 de outubro de 2013, quando o grupo islamita Hamas atacou território israelita, dando início à guerra em Gaza.

    “A impunidade pelo uso ilegal de força pelas autoridades de segurança israelitas e a escalada da violência dos colonos israelitas tem de acabar”, reiterou Laurence, acrescentando que o alto-comissário, Volker Turk, “está a exortar a que sejam realizadas investigações independentes, rápidas e eficazes sobre as mortes de palestinianos e que os responsáveis pelas violações sejam integralmente responsabilizados”.

    *com Lusa

  • IDF dizem ter encontrado nove corpos de membros do Hamas num túnel em Rafah. Morreu um palestinano em ataque com drone perto de Khan Younis

    Num comunicado partilhado nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel dizem ter localizado mais “nove terroristas” numa “infraestrutura subterrânea na zona oriental de Rafah”.

    “Os terroristas foram provavelmente eliminados durante os esforços contínuos das Forças de Defesa de Israel (IDF) para desmantelar as infraestruturas subterrâneas através de ataques aéreos e medidas de engenharia”, lê-se na nota, o que sugere que o exército israelita encontrou os corpos e não que terá iniciado combate ao encontrá-los neste local.

    Entretanto, há a registar pelo menos uma vítima mortal de um ataque israelita desta manhã, tratando-se de um homem morto em Bani Suheila, a leste de Khan Younis, escreve o Times of Israel, realçando o jornal que esta localidade fica do lado controlado por Israel da linha de cessar-fogo de Gaza.

  • Israel vai demolir 24 prédios junto ao campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que vão demolir 24 edifícios no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada, citando uma “necessidade operacional clara e imperiosa”.

    Em comunicado, citado pelo Times of Israel, o exército israelita revela que as autoridades israelitas já notificaram os residentes de Jenin sobre a próxima campanha de demolição para dar-lhes tempo de retirar os seus pertences.

    Esta operação surge na sequência da demolição de centenas de edifícios este ano por parte das IDF nos campos de Jenin, Nur Shams e Tulkarem, na Cisjordânia, este ano, justificadas pela necessidade de “preservar a liberdade de operação das IDF”.

    “Há um uso extensivo por parte de organizações terroristas de dispositivos explosivos que colocam em risco as tropas das IDF que operam nos campos, por vezes em áreas civis densamente povoadas, representando um risco tanto para as tropas como para os civis nas proximidades. Só no mês passado, as tropas das IDF prenderam vários terroristas e localizaram dispositivos explosivos adicionais nos campos que ainda não tinham sido removidos desde que as IDF começaram a operar diariamente nos campos”, apontou o exército israelita.

  • Governo da Síria classifica operação israelita no seu território como "crime de guerra"

    O ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria já reagiu à operação antiterrorista israelita que causou pelo menos 10 mortos em Beit Jinn, vila no sul do país, condenando “veementemente” o que considera ser um “ataque criminoso perpetrado por uma patrulha pertencente ao exército de ocupação israelita”.

    A nota classifica mesmo a decisão de “atacar a localidade de Beit Jinn com bombardeamentos brutais e deliberados” como um “crime de guerra em toda a sua extensão”, tendo assim “cometido um massacre horrível que ceifou a vida de mais de dez civis, incluindo mulheres e crianças, e causou uma grande deslocação de pessoas”.

    “A República Árabe Síria responsabiliza totalmente as autoridades de ocupação israelitas por esta agressão perigosa e pelas vítimas e destruição resultantes, considerando que a continuação destes ataques criminosos ameaça a segurança e a estabilidade na região e surge no contexto de uma política sistemática para desestabilizar a situação e impor uma realidade agressiva pela força”, termina a nota.

  • Papa Leão XIV encontra-se hoje com líderes cristãos do Médio Oriente na Turquia

    Leão XIV chegou à Turquia na quinta-feira para a sua primeira viagem internacional, encontrando-se inclusive com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, dedicando esta sexta-feira a encontros com comunidades cristãs do Médio Oriente.

    Hoje, na Catedral do Espírito Santo, em Istambul, encontrou-se com o clero que representa a pequena comunidade católica, aproximadamente 0,04% da população, cerca de 33 mil pessoas, segundo dados do Vaticano, num local que já foi o centro do cristianismo e onde, há apenas um século, existiam mais de dois milhões de fiéis.

    À entrada da catedral, dezenas de fiéis católicos, muitos migrantes e uma delegação do seminário Redemptoris Mater de Dallas, Estados Unidos, que se encontravam na cidade em peregrinação, chegaram para saudar o Papa.

    Por isso, Leão XIV recordou-lhes que “esta lógica da pequenez é a verdadeira força da Igreja”, porque “de facto, essa força não reside nos seus recursos ou estruturas, nem os frutos da sua missão derivam do consenso numérico, do poder económico ou da relevância social”.

    “A Igreja que vive na Turquia é uma pequena comunidade que, no entanto, permanece fecunda como semente e fermento do Reino. Por isso, encorajo-vos a cultivar uma atitude espiritual de esperança confiante, fundada na fé e na união com Deus”, acrescentou.

    O Papa convidou especialmente a pequena comunidade católica na Turquia a acompanhar os jovens e também a cultivar o diálogo ecuménico e inter-religioso, a transmissão da fé à população local e o serviço pastoral aos migrantes e refugiados.

    “A presença significativa de migrantes e refugiados neste país, de facto, apresenta à Igreja o desafio de acolher e servir aqueles que estão entre os mais vulneráveis”, afirmou o Papa.

    Hoje à tarde, o Papa Leão XIV é esperado em Iznik, a antiga Niceia, a sul de Istambul, para celebrar com as autoridades ortodoxas o 1700.º aniversário do primeiro concílio ecuménico, que em 325 d.C. reuniu mais de 300 bispos do Império Romano.

    Convidado pelo Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, figura importante e interlocutor-chave do Vaticano junto da Igreja Ortodoxa, participará numa celebração ecuménica nas margens do Lago Iznik, sobre as ruínas de uma antiga basílica submersa.

  • Sally Rooney diz que vai ser impedida de publicar livros no Reino Unido enquanto grupo Palestine Action continuar banido

    A escritora irlandesa participou no segundo dia do recurso judicial contra a proibição da Palestine Action, grupo classificado como terrorista pelo Reino Unido no início de julho, participando como testemunha no processo.

    “É quase certo que não poderei publicar ou produzir mais nenhum trabalho novo no Reino Unido enquanto essa proibição permanecer em vigor”, afirmou ao Alto Tribunal de Justiça do país, em Londres, segundo o The Guardian.

    Autora de bestsellers internacionais como Conversas entre Amigos, Pessoas Normais e Intermezzo, Rooney — que já tinha antes declarado o seu apoio ao Palestine Action — anunciou após a proibição do grupo que pretende usar os rendimentos das suas obras para apoiá-lo.

    Segundo Rooney, em causa está o facto de, por terem esse fim, a sua editora Faber & Faber pode vir a ser legalmente proibida de pagar-lhe os direitos autorais que são eram devidos. Se for esse o caso, “as minhas obras existentes podem ter de ser retiradas da venda e, portanto, deixariam de estar disponíveis para os leitores no Reino Unido”, alertou.

    Por essa mesma razão, “se a Palestine Action ainda estiver proibida quando meu próximo livro estiver pronto para publicação, então esse livro estará disponível para leitores em todo o mundo e em dezenas de idiomas, mas não estará disponível para leitores no Reino Unido simplesmente porque ninguém terá permissão para publicá-lo (a menos que eu me contente em distribuí-lo gratuitamente)”, afirmou.

    Rooney — que cancelou em setembro uma viagem ao Reino Unido para receber um prémio literário, por receio de ser presa pelo seu apoio ao grupo — considera que o desaparecimento do seu trabalho na venda ao público “marcaria uma incursão verdadeiramente extrema do Estado no domínio da expressão artística”.

    De recordar que têm-se somado centenas de detenções por parte da polícia britânica em cada manifestação de apoio ao Palestine Action. O mais recente protesto resultou em 120 pessoas detidas, mais já mais de duas mil pessoas mereceram igual tratamento desde que o grupo pró-palestiniano foi proibido.

  • Irão acusado de financiar o Hezbollah através de empresas no Dubai

    Teerão tem conseguido transferir centenas de milhões de dólares para o Hezbollah através de empresas no Dubai, com o intuito de ajudar a reconstruir a milícia libanesa por si apoiada depois dos embates com Israel que deixaram o grupo numa situação desesperada.

    Esta informação está a ser avançada num exclusivo do The Wall Street Journal, que cita várias pessoas familiarizadas com o assunto, incluindo um alto-funcionário do governo norte-americano.

    Segundo o WSJ, o Irão tem conseguido canalizar rendimentos provenientes de vendas de petróleo para o Hezbollah através de casas de câmbio, empresas privadas, empresários e transportadores ligados a Teerão no Dubai. Para tal, tem recorrido ao método Hawala, um sistema tradicional semelhante ao sistema de aval português e que permite aos utilizadores transferir dinheiro de um ponto para outro com base exclusivamente na confiança, segundo as fontes.

    Os fundos são então depositados num corretor no Dubai e pagos por um corretor no Líbano, com os dois corretores a liquidarem as contas posteriormente.

    O Irão tem tradição de recorrer ao Dubai como entreposto financeiro para lavar dinheiro e evadir sanções, sendo que um funcionário do governo dos Emirados Árabes Unidos confirmou ao WSJ que o país estava a trabalhar com parceiros internacionais para impedir as transferências.

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