Momentos-chave
- "Ansiedade" e incerteza política em alguns países está a travar economia, diz Lagarde
- Zona euro não está em "estagflação", economia "ainda não atingiu potencial"
- Lagarde rejeita ter bitcoins nas reservas do banco central
- Lagarde vê inflação nos 2% mas ainda é cedo para "celebrar"
- Tarifas de Trump causam inflação? "É muito mais complexo do que isso"
- Não foi discutida, "de todo", a possibilidade de baixar os juros em 50 pontos
- BCE "não se compromete" com qualquer decisão futura sobre os juros
- Lagarde alerta para risco de "escalada" nas "tensões comerciais"
- "Processo desinflacionista está bem encaminhado", diz BCE
- BCE confirma corte de 25 pontos-base na taxa de juro
- Lagarde deve anunciar corte de 25 pontos-base, para 2,75%
Histórico de atualizações
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BCE volta a baixar juros pela dose mínima e rejeita culpas pela "estagnação" da economia
Banco central voltou a cortar juros pela dose mínima, apesar de estar confiante de que inflação chegará à meta em breve. “Estagnação” da economia deve-se a incerteza política e comercial, diz Lagarde.
BCE volta a baixar juros pela dose mínima e rejeita culpas pela “estagnação” da economia
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"Ansiedade" e incerteza política em alguns países está a travar economia, diz Lagarde
No fecho da conferência de imprensa, Christine Lagarde salienta que o nível de poupança é hoje maior do que era antes da pandemia. “Acreditamos que se a confiança aumentar, designadamente à luz de alguma ansiedade que existe em relação aos desenvolvimentos políticos, então os consumidores e os empresários poderão voltar aos seus padrões anteriores de consumo e investimento”, afirmou Lagarde, no que poderá ser uma referência a países onde existe maior incerteza política como Alemanha e França.
O comentário à “ansiedade” em relação a essa incerteza política foi feito no final da conferência de imprensa, enquanto Lagarde, através da linguagem corporal, deu a entender que estava a fazer esse comentário de forma hesitante, tentando evitar interpretações de que estaria a fazer comentários concretos sobre questões políticas, o que não compete ao presidente do BCE.
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Zona euro não está em "estagflação", economia "ainda não atingiu potencial"
A “retoma” está em curso na economia da zona euro e Christine Lagarde não está em “estagflação“, ou seja, o conceito económico que descreve uma situação de baixo crescimento com inflação elevada.
Se no início da conferência de imprensa, a presidente do BCE afirmou que a economia “estagnou” no final do ano passado, numa resposta aos jornalistas Christine Lagarde voltou a mostrar otimismo e sublinhou que a economia “ainda não atingiu o potencial”.
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Lagarde rejeita ter bitcoins nas reservas do banco central
Depois de o banco central da República Checa admitir que está a ponderar comprar bitcoins para incluir nas reservas do banco central, Lagarde considera que “há uma visão de que as reservas têm de ser líquidas, seguras, não devem ter risco de ter qualquer ligação com atividades ilícitas”.
“Estou confiante de que a bitcoin não irá entrar nas reservas dos bancos centrais na União Europeia”, afirmou a responsável.
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Lagarde vê inflação nos 2% mas ainda é cedo para "celebrar"
“Estamos confiantes de que a inflação irá atingir o nosso objetivo de 2% ao longo deste ano”, sublinha Christine Lagarde, salientando que a inflação nos serviços continua elevada.
“Todos os nossos indicadores relacionados com os salários estão a descer, o que nos dá confiança”, diz Lagarde, garantindo, porém, que os dados ainda não dão razões para “celebrar”.
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Tarifas de Trump causam inflação? "É muito mais complexo do que isso"
Christine Lagarde, questionada sobre os anúncios da nova administração Trump de que irá agravar tarifas no comércio internacional, diz que “para já, não há nada que possamos avaliar de forma concreta, para perceber exatamente o que está a ser preparado”. Mas, “se isso acontecer”, se as tarifas forem agravadas, “claro que isso irá entrar na análise macroeconómica”.
Lagarde acrescentou que “é muito mais complexo do que dizer que é inflacionista ou não é inflacionista”, porque tais tarifas podem levar a situações de “desvio de comércio, pode haver ou não retaliação”, entre outras consequências possíveis.
“O que podemos dizer é que terá um impacto global negativo”, atirou Lagarde
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Não foi discutida, "de todo", a possibilidade de baixar os juros em 50 pontos
“Não houve debate sobre se esta decisão era ou não apropriada, ela foi unânime”, afirmou Lagarde, em relação à decisão de cortar os juros em 25 pontos. Não foi discutida, “de todo”, a possibilidade de uma descida mais brusca, de 50 pontos, acrescentou a lider do BCE
“No comunicado, ainda dizemos que estamos em território ‘restritivo’ e ainda não discutimos o momento em que será oportuno parar [com as descidas na taxa de juro]”, afirmou Lagarde, repetindo que o BCE não esconde qual é a trajetória das taxas de juro – é no sentido descendente.
Christine Lagarde lembrou, ainda, que o BCE já baixou as taxas de juro em 125 pontos-base em relação ao máximo de 4% que se atingiu no ano passado.
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BCE "não se compromete" com qualquer decisão futura sobre os juros
O “Conselho do BCE está determinado a garantir que a inflação estabiliza de forma sustentável na sua meta de médio prazo de 2%”, afirma Christine Lagarde, lendo o comunicado oficial onde o BCE diz “não se comprometer” com qualquer decisão futura sobre os juros.
“A abordagem será baseada em dados e será realizada em cada reunião para determinar a postura adequada da política monetária”, disse Lagarde, salienta que “em particular, as decisões do Conselho do BCE sobre as taxas de juro serão baseadas na sua avaliação das perspetivas de inflação à luz dos dados económicos e financeiros recebidos, da dinâmica da inflação subjacente e da força da transmissão da política monetária”.
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Lagarde alerta para risco de "escalada" nas "tensões comerciais"
Christine Lagarde, na conferência de imprensa após a decisão de baixar os juros, diz que “a economia estagnou no quarto trimestre, segundo a estimativa do Eurostat” e “deve manter-se fraca no médio prazo”.
A atividade na indústria continua a contrair-se, ao passo que os serviços continuam a expandir-se. O otimismo económico continua frágil.
Ainda assim, Lagarde está otimista: “as condições para uma recuperação continuam a existir” e o “emprego continua robusto”.
Além disso, “partindo do pressuposto que as tensões comerciais não escalam, as exportações devem suportar a economia”, afirma a presidente do BCE, sem referir explicitamente o risco de agravamento das tarifas comerciais por parte da nova administração de Trump nos EUA.
Lagarde acrescentou que eventuais “fricções” no comércio internacional irão tornar mais “incertas” as perspetivas económicas na zona euro.
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"Processo desinflacionista está bem encaminhado", diz BCE
O “processo desinflacionista está bem encaminhado”, diz o BCE no comunicado que confirma a decisão de baixar os juros.
A análise do banco central é que “o crescimento dos salários está a moderar-se, como era previsto” e, por essa razão, “a inflação deverá regressar ao objetivo de médio-prazo, de 2%, ao longo deste ano”.
Porém, o BCE reconhece que o nível de taxas de juro continua num nível “restritivo” da atividade económica, o que se justifica pelo facto de, na análise do BCE, “a inflação interna continua[r] elevada, sobretudo porque os salários e os preços em alguns setores ainda se estão a ajustar à inflação passada, com um atraso significativo”.
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BCE confirma corte de 25 pontos-base na taxa de juro
O BCE confirmou o corte de 25 pontos-base na taxa de juro, para 2,75%, como era amplamente previsto pelos analistas.
A taxa de juro dos depósitos cai para 2,75%, depois de ter atingido os 4% no ano passado.
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Nos EUA, a Fed disse não ter “pressa” em baixar mais os juros
Esta reunião do BCE ocorre um dia depois de o banco central dos EUA, a Reserva Federal, ter optado por uma “pausa” no movimento de descida das taxas de juro. Na primeira reunião de política monetária desde que Donald Trump tomou posse para mais um mandato na Casa Branca, o presidente da Fed, Jay Powell, disse que o banco central não tem “pressa” em baixar as taxas de juro.
O maior imobilismo da Fed, caso se confirme, poderá levar o BCE a cortar as taxas de juro de forma menos intensa, à medida que o ano avança, já que isso não ajudaria à sincronia que os bancos centrais procuram ter – sincronia que contribui, por exemplo, para evitar discrepâncias maiores no mercado cambial.
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Lagarde deve anunciar corte de 25 pontos-base, para 2,75%
A taxa de juro dos depósitos, a mais importante para a política monetária na zona euro, terminou o ano nos 3%, depois de se ter mantido em 4% entre setembro de 2023 e junho de 2024. A expectativa consensual entre os analistas é que nesta quinta-feira deve ser anunciado mais um corte de 25 pontos-base, levando a taxa de juro para 2,75%.
A confirmar-se, este será o quinto corte nas taxas de juro desde que o BCE começou, em junho, o caminho de alívio da política monetária. Porém, em contraste com a rapidez com que as taxas de juro foram aumentadas (por vezes, em blocos de 75 pontos-base), neste movimento de descida o banco central tem optado por uma abordagem mais gradual, com reduções de um quarto de ponto percentual de cada vez.
Apesar de o banco central continuar a alertar para a persistência de algumas componentes da inflação, a leitura dos analistas é que as taxas de juro vão continuar a aproximar-se de um nível menos “restritivo” da atividade económica (e mais “neutral”). O consenso nos mercados, atualmente, é de que a taxa dos depósitos poderá terminar o ano nos 2% ou, mesmo, abaixo disso.
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Bom dia,
Vamos abrir este artigo liveblog para acompanhar, ao minuto, o que deverá ser mais um corte das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) – e a habitual conferência de imprensa de Christine Lagarde, pouco depois.
A decisão sobre taxas de juro será conhecida às 13h15 (hora de Lisboa) e a conferência de imprensa terá início pelas 13h45.
Muito obrigado por acompanhar o Observador.