Momentos-chave
- CDS não apoia ninguém na segunda volta: "Combatemos o socialismo e rejeitamos o populismo"
- Ventura sobre apoios a Seguro: "Atrás destes interesses há um povo inteiro que queremos ir conquistar"
- Ventura diz que "se há alguma coisa significativa" na vida de Seguro é a JS e o PS: "Não queremos nenhum dos dois"
- PAN pede a Montenegro que não seja neutro: "Não vejo bem onde é que está a dúvida"
- Núncio: "Era o que faltava que único voto legítimo e democrático fosse no candidato do PS"
- Montenegro diz que está focado em governar. No PSD, cada um avaliará agora as opções nas presidenciais
- Montenegro lança farpa a Jorge Pinto: "Não sou daqueles candidatos que não se importam que votem noutros"
- "Fui tantas vezes criticado por participar na campanha e agora querem que participe na segunda volta"
- Isabel Mendes Lopes acusa Montenegro de não cumprir o "não é não"
- Montenegro acusa IL de se colocar fora de consensos. "Se tem vontade venha, se não assuma"
- IL acusa Montenegro de ter priorizado o PSD e "levado a que não haja candidato de centro-direita na segunda volta"
- Montenegro: número de pobres tem baixado, mas ainda é demasiado alto para anunciá-lo como "conquista"
- Montenegro diz que "seriedade política" de Carneiro "desceu mesmo muito baixo"
- Montenegro diz que é "abuso" dizer que mortes "estão relacionadas com falta de assistência"
- Carneiro diz que contrato assinado por Montenegro foi iniciativa do PS. PM responde: "Origem das ideias é de tempos imemoriais"
- Hugo Soares ridiculariza pedidos de apoio do Chega a Montenegro: "Flic-flac à retaguarda"
- Chega insiste: há caos na Saúde e tem de haver prazo para soluções
- Montenegro reafirma que SNS "não vive uma situação de caos"
- Chega diz que "caos" na Saúde é igual aos tempos de Costa e desafia Montenegro a estabelecer prazo para resolver o problema
- Montenegro assume responsabilidades: PSD "não evitou dispersão de votos" à direita
- Chega provoca Montenegro: "Direita tem oportunidade única de derrotar socialismo na segunda volta. Não pode ficar em cima do muro"
- Presidenciais. Parlamento sem plenários na última semana de campanha retoma trabalhos com debate com PM
- Presidenciais. Ventura altera local de iniciativa que Aguiar-Branco travou na AR
- Montenegro sobre o pacote laboral: "O país não precisa do tremendismo daqueles que veem neste propósito um retrocesso civilizacional"
- Castro Almeida: "Governo não fica impedido de cumprir o seu programa mesmo que não haja acordo" sobre pacote laboral na concertação social
- "Funcionários públicos são pedra angular da reforma do Estado", garante primeiro-ministro
- António Costa admite ter a vida “muito facilitada” na segunda volta e sugere voto em Seguro
- Montenegro elogia postura dos sindicatos que chegaram a acordo com Governo para dar "estabilidade" aos funcionários públicos
- Números "não evidenciam ampla adesão" à greve geral, diz ministra
- Assinado o acordo plurianual 2026-2029 de valorização dos trabalhadores da função pública
- Aumentos salariais previstos para a Função Pública serão pagos em fevereiro com retroativos a janeiro
- Diretor de campanha de Marques Mendes diz que não tem dúvidas do sentido de voto do antigo candidato a Belém
- "Acho importante que os eleitores penalizem esses jogos". José Ribeiro e Castro critica candidatura de Ventura à Presidência da República
- António Tavares, mandatário de Gouveia e Melo, anuncia que votará em António José Seguro na segunda volta
- Governo volta a reforçar: "Como é óbvio não está em questão retirarmos" o projeto de alteração da lei laboral
- Governo assina hoje acordo plurianual até 2029 com sindicatos da função pública
- Juiz Carlos Alexandre hoje no parlamento para explicar combate à fraude no SNS
Histórico de atualizações
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CDS não apoia ninguém na segunda volta: "Combatemos o socialismo e rejeitamos o populismo"
O CDS não vai apoiar nenhum candidato na segunda volta das eleições presidenciais. A direção do partido reuniu-se esta quarta-feira na sede do partido, em Lisboa, e decidiu assumir a mesma posição oficial que o PSD.
“Estas não são eleições legislativas. O CDS enquanto partido não é candidato nem está em disputa”, começou por ler o vice-presidente Álvaro Castelo Branco, citando o comunicado que saiu da reunião.
O partido, leu, “não está próximo de nenhum dos candidatos que o povo português legitimamente” escolheu. “O CDS combate o socialismo e rejeita o populismo. Em coerência não terá nenhum empenhamento orgânico nem institucional nesta segunda volta nem dará apoio a nenhum dos candidatos”.
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Marcelo foi despedir-se da Europa com recados em público e privado. "A partir de março volto a ser militante do PSD"
Em conversa com deputados à porta fechada, Presidente anunciou que recuperará militância do PSD e lembrou que lidou com o Governo mais à esquerda desde o 25 de Abril. E com o suportado mais à direita.
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Seguro em primeiro lugar nos boletins da segunda volta
António José Seguro vai figurar em primeiro lugar nos boletins de voto para a segunda volta das eleições presidenciais, de acordo com o sorteio realizado hoje prlo Tribunal Constitucional.
André Ventura ficará na linha de baixo dos boletins, segundo ditou o sorteio.
Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais no dia 08 de fevereiro, depois de terem sido os dois candidatos mais votados na primeira volta realizada no domingo passado.
António José Seguro obteve 31,1% e André Ventura 23,5%, segundo o escrutínio provisório da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.
Para a segunda volta, os eleitores que pretendam votar antecipadamente em mobilidade podem fazê-lo no dia 01 de fevereiro.
Na sexta-feira, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais vão ter apenas os nomes de dois candidatos.
“No estrangeiro e no território nacional, seja para o voto antecipado, seja para os dias da votação, vão ser impressos e distribuídos os boletins de voto do segundo sufrágio, com dois candidatos”, indica a CNE, em comunicado, frisando que “qualquer informação em contrário não corresponde à verdade”.
A CNE admitiu que poderá haver uma “situação excecional”, designadamente quando os boletins de voto não sejam recebidos a tempo em algum local no mundo, mas ressalva que “só nesse caso é que será utilizado o boletim do primeiro sufrágio”.
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“Montenegro está a deixar Ventura ser líder da direita”
Ana Mendes Godinho, apoiante de Seguro, e Madalena Cordeiro, apoiante de Ventura, debatem a campanha da segunda volta e a posição do primeiro-ministro que preferiu ficar em cima do muro. Ouça aqui o novo episódio de Explicador da Rádio Observador.
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Ventura sobre apoios a Seguro: "Atrás destes interesses há um povo inteiro que queremos ir conquistar"
André Ventura nota que “lá fora” ganha com “uma distância inultrapassável” e diz que seria preciso “perguntar porque é que votam em nós lá fora”. “Tiveram a experiência do que é fugir do socialismo e da social-democracia, que são a mesma coisa em Portugal, e foram para países onde sabem o que é haver uma invasão cultural.”
“Porque é que António José Seguro nunca falou da extinção do SEF? Porque quer mais indostânicos e menos portugueses, eu quero o contrário
“Nós não agradamos a toda a gente, nem à esquerda, nem à direita, mas ver liberais a dizer que o modelo socialista do Estado é o pior que podia acontecer e agora dizem que preferem o candidato socialista. Este atropelo mostra… pessoas do CDS que escreveram que o socialismo mata e votou contra a Constituição… é vê-los a dizer que vão votar Seguro… ficamos com a certeza que a direita neste país só tem uma alma e chama-se Chega”, explica, frisando que é a “única que demonstra verticalidade”.
“Ignorem estas pessoas e vamos perdoar-lhes não conseguirem [esquecer] a teia de interesses. Atrás destes interesses há um povo inteiro que queremos ir conquistar. Sempre soubemos que éramos sozinhos contra o sistema”, refere, enumerando alguns dos nomes e chamando Cavaco Silva e dizendo que é um “talismã” porque “perde sempre” quando entra na campanha.
E atira: “Então é seguro que vamos ganhar as eleições no dia 8.”
Ventura afirma ainda que estas pessoas acham que “são donos dos votos dos portugueses” e que “para se juntarem pessoas incompatíveis é que esta luta não vai ser tanto esquerda direita, é a primeira na história de Portugal em que é o sistema contra quem quer destruir o sistema de corrupção.”
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Seguro recebeu o beijo da morte de António Costa?
António José Seguro ganhou o voto de António Costa mas perdeu muitos outros com esse apoio — só falta “a desgraça” de ter o apoio de José Sócrates. E que mensagem quer a direita passar ao país? Ouça aqui o novo episódio de Caça ao Voto da Rádio Observador.
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Ventura diz que "se há alguma coisa significativa" na vida de Seguro é a JS e o PS: "Não queremos nenhum dos dois"
André Ventura está agora num encontro com jovens, mas fala antes de arrancar o debate. Fala num “feito” nas presidenciais e volta a falar em “derrotar o socialismo”. “Não podemos voltar atrás.”
Apesar de estar com jovens e querer falar para “o futuro e para jovens”, refere que houve um tiroteio numa escola em Almada, em que “pessoas começaram a aterrorizar alunos e professores”. “Um país com ordem não se permite a estas coisas”, sublinha, enaltecendo a “insegurança geralmente provocada pelos mesmos de sempre”.
“O país tem de se definir. Comigo esta desordem vai ter um fim. Lutas entre famílias poderem espoletar tiroteios em escolas só porque são os mesmo de sempre…”, sugere, frisando que se “abafa por razões políticas”.
Ventura considera que campanha “não foi esclarecedora” em muitas questões e diz que é momento de os dois candidatos dizerem ao que vêm. “Sobre saúde, jovens, impostos, habitação, justiça ou combate à corrupção, acho que ninguém sabe o que pensa António José Seguro”, defende, sugerindo que “por alguma razão não quer debates”.
“Se há alguma coisa significativa que António José Seguro tem na vida só há uma que vem à cabeça, Juventude Socialista e Partido Socialista. Não queremos nenhum dos dois para Portugal”, resume, questionando “onde estava” quando jovens emigravam ou na luta contra a corrupção: “Estava calado e a ser cúmplice do PS.”
E atira: “A Europa está a livrar-se do socialismo e a Europa não pode voltar ao socialismo.” Ventura diz que há uma “herança” de “desastre do PS” em Portugal, frisando que “agora é sobre dois modelos de país” e reiterando que as eleições não são sobre “escolher o namorado ou confidente”.
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JPP acusa Governo de "empurrar os custos da insularidade para quem vive nas ilhas"
Filipe Sousa do JPP toma a palavra para dizer que a mobilidade aérea é um direito constitucional e pergunta a Montenegro se “vai continuar a empurrar os custos da insularidade para quem vive nas ilhas”.
O primeiro-ministro assinala que, desde que chegou ao Governo, foram feitas alterações às ajudas públicas para a mobilidade de e para as Regiões Autónomas. Sobre a lei das finanças regionais, Montenegro diz que o Governo está a negociar com elementos dos respetivos governos regionais para proceder a essas alterações legislativas.
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PAN pede a Montenegro que não seja neutro: "Não vejo bem onde é que está a dúvida"
Inês Sousa Real, do PAN, diz que Montenegro escolhe a neutralidade em relação a um deputado populista que representa os “três salazares” e um candidato que pode garantir estabilidade democrática. “Não vejo bem onde é que está a dúvida. Peço que saia a bem do país um pouco dessa capa da neutralidade, para que o não é não não passe para um talvez”.
Frisa que o PAN tem uma proposta sobre lei eleitoral, ao contrário do Chega. E pergunta a Montenegro pela lei das bases do clima, que acusa a IL de querer “desmantelar”. E em relação à central Sofia, pergunta o que tem a dizer à beira baixa sobre o projeto.
Montenegro volta a dizer que já foi acusado de participar excessivamente na campanha presidencial e agora de ser “muito neutral”. Sobre o voto dos emigrantes, diz que há trabalho a fazer-se do ponto de vista legislativo e procedimental e que o Governo cumprirá pela sua parte.
Diz não conhecer a iniciativa da IL sobre a lei de bases do clima e sobre a central diz que mereceu parecer negativo da APA e terá de ser reapresentada com outra formulação.
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Fabian Figueiredo pergunta se Montenegro não apoia Seguro para ter votos do Chega no pacote laboral
Fabian Figueiredo toma a palavra lembrando Fernão Magalhães e como este teve um “erro de perceção”, para comentar as recentes declarações de Montenegro sobre o caos no SNS. “Perceções é o que podemos ter no museu de arte moderna, no SNS temos a realidade dos factos com que os utentes se confrontam todos os dias”, afirmou. Por fim, o bloquista pergunta se o primeiro-ministro está pronto para demitir a ministra da Saúde e responder aos problemas nessa área.
Montenegro esclarece que aquilo que disse é que se aproveitam os problemas no SNS para transmitir a ideia de que todo o sistema é um caos. O líder do Governo afirma que houve um aumento de 87% das chamadas da linha SNS 24, atingindo os 5,8 milhões de chamadas em 2025. É com realizações destas que estamos a obter resultados.
Fabian Figueiredo pergunta depois se Montenegro não apoia Seguro na segunda volta porque está a contar com os votos do Chega para aprovar o pacote laboral. O primeiro-ministro não pôde responder devido às restrições de tempo.
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Núncio: "Era o que faltava que único voto legítimo e democrático fosse no candidato do PS"
Paulo Núncio, do CDS, diz que os debates quinzenais não servem para comentar presidenciais — mas faz o mesmo para repor alguns “factos”. Lembra que António José Seguro foi “humilhado durante anos pelo PS” mas o PS tenta agora convencer o país que teve uma “vitória estrondosa”.
“O PS não esteve no boletim de voto e não ganhou absolutamente nada. Tudo o resto é puro oportunismo político”.
Depois, diz que ouve dizer que a segunda volta vai ser disputada entre um democrata e um antidemocrata. “Qualquer candidato que receba voto popular tem legitimidade democrática. O PS e a esquerda não são donos da democracia. Não aceitamos lições de democracia vindas do PS”. Pergunta se quem se abstiver ou votar no Ventura é “menos democrata — era o que mais faltava que o único voto legítimo e democrático fosse no PS”.
Depois frisa que o Chega também não ganhou as presidenciais — “basta que o símbolo da AD volte ao boletim de voto para o Chega regressar ao devido lugar na direita portuguesa”.
Fala dos contratos de investimento assinados ontem.
Montenegro aproveita para dizer que muitas vezes se diz que o Governo vai “atrás do extremismo” e que não é verdade, cumprindo só o seu programa, por convicção. “Estranho tem sido quando essa convergência e esse consórcio é estabelecido à boleia dos dois hemisférios antagónicos”.
“Estamos do lado das nossas convicções. Muitas vezes temos de dialogar”, explica. Depois destaca as razões pelas quais os investidores escolhem Portugal, incluindo a localização e fatores de competitividade.
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Raimundo diz que se neutralidade de Montenegro não é tática "ainda é mais grave"
Paulo Raimundo afirma que, se o posicionamento de Montenegro não é tático, a questão “ainda é mais grave”. O líder do PCP pergunta se o Governo está disponível para acompanhar a medida “simbólica” dos comunistas para fixar o preço da botija de gás em 20 euros.
Na resposta, Luís Montenegro recusa entrar num “leilão fiscal” para intervir em cada um dos impostos isoladamente. O primeiro-ministro volta a dizer que é a favor de discutir as questões fiscais fora do período de discussão do OE. Montenegro afirma que o Governo “quer mais” apesar de o seu crescimento ter sido superior à inflação.
Raimundo rejeita que estivesse a propor um leilão fiscal quando pediu para o Governo apoiar a descida do IVA da eletricidade, gás e telecomunicações. O comunista assinala a “força e determinação dos trabalhadores” na rejeição do pacote laboral e pede a Montenegro para recuar na proposta.
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Montenegro diz que está focado em governar. No PSD, cada um avaliará agora as opções nas presidenciais
Montenegro volta a reiterar o que já disse sobre o posicionamento do PSD e diz-se concentrado em governar e executar o programa do Governo. “O senhor deputado acha que as nossas políticas são desastrosas, nós achamos que são virtuosas”, frisa. Mas recusa taticismos do PSD na questão das presidenciais: participou enquanto tinha uma convicção sobre um candidato do seu espaço político; cada um avaliará agora as opções.
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Raimundo acusa Montenegro de querer "salvar a sua política desastrosa" ao não apoiar nenhum candidato
O secretário-geral do PCP acusa Montenegro de ser “completamente indiferente” a quem é o Presidente da República e tenta expor a “tática” do Governo ao não apoiar ninguém. Raimundo afirma que Ventura “nunca faltará” ao executivo nas descidas de impostos e acusa o primeiro-ministro de “pretender acima de tudo salvar a sua política desastrosa”.
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Montenegro está a "contribuir para uma cultura de ódio" ao não apoiar Seguro, diz Livre
Isabel Mendes Lopes pergunta a Montenegro como vai explicar aos restantes membros do Conselho que não vai assumir o apoio a “um democrata” quando a alternativa “é alguém que quer quebrar o regime”. Está a “contribuir para uma cultura de ódio”, atira.
De seguida, a representante do Livre afirma que o “pacote laboral não é aceite pela nossa sociedade” e acusa o ministério do Trabalho que tutela o trabalho de não conhecer a área que tutela.
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Montenegro lança farpa a Jorge Pinto: "Não sou daqueles candidatos que não se importam que votem noutros"
Montenegro diz que todos os seus colegas de Conselho Europeu conhecem os seus princípios e que não é “daqueles que são candidatos e não se importam que votem noutros”, diz, num ataque a Jorge Pinto, candidato presidencial apoiado pelo Livre.
“Seremos sempre implacáveis com qualquer tendência de crimes de ódio”, acrescenta.
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"Fui tantas vezes criticado por participar na campanha e agora querem que participe na segunda volta"
Montenegro reitera que há três grandes espaços políticos no Parlamento — esquerda, direita e central. Diz registar as considerações de Mendes Lopes sobre a extrema-direita e André Ventura, mas “quando foi preciso conjugar esquerda e direita para abolir portagens, congelar propinas e contrariar o Governo no IRS” a esquerda não teve problema nenhum em contar com esses votos para chegar ao seu objetivo”, critica.
“Para umas coisas serve, para outras está fora”, critica. “O nosso espaço ficou sem essa representação. Vamos votar, mas o nosso posicionamento em termos partidários é não participar”.
Além disso, frisa que foi tantas vezes criticado por participar na campanha eleitoral e agora os mesmos querem que participe na segunda volta.
Internacionalmente, diz que se colocam grandes desafios nas relações bilaterais e multilaterais, assim como na NATO e ONU. É preciso uma “conciliação e equilíbrio” de todos estes interesses, não prescindindo dos “princípios” sobre o respeito pela soberania dos estados e seus territórios, incluindo sobre a Gronelândia. Vai reiterar isto na reunião do Conselho Europeu de amanhã.
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Isabel Mendes Lopes acusa Montenegro de não cumprir o "não é não"
Isabel Mendes Lopes começa a sua intervenção dizendo que gostava que o “não é não” de Montenegro “fosse efetivo”. Discorda que ainda existam três blocos políticos como disse Montenegro: esquerda democrática, direita democrática e extrema-direita. “Não é isso que se tem visto desde as eleições desde as legislativas de 2025”, atirou.
A porta-voz do Livre pede a Montenegro para seguir o passo do primeiro-ministro canadiano, por exemplo, a assumir que existe uma nova ordem mundial e a condenar o “imperialismo” de Trump.
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Montenegro acusa IL de se colocar fora de consensos. "Se tem vontade venha, se não assuma"
Montenegro diz que não consegue compreender porque é que a IL quis retirar-se da esfera dos partidos disponíveis para convergir com o Governo, encontrar soluções e contrariar os oito anos de “estagnação” do PS.
Diz que ouviu Pedro Pinto dizer que não se importava de fazer “um pacto com o diabo” e não sabe com quem é que a IL quer fazer pactos — “admito que possa manifestar alguma discordância por nem todas as suas ideias serem aceites”, mas num OE que diminui impostos “um liberal está contra?”, atira. “Podemos não ir tão longe quanto o desejo da IL, mas a IL não vota a favor ou se abstém com essa anotação. Vota contra, ao lado da esquerda mais radical ou da direita mais extremista. É aí que a IL se coloca”.
“Têm a oportunidade de ter um papel positivo neste ciclo”, diz. E pergunta se quer extrair consequências sobre “condições de governabilidade” dos resultados das presidenciais. “Tivemos eleições em maio e os portugueses pronunciaram-se com clarividência”, reforçando a AD e “poucochinho” a IL.
Montenegro diz que o regime fiscal sobre trabalho “mais vantajoso do mundo” para jovens é o modelo atual em Portugal. “Um liberal acha que isto é pouco? Se tem vontade venha, se não assuma”.
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Leitão alerta que se Governo "não corrigir a atitude" vai atirar o país para uma crise política
Luís Montenegro afirma que “este não é o fórum mais indicado” para o debate sobre as presidenciais. “Se há alguém que encarou estas eleições pelo lado partidário foi a senhora deputada porque deixou de assumir a candidatura presidencial para assumir um cargo partidário”, atirou Montenegro.
Depois, respondeu a líder da IL: “Deixei de ser candidata presidencial porque fez uma opção estratégica para defender os interesses do meu partido e do país”, diz. “Sabemos bem o que vai ser o resultado final e sabemos o quão mau será qualquer um dos cenários”, acrescenta. Leitão diz que foi Montenegro que decidiu depositar “todo o seu peso político” num candidato derrotado.
Leitão diz que as eleições provaram que “os portugueses querem uma agenda reformista”, mas acusa Montenegro de nunca falar da “realidade do país” nas suas intervenções públicas. A Presidente da IL diz que o Governo “ainda vai a tempo de corrigir a atitude que tem tido” e que se não o fizer vai atirar o país para “uma crise política com consequências imprevisíveis”.