Momentos-chave
- Rússia ocupou 4.336 metros quadrados da Ucrânia em 2025
- "Parabéns pelo regresso à vida." Ucrânia diz ter simulado a morte de inimigo de Putin e ficou com recompensa de meio milhão de dólares
- Zelensky confirma reunião com líderes europeus no dia 6 de janeiro
- Ministério da Defesa da Rússia garante que objetivo de drones ucranianos era atacar residência de Putin
- Medvedev descreve ataque ucraniano em Kherson como "bárbaro, covarde e cínico". Retaliação russa é "inevitável", diz ex-Presidente
- Rússia acusa Ucrânia de matar pelo menos 24 pessoas em hotel e café durante passagem de ano
- Ucrânia diz que Rússia lançou mais de 200 drones na noite de Ano Novo. Um homem morreu em Kherson
- Kim Jong-un elogia tropas norte-coreanas que combatem “em solo estrangeiro”
- CIA não encontrou indícios de que a Ucrânia tentou atingir residência de Putin
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Rússia insta ONU a condenar ataque da Ucrânia que matou 27 em Kherson
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Rússia ocupou 4.336 metros quadrados da Ucrânia em 2025
A Rússia ocupou 4.336 metros quadrados da Ucrânia em 2025, avançou um grupo de analistas militares ucranianos do grupo DeepState.
Segundo o jornal Ukrainska Pravda, o total de território que a Ucrânia conquistou equivaleu a 0,72% da Ucrânia.
Na província de Donetsk, foram onde se registaram os maiores avanços da Rússia: conquistou mais 10,6% de território ucraniano face a 2024.
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"Parabéns pelo regresso à vida." Ucrânia diz ter simulado a morte de inimigo de Putin e ficou com recompensa de meio milhão de dólares
Foi uma operação com um elevado risco e bastante complexa. Os serviços secretos do Ministério da Defesa da Ucrânia informaram que simularam a morte de Denis Kasputin, o líder do Corpo Voluntário Russo, um grupo de oposição ao Presidente russo, Vladimir Putin, dentro de fronteiras russas.
A notícia da morte de Denis Kasputin foi dada a 27 de dezembro. Nesta alegada versão, o opositor de Putin teria morrido em combate. Foi a própria organização que deu a notícia no seu grupo de Telegram.
Hoje, no entanto, o chefe das secretas militares ucranianas, Kyrylo Budanov, fez uma vídeochamada com Denis Kasputin — que, afinal, está vivo.
“Antes de mais nada, Sr. Denis, parabéns pelo seu regresso à vida. É sempre um prazer”, afirmou Kyrylo Budanov, citado numa publicação do Telegram das secretas do Ministério da Defesa da Ucrânia.
Kyrylo Budanov divulgou ainda que a Ucrânia “ficou com recompensa” da Rússia pela alegada “execução” de Denis Kasputin. “Fico feliz que os fundos recebidos da sua execução tenham sido utilizados para ajudar os combates na Ucrânia. Desejo sucesso a todos nós e ao senhor pessoalmente.”
Uma vez que é considerado um opositor ao regime e ajudante das tropas ucranianas, a Rússia tinha estipulado uma recompensa de 500 mil dólares (cerca de 426 mil euros) para quem executasse Denis Kasputin.
Por sua vez, Denis Kapustin garantiu que a sua “ausência temporária” não “afetou a qualidade e o sucesso” da execução das missões de combate do Corpo Voluntário Russo. “Estou pronto para voltar às minhas missões e continuar a combater pela minha unidade”, frisou na videochamada.
Denis Kapustin mostrou ainda disponível para continuar a ajudar as tropas ucranianas.
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Zelensky confirma reunião com líderes europeus no dia 6 de janeiro
Menos de uma semana depois de se ter encontrado com Donald Trump em Mar-a-Lago, Volodymyr Zelensky anunciou uma reunião com vários líderes europeus para “aumentar confiança política nas garantias de segurança e no acordo de paz” proposto pelos Estados Unidos da América. Este encontro não tem localização ainda definida, mas será na próxima terça-feira, dia 6 de janeiro.
Até lá, o Presidente da Ucrânia acrescenta que haverá uma reunião este sábado, dia 3 de janeiro, entre conselheiros de segurança nacional tanto dos EUA, como dos países europeus e da Ucrânia, envolvendo um total de 15 países e representantes da União Europeia e da NATO. Numa publicação no seu Telegram, Zelensky diz que haverá outro encontro no dia 5 de janeiro entre chefes do Estado-maior ucranianos, europeus e norte-americanos.
“Politicamente, está quase tudo pronto, e é importante trabalhar todos os detalhes sobre como as garantias vão funcionar tanto no céu, em terra e no mar, se conseguirmos acabar com a guerra. É esse o nosso objetivo principal”, escreve Zelensky.
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Ucrânia reivindica ataque a refinaria de petróleo na Rússia para "minar o potencial militar e económico" russo
O exército da Ucrânia reivindicou esta tarde um ataque na refinaria de petróleo Ilsky, perto da cidade russa Krasnodar. “A refinaria foi atingida por munições vagantes, resultando num incêndio no local”, confirmou o Estado-maior ucraniano, citado pelo The Kyiv Independent, referindo que este ataque foi feito com o objetivo de “minar o potencial militar e económico do agressor russo”.
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Kaja Kallas avisa que "Infraestrutura crítica” da UE continua sob “alto risco de sabotagem”
A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, afirmou hoje que a “infraestrutura crítica” do bloco permanece sob “alto risco de sabotagem”.
Kallas fazia referência ao cabo submarino no Mar Báltico que liga a Finlândia à Estónia e que foi rompido esta semana.
“O Mar Báltico tem sofrido um padrão claro de interrupções desde o início da guerra comercial com a Rússia. A infraestrutura crítica da Europa permanece sob alto risco de sabotagem”, disse Kallas numa publicação na rede social X.
The Baltic Sea has seen a clear pattern of disruption since the start of Russia’s war. Europe’s critical infrastructure remains at high risk of sabotage.
I thank Finland for taking swift and determined action in seizing the ship and crew suspected of damaging subsea cables…
— Kaja Kallas (@kajakallas) January 1, 2026
A polícia finlandesa anunciou na quarta-feira que está a investigar uma embarcação suspeita de romper um cabo submarino de telecomunicações no Mar Báltico que liga a Finlândia à Estónia, no que pode ser mais um caso de sabotagem contra a infraestrutura crítica da região.
A Guarda Costeira identificou a embarcação suspeita de causar os danos e, posteriormente, enviou uma lancha de patrulha e um helicóptero para a área, tendo detido a embarcação após confirmarem que navegava com uma das âncoras submersas.
A chefe da diplomacia da UE agradeceu à Finlândia por “ter tomado medidas rápidas e decisivas para capturar a embarcação e a tripulação suspeitas” e afirmou que, enquanto a investigação continua, a Europa “permanece vigilante e em contacto próximo com a Finlândia e a Estónia”.
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Moscovo diz ter abatido 168 drones ucranianos na véspera de Ano Novo
As defesas antiaéreas russas terão abatido na quarta-feira, véspera de Ano Novo, 168 drones ucranianos que atacaram várias regiões russas, incluindo a cidade de Moscovo, anunciaram as autoridades russas.
“Os sistemas de defesa antiaérea ativos destruíram 168 drones ucranianos de asa fixa”, diz o comunicado do Ministério da Defesa no Telegram, citado pela agência espanhola EFE.
A maioria dos drones foi intercetada ao sobrevoar as regiões russas de Briansk (61) e Krasnodar (25).
Outros 23 foram atingidos em Tula, 16 na região ucraniana anexada pela Rússia da Crimeia, 12 na região de Moscovo e sete em Kaluga.
De acordo com o presidente da câmara de Moscovo, Serguéi Sobianin, dos 12 drones abatidos na região de Moscovo, nove deles dirigiam-se para a capital. Como consequência, vários aeroportos na parte ocidental da Rússia suspenderam temporariamente as descolagens e aterragens.
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Mais de 100 mil pessoas sem eletricidade na Ucrânia após ataque russo
As autoridades ucranianas informaram hoje que mais de 100.000 pessoas estão sem eletricidade na região ocidental de Volínia após um ataque russo com drones na véspera de Ano Novo e nas primeiras horas de 2026.
“Durante toda a noite, a região esteve sob um ataque massivo de drones do tipo Shahed. No total, várias dezenas de alvos inimigos voltaram a atacar infraestruturas críticas de Volínia”, afirmou Ivan Rudnytsky, responsável pela Administração Regional de Volínia, na sua conta no Telegram.
“De acordo com informações da Volynoblenergo [companhia de fornecimento de eletricidade], atualmente há 103.341 assinantes sem fornecimento”, acrescentou o responsável regional, que precisou que, por enquanto, “não foram recebidas informações sobre feridos ou mortos”.
A Força Aérea da Ucrânia abateu na véspera de Ano Novo e na madrugada do dia de Ano Novo 176 drones lançados pela Rússia contra o seu território.
Segundo informou esse corpo militar no Telegram, “o inimigo atacou com 205 drones Shahed, Gerbera e outros tipos”.
As defesas antiaéreas, de acordo com o relatório militar, não conseguiram evitar que fossem registados 24 impactos de drones russos em 15 pontos do território ucraniano.
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Ministério da Defesa da Rússia garante que objetivo de drones ucranianos era atacar residência de Putin
A residência de Vladimir Putin perto de Novgorod era o alvo dos drones ucranianos que foram intercetados no passado dia 29 de dezembro, garante o Ministério da Defesa da Rússia, que diz ter descodificado a missão de voo dos dispositivos abatidos, avança a agência estatal russa TASS. O Ministério garante que as conclusões desta investigação serão transmitidas para os Estados Unidos da América, depois das secretas norte-americanas não terem encontrado qualquer indício de uma tentativa de ataque ucraniano à residência do Presidente russo.
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Medvedev descreve ataque ucraniano em Kherson como "bárbaro, covarde e cínico". Retaliação russa é "inevitável", diz ex-Presidente
O antigo Presidente da Rússia Dmitri Medvedev acusou as Forças Armadas da Ucrânia de matarem civis “deliberadamente e brutalmente” na região ocupada de Kherson. Medvedev diz que o ataque com drones a um hotel e café, que matou pelo menos 24 pessoas, foi “bárbaro, covarde e cínico”. De acordo com o ex-chefe de Estado russo, a retaliação russa será “inevitável e rápida”, cita a agência estatal russa TASS.
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Rússia acusa Ucrânia de matar pelo menos 24 pessoas em hotel e café durante passagem de ano
Pelo menos 24 pessoas morreram num ataque a um hotel e um café na região ocupada pela Rússia em Kherson, na Ucrânia, avança a Reuters. Moscovo acusa a Kiev de ter atacado civis deliberadamente enquanto o Presidente Vladimir Putin transmitia a sua mensagem de passagem de ano.
O governador da região ocupada, Vladimir Saldo, classificou o episódio como sendo um “ataque terrorista” ucraniano. Pelo menos uma criança está entre as vítimas mortais, existindo outras 50 pessoas que ficaram feridas no ataque provocado por três drones ucranianos.
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Ucrânia diz que Rússia lançou mais de 200 drones na noite de Ano Novo. Um homem morreu em Kherson
A Força Aérea da Ucrânia disse hoje que durante a noite de Ano Novo as tropas russas lançaram 205 drones. “O ataque aéreo foi repelido por aeronaves ucranianas, unidades de mísseis antiaéreos, unidades de guerra eletrónica e sistemas não tripulados”, sublinhou.
Numa publicação no Facebook, a Força Aérea indicou que 176 drones foram abatidos e que há registo de pelo menos 24 ataques em 15 locais.
O governador da administração militar de Kherson, Oleksandr Prokudin, disse que uma pessoa morreu e outra ficou ferida num desses ataques na região. Também há registo de um ferido num ataque em Kharkiv.
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Kim Jong-un elogia tropas norte-coreanas que combatem “em solo estrangeiro”
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, elogiou as tropas que combatem em “solo estrangeiro” e fez alusão à aliança com a Rússia, numa mensagem de Ano Novo às forças armadas, publicada hoje.
“Enquanto todo o país está imerso numa atmosfera festiva para celebrar o Ano Novo, sinto ainda mais saudades de vocês, que lutam bravamente em campos de batalha em solo estrangeiro, mesmo agora, fiéis à ordem da vossa pátria”, disse Kim, citado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.
“Pyongyang e Moscovo estão convosco”, acrescentou.
Segundo os serviços de informação sul-coreanos e ocidentais, Pyongyang enviou milhares de soldados para combater ao lado de Moscovo durante a invasão da Ucrânia, que começou há quase quatro anos.
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CIA não encontrou indícios de que a Ucrânia tentou atingir residência de Putin
A CIA avaliou a denúncia russa de que a Ucrânia tentou atingir com drones a residência do Presidente Vladimir Putin. Segundo a imprensa norte-americana, a agência não encontrou quaisquer provas de um ataque, como tinham denunciado as autoridades russas.
Fontes dos serviços de informação de Washington consultadas pelo Wall Street Journal disseram que a Ucrânia tinha como alvo um objetivo militar que já tinha atacado anteriormente na região de Novgorod, onde se encontra a residência de campo de Putin, mas não nas proximidades do alvo de Kiev.
O líder da CIA, John Ratcliffe, comunicou isso mesmo ao Presidente norte-americano, adiantou o New York Times. Na segunda-feira Donald Trump disse à imprensa que o homólogo russo lhe tinha falado da tentativa de ataque, que criticou. Mas também admitiu a possibilidade de não passar de uma narrativa russa. Já esta quarta-feira o chefe de Estado partilhou um editorial do New York Post que expõe visões polémicas do Presidente russo, bem no meio das negociações pela paz na Ucrânia e que afirmava que o suposto ataque ucraniano à residência de Putin “nunca aconteceu”.
Com Lusa
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