Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora

    • As autoridades ucranianas relataram que a região de Zaporíjia foi alvo de um dos maiores ataques com drones desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. Embora não tenham ocorrido vítimas, a cidade de Zaporíjia sofreu danos significativos com o ataque, que aconteceu durante a véspera de Ano Novo.
    • O Kremlin está a preparar uma “provocação de larga escala” contra a Ucrânia no dia 7 de janeiro, segundo os Serviços Secretos ucranianos. A agência ucraniana acredita que esta ação pode resultar numa transição para uma provocação armada por parte dos serviços especiais russos, com perdas humanas significativas, e especula que esta possa ocorrer em locais de importância simbólica durante a celebração do Natal Ortodoxo.
    • Moscovo acusou Kiev de realizar um ataque com drones que resultou na morte de 27 pessoas em Kherson. Em resposta, as Forças Armadas ucranianas alegaram que apenas atacam alvos militares, enquanto a Rússia pediu à ONU para condenar o que consideram ser um ataque terrorista pelo regime de Kiev.
    • Um site montado para identificar as vítimas do ataque em Kherson foi alvo de um ataque informático, segundo o governador russo Volodymyr Saldo. O ataque de negação de serviço impediu inicialmente familiares dos falecidos e feridos de aceder a informações atualizadas, mas o acesso foi restabelecido pouco tempo depois.

  • Zelensky propõe primeiro-ministro adjunto para ministro da Defesa. Ministro atual sai do cargo mas fica "na equipa".

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que o ministro da Defesa, Denis Shmyhal, vai sair do cargo e propôs o atual primeiro-ministro-adjunto e responsável pela pasta da Transformação Digital, Mykhailo Fedorov, para o substituir.

    O anúncio foi feito no seu tradicional discurso noturno, em que Zelensky deu o mote para uma “reforma profunda”, nome que deu às “mudanças internas” no Governo para “tornar a Ucrânia mais resiliente”.

    Sobre Fedorov, Zelensky disse estar “profundamente envolvido em questões ligadas à Linha de Drones [uma iniciativa para aumentar as defesas por drone]” e que “trabalha muito eficientemente em digitalizar os serviços públicos e os processos”.

    Já em relação ao antecessor, o Presidente da Ucrânia disse que “Denys Shmyhal permanece parte da […] equipa da Ucrânia. “Estou-lhe grato pelo seu trabalho sistemático pelo nosso estado”, continuou.

    “Propus que Denys Shmyhal assumisse outra direção no trabalho do governo – igualmente importante para a nossa resiliência”, garantiu ainda Zelensky.

  • Apoio militar internacional à Ucrânia subiu 30% em 2025 para nível recorde

    O ministro ucraniano da Defesa, Denys Shmyhal, anunciou hoje que o apoio militar internacional ao país sob invasão russa aumentou 30% em 2025, alcançando o valor recorde de 45 mil milhões de dólares (38,4 mil milhões de euros).

    Shmyhal afirmou, em comunicado citado pela imprensa ucraniana, que a assistência internacional em matéria de segurança à Ucrânia está a tornar-se “de longo prazo e sistemática”, reforçando a capacidade do país para travar a agressão russa e manter as suas capacidades de Defesa.

    Segundo o ministro, a Alemanha tornou-se no ano passado o segundo maior apoiante militar de Kiev, a seguir aos Estados Unidos, tendo fornecido aproximadamente 28 mil milhões de euros desde o início da invasão.

  • Marinha portuguesa realizou 373 ações de monitorização da "frota fantasma" russa em 2025

    Entre os 69 navios acompanhados, constam 31 navios militares, três navios científicos e 35 de apoio logístico. “Frota fantasma” permite à Federação Russa contornar tetos de exportação estabelecidos.

    Marinha portuguesa realizou 373 ações de monitorização da “frota fantasma” russa em 2025

  • Kremlin "está a aproveitar deslize de Zelensky"

    António José Telo considera “improvável” o ataque à residência de Vladmir Putin, mas Kremlin está a aproveitar “deslize” do presidente ucraniano na mensagem de Natal. “Zelensky também comete erros”. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Kremlin “está a aproveitar deslize de Zelensky”

  • Três mil crianças retiradas de 44 localidades perto da linha da frente em Zaporíjia e Dnipropetrovsk

    O governo ucraniano decidiu retirar “compulsivamente mais de três mil crianças” e os seus pais de 44 localidades perto da linha da frente nas regiões de Zaporíjia e Dnipropetrovsk, anunciou o vice-primeiro-ministro e ministro do Desenvolvimento Comunitário e Territorial, Oleksii Kuleba.

    “Na região de Zaporíjia, trata-se da retirada de 651 crianças de quatro povoados de duas comunidades. Na região de Dnipropetrovsk, serão retiradas 2.463 crianças de 40 povoados de cinco comunidades”, escreveu no Facebook.

    “Para coordenar os processos, estão em funcionamento 17 centros de trânsito. Aqui, as pessoas recebem apoio integral: humanitário, médico, psicológico, jurídico e social. Elas recebem ajuda para repor documentos, solicitar pagamentos e serviços sociais, bem como apoio financeiro do Estado e de organizações humanitárias parceiras”, afirmou o ministro.

  • Ministério da Defesa da Rússia nega ataque a Kharkiv

    O Ministério da Defesa da Rússia negou ter feito qualquer ataque à cidade de Kharkiv, contrariando as autoridades ucranianas, que contabilizaram 25 feridos e condenaram o uso de dois mísseis contra um edifício de vários andares.

    “As Forças Armadas da Rússia não planearam nem realizaram ataques com mísseis ou meios aéreos dentro dos limites da cidade”, lê-se num comunicado citado pela RIA Novosti.

    “As declarações do regime de Kiev sobre o suposto ‘ataque russo a Kharkiv’ têm como objetivo desviar a atenção da comunidade internacional do brutal ataque terrorista perpetrado pelas Forças Armadas da Ucrânia na noite de 1 de janeiro contra a população civil na localidade de Khorly, na região de Kherson”, lê-se no comunicado do ministério publicado no Telegram.

  • Zelensky condenou "ataque hediondo" em Kharkiv

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou o “ataque hediondo da Rússia a Kharkiv” que fez 25 feridos numa publicação na rede social X.

    “Infelizmente, é assim que os russos tratam a vida e as pessoas – continuam a matar, apesar de todos os esforços do mundo, e especialmente dos Estados Unidos, no processo diplomático”, disse o Presidente, acrescentando que “só a Rússia não quer que esta guerra termine e, todos os dias, faz tudo para garantir que a guerra continue”.

  • 25 feridos em ataque russo a um prédio de apartamentos em Kharkiv

    Um ataque russo com mísseis a um edifício de apartamentos de cinco andares na cidade de Kharkiv causou 25 feridos, segundo o governador da região Oleh Syniehubov, em declarações à televisão local citadas pela Reuters.

    O governador indicou que dois mísseis balísticos atacaram a zona “quase destruíram” o edifício. 16 dos feridos estavam hospitalizados, incluindo uma mulher em estado grave.

  • Chefe da espionagem externa ucraniana deve assumir liderança das secretas militares, avança a Reuters

    Após a nomeação do líder das secretas militares para a chefia de gabinete de Zelensky, o Presidente da Ucrânia vai nomear Oleh Ivashchenko, chefe da agência de espionagem externa (SZRU, em ucraniano), para o substituir, noticiou a agência Reuters.

    Na rede social X, Zelensky anunciou que Ivaschenko iria “continuar a servir o Estado e a levar a cabo tarefas para limitar o potencial militar da Rússia numa posição na Espionagem de Defesa da Ucrânia”.

  • "Kyrylo Budanov pode vir a ser o sucessor de Zelensky"

    Francisco Pereira Coutinho destaca nomeação do militar Kyrylo Budanov para posição governativa e admite que pode ser o futuro da Ucrânia. No Médio Oriente, está Trump a fazer “bluff” sobre o Irão?

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “Kyrylo Budanov pode vir a ser o sucessor de Zelensky”

  • 74% dos ucranianos rejeitam cedência territorial do Donbass. Apenas 16% acreditam que a guerra vai terminar na primeira metade do ano

    74% dos ucranianos opõem-se a um plano de paz que inclua a retirada das forças ucranianas da região ocupada do Donbass e um limite à dimensão do exército sem “garantias de segurança confiáveis”, conclui um inquérito feito pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev.

    O estudo foi conduzido no final de novembro a uma amostra de cerca de 1.000 ucranianos. A maior barreira para os inquiridos é o reconhecimento da anexação das regiões atualmente ocupadas pela Rússia, pelo que 69% apoia um plano de paz que congelaria as linhas da frente (com garantias de segurança), mas sem qualquer cedência territorial.

    Ao mesmo tempo, apenas 10% dos ucranianos que participaram no inquérito estão à espera que a guerra termine no início de 2026, pelo que a percentagem aumenta ligeiramente (16%) se o prazo for alargado para o mês de junho.

  • Líder das secretas militares aceita nomeação de Zelensky e torna-se novo chefe de gabinete do Presidente da Ucrânia

    O líder das secretas militares da Ucrânia, Kyrylo Budanov, aceitou a nomeação de Volodymyr Zelensky para se tornar no novo chefe de gabinete do Presidente ucraniano, avança a agência Reuters.

  • "A Finlândia terá de pagar pela sua russofobia deplorável", afirma Medvedev em reação a discurso de Ano Novo de Stubb

    O antigo Presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, diz que a Finlândia “terá de pagar pela sua russofobia deplorável”, em reação à mensagem de Ano Novo transmitida pelo Presidente finlandês, em que Alexander Stubb terá dito que as relações entre os dois países “mudaram para sempre”.

    “Um tipo chamado Stubb diz que as relações da Finlândia com a Rússia mudaram para sempre. Eu concordo. Espero que sim. Stubb fala, mas são os cidadãos que depois têm de pagar as contas”, afirmou o ex-Chefe de Estado, citado pela agência estatal russa TASS.

  • Número de mortos de ataque ucraniano a Kherson sobe para 28

    O número de mortos resultantes do ataque ucraniano a um hotel e café em Khorly, na região de Kherson, subiu esta manhã para 28, confirmou o Ministério da Saúde da Crimeia.

    “Infelizmente, não foi possível salvar a mulher que estava hospitalizada no Hospital Dzhankoy”, lê-se no comunicado citado pela RIA/Novosti. Outras 14 pessoas permanecem internadas, duas com ferimentos graves.

  • Rússia mostra vídeo de drone que terá sido abatido durante alegado ataque a residência de Putin

    O Ministério da Defesa da Rússia publicou esta sexta-feira um vídeo que mostra os destroços de um drone abatido, na neve, que dizem ter sido utilizado no alegado ataque ucraniano à residência de Vladimir Putin perto de Novgorod.

  • Zelensky nomeia líder das secretas do Ministério da Defesa como novo chefe de gabinete

    Volodymyr Zelensky nomeou Kyrylo Budanov, líder das secretas do Ministério da Defesa ucraniano, como novo chefe de gabinete do Presidente da Ucrânia. Budanov substitui agora Andriy Yermak, que renunciou do cargo após ter sido visado de investigações no âmbito de um caso de corrupção.

    “Neste momento, a Ucrânia precisa de se concentrar mais nas questões de segurança, no desenvolvimento das Forças de Defesa e Segurança da Ucrânia, bem como na via diplomática das negociações, e o Gabinete do Presidente servirá principalmente para o cumprimento dessas tarefas do nosso Estado”, escreve Zelensky na rede social X, descrevendo Kyrylo Budanov como alguém com “experiência especializada nestas áreas e capacidade suficiente para apresentar resultados”.

  • Moscovo acusa Kiev de ataques com drones contra capital russa

    As autoridades russas reivindicaram hoje a interceção de sete aparelhos aéreos não tripulados lançados pelo Exército ucraniano contra Moscovo, sem prestar informações sobre vítimas ou danos materiais.

    O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, afirmou que os aparelhos aéreos não tripulados (drones) foram abatidos durante a noite de quinta-feira e a manhã de hoje.

    O autarca da capital da Rússia disse que as equipas de emergência estão a trabalhar nos locais onde se encontram os destroços dos drones. Kiev não forneceu detalhes sobre os alegados ataques.

    O Ministério da Defesa russo indicou que os sistemas de defesa aérea tinham abatido aproximadamente 65 drones ucranianos durante a noite de quinta-feira e as primeiras horas de hoje, incluindo sete sobre a região de Moscovo.

  • Ministério da Defesa da Rússia publica vídeo a entregar "provas" de ataque ucraniano à residência de Putin a enviado dos EUA

    Um dia após ter dito que iriam entregar aos Estados Unidos da América a análise ao “arquivo da missão de voo” de um dos drones que terá sido abatido na residência de Vladimir Putin, o Ministério da Defesa da Rússia publicou esta sexta-feira um vídeo desta mesma entrega a um diplomata norte-americano.

    “A desencriptação do conteúdo da memória do controlador de navegação dos drones levada a cabo por especialistas dos serviços especiais da Rússia confirma, sem qualquer dúvida, que o alvo do ataque era o complexo de edifícios da residência do presidente russo na região de Novgorod”, afirmou o almirante Igor Kostyukov, no vídeo publicado no Telegram oficial do Ministério da Defesa.

  • Ucrânia alega só ter atacado alvos militares russos em resposta a acusações da Rússia sobre ataque que matou 27 em Kherson

    As Forças Armadas ucranianas alegaram hoje que atacam apenas alvos militares russos, depois de Moscovo acusar Kiev de matar 27 pessoas num ataque com drones a um café e hotel no sul ocupado.

    “As Forças da Defesa da Ucrânia respeitam as normas do direito internacional humanitário e atacam exclusivamente alvos militares inimigos”, disse o porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas, Dmytro Lykhoviy, em declarações à agência noticiosa FRance-Presse.

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