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    CIA não encontrou indícios de que a Ucrânia tenha tentado atingir residência do Presidente russo

  • Trump partilha editorial que acusa Putin de fabricar ataque ucraniano à sua residência e ir contra a "agenda Trump"

    Esta quarta-feira Donald Trump partilhou um editorial do New York Post que expõe visões polémicas do Presidente russo, bem no meio das negociações pela paz na Ucrânia. O texto afirma que o suposto ataque ucraniano à residência de Vladimir Putin “nunca aconteceu”, apesar de “qualquer ataque a Putin ser mais do que justificado”, e diz que “a guerra de Putin é uma mentira”, acusando o Presidente russo de “inventar uma narrativa” para dar à Rússia uma justificativa para “rejeitar o progresso de Trump”.

    O editorial termina a afirmar que a vitória da Rússia “não está nem iminente nem é inevitável”, tal como o Presidente russo tem alegado nas frequentes declarações públicas.

    Trump publicou o link para o editorial no seu perfil na Truth Social, sem tecer mais comentários sobre o tema. Horas depois Steve Witkoff revelou nas redes sociais detalhes sobre uma chamada com representantes europeus e Volodymyr Zelensky, em que foram discutidas formas de incrementar as garantias de segurança para a Ucrânia.

  • Witkoff, Rubio e Kushner reuniram-se com conselheiros europeus e Zelensky

    O enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, anunciou no X que aproveitou o último dia do ano para ter uma reunião por telefone com conselheiros de segurança do Reino Unido, França e Alemanha e a delegação ucraniana. Witkoff esteve esta tarde a falar com o secretário de Estado, Marco Rubio, o conselheiro norte-americano Jared Kushner, e Jonathan Powell, Emmanuel Bonne e Gunter Sautter, representantes britânico, francês e alemão, respetivamente, além de Rustem Umerov, o principal negociador ucraniano, e o Presidente ucraniano, Voodymyr Zelensky.

    De acordo com Witkoff o objetivo foi discutir “o avançar dos próximos passos no processo da paz na Europa”. “Focámos em como seguir com as discussões de forma prática, em nome de Donald Trump, no processo de paz, incluindo o fortalecimento das garantias de segurança e o desenvolvimento efetivo dos mecanismos de desconflito, para ajudar a acabar com a guerra e assegurar que ela não volte a recomeçar”, esclarece o enviado especial norte-americano.

    “Também passamos tempo a discutir o pacote de prosperidade da Ucrânia — como continuar a definir, refinar e avançar neste conceito para que a Ucrânia possa ser bem sucedida, resiliente, e verdadeiramente prosperar depois do fim da guerra. Muitos detalhes adicionais foram discutidos, e vamos continuar com este trabalho importante e coordenação no novo ano”, concluiu Witkoff.

  • Navio suspeito de rutura de cabo submarino no Báltico vinha da Rússia e seguia para Israel

    A polícia finlandesa confirmou hoje que o navio suspeito de uma possível rutura de um cabo submarino de telecomunicações no Báltico é o Fitburg, um cargueiro que fazia a rota entre São Petersburgo e o porto israelita de Haifa.

    Vários chefes da polícia e da guarda de fronteiras do país nórdico explicaram, em conferência de imprensa, que a tripulação do navio é composta por 14 marinheiros da Rússia, Geórgia, Azerbaijão e Cazaquistão, apesar de não terem querido revelar, por enquanto, a identidade nem a nacionalidade do capitão.

    “Os 14 membros da tripulação estão sob custódia policial. A polícia considera-os suspeitos de interferência agravada nas telecomunicações e de tentativa de sabotagem com agravantes”, disse aos jornalistas o chefe da polícia, Lkka Koskimäki.

    “Esta operação marítima demonstrou mais uma vez a excelente preparação da polícia e de outras autoridades para dar uma resposta rápida e cooperar de forma fluida dentro das suas respetivas jurisdições”, acrescentou.

    Segundo Koskimäki, o navio está a ser transferido para um local seguro em águas territoriais finlandesas para ser inspecionado e a investigação do incidente foi transferida para o Gabinete Nacional de Investigação da Finlândia (KRP).

  • "Acreditamos na vitória", diz Putin, em mensagem de ano novo

    Na tradicional mensagem de ano novo transmitida do Kremlin, Vladimir Putin destacou a atuação russa na guerra na Ucrânia, agradecendo os soldados da linha de frente e reafirmando que acredita na vitória do país.

    “É claro que cada um de nós tem os seus próprios planos pessoais, especiais e únicos. Mas estes são inseparáveis ​​do destino da nossa pátria e do nosso sincero desejo de beneficiá-la. Afinal, estamos juntos – o povo da Rússia”, disse, citado pela agência estatal russa TASS.

    “Parabenizo todos os nossos soldados e comandantes pelo ano novo que se aproxima! Acreditamos em vós e na nossa vitória!”, destacou o Presidente russo, deixando uma mensagem direta aos militares da linha de frente. “Assumiram a responsabilidade de lutar pela sua pátria, pela verdade e pela justiça. Milhões de pessoas em toda a Rússia – eu lhes asseguro! – estão convosco nesta véspera de ano novo. Estão a pensar em vós, a preocuparem-se e a torcerem”.

    “A força da nossa unidade determina a soberania e a segurança da pátria, o seu desenvolvimento e o seu futuro”, disse ainda Putin, que terminou com um recado a todos os russos.”Queridos amigos! Desejo a todos saúde e felicidade, compreensão mútua e prosperidade. E, claro, amor, que inspira”.

  • Polícia finlandesa investiga nova rutura de cabo submarino de telecomunicações

    A Polícia finlandesa anunciou hoje que está a investigar um navio suspeito de uma possível rutura de um cabo submarino de telecomunicações no mar Báltico, que liga a Finlândia e a Estónia.

    A investigação foi iniciada depois de a operadora finlandesa Elisa ter comunicado que detetou uma avaria num dos seus cabos submarinos, localizado na zona económica exclusiva da Estónia.

    A Guarda de Fronteiras identificou o navio suspeito de ter provocado a avaria e enviou para o local uma embarcação de patrulha e um helicóptero, que intercetaram o navio após confirmarem que este navegava com uma das âncoras submersas.

    “As autoridades finlandesas apreenderam o navio numa operação conjunta. A investigação do caso foi transferida da Secção da Guarda Costeira do Golfo da Finlândia para o Departamento de Polícia de Helsínquia”, refere a polícia em comunicado.

    A Procuradoria-Geral apresentou uma acusação formal contra o navio, que considera suspeito de um crime grave de sabotagem e de um crime de interferência agravada nas comunicações.

    Além da Polícia e da Guarda de Fronteiras, participam na investigação as Forças Armadas finlandesas, a Alfândega, a Agência dos Transportes e Comunicações (Traficom) e o operador da rede elétrica finlandesa, Fingrid.

    As autoridades finlandesas estão também a cooperar com outros países, sobretudo com a Estónia, para a troca de informações.

    “As autoridades finlandesas investigaram um navio suspeito de causar danos num cabo no Golfo da Finlândia”, afirmou o Presidente da Finlândia, Alexander Stubb, numa mensagem publicada na rede social X.

    “A Finlândia está preparada para desafios de segurança de vários tipos, e respondemos aos mesmos da forma necessária”, acrescentou o chefe de Estado, que agradeceu o trabalho da Polícia, da Guarda de Fronteiras e das restantes autoridades envolvidas.

    “Estamos a acompanhar a situação em cooperação com o Governo”, indicou ainda Alexander Stubb, enquanto o primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, adiantou na mesma rede social que falou com o seu homólogo estónio, Kristen Michal.

    “As nossas autoridades estão a trabalhar com uma boa cooperação”, afirmou Petteri Orpo.

  • Zelensky agradece "defensores" em mensagem de passagem de ano

    Pelas 17h na Ucrânia, 15h em Portugal, Volodymyr Zelensky partilhou no X uma mensagem a desejar uma boa passagem de ano para os ucranianos, e a agradecer os “defensores” da Ucrânia. “Mais um ano se passa, conquistado com muito esforço, dedicação e tenacidade, com base em princípios e no trabalho diário dos ucranianos”, começa por escrever o Presidente ucraniano, juntamente com uma fotografia ao lado da primeira-dama, Olena. “Este ano foi possível graças aos nossos defensores – aqueles que se mantiveram firmes não só pela Ucrânia, mas também por todos que prezam a liberdade e a dignidade”, destaca Zelensky, falando sobre os militares que se dedicaram à guerra nos últimos meses.

    “Juntos, seguimos em frente com aquilo que nos impulsiona: a experiência e a memória, a palavra da pátria, a esperança e a fé. Levamos connosco a capacidade de ação coletiva e a nossa humanidade – aquilo que perdura contra todas as adversidades. Acreditamos na paz, lutamos por ela e trabalhamos para alcançá-la. Feliz Ano Novo, queridos ucranianos!”

  • Revelados mais detalhes sobre suposto ataque com drones à residência de Putin

    O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um relatório detalhado sobre um suposto ataque com drones ucranianos à residência de Vladimir Putin em Valdai, avançando que mais de metade dos drones envolvidos foram destruídos a centenas de quilómetros da propriedade.

    De acordo com o Moscow Times, o major-general Alexander Romanenkov, que chefia as tropas de mísseis de defesa aérea das Forças Aeroespaciais Russas, disse que a Ucrânia realizou o ataque com drones “ao longo de várias rotas em direção à residência do presidente russo, passando pelas regiões de Bryansk, Smolensk, Tver e Novgorod”.

    “A configuração do ataque, o número de recursos de assalto aéreo envolvidos indicam claramente que o ataque terrorista do regime de Kiev foi deliberado, cuidadosamente planeado e conduzido de forma estratificada”, disse o general.

  • Putin afirma que a Rússia vencerá na Ucrânia no discurso de ano novo

    Na sua mensagem de ano novo, Vladimir Putin prometeu que a Rússia vai vencer a guerra na Ucrânia, projetando uma imagem do povo unido em apoio às forças armadas do país.

    “Vocês assumiram a responsabilidade de lutar pela sua terra natal, pela verdade e pela justiça”, disse Putin, dirigindo-se às tropas russas na linha de frente. “Milhões de pessoas em toda a Rússia, garanto-vos, estão convosco nesta noite de Ano Novo”, acrescentou, citado no Moscow Times.

    “Dou os parabéns todos os nossos soldados e comandantes pelo Ano Novo que se aproxima. Acreditamos em vocês e na nossa vitória”, continuou.

    Vladimir Putin disse ainda que os russos estavam “unidos por um amor sincero, altruísta e dedicado pela Rússia”: “A força da nossa unidade determina a soberania e a segurança da pátria, o seu desenvolvimento e o seu futuro”, disse, acrescentando que “o trabalho, os sucessos e as conquistas de cada um de nós acrescentam novos capítulos à história milenar [da Rússia]”.

  • Zelensky agradece à Roménia e à Croácia por aderirem ao PURL e anunciarem as primeiras contribuições

    Volodymyr Zelensky agradeceu à Roménia e à Croácia por aderirem ao PURL e anunciarem as suas primeiras contribuições para o programa.

    “Obrigado à Roménia e à Croácia por aderirem à iniciativa PURL e anunciarem as suas primeiras contribuições para a mesma. Esta é uma iniciativa importante que torna possível a aquisição de armas norte-americanas e reforça a nossa defesa, incluindo mísseis para Patriots e outras capacidades de que necessitamos”, afirmou o Presidente ucraniano numa publicação no X.

    Segundo Zelensky, desde o lançamento do PURL em agosto, 24 países já aderiram à iniciativa: Países Baixos, Dinamarca, Noruega, Suécia, Alemanha, Canadá, Estónia, Letónia, Lituânia, Islândia, Finlândia, Bélgica, Espanha, Luxemburgo, Portugal, Eslovénia, Polónia, Austrália, Grécia, Nova Zelândia, Macedónia do Norte, Montenegro, Roménia e Croácia.

  • A Rússia está a tentar sabotar processo de paz, afirma Kaja Kallas

    A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou numa publicação no X que as declarações russas alegando que a Ucrânia teria atacado instalações do governo russo são uma distração e uma tentativa de sabotar o processo de paz.

    “A alegação da Rússia de que a Ucrânia atacou recentemente instalações governamentais importantes na Rússia é uma distração deliberada. Moscovo pretende sabotar os progressos reais rumo à paz por parte da Ucrânia e dos seus parceiros ocidentais”, escreveu Kallas.

    A chefe da diplomacia da UE salientou ainda que ninguém deve aceitar as “alegações infundadas do agressor, que tem atacado indiscriminadamente as infraestruturas e os civis da Ucrânia desde o início da guerra”.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, denunciou que as forças ucranianas lançaram, na noite de 28 para 29 de dezembro, até 91 drones — embora tenham sido intercetados — contra a residência presidencial de Vladimir Putin, em Novgorod, refere a agência Europa Press.

    A Rússia classificou estes atos como “terrorismo de Estado” e sublinhou que não pretende abandonar a mesa de negociações, limitando-se a dialogar com os Estados Unidos, embora se reserve também ao direito de endurecer as suas posições.

  • Forças russas atacaram infraestrutura energética em Odessa durante a noite

    As forças russas atacaram durante a noite duas infraestruturas energéticas na região ucraniana de Odessa, avançou o grupo DTEK no Telegram.

    “Durante a noite, a Rússia atacou duas instalações energéticas da DTEK. Os danos são significativos. Levará tempo para restaurar o funcionamento dos equipamentos”, lê-se na mensagem.

  • Seis mortos e 23 feridos em ataques russos à Ucrânia no último dia

    Pelo menos seis pessoas morreram e 23 ficaram feridas nas últimas 24 horas na sequência de ataques russos ao território ucraniano. De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, foram intercetados 101 dos 127 drones lançados pela Rússia.

    Na região de Odessa, o governador Oleh Kiper dá conta de seis feridos, incluindo três crianças com idades entre sete meses e 14 anos. Foram todos hospitalizados.

    Já na região de Kharkiv, um homem de 68 anos foi morto e várias casas ficaram danificadas.

  • Rússia perdeu 1000 soldados na Ucrânia nas últimas 24 horas

    No último dia, 1000 soldados russos foram mortos ou feridos em combate na Ucrânia, avançou o Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas. O número de baixas das forças russas desde 24 de fevereiro de 2022 sobe assim para 1 207 910.

  • Três mortos em ataques russos a Donetsk no último dia

    No último dia, as tropas russas fizeram três mortes em ataques contra a região ucraniana de Donetsk, avançou o chefe da Administração Militar Regional, Vadym Filashkin.

    Segundo Filashkin, duas pessoas morreram em Kostiantynivka e uma pessoa em Oleksievo-Druzhkivka. Mais quatro pessoas na região ficaram feridas.

  • Xi Jinping saúda “passos firmes” da parceria com Rússia em mensagem a Putin

    O Presidente da China, Xi Jinping, sublinhou os “passos firmes” dados em 2025 na parceria estratégica com a Rússia e manifestou vontade de manter um “contacto estreito” com Vladimir Putin, numa mensagem de Ano Novo.

    Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, Xi Jinping destacou os “passos firmes” dados pela “parceria estratégica global de coordenação China-Rússia para uma nova era” ao longo de 2025, ano em que os dois líderes se reuniram presencialmente por duas vezes.

    O Presidente chinês afirmou que os dois países “se apoiaram mutuamente em quadros multilaterais como as Nações Unidas”, contribuindo com “sabedoria e força” para a reforma da governação global.

    Já Vladimir Putin sublinhou que os laços com a China mantiveram um “bom ímpeto de desenvolvimento” e geraram “resultados abundantes”, citando a ampliação da cooperação económica e comercial e os “progressos constantes” em projetos bilaterais.

    De acordo com a Xinhua, o chefe de Estado russo expressou ainda o desejo de continuar a manter “contacto estreito” com Xi Jinping sobre as relações bilaterais e questões internacionais importantes.

  • Bom dia,

    Iniciamos aqui um novo dia de cobertura jornalística da guerra na Ucrânia. Pode ver o que se passou ontem neste artigo em direto.

    Rússia diz que a Ucrânia atacou Moscovo com drones esta noite

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