Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Zelensky substitui o chefe do exército
- Rússia relata ataques de drones ucranianos em Kursk
- Reino Unido apresenta plano para enviar 10 mil soldados para a Ucrânia
- Trump e Putin deverão reunir-se esta semana para discutir situação da Ucrânia
- Rússia combate as últimas unidades militares ucranianas em Kursk
- Alemanha apela a que não se cometam os erros de 2014 com os Acordos de Minsk
- Rússia lançou 1.020 drones e 1.360 bombas na última semana
- Macron diz que é a Ucrânia, e não a Rússia, que tem de decidir se quer tropas ocidentais no seu território
- Sem cessar-fogo, Rússia e Ucrânia continuam ataques aéreos
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, domingo.
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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O que se passou até agora
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apresentou um plano para enviar 10.000 soldados à Ucrânia, num esforço conjunto de 35 países para aumentar a pressão económica sobre a Rússia e apoiar a segurança da Ucrânia a longo prazo. Esta medida foi discutida durante uma cimeira virtual organizada pelo Reino Unido, com a participação de líderes de cerca de 25 países. A proposta atual representa uma diminuição face aos 30.000 soldados inicialmente mencionados por Starmer numa reunião com o Presidente dos EUA, Donald Trump.
- Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, substituiu o chefe do exército ucraniano, nomeando Andrii Hnatov para o cargo. Esta mudança foi anunciada pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, que enfatizou a necessidade de reestruturação do sistema de comando para aumentar a eficácia em combate das Forças Armadas da Ucrânia. Anatoliy Bargylevych, o antigo chefe, continuará a desempenhar funções na reforma da inspeção principal.
- Os líderes mundiais continuam a debater uma possível trégua na guerra na Ucrânia, enquanto a Rússia e a Ucrânia mantêm ataques aéreos. A proposta de um cessar-fogo de 30 dias, impulsionada pelos Estados Unidos, foi aceite pela Ucrânia, mas a Rússia ainda negoceia os termos. O Presidente francês, Emmanuel Macron, sustentou que a presença de forças de manutenção de paz no território ucraniano é uma decisão soberana da Ucrânia, e não da Rússia.
- A Rússia diz ter abatido 27 drones ucranianos na região de Kursk, enquanto as forças de defesa russas destruíram 31 drones ucranianos no total. Além disso, Moscovo confirmou que está a combater as últimas unidades militares ucranianas que estavam sob controlo na região russa de Kursk, reduzindo significativamente o território que a Ucrânia controlava anteriormente.
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Zelensky substitui o chefe do exército
Volodymyr Zelensky substituiu o chefe do exército ucraniano, de acordo com o ministro da defesa do país, reporta a Skynews.
Andrii Hnatov será agora o novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas, substituindo Anatoliy Bargylevych, que só assumiu o cargo em fevereiro do ano passado.
“Estamos a transformar sistematicamente as Forças Armadas da Ucrânia para aumentar a sua eficácia em combate”, declarou o ministro da Defesa, Rustem Umerov, ao anunciar a mudança. “Isto implica a reestruturação do sistema de comando e a aplicação de normas claras”.
Bargylevych continua a “fazer parte da equipa”, acrescentando que lhe foi atribuída a tarefa de “reformar a inspeção principal”. “A sua missão é garantir o cumprimento das normas militares e reforçar a disciplina no seio das forças armadas”.
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Rússia relata ataques de drones ucranianos em Kursk
O Ministério da Defesa da Rússia tem estado a relatar vagas de ataques de drones ucranianos ao longo do dia sobre a região de Kursk, reporta a Sky News.
Moscovo disse ter abatido 27 drones ucranianos, enquanto outros nove foram reportados há pouco tempo. Não é claro se houve vítimas.
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Reino Unido apresenta plano para enviar 10 mil soldados para a Ucrânia
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apresentou um plano para enviar 10 mil soldados para a Ucrânia, durante a cimeira virtual este sábado organizada pelo Reino Unido e contou com a participação de líderes de cerca de 25 países, incluindo Portugal, representado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.
A informação está a ser avançada pelo The Sunday Times. Era sabido que o encontro serviu para se discutiur o aumento da pressão económica sobre a Rússia e a preparação para apoiar a segurança da Ucrânia a longo prazo, mas não eram conhecidos detalhes.
De acordo com o meio britânico, a proposta de Starmer inclui 10.000 soldados, principalmente do Reino Unido e da França, e passa por ter 35 países a comprometerem-se a fornecer armas, logística e apoio. A proposta é menor do que os 30.000 soldados que Starmer mencionou numa reunião com o Presidente dos EUA, Donald Trump, em fevereiro.
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Trump e Putin deverão reunir-se esta semana para discutir situação da Ucrânia
O enviado norte-americano à Rússia disse este domingo que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai reunir-se “esta semana” com Vladimir Putin para discutir a situação da Ucrânia, noticia a agência AFP.
“Ainda há muito para discutir, mas penso que os dois presidentes vão ter uma discussão muito boa e positiva esta semana”, afirmou Steve Witkoff, em declarações à CNN, acrescentando que Moscovo, Kiev e Washington “querem que tudo isto acabe”.
Na sexta-feira, o Kremlin disse que Vladimir Putin tinha entregado uma mensagem a Donald Trump sobre a proposta do enviado norte-americano para um cessar-fogo na Ucrânia. A Ucrânia concordou com uma trégua incondicional de 30 dias se a Rússia parasse com os ataques no leste do país.
Contudo, Vladimir Putin não concordou com qualquer trégua e decidiu estabelecer condições maximalistas, como a Ucrânia ceder cinco regiões anexadas pela Rússia, abandonar as ambições de Kiev de se juntar à NATO e desmantelar o governo ucraniano em vigor.
Por sua vez, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descreveu a conversa telefónica que teve com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, como “promissora”. “É difícil negociar um fim duradouro para uma guerra enquanto os beligerantes disparam uns sobre os outros e é, por isso, que o presidente [Trump] quer um cessar-fogo”, continuou o secretário de Estado norte-americano.
Steve Witkoff, enviado especial de Donald Trump, chegou a Moscovo na quinta-feira para apresentar aos russos o plano dos Estados Unidos para uma trégua de 30 dias no conflito na Ucrânia, ao fim de mais de três anos de guerra causada pela invasão russa.
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Rússia combate as últimas unidades militares ucranianas em Kursk
Moscovo diz que as forças russas estavam este domingo a combater as últimas unidades militares ucranianas que ainda se encontram na região russa de Kursk.
De acordo com a Reuters, nos últimos dias a Ucrânia já só controlava cerca de 110 quilómetros quadrados na região Kursk — quando no ano passado chegou a controlar mais de 1.300 quilómetros quadrados.
A ofensiva de Kursk, lançada pela Ucrânia no verão passado, foi o maior ataque ao território russo desde a Segunda Guerra Mundial — e Kiev procurava usar o controlo desse território como vantagem negocial com Moscovo.
Contudo, as forças russas têm avançado no território e recapturado uma grande parte da região ocupada.
No sábado, havia relatos contraditórios sobre se as últimas tropas ucranianas estariam ou não cercadas pelos militares russos.
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Alemanha apela a que não se cometam os erros de 2014 com os Acordos de Minsk
A ministra alemã dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que a Europa aprendeu a lição de como se comportou a Rússia depois dos Acordos de Minsk e defendeu não ser possível uma paz que só sirva para Moscovo se fortalecer.
Numa entrevista à radio Deutschlandfunk, a ministra cessante Annalena Baerbock afirmou que se a Rússia aceitar a proposta norte-americana de um cessar-fogo de 30 dias na Ucrânia, não se trata de “negociações de paz propriamente ditas”: “Apenas significa que podemos falar”.
Na recente reunião de ministros do G7, Baerbock transmitiu ao seu homologo dos Estados Unidos, Marco Rubio, que a Europa aprendeu a lição dos Acordos de Minsk, celebrados em 2014.
“Não deve acontecer o mesmo, em que todos esperavam que as coisas não corressem mal. As negociações de então só serviram para que Putin preparasse durante oito anos esta grande e brutal guerra”, assegurou.
Quanto à proposta de cessar-fogo, que foi aceite por Kiev, a ministra salientou que a bola está agora no campo de Moscovo.
No entanto, considerou que agora é difícil ao Presidente russo “vender à sua população” que os três anos de guerra fizeram sentido, uma vez que não conseguiu alcançar o objetivo de instalar um Governo em Kiev nem dividir a NATO.
Questionada sobre as divergências políticas com a administração de Donald Trump nos Estados Unidos e sobre as suas declarações sobre querer anexar o Canadá e a Gronelândia, a ministra relativizou a situação, dizendo não ser possível estar sempre de acordo em tudo e salientou a importância do diálogo.
“Cada vez mais atores desafiam a ordem internacional baseada em regras. Também nas nossas democracias, cada vez mais atores o fazem. A nova administração dos Estados Unidos ainda não decidiu de que lado está”, acrescentou.
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Rússia lançou 1.020 drones e 1.360 bombas na última semana
O Presidente ucraniano afirmou hoje que, na última semana, a Rússia lançou mais de 1.020 ‘drones’ e cerca de 1.360 bombas teleguiadas na Ucrânia, sublinhando que, se Moscovo quisesse realmente pôr fim à guerra, não se comportaria assim.
“Os russos lançaram mais de 1.020 ‘drones’ de ataque, cerca de 1.360 bombas aéreas guiadas e mais de 10 mísseis de vários tipos”, frisou Volodymyr Zelensky nas redes sociais.
As regiões e cidades atingidas incluem Chernihiv, Kherson, Donetsk, Kharkiv, Odessa, Poltava, Mykolaiv, Zaporíjia e Sumy, situadas no norte, leste, centro e sul do país, indicou o chefe de Estado ucraniano.
“Aqueles que querem que a guerra acabe o mais rapidamente possível não agem desta forma. É por isso que temos de continuar a exercer, em conjunto, pressão sobre a Rússia para a obrigar a pôr fim à sua agressão”, enfatizou Zelensky.
Nesse sentido, considerou necessárias “medidas decisivas”, como sanções, que não só devem ser mantidas, mas também endurecidas de forma contínua.
O presidente ucraniano concluiu a sua mensagem apelando à Europa, aos Estados Unidos e a “todos os que desejam a paz” no mundo para contribuírem para garantir “um acordo justo e duradouro” e sem guerra.
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Macron diz que é a Ucrânia, e não a Rússia, que tem de decidir se quer tropas ocidentais no seu território
O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse este domingo que cabe à Ucrânia — e não à Rússia — decidir sobre a presença de forças de manutenção de paz no seu território.
Numa entrevista a vários jornais franceses, citada pela Agência Reuters, Macron sublinhou que “a Ucrânia é soberana” e que, por isso, “se pedir forças aliadas no seu território, não é algo que a Rússia tenha de aceitar ou não”.
Este sábado, líderes de vários países ocidentais estiveram reunidos numa cimeira convocada por Londres para debater a guerra na Ucrânia. Uma das possibilidades colocadas em cima da mesa é a mobilização de uma força de manutenção de paz, com militares de vários países europeus e da NATO, para monitorizar o cumprimento de um futuro acordo de paz na Ucrânia.
Contudo, Moscovo tem sempre rejeitado a presença de militares da NATO na Ucrânia.
De acordo com Emmanuel Macron, esta força de manutenção de paz seria composta por “alguns milhares de soldados por país”, que seriam mobilizados para vários pontos-chave da Ucrânia.
Macron revelou ainda que há vários países europeus e não europeus interessados em participar nesta força. Os governos de França, Reino Unido e Austrália já se mostraram abertos à possibilidade de enviar militares para o terreno.
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Sem cessar-fogo, Rússia e Ucrânia continuam ataques aéreos
A Rússia e a Ucrânia continuam a lançar ataques aéreos contra os respetivos territórios, numa altura em que continua na incerteza a possibilidade de um cessar-fogo de 30 dias.
Como explica a Agência Reuters, Moscovo confirmou este domingo que as forças de defesa russas destruíram 31 drones ucranianos lançados contra o território russo.
Os ataques ucranianos contra o território russo registaram-se nas regiões de Voronezh, Belgorod, Rostov e Kursk. No ataque em Belgorod, três pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança de 7 anos, diz a Reuters.
Por seu turno, também na Ucrânia se registaram este noite vários ataques russos.
Na zona de Chernihiv, no norte do país, um ataque de drone lançado pela Rússia deixou um edifício em chamas. Em Kiev, a capital, havia esta madrugada registos de explosões.
No sábado, cerca de 25 líderes mundiais, incluindo os líderes de vários países europeus, do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia, da Comissão Europeia e da NATO participaram numa cimeira virtual organizada pelo Reino Unido para acertar posições relativamente a garantias de segurança à Ucrânia — incluindo mais sanções contra a Rússia e até a possibilidade de mobilização de uma força de manutenção de paz para a Ucrânia depois de alcançado um cessar-fogo.
Na semana passada, a Ucrânia aceitou a proposta dos EUA para um cessar-fogo de 30 dias. A Rússia disse estar aberta a essa possibilidade, pretendendo ainda negociar as condições desse cessar-fogo. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusa o homólogo russo, Vladimir Putin, de atrasar deliberadamente o cessar-fogo.
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Bom dia.
O Observador continua este domingo a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia.
O liveblog de sábado fica arquivado aqui.
“A bola está do lado da Rússia”, dizem países europeus e aliados