Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua este domingo a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Pode segui-los aqui.

    Reino Unido apresenta plano para enviar 10 mil soldados para a Ucrânia. Zelensky substitui o chefe do exército

  • Zelensky cria delegação para interagir com parceiros internacionais nas negociações pela paz

    Neste sábado o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ordenou a criação de uma delegação com o intuito de interagir com os parceiros internacionais da Ucrânia, com o objetivo de que “o processo de negociações alcance uma paz justa”.

    O chefe da delegação é Andriy Borisovych Yermak, Chefe de Gabinete do Presidente. A equipa é composta ainda por Andriy Ivanovych Sibigha, o Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia; Umierov Rustem Enverovych, o Ministro da Defesa da Ucrânia e Palis Pavlo Serhiyovych, o Vice-Chefe de Gabinete do Presidente.

  • Primeiro-Ministro australiano reforça apoio à Ucrânia: "Luta pelo respeito e pelo direito internacional"

    Depois da cimeira organizada por Keir Starmer, o Primeiro-Ministro australiano, Anthony Albanese, usou o X para reagir. No comunicado, diz que a guerra é “uma luta pelo respeito e pelo direito internacional” e reforça que a Austrália “vai apoiar a Ucrânia enquanto for necessário”.

    “O regime do Presidente Putin tem objetivos imperialistas, na Ucrânia e não só”, destaca ainda Albanese, que afirma que a Austrália disponibilizou 1,5 mil milhões de dólares à Ucrânia, incluindo 1,3 mil milhões de dólares em apoio militar e treinamento para as forças ucranianas.

  • Macron diz que Rússia "não dá a impressão de querer a paz"

    Em declarações à agência AFP, citada pelo France 24, Emmanuel Macron disse que a Rússia “não dá a impressão de sinceramente querer a paz”.

    O Presidente francês diz que a Rússia tem “escalado as ofensivas” e reforça que Putin parece “querer tudo, para depois negociar”. “A Russia deve responder de forma clara e a pressão deve ser clara, em conjunto com os EUA, para obter o cessar-fogo”, concluiu.

  • Zelensky pede fortalecimento militar da Europa e apela para "aumento massivo da produção em todos os países aliados"

    Numa publicação no X, Volodymyr Zelensky apelou para que os países europeus aumentem os investimentos em defesa. “Todos entendem que no ritmo atual a Ucrânia e a Europa estarão fortalecidos dentro de cinco anos. Acreditamos que este é um tempo longo e perigoso demais”, escreveu o Presidente ucraniano, que pediu ações rápidas e coordenadas.

    “Isso significa fortalecer e aumentar massivamente a produção em todos os países aliados, para criar garantias de segurança reais para toda a Europa”. Numa partilha seguinte, Zelensky disse ainda que o fortalecimento militar da Europa é “uma responsabilidade partilhada. A Ucrânia não o pode fazer sozinha”.

  • Cerca de 50 mil pessoas manifestam-se em Roma para defender unidade da UE

    Cerca de 50 mil pessoas, incluindo intelectuais, artistas e autarcas de toda a Itália, reuniram-se este sábado na Praça do Povo, em Roma, para reafirmar os valores fundadores da União Europeia e pedir unidade num momento crítico para a instituição.

    O comício “Uma Praça para a Europa” nasceu de um apelo público lançado pelo jornalista e escritor Michele Serra nas páginas do diário La Repubblica, que propôs um grande encontro apartidário para reafirmar os valores fundadores da União Europeia (UE), a democracia e a paz, convidando cidadãos, governantes locais, sindicatos e movimentos cívicos a unirem-se sob a bandeira azul com as estrelas europeias.

    Assim, milhares de cidadãos reuniram-se na Piazza del Popolo, em Roma, com bandeiras europeias nas mãos, numa manifestação que contou com a presença de vários presidentes de câmara italianos e do presidente da câmara da cidade espanhola de Barcelona, Jaume Collboni, que aceitou o convite do seu homólogo de Roma, Roberto Gualtieri.

    “Somos 50.000 pessoas reais. Foi uma manifestação de paz e de democracia. Obrigado a todos e a cada um de vós. Somos cidadãos europeus”, concluiu Serra na manifestação.

    Collboni foi convidado a subir ao palco para intervir e garantiu: “Nós, autarcas, estamos prontos a fazer a nossa parte, a apoiar a Ucrânia, a enfrentar os desafios da economia. A Europa não é uma burocracia abstrata”.

  • Trump aponta Kellog para comunicação direta com Zelensky

    Donald Trump anunciou no seu perfil no Truth Social que delegou Keith Kellog como enviado especial à Ucrânia. O Presidente norte-americano destaca a experiência militar de Kellog e diz que o general vai “tratar diretamente com o Presidente Zelensky e as lideranças ucranianas”. Trump destaca ainda que Kellog conhece bem Zelensky e que os dois “têm uma ótima relação profissional”.

  • Primeiro-ministro da Hungria afirma que “império de Bruxelas” abusa do seu poder

    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, voltou hoje a criticar a União Europeia, afirmando que o “império de Bruxelas” abusa do seu poder, e defendeu que as forças ultraconservadoras são cada vez mais fortes no mundo.

    “O império de Bruxelas abusa do seu poder”, afirmou hoje o líder húngaro, acrescentando que não se deve virar costas à União Europeia, mas “ocupá-la e mudá-la”.

    Orbán discursava para milhares de apoiantes que, em frente ao Museu Nacional, celebravam o feriado nacional da revolução húngara de 1848 contra o domínio dos Habsburgos.

    Numa praça próxima ao Museu Nacional, críticos e opositores de Orbán vaiaram todo o seu discurso.

    “Chegará o tempo de reclamarmos os direitos que [Bruxelas] nos tirou”, afirmou o primeiro-ministro, que repetidamente acusa a União Europeia de limitar as competências nacionais.

    Orbán, que é aliado do Presidente norte-americano e do Presidente russo, defendeu ainda que “os patriotas são o futuro”, uma vez que ganharam força e venceram as eleições nos Estados Unidos, Holanda e Áustria.

    Numa referência à imigração, o líder húngaro afirmou que “o império quer substituir os nativos do continente por massas invasoras de civilizações estrangeiras”.

    Simultaneamente, acusou Bruxelas de querer ” desviar os filhos e netos da ordem saudável da criação para um caos não natural” e de criar “um império global arco-íris”.

    Esta semana, o partido de Orbán, o Fidesz, propôs alterações à Constituição húngara para permitir a suspensão da cidadania e deportação de cidadãos húngaros com dupla nacionalidade, caso se considere que são uma ameaça à soberania ou segurança nacional do país.

    Outra alteração visa a comunidade LGBTQ+, tendo o partido de Orbán afirmado que o evento anual da Marcha do Orgulho, que se celebra em Budapeste desde os anos 1990, seria proibido a partir deste ano.

    Em fevereiro, Orbán apelou a leis mais rigorosas para vetar os meios de comunicação e organizações não-governamentais que no passado beneficiaram de ajudas externas.

    Hoje, avançou que nas próximas semanas a Hungria vai acabar com os meios de comunicação social e outras organizações que receberam financiamento do estrangeiro, comparando-os a insetos.

    “Depois da reunião festiva de hoje, vem a limpeza da Páscoa. Os insetos já passaram o inverno. (…) Vamos desmantelar a máquina financeira que usou dólares corruptos para comprar políticos, juízes, jornalistas, pseudo-ONG e ativistas políticos. Vamos eliminar todo o exército sombra”, afirmou.

    Já quanto à Ucrânia, o primeiro-ministro reiterou que não apoiará a integração do país vizinho na União Europeia e garantiu que, “sem a Hungria não haverá nenhuma decisão sobre a questão”, dando a entender que vetará qualquer decisão sobre o assunto.

    Orbán, que está no poder desde 2010, tem usado as celebrações do 15 de março como “um pódio” para lançar discursos hostis contra a União Europeia, à qual a Hungria pertence desde 2004.

  • Zelensky: "Cessar-fogo já podia ter acontecido, mas a Rússia está a fazer tudo para o evitar"

    Já depois da cimeira desta manhã com cerca de 25 líderes ocidentais, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, publicou uma longa mensagem nas redes sociais em que acusa Vladimir Putin de mentir e de adiar propositadamente a entrada em vigor de um cessar-fogo de 30 dias, nos termos da proposta norte-americana.

    “Falei na reunião dos líderes europeus dizendo que o caminho para a paz tem de começar incondicionalmente. Se a Rússia não quer isto, então tem de ser aplicada uma forte pressão até eles o quererem. Moscovo só entende uma linguagem”, escreveu Zelensky no Twitter.

    “Desde terça-feira que está em cima da mesa uma proposta de cessar-fogo — um silêncio da guerra no ar, no mar e na linha da frente. É uma proposta norte-americana — um cessar-fogo total e incondicional de 30 dias. Nesse tempo, sem mortes, será realmente possível negociar todos os aspetos de uma verdadeira paz”, acrescentou.

    No entender de Zelensky, é possível neste momento ver “claramente” quem é que está “a atrasar tudo” e a impedir a paz. “Um cessar-fogo já podia ter acontecido, mas a Rússia está a fazer tudo para o evitar”, escreveu Zelensky. “Putin está a mentir a toda a gente sobre a situação no terreno, sobretudo sobre o que está a acontecer na região de Kursk, onde as nossas forças ucranianas continuam as suas operações.”

    “Putin também está a mentir sobre como um cessar-fogo seria, supostamente, demasiado complicado. Na verdade, tudo pode ser controlado e discutimos isto com os americanos. A verdade é que Putin já arrastou a guerra durante quase uma semana depois das conversações em Jeddah e vai continuar a arrastá-la”, assinalou Zelensky, que diz esta é “a guerra da Rússia”.

    Na mensagem, o líder ucraniano pede ainda mais garantias de segurança, apoio militar e sanções à Rússia — e volta a colocar o tema da segurança europeia no centro da discussão, apelando aos países europeus: “Não deveriam demorar três a cinco anos para produzir munições quando é a vossa defesa e segurança que está em causa. Por favor, façam-no o mais rapidamente possível.”

  • Ucrânia. Consenso entre europeus e aliados sobre a Rússia é "consolidação de aliança que extravasa a UE"

    Paulo Sande, especialista em assuntos europeus, acredita que resoluções da reunião com países europeus e aliados é consolidação de apoio importante a Kiev e sinal de que o apoio à Ucrânia continuará.

    Ouça aqui na íntegra a entrevista a Paulo Sande

    Ucrânia. Consenso entre europeus e aliados sobre a Rússia é “consolidação de aliança que extravasa a UE” e sinal de que “apoio continuará”

  • Costa diz que Rússia tem de mostrar “real vontade política” para acabar com guerra

    O presidente do Conselho Europeu defendeu hoje que a Rússia tem de mostrar “real vontade política” para acabar com o conflito na Ucrânia e disse que a Europa quer garantir que os ucranianos tenham uma posição forte em futuras negociações.

    “Agora, a Rússia precisa de mostrar real vontade política para acabar com a guerra”, escreveu António Costa na rede social X, depois de uma reunião de 25 países, por videoconferência.

    Na publicação, António Costa diz que a Europa está empenhada em “assegurar que a Ucrânia tem uma posição forte em futuras negociações de paz”.

    “A União Europeia contribui ativamente para fortalecer a Ucrânia e aumentar a sua capacidade de defesa, através de apoio político, financeiro e militar, para alcançar uma paz completa, justa e duradoura”.

    António Costa participou nesta reunião de cerca de duas horas a partir de Lisboa, do Ministério da Defesa Nacional, onde esteve também o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

    No X, o presidente do Conselho Europeu agradece ainda ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por organizar esta reunião virtual para debater “os progressos e considerar próximos passos” com vista ao cessar-fogo na Ucrânia.

  • Meloni afasta participação da Itália em eventual força de paz na Ucrânia

    A primeira-ministra italiana informou hoje outros líderes europeus que o seu Governo não tenciona participar com tropas italianas numa potencial força de paz para a Ucrânia, um dos temas em debate no âmbito de um possível cessar-fogo.

    “A primeira-ministra confirmou que a Itália tenciona continuar a trabalhar com os seus parceiros europeus e ocidentais e com os Estados Unidos para definir garantias de segurança credíveis e eficazes, reiterando que não está prevista a participação nacional numa eventual força militar no terreno”, afirmou o Governo italiano em comunicado.

    Embora a sua presença não fosse ainda certa, Giorgia Meloni acabou por se juntar à cimeira virtual convocada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e à qual assistiram, entre outros, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o Presidente francês, Emmanuel Macron.

    Em comunicado, o Governo italiano sublinhou a necessidade de trabalhar em prol de “uma paz justa e duradoura” e “da futura soberania e segurança da Ucrânia”, objetivos que Meloni quer abordar com vários parceiros, incluindo os Estados Unidos, com vista a “definir garantias de segurança credíveis e eficazes”.

    Meloni reiterou que “não está previsto” que as tropas italianas possam participar “numa eventual força militar no terreno”, uma hipótese na qual Starmer e Macron, principalmente, estão a trabalhar.

  • Luís Montenegro: Portugal estará ao lado dos seus “aliados para garantir a paz e a segurança hoje e no futuro”

    Na reunião por videoconferência sobre o cessar-fogo na Ucrânia, o primeiro-ministro salientou que Portugal estará ao lado dos seus aliados “para garantir a paz e a segurança hoje e no futuro”.

    “Participei hoje numa reunião promovida pelo Reino Unido e pela França no quadro dos esforços para alcançar um cessar-fogo na Ucrânia, com base em negociações para uma paz justa e duradoura”, escreveu o primeiro-ministro na sua página oficial na rede social X.

    Luís Montenegro indicou que Portugal estará ao lado dos seus “aliados para garantir a paz e a segurança hoje e no futuro”, seguindo “os princípios do direito internacional”.

    O primeiro-ministro entrou nessa reunião por videoconferência a partir do Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa, onde esteve também o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

    A reunião durou cerca de duas horas. No final, Luís Montenegro e António Costa saíram do edifício ao mesmo tempo.

    Nas redes sociais, o primeiro-ministro partilhou imagens ao lado do presidente do Conselho Europeu.

    Fonte do gabinete do primeiro-ministro salientou que “Portugal tem manifestado disponibilidade para contribuir em conjunto com os seus parceiros europeus, para um quadro de iniciativas que contribuam para alcançar a paz, em linha com os princípios do direito internacional, e para garantir que a mesma possa ser sustentável no tempo”.

    A reunião, em que participaram perto de 30 países europeus e não europeus, “enquadra-se nos contactos em diferentes formatos realizados nas últimas semanas sobre iniciativas de paz e futuras garantias de segurança para a Ucrânia, que têm contado com a participação de Portugal a nível político e militar”, referiu a mesma fonte.

    “As discussões neste formato visam abordar a prossecução dos esforços para obtenção de um cessar-fogo, que sirva de base a negociações para uma paz justa e duradoura, suportada por garantias de segurança robustas e eficazes para a Ucrânia”, acrescentou o gabinete do primeiro-ministro.

  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que após os esforços recentes para um possível cessar-fogo de 30 dias entre a Ucrânia e a Rússia, a responsabilidade agora recai sobre a Rússia. Starmer elogiou a disposição do Presidente Zelensky em aceitar a proposta dos EUA para um cessar-fogo imediato e incondicional e instou o Kremlin a demonstrar seriedade em relação à paz, salientando que, caso Putin recuse o cessar-fogo, será necessário aumentar a pressão sobre a Rússia.
    • A cimeira virtual organizada pelo Reino Unido contou com a participação de líderes de cerca de 25 países, incluindo Portugal, representado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. No encontro, discutiu-se o aumento da pressão económica sobre a Rússia e a preparação para apoiar a segurança da Ucrânia a longo prazo. A reunião enquadra-se em esforços diplomáticos para incentivar uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia.
    • As forças armadas russas e ucranianas trocaram intensos ataques aéreos durante a noite, com ambos os lados reportando a presença de mais de 100 drones inimigos sobre os respetivos territórios. Este acontecimento surge num momento em que são discutidos detalhes para um cessar-fogo de 30 dias proposto pelos EUA, mas com pontos ainda por resolver que continuam a ser um entrave à trégua.
    • Volodymyr Zelensky desmentiu informações oriundas da Rússia que alegavam que as forças ucranianas estavam cercadas na região russa de Kursk. Zelensky destacou que as operações ucranianas na área continuam conforme planeado, refutando assim as alegações de Moscovo e afirmando que tropas russas e norte-coreanas continuam a ser enfrentadas sem surgir um cerco às tropas ucranianas.

  • Starmer não se compromete com as funções concretas da eventual força de manutenção de paz aliada na Ucrânia

    Keir Starmer foi questionado sobre qual a real eficácia da força de manutenção de paz proposta por esta “coligação de vontades”, que inclui vários países europeus, a UE, a NATO e outros países aliados, como o Canadá, a Austrália ou a Nova Zelândia, quais as regras que se aplicariam a esta força e qual a razão pela qual não seria a ONU a assegurar esta manutenção de paz, como habitual.

    Contudo, Starmer acabou por fugir à questão, remetendo para uma “reunião operacional” na próxima quinta-feira as discussões sobre as capacidades militar envolvidas na força. Starmer disse ainda que pretende que o Reino Unido assuma um “papel de liderança” nesta força, mas afirmou que primeiro é necessário que seja alcançado um acordo de paz.

    Starmer foi também questionado sobre a eventual disseminação de armas nucleares numa altura em que as condições de segurança no mundo se estão deteriorar — e respondeu dizendo que o Reino Unido pretende “fazer todos os possíveis para evitar um aumento da disponibilidade de armas nucleares”.

    Quanto às formas de aplicar pressão sobre a Rússia, Starmer defendeu que é necessário aumentar o apoio militar à Ucrânia e aumentar as sanções contra a Rússia. Sobre o primeiro ponto, o primeiro-ministro britânico assegura que foram feitos novos compromissos esta manhã nesse sentido. Sobre as sanções, terá de haver discussões mais aprofundadas sobre novos caminhos a explorar, incluindo no que toca ao que fazer com os ativos russos congelados.

  • Starmer garante que esforços de apoio à Ucrânia têm de ser feitos em conjunto com os EUA

    Questionado pelos jornalistas em conferência de imprensa, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, garante que todos os esforços discutidos este sábado na cimeira virtual têm de ser feitos “em conjunto com os Estados Unidos”.

    “Como penso que sabem, estamos a falar com os Estados Unidos diariamente. Por isso, a posição de fazer isto em conjunto com os EUA não mudou. E é por isso que temos as discussões detalhadas que temos”, disse ainda.

    Starmer garantiu mesmo que “o Presidente Trump está absolutamente comprometido com uma paz duradoura que é necessária na Ucrânia e tudo o que ele está a fazer é orientado nesse sentido”.

  • Após Ucrânia concordar com cessar-fogo, "a bola está do lado da Rússia", diz Starmer. Aliados disponíveis para força de manutenção de paz

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, diz que, depois dos esforços dos últimos dias com vista a um possível cessar-fogo de 30 dias entre a Ucrânia e a Rússia, “agora a bola está do lado da Rússia”.

    “Agradecemos os esforços do Presidente Trump, do Presidente Zelensky e das suas equipas negociais em assegurar um notável avanço no acordo de paz em Jeddah, esta semana, e o compromisso do Presidente Zelensky com a proposta dos EUA para um cessar-fogo imediato e incondicional de 30 dias, sujeito a acordo pela Rússia”, diz Starmer num comunicado emitido depois da reunião entre os líderes de várias dezenas de países convocada pelo Reino Unido.

    “Concordámos que, agora, a bola está do lado da Rússia e o Presidente Putin tem provar que está a falar a sério sobre a paz e concordar com um cessar-fogo em termos iguais”, considera Starmer.

    “A hesitação e o atraso do Kremlin sobre a proposta de cessar-fogo do Presidente Trump e os contínuos ataques bárbaros da Rússia contra a Ucrânia vão totalmente contra o desejo de paz declarado pelo Presidente Putin”, acrescenta o líder britânico.

    No comunicado, Keir Starmer diz que um dos resultados da reunião de líderes é uma nova reunião, esta semana, entre chefes militares para desenvolver “planos práticos sobre como os nossos exércitos podem apoiar a segurança futura da Ucrânia”.

    “Vamos reforçar as defesas e as forças armadas da Ucrânia e vamos estar prontos para mobilizar, como uma ‘coligação de vontades’, no caso de um cessar-fogo, para ajudar na segurança da Ucrânia em terra, mar e ar”, afirmou Starmer. “No caso de um cessar-fogo, enfatizámos a necessidade de uma forte monitorização, para assegurar que quaisquer violações do acordo são identificadas e denunciadas.”

    O líder britânico destaca ainda que, no caso de Putin recusar o cessar-fogo imediato e incondicional, será preciso aumentar a pressão sobre a Rússia para convencer Putin a negociar.

    “Neste sentido, vamos acelerar o nosso apoio militar, apertar as nossas sanções contra as receitas russas e continuar a explorar todas as vias legais para assegurar que a Rússia paga pelos danos provocados à Ucrânia”, disse ainda Starmer, que promete para os próximos dias mais discussões sobre o assunto.

  • Keir Starmer fala às 12h30 depois de reunião com líderes mundiais

    O primeiro-ministro do Reino Unido deverá dar uma conferência de imprensa por volta das 12h30, diz a imprensa britânica.

    Já terminou a reunião virtual com líderes de cerca de 25 países sobre a defesa da Ucrânia.

  • Ucrânia desenvolve e usa com sucesso míssil com alcance de mil quilómetros

    Na mesma mensagem no Twitter, Zelensky dá ainda atualizações sobre o programa de desenvolvimento de mísseis da Ucrânia, que já está a ter “resultados tangíveis” depois de um teste bem sucedido de um míssil Neptune, com o alcance de mil quilómetros.

    “O míssil de longo alcance Neptune foi testado e usado com sucesso em combate. Um novo míssil ucraniano, um ataque preciso. O alcance é de mil quilómetros”, escreveu Zelensky.

    O líder ucraniano agradeceu às equipas ucranianas envolvidas no desenvolvimento dos novos mísseis. “Vamos continuar o nosso trabalho para assegurar a segurança da Ucrânia”, disse.

    Até aqui, lembra a Sky News, os mísseis com maior alcance à disposição das forças ucranianas eram os ATACMS norte-americanos, com cerca de 300 quilómetros de alcance.

  • Zelensky acusa Rússia de "ignorar a diplomacia" e querer "prolongar a guerra"

    Volodymyr Zelensky acusa a Rússia de querer “ignorar a diplomacia” e querer “prolongar a guerra”.

    Numa mensagem no Twitter, Zelensky diz que as forças ucranianas estão a observador movimentações das tropas russas junto à fronteira com a Ucrânia.

    “Isto indica uma intenção de atacar a nossa região de Sumy”, diz Zelensky.

    “A concentração de forças russas indica que Moscovo pretende continuar a ignorar a diplomacia. É evidente que a Rússia está a prolongar a guerra”, escreve ainda o líder ucraniano.

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