Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, anunciou uma conversa telefónica iminente com Vladimir Putin, marcada para terça-feira. O objetivo principal é discutir a possibilidade de um acordo de paz para terminar a guerra na Ucrânia. Trump destacou que as discussões abrangerão territórios, centrais elétricas, e a possível divisão de ativos. As expectativas da Casa Branca estão otimistas, acreditando que a paz “nunca esteve tão perto”.
    • O apoio contínuo à Ucrânia e a pressão sobre a Rússia estão no topo da agenda internacional, com diversos países a tomarem medidas proativas. A União Europeia planeia apresentar um plano para se tornar independente das importações de energia da Rússia, um movimento considerado essencial face ao impacto económico do conflito. Simultaneamente, mais de 30 países estão dispostos a enviar tropas de paz para a Ucrânia, caso um cessar-fogo seja acordado.
    • Há contínuas hostilidades no terreno, com a Ucrânia a abater 90 drones kamikazes que atacaram várias regiões. Estes ataques causaram danos significativos em infraestruturas, incluindo sistemas elétricos. Além disso, as forças russas afirmam ter assumido o controlo da cidade ucraniana de Stepove, intensificando as tensões na região de Donetsk, perto da fronteira russa.
    • A proposta de um cessar-fogo temporário enfrenta resistência, nomeadamente por parte da Rússia, que exige que a Ucrânia nunca se torne membro da NATO como parte de qualquer acordo de paz. Esta posição alimenta o ceticismo da União Europeia quanto ao genuíno interesse russo em pôr fim ao conflito. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia também reiterou estas exigências, destacando a discordância fundamental entre as partes envolvidas.

    [No podcast “Somos Todos Malucos“, António Raminhos fala sobre os nossos medos, ansiedades e superações em conversas descomplicadas e divertidas em torno da saúde mental. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts e no Spotify]

  • Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta terça-feira no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.

    Ucrânia: Putin e Trump falam esta terça-feira ao telefone. Grupos de países aliados da Ucrânia reúnem-se quinta-feira sem os EUA

  • Apoio à Ucrânia na agenda da visita a Londres de Kaja Kallas

    O apoio à Ucrânia e a estabilidade nos Balcãs Ocidentais vão estar na agenda da visita da chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, na terça-feira a Londres, para contactos com o Governo britânico.

    A Alta-Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança vai ser recebida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, David Lammy, e o ministro da Defesa, John Healey, e vai encontrar-se com o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Roly Walker.

    De acordo com um comunicado, Londres e Bruxelas vão discutir formas de aumentar a pressão económica sobre a Rússia para alcançar a paz na Ucrânia e também colaboração no combate a ameaças híbridas de Moscovo, como ciberataques, interferência eleitoral e a desinformação.

    Estima-se que as sanções impostas pelo Reino Unido, UE e outros parceiros internacionais terão privado a economia russa de 450 mil milhões de dólares (412 mil milhões de euros no câmbio atual) desde fevereiro de 2022.

  • "Muitos elementos do acordo final estão fechados, mas ainda falta muito", adianta Trump

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, recorreu às redes sociais para falar sobre a conversa telefónica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, que terá lugar esta terça-feira de amanhã

    “Muitos elementos de um acordo final já foram fechados, mas ainda falta muito”, escreveu Donald Trump na conta pessoal da Truth Social.

    O líder norte-americano recordou a morte de “milhares de jovens soldados estão a ser mortos”. “Cada semana causa 2.500 soldados mortos, de ambos os lados, e isto deve acabar agora”, referiu Donald Trump.

  • Zelensky: cessar-fogo temporário "já poderia ter começado há algum tempo", mas Putin "continua a arrastar a guerra"

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recordou hoje que faz amanhã uma semana que foi apresentada a proposta norte-americana de um cessar-fogo temporário no ar, no mar e nas linhas da frente.

    “A implementação desta proposta poderia ter começado há algum tempo”, notou Volodymyr Zelensky no seu discurso diário, lembrando que “todos os dias em tempo de guerra” há vidas em risco.

    Porém, quase uma semana depois, é “claro para todo o mundo” que o líder russo, Vladimir Putin, continua “arrastar esta guerra”.

    “Há uma semana que Vladimir Putin continua incapaz de dizer ‘sim’ à proposta de cessar-fogo. Ele diz o que quer, mas não é o que todo o mundo quer ouvir”, denunciou o Presidente da Ucrânia.

    Volodymyr Zelensky acredita igualmente que uma “proposta de cessar-fogo incondicional é essencial para salvar vidas, permitindo diplomatas a trabalhar para garantir a segurança e um paz duradoura”.

    Esta proposta está a ser “ignorada” pela Rússia, lamentou Volodymyr Zelensky, que pede a renovação da pressão para “fazer finalmente Moscovo aceitar que esta guerra deve ter um fim”.

  • Zelensky e Macron falam ao telefone sobre "garantias de segurança"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falou hoje com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, sobre “garantias de segurança claras”, numa conversa que definiu como “muito construtivas”.

    “Discutimos os resultados do encontro online que teve lugar no sábado. A coligação de países que estão dispostos a trabalhar connosco para uma paz duradoura está a crescer”, afirmou Volodymyr Zelensky, classificando que isso é “muito importante”.

  • Marcelo diz que Estados Unidos devem garantir durabilidade de solução de paz a que se chegar

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta segunda-feira, na Eslovénia, que os Estados Unidos devem garantir “a durabilidade da solução de paz a que se chegar” na Ucrânia, ou seja, envolverem-se na segurança do país.

    Em declarações aos jornalistas em Ljubljana após um encontro com a comunidade portuguesa na Eslovénia, durante o qual salientou que os dois países pensam “exatamente da mesma maneira” a nível de defesa da Ucrânia face à invasão russa, Marcelo, comentando as iniciativas dos Estados Unidos para um acordo de paz, apontou que a posição de Portugal é a de considerar “importante caminhar para a paz”, mas desde “que não seja uma paz ilusória, não seja uma aparência de paz”.

    De acordo com Marcelo, sendo o objetivo um acordo de paz “que verdadeiramente crie condições de duração e seja sustentável”, é “fundamental” para a Ucrânia “a garantia de que o cessar-fogo, trégua, ou o que se chamar, tem continuidade e é garantida pela Europa como um todo, e até países de outros continentes, e conta com o apoio norte-americano”.

    “Aqui [na Eslovénia] sente-se mais, porque estamos mais a leste, mas para todo o continente europeu é fundamental que esta paz seja uma paz que não seja um intervalo entre duas guerras, e um intervalo muito curto e muito pouco duradouro. É isso que naturalmente está a ser discutido e é isso que todos querem”, disse.

  • "Não foi fácil", mas Ucrânia está agora "a fazer a coisa certa", diz Trump

    O Chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, considerou que não “foi fácil” que a Ucrânia alinhasse na estratégia de paz norte-americana.

    “Não foi uma situação fácil. Tivemos um vislumbre na Sala Oval. Mas a Ucrânia está a fazer a coisa certa agora mesmo”, definiu Donald Trump.

    O Presidente norte-americano criticou o seu antecessor, Joe Biden, pela “vergonha” que consistiu a sua gestão na guerra da Ucrânia.

  • Trump insiste em cerco de tropas ucranianas em Kursk: "Não fosse eu e eles já não estariam aqui"

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, insiste que as tropas ucranianas estão cercadas na região russa de Kursk, uma informação que foi desmentida pela Ucrânia.

    Em declarações aos jornalistas, Donald Trump puxou dos galões para dizer que foi capaz de “salvar alguns soldados ucranianos”. “Estavam cercados pelos soldados russos. Se não fosse por mim, não estariam mais aqui.”

    “É uma situação má na Rússia, é uma situação má na Ucrânia” definiu Donald Trump.

    O Presidente norte-americano disse ainda que “está envolvido” nestas negociações de paz porque estão “envolvidas muitas pessoas”. “Há muitas pessoas a morrer. Estou envolvido pela Humanidade.”

  • Bruxelas avança com plano para UE ser independente das importações de energia da Rússia: "Nem uma molécula de Putin"

    A Comissão Europeia anunciou hoje que vai apresentar, “muito em breve”, um plano para a União Europeia (UE) ser totalmente independente das importações de energia da Rússia, falando em compras que ainda valem “2.400 caças F-16 completamente novos”.

    “Queremos ser independentes das importações de energia da Rússia. Isto significa que, muito em breve, apresentarei um plano sobre a forma de atingir este objetivo, que é mais relevante agora do que há alguns meses”, disse o comissário europeu da Energia, Dan Jorgensen.

    Falando em conferência de imprensa após a reunião dos ministros da Energia da UE, o responsável europeu da tutela acrescentou: “Se calcularmos quanto gastámos na compra de combustíveis fósseis à Rússia desde fevereiro de 2022, esse montante é equivalente ao preço de custo de 2.400 caças F-16 completamente novos”.

    “Isto mostra quão má a situação é”, alertou Dan Jorgensen.

    A posição surge quando a UE ainda importa 13% do gás russo, o que compara com uma percentagem de 45% antes da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, conflito que entra no quarto ano.

    “Não queremos estar numa situação em que dependemos da Rússia e enchemos o cofre de guerra de Putin [Presidente russo]” na Ucrânia, adiantou.

    Dan Jorgensen vincou ainda: “Se dependesse de mim, se dependesse de nós, não receberíamos uma única molécula de Putin”.

  • Macron desafia Putin a aceitar trégua. E "está confiante" que Trump está "comprometido" com cessar-fogo

    O Presidente de França, Emmanuel Macron, pressionou hoje o seu homólogo russo, Vladimir Putin, a aceitar o cessar-fogo de 30 dias proposto pelos Estados Unidos da América (EUA).

    “O Presidente Zelensky demonstrou coragem para aceitar a proposta de 30 dias dos Estados Unidos. Cabe agora à Rússia a provar que quer verdadeiramente a paz. Chega de mortes”, escreveu o líder francês no X.

    Emmanuel Macron está igualmente “confiante” de que o Presidente Trump “está comprometido” em alcançar a paz na Ucrânia.

    “Devemos avançar com todos os parceiros e apresentar um plano de paz concreto. Um plano de paz que providencie garantias de segurança para a Ucrânia. Um plano de paz que garanta uma paz duradoura para a Ucrânia e para a Europa. Um plano de paz que previna a Rússia de atacar novamente”, salientou o líder francês.

  • "Temos mais cartas para jogar." MNE britânico diz que G7 podem colocar mais pressão à Rússia, se Putin recusar cessar-fogo

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, David Lammy, avisou hoje que as sete economias mais fortes do mundo (G7) podem ainda colocar mais pressão sobre a Rússia, caso o país rejeite a trégua de 30 dias acordada com os Estados Unidos.

    Citado pelo Guardian, o chefe da diplomacia britânica referiu que se encontrou “terreno comum” na reunião dos G7, que contou com a presença do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre como pressionar a Rússia. “Temos mais cartas para jogar.”

    “Putin está sob os holofotes. É Putin que deve responder, é Putin que deve escolher”, afirmou David Lammy, que deixa um “aviso” ao líder russo. “Se está a falar a sério, prove-o com um cessar-fogo total e incondicional agora.”

    No entanto, para David Lammy, Vladimir Putin não está interessado num cessar-fogo. “Não vejo atualmente qualquer sinal”, notou, advertindo que o encontro do G7 “tem as ferramentas” para “colocar a Rússia a negociar a sério”.

    “Não estamos à espera do Kremlin. Se rejeitar um cessar-fogo, temos mais cartas para jogar”, salientou David Lammy.

  • EUA ponderam reconhecer Crimeia como território russo e apelar à ONU para que faça o mesmo

    A administração Trump está a ponderar reconhecer a região da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, como território russo. Esta medida seria parte de um acordo de paz e uma maneira de terminar com a guerra.

    Segundo apurou o jornal Semafor, está também em cima da mesa uma iniciativa diplomática norte-americana na Organização das Nações Unidas. O objetivo seria que a ONU fizesse o mesmo: a aprovação da integração da Crimeia na Federação Russa.

    A decisão ainda não está fechada, mas pode ser um passo para terminar o conflito.

  • Rubio convenceu Hungria a não vetar renovação de sanções da UE à Rússia em janeiro

    O secretário de Estado, Marco Rubio, convenceu os dirigentes húngaros a não vetar a renovação de sanções da União Europeia (UE) à Rússia.

    Segundo apurou o Politico, Marco Rubio ligou ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, de modo a convencer Budapeste para não vetar a renovação das sanções.

    A diplomacia húngara desejava vetar a renovação de sanções, devido ao regresso de Donald Trump à Casa Branca.

  • Casa Branca diz que "fraqueza" e "incompetência" de Biden levaram à guerra na Ucrânia

    No seu briefing diário, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, culpou a administração Biden pelo início da guerra na Ucrânia.

    “Penso que a antiga administração é a razão pela qual esta guerra começou. Como o Presidente Trump costuma dizer, a guerra nunca teria começado se ele estivesse no poder”, indicou Karoline Leavitt.

    A porta-voz considera que a “fraqueza” e a “incompetência” de Joe Biden estiveram na origem da guerra na Ucrânia.

    “O Presidente Trump está muito orgulho do progresso que fez em pouco tempo. Esperamos que amanhã progrida ainda mais”, rematou a porta-voz.

  • "A voz de Javier pode trazer a paz mais perto e estamos a contar com ele." Zelensky fala com Presidente da Argentina

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falou hoje ao telefone com o seu homólogo da Argentina, Javier Milei.

    Na conversa, segundo escreveu no X, Volodymyr Zelensky partilhou detalhes com o homólogo argentino sobre o encontro que teve em Jeddah, na Arábia Saudita, com a delegação norte-americana.

    Para Volodymyr Zelensky, a Rússia está a colocar “condições desnecessárias” e a rejeitar a proposta de cessar-fogo de 30 dias que a Ucrânia concordou com os EUA. “Moscovo não quer paz, mas a continuação da guerra.”

    O líder ucraniano acredita a “voz de Javier” pode “trazer a paz mais perto”. “Estamos a contar com ele”, afirmou Volodymyr Zelensky.

    Os dois líderes falaram ainda sobre o fortalecimento das relações bilaterais entre a Ucrânia e a Argentina.

    Volodymyr Zelensky expressou ainda “condolências” ao líder argentino pelas cheias que tiraram a vida a 16 pessoas no país sul-americano. “A Ucrânia está pronta para ajudar a Argentina a proteger vidas e providenciar a assistência necessária.”

  • "Estamos a dez metros." Casa Branca garante que paz "nunca esteve tão perto" na Ucrânia

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse hoje que a “paz nunca esteve tão perto” na Ucrânia.

    “Estamos a dez jardas [aproximadamente nove metros] de alcançar a paz na Ucrânia”, afirmou Karoline Leavitt.

    Karoline Leavitt insistiu que a “paz na Ucrânia” nunca esteve “tão perto”.

    As declarações da porta-voz acontece um dia antes do Presidente norte-americano, Donald Trump, falar ao telefone, com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia.

    Nesta chamada telefónica, adiantou a porta-voz, será abordado como será resolvido o conflito e também o futuro da central nuclear de Zaporíjia.

  • "EUA querem garantir que Ucrânia não entra na NATO”

    Carlos Gaspar afirma que as conversações entre os EUA e a Rússia representam o fim do isolamento russo. Sobre Gaza, considera que mudança de palestinianos para a Síria só é viável se for voluntária.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “EUA querem garantir que Ucrânia não entra na NATO”

  • Porta-voz do Kremlin responde a Macron e avisa que é "perigoso" enviar tropas de manutenção de paz para a Ucrânia

    O porta-voz do Kremlin, ainda citado pela RIA, avisa que enviar tropas de manutenção de paz para a Ucrânia é uma “atitude perigosa”.

    Dmitry Peskov respondeu igualmente ao Presidente francês, Emmanuel Macron, que indicou que a Rússia não tem nenhuma palavra a dizer sobre o envio de tropas de manutenção de paz para a Ucrânia.

    “Isso não é absolutamente verdade. Tanto as forças de manutenção de paz como os contingentes com outros propósitos são mobilizados somente com o consentimento das partes”, referiu o porta-voz do Kremlin.

    Para a Rússia, frisou Dmitry Peskov, a colocação de tropas na Ucrânia “só é possível com a resolução dos problemas associados à Ucrânia”. “Eles vão gerar raízes adicionais. O que vai sair disto? Nada de bom”, acredita o porta-voz.

  • Porta-voz do Kremlin diz que Europa usa Rússia para "justificar a militarização da Europa"

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse hoje que os europeus estão a “tentar criar um inimigo externo artificial” — a Rússia — para “justificar a militarização da Europa”.

    Citado pela agência de notícias RIA, o porta-voz do Kremlin garantiu que a Rússia é apenas uma “ameaça efémera”.

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