Momentos-chave
- Chega acusa Governo de “eleitoralismo rasca” e quer negociar pensão equivalente a salário mínimo
- Ventura pede a Marcelo que não seja “obstáculo ao controlo da imigração e segurança” no país
- Suplemento extraordinário vai representar mais meia pensão para quem recebe até 522,5 euros
- Descida do IRC custa 300 milhões por ano a partir de 2026
- Retenção do IRS vai baixar mais em agosto e setembro para refletir descida de taxas desde janeiro
- Novas regras vão combater fraude no abono pré-natal pago pela CGA. Houve uma pessoa que recebeu 30 vezes
- Governo "disponível" para dialogar com Loures e outras câmaras sobre habitação. "É importante equilibrar valores de legalidade e humanidade"
- Decisão sobre governador será tomada na próxima semana
- Governo quer baixa do IRS a chegar em agosto para todos os contribuintes, incluindo pensionistas
- Suplemento das pensões custa 400 milhões de euros
- Suplemento extraordinário de pensões será pago com pensão de setembro
- Chega pede audiência urgente ao Presidente da República por causa da Lei de Estrangeiros
- Presidente da República dá "luz verde" ao suplemento extraordinário para pensionistas
- Pensões. Carneiro critica "eleitoralismo" do Governo e propõe entendimento para aumento "permanente e sustentado"
- José Luís Carneiro: Leitão é "uma personalidade do melhor que o PS tem"
- Alexandra Leitão responde a Moedas: "Radical é não ter uma política de habitação"
- Alexandra Leitão assina acordo de coligação com cabeças de lista de Livre, BE e PAN
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Ministro. "Houve acordo de princípio com Chega na imigração"
Luís Montenegro disse que não sabia do que se tratava o “acordo de princípio” revelado por Ventura. Carlos Abreu Amorim confirma que existiu na imigração e que PM se referia a acordo de governação.
Ouça aqui entrevista ao ministro dos Assuntos Parlamentares
Ministro. “Houve acordo de princípio com Chega na imigração”
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Carneiro sensibilizado com reservas do PR sobre lei da imigração
Questionado no final da apresentação da candidatura de João Paulo Correia à Câmara de Vila Nova de Gaia, o líder socialista afirmou: “Naturalmente ficámos muito sensibilizados com as palavras do Presidente da República quando disse que a proposta em apreço tinha normas que mereceriam da sua parte uma grande atenção”.
Sem querer alongar-se no tema e pedindo para que se aguarde pela decisão sobre a promulgação da lei que mereceu a reprovação de todos os partidos à esquerda no parlamento, José Luís Carneiro admitiu, no entanto, haver “normas que colocam em causa valores constitucionais”.
Sobre o facto de Marcelo Rebelou de Sousa ainda não ter promulgado esse diploma e se isso pode ser um sinal de que não concorda, o dirigente socialista interpretou-o como exemplificativo de que “é uma matéria sensível que exige muita ponderação”.
“Essa foi, aliás, uma das razões por que nós criticamos a AD e o Chega, que na Assembleia da República estabeleceram um acordo para, sem ouvir os tribunais superiores, decidirem à pressa, sem ponderação, sem equilíbrio, forçando uma votação que não devia ter ocorrido naquela altura e por isso é que na altura apelámos a que se pudesse adiar para setembro, nomeadamente para que os tribunais superiores pudessem pronunciar”.
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Chega acusa Governo de “eleitoralismo rasca” e quer negociar pensão equivalente a salário mínimo
O presidente do Chega acusou hoje o Governo de “eleitoralismo rasca”, ao anunciar um suplemento extraordinário para pensões atribuído antes das eleições autárquicas, e propôs negociar com o executivo uma pensão mínima equivalente ao salário mínimo nacional.
“Temos que dizer a verdade: é muito estranho um Governo que tem eleições em outubro [autárquicas], atribuir um suplemento extraordinário em setembro. Dá um ar de francamente de eleitoralismo rasca. Há umas eleições em outubro, dá-se umas migalhas em setembro. Não é positivo, não é uma boa lógica”, criticou André Ventura.
O líder do Chega falava aos jornalistas à margem da apresentação dos candidatos autárquicos do Chega ao distrito de Setúbal na Charneca de Caparica, concelho de Almada, e fazia referência ao diploma do Governo, promulgado hoje pelo Presidente da República, que prevê a atribuição de um suplemento extraordinário para as pensões até 1.567,50 euros, atribuído em setembro.
Ventura salientou que Portugal “tem um problema sério” com pensões baixas e disse querer negociar com o Governo “que este aumento de pensões seja superior e se vá aproximando progressivamente — porque esse tem que ser o objetivo — de ter uma pensão mínima equivalente ao salário mínimo”.
“Não dá para fazer num ano ou em dois, mas dá para começar a caminharmos para aí”, argumentou.
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Ventura pede a Marcelo que não seja “obstáculo ao controlo da imigração e segurança” no país
O presidente do Chega disse hoje esperar que o Presidente da República não seja “um obstáculo ao controlo da imigração e segurança” no país, apelando à promulgação urgente das alterações à lei de estrangeiros aprovada pelo parlamento.
“O que nós queremos é sensibilizar o Presidente da República. Esta não é a nossa lei, se calhar não seria a do PSD, foi a negociação possível. Era importante que o Presidente da República não fosse um obstáculo ao controlo da imigração e segurança do país”, considerou André Ventura, que falava aos jornalistas à margem da apresentação dos candidatos autárquicos do Chega ao distrito de Setúbal na Charneca de Caparica, concelho de Almada.
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Suplemento extraordinário vai representar mais meia pensão para quem recebe até 522,5 euros
O suplemento extraordinário de pensões vai representar meia pensão adicional para quase metade dos pensionistas que serão abrangidos. Estão neste caso os que recebem um montante igual ou inferior a 522,5 euros por mês e para quem a medida vai significar um bónus de 200 euros a pagar em setembro.
Segundo um comunicado do Ministério do Trabalho e Segurança Social, as pensões que se situam entre os 522 euros e os 1.045 euros mensais vão receber o equivalente a cerca de mais 20% da sua pensão em setembro. Nesta situação estão 38% dos beneficiários do suplemento aprovado esta sexta-feira em Conselho de Ministros que vão receber um bónus de 150 euros.
Para pensões entre os 1.045 euros e os 1567,5 euros mensais, o suplemento será de 100 euros. Neste segmento estão 7,4% dos pensionistas de um universo total abrangido de mais de dois milhões de pessoas, o que corresponde a 94% do universo de pensionistas.
São abrangidos pelo suplemento os pensionistas de velhice, invalidez e sobrevivência da Segurança Social, da Caixa-Geral de Aposentações (CGA) e do setor bancário que recebam um valor igual ou inferior a três vezes o indexante dos apoios sociais (IAS) em vigor.
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Descida do IRC custa 300 milhões por ano a partir de 2026
A descida do IRC anunciada para 2026 vai custar 300 milhões de euros por ano, de acordo com um comunicado do Ministério das Finanças.
A proposta aprovada em Conselho de Ministros prevê a redução de 1 ponto percentual, por ano, no IRC, entre 2026 e 2028. O objetivo é até 2028, uma taxa de IRC de 17%, o que implica taxas de 19% em 2026, de 18% em 2027 e de 17% em 2028.
Para as PME empresas de pequena média capitalização (small mid caps), a taxa a aplicar nos primeiros 50 mil euros de lucro será de 15%, a partir do próximo ano, se a medida do Governo for aprovada no Parlamento.
Esta baixa gradual do IRC está prevista no programa do Governo e no programa eleitoral da AD.
Para Leitão Amaro estas medidas refletem “o ar dos tempos que todos já perceberam é que estamos num ciclo de redução de impostos. É um dos grandes triunfos da governação de Luís Montenegro.”
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Governo não se compromete com mais descidas para viabilizar proposta de corte do IRC para 19%
A descida do IRC a partir de 2026 vai permitir trazer mais competitividade às empresas portuguesas e estimular o investimento, sobretudo o investimento estrangeiro, defendeu o ministro das Finanças. Miranda Sarmento lembra que o IRC tem taxas nominais e efetivas acima da média da OCDE, em parte devido às derramas estadual e municipal, mas não esclareceu se o Governo admite ir mais longe no alívio fiscal para agradar ao Chega.
O partido liderado por André Ventura está disponível para apoiar proposta de corte para 19% da taxa de IRC, em 2026 — em linha com o programa do Governo — mas poderá exigir mais descidas de carga fiscal, nomeadamente a nível das derramas que são pagas pelas empresas com lucros mais avultados.
O PS já disse que a descida do IRC não é uma prioridade.
O ministro da Presidência assegurou que não existe uma conversa privilegiada com um ou outro partido, mas sim uma posição de genuína de abertura e diálogo com todos os partidos, tirando aqueles que “se põe de fora”.
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Retenção do IRS vai baixar mais em agosto e setembro para refletir descida de taxas desde janeiro
O Governo vai repetir a fórmula usada no ano passado para fazer refletir logo nos próximos dois meses a descida adicional do IRS que terá efeito retroativo até ao início deste ano.
O ministro das Finanças explicou que a retroatividade da descida das taxas até ao oitavo escalão, aprovada esta semana, será efetuada em agosto e setembro. Ou seja, esta segunda-feira serão publicadas as tabelas especiais para agosto e setembro que vão repercutir a descida do imposto desde o inicio do ano. As tabelas “normais” serão aplicadas até ao final do ano a partir de outubro.
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Novas regras vão combater fraude no abono pré-natal pago pela CGA. Houve uma pessoa que recebeu 30 vezes
Neste Conselho de Ministros aprovou ainda um diploma para regular as condições de atribuição do abono de família pré-natal pela CGA (Caixa Geral de Aposentações) com o objetivo de combate à fraude nos pagamentos, simplificação e digitalização.
O ministro da Presidência, Leitão Amaro, lembra que as regras já existiam para outras áreas vão agora permitir combater casos de fraude efetiva. Este abono é um “instrumento social importante, mas não podem acontecer situações de abuso como as que foram detetadas nem ação inspetiva”. O ministro relata o caso de uma mesma pessoa que “obteve o mesmo pagamento em mais de três dezenas de locais, mais de 30 vezes, quando só devia haver lugar a um pagamento”.
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Governo "disponível" para dialogar com Loures e outras câmaras sobre habitação. "É importante equilibrar valores de legalidade e humanidade"
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, responde a uma pergunta sobre a situação no bairro do Talude, em Loures. Leitão Amaro diz que apesar de o Governo ter uma ação limitada nesta matéria, que é das autarquias, o Executivo, “pelo impacto que a situação tem”, “está disponível para dialogar com as autarquias, várias, incluindo a de Loures” sobre o tema das habitações autoconstruídas.
“Acompanhamos a situação não apenas em Loures mas em alguns pontos do país onde os autarcas lidam com uma situação extraordinariamente difícil da perspetiva humana mas também da gestão publica, que é lidar com fenómenos de comportamento ilegal”, começou por dizer Leitão Amaro.
“Por outro lado, a aplicação da lei pode colocar problemas sérios, que nos preocupam a todos, de humanidade”, acrescentou. “É um equilíbrio difícil”, diz Leitão Amaro. “São pessoas em alguns casos com famílias em situação que nos preocupam a todos, por outro são autarcas que estão a fazer cumprir a lei”.
Para o ministro, é importante “equilibrar valores de legalidade e humanidade” e “juntarmo-nos a procurar soluções que consigam acomodar as necessidade humanas e nunca desistir de viver num estado de direito onde as regras são aplicáveis”.
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Decisão sobre governador será tomada na próxima semana
O Governo tomará uma decisão na próxima semana sobre o futuro governador do Banco de Portugal. O ministro das Finanças, lacónico, diz não ter mais nada a dizer sobre o tema. O mandato de Mário Centeno termina já no fim de semana. Antes da nomeação do governador em Conselho de Ministros, o nome proposto pelo Governo terá de se submeter a uma audição parlamentar com parecer fundamentado.
Ainda sobre este tema, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, comentou que os portugueses estão mais interessados no suplemento extraordinário de pensões.
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Governo quer baixa do IRS a chegar em agosto para todos os contribuintes, incluindo pensionistas
O suplemento extraordinário das pensões será englobado para efeitos do IRS, não terá retenção na fonte, indicou o ministro das Finanças. Segundo Miranda Sarmento, uma grande parte destes pensionistas não paga IRS.
Quanto à descida do IRS aprovada esta semana no Parlamento e já promulgada pelo Presidente, o ministro indica que as tabelas de retenção na fonte serão publicadas esta segunda-feira para serem aplicadas para agosto e setembro.
“A nossa expectativa é que essa aplicação seja também para os pensionistas”, mas se houver alguma condicionante de tempo, como aconteceu no ano passado, em que os pensionistas demoraram mais tempo a sentir os efeitos da baixa do IRS, o efeito será sentido nos meses seguintes.
As eleições autárquicas estão agendadas para 12 de outubro.
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Suplemento das pensões custa 400 milhões de euros
Suplemento extraordinário de pensões custará 400 milhões de euros em 2025. O Governo prefere este mecanismo de redistribuição a um aumento estrutural da despesa numa altura em que Portugal ainda tem uma dívida pública. “Temos informação de uma situação orçamental robusta. Temos dados mais robustos e mais cedo do que no ano passado”, diz o ministro das Finanças.
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Suplemento extraordinário de pensões será pago com pensão de setembro
O Governo aprovou em Conselho de Ministros a atribuição de um suplemento para pensões até 1.567 euros mensais e uma proposta a submeter à AR de redução do IRC a partir de 2026.
O suplemento extraordinário de pensões será de 200 euros para pensões até 522,5 euros, de 150 euros entre este patamar e 1.045 euros e de 100 euros até 1.567,5 euros. Este suplemento será pago de uma só vez em setembro, junto com a pensão deste mês e abrange mais de 90%, e vai abranger mais de dois milhões de pensionistas, diz o ministro das Finanças, Miranda Sarmento que destaca que a medida não trará um aumento estrutural da despesa.
Esta medida foi promulgada pelo Presidente da República ainda de se iniciar este briefing.
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Chega pede audiência urgente ao Presidente da República por causa da Lei de Estrangeiros
O Chega pediu esta sexta-feira uma reunião com caráter de urgência a Marcelo Rebelo de Sousa por causa da Lei dos Estrangeiros.
“O Presidente do CHEGA pediu hoje uma audiência urgente ao Presidente da República a propósito da não promulgação da Lei de Estrangeiros.
Face a tão importante legislação, o CHEGA pretende sensibilizar o Presidente para a importância de termos um país controlado e seguro, que a não promulgação da Lei ou o veto podem colocar em causa”, pode ler-se num nota enviada pelo Chega aos jornalistas.Na edição desta sexta-feira, o semanário Expresso avança que é muito provável que Marcelo Rebelo de Sousa envie as alterações à Lei dos Estrangeiros (aprovada esta semana com urgência no Parlamento) para o Tribunal Constitucional. O veto também é uma opções que está a ser equacionada pelo Presidente da República.
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Presidente da República dá "luz verde" ao suplemento extraordinário para pensionistas
O Presidente da República promulgou hoje o diploma do Governo que prevê a atribuição de um suplemento extraordinário para as pensões até 1.567,50 euros, segundo uma nota publicada no site da Presidência.
O suplemento será pago em setembro e terá o valor de 200 euros para as pensões até 522,50 euros, de 150 euros para as pensões entre 522,50 euros e os 1.045 euros e será de 100 euros para todas as pensões entre 1.045 e 1.567,50 euros, tal como anunciado pelo primeiro-ministro durante o debate do Estado da Nação, na quinta-feira.
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Pensões. Carneiro critica "eleitoralismo" do Governo e propõe entendimento para aumento "permanente e sustentado"
José Luís Carneiro criticou a medida de aumento das pensões anunciada ontem pelo primeiro-ministro como “utilitarista e eleitoralista”. O Secretário-geral do PS esclarece que Luís Montenegro anunciou um “suplemento extraordinário que é dado em setembro e retirado em janeiro” e não um aumento das pensões.
Carneiro desafiou então ao Governo um entendimento entre os dois partidos para “fazer um aumento permanente e duradouro das pensões”. “Isso sim é dignificar os nossos mais idosos”, concluiu.
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José Luís Carneiro: Leitão é "uma personalidade do melhor que o PS tem"
José Luís Carneiro também fez declarações na cerimónia de assinatura do acordo das esquerdas em Lisboa. Questionado pelos jornalistas sobre se a escolha feita por Pedro Nuno Santos para a candidata à presidência da Câmara de Lisboa foi certeira, o novo Secretário-geral do PS diz que Alexandra Leitão “foi uma escolha acertadíssima”.
“É uma personalidade do melhor que o Partido Socialista tem”, vincou.
Carneiro disse que o PS tem uma candidata que representa “o mais capaz do nosso serviço público”, lembrando as suas “qualidades cívicas e políticas” enquanto líder parlamentar socialista, secretária de Estado, ministra e professora universitária.
Sobre a coligação dos socialistas com o Livre, BE e PAN diz que “deram as mãos, juntaram-se as vontades, porque quiseram ter este espírito de serviço” e acrescenta as críticas de Carlos Moedas, que acusou o PS de radicalismo, são “uma ladainha” que “não é nada”.
José Luís Carneiro revela que atualmente vive no município de Lisboa onde apanha o metro e anda a pé regularmente, para dizer que tem reparado que faz falta à cidade uma “atenção especial”e de “um carinho todos os dias como as pessoas”.
“O que tenho sentido desta candidatura desde a primeira hora é que ela está concentrada nos problemas concretos da vida das pessoas e da cidade”, disse, lembrando que Lisboa tem uma “vida interior”, mas também uma cidade cosmopolita que fala para o mundo.
O líder do PS assumiu que ganhar a Câmara de Lisboa é um “objetivo político” do partido, mas colocou a maior autarquia do país no mesmo patamar que Coimbra, Porto e outras capitais de distrito.
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Alexandra Leitão responde a Moedas: "Radical é não ter uma política de habitação"
Após assinado o acordo, Alexandra Leitão discursa sobre os pontos orientadores da coligação de esquerda que se propõe às eleições autárquicas de 12 de outubro. A socialista diz que os quatro partidos juntos são “muito mais que a soma das partes”, são “um projeto para Lisboa”.
E esse projeto foi inspirado por Jorge Sampaio, “que há 35 anos formou uma coligação para devolver Lisboa aos lisboetas tendo como grande prioridade a habitação pública”. Para tal promete “pelo menos 20 % das casas em Lisboa sejam públicas”, regular o alojamento local e garantir quotas obrigatórias de renda acessível nos novos empreendimentos na capital.
Leitão não poupa críticas ao atual presidente da CML, que na apresentação de candidatura, acusou os socialista de radicalismo. “Ao fim de quatro anos de mandato Carlos Moedas deixa uma cidade mais suja, mais ruidosa, mais caótica e serviços públicos degradados”.
A socialista critica ainda presidência da Câmara por deixar a polícia municipal em “mínimos históricos” e por ter apresentado o projeto para um metrobus que, diz, não era mais do que um powepoint com um autocarro. “Há propaganda mas não substância. Há imagem, mas não ação”, resume.
“Num discurso vazio de ideias e de esperança, dizem-se moderados numa cruzada contra, mas deixem-me dizer-vos: radical é não ter uma política de habitação.” E lembrando que Lisboa desceu 40 lugares em no Smart City Index, nos últimos cinco anos, acrescenta: “Moedas terá de assumir o legado, ou falta dele, sem vitimizações”.
Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador, no anúncio da coligação de esquerda em Lisboa.
Leitão anuncia frente de esquerda e avisa Moedas. É preciso “fazer” e não “fingir para o tik tok”