Momentos-chave
- Ucrânia atinge três plataformas russas da Lukoil no Mar Cáspio
- Zelensky diz que Rússia lançou 1.100 drones e mais de 50 mísseis contra a Ucrânia numa semana
- Ataques russos matam cinco pessoas e ferem outras 24 na Ucrânia
- Regiões de Zaporíjia e Dnipro sem eletricidade depois de ataques russos. Temperaturas atingem 15 graus negativos
- Reino Unido prepara destacamento de forças para a Ucrânia no pós-guerra com 200 milhões de libras
- Pelo menos três mortos e nove feridos em ataque à região de Donetsk
- "É isto que os espera". Medvedev diz que Rússia pode bombardear tropas europeias enviadas para a Ucrânia
- Iraque vai criar comissão para impedir recrutamento para as forças armadas russas
- Ataques russos fazem 2 mortos e 15 feridos na Ucrânia nas últimas 24 horas
- Conselho de Segurança da ONU reúne-se a pedido da Ucrânia após ataques russos
Histórico de atualizações
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Bom dia!
Arquivamos este liveblog, que acompanhou no fim de semana as principais notícias sobre o conflito na Ucrânia.
Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.
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Ucrânia atinge três plataformas russas da Lukoil no Mar Cáspio
As forças ucranianas atingiram três plataformas de perfuração que pertencem à produtora de petróleo russo Lukoil no Mar Cáspio. A informação foi dada pelo Estado-Maior da Ucrânia, este domingo, cita o Kyiv Independent.
As plataformas atingidas pela Ucrânia — V. Filanovsky, Yuri Korchagin e Valery Graifer — são usadas para extração de petróleo e gás.
“Foram feitos ataques diretos. A extensão dos danos ainda está a ser avaliada”, diz a Ucrânia em comunicado.
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Zelensky diz que Rússia lançou 1.100 drones e mais de 50 mísseis contra a Ucrânia numa semana
O Presidente da Ucrânia revela que, “ao longo desta semana, a Rússia lançou quase 1.100 drones contra a Ucrânia”, diz numa publicação no X.
Também fala em “mais de 890 bombas aéreas guiadas e mais de 50 mísseis de vários tipos — balísticos, de cruzeiro e até um míssil balístico de médio alcance Oreshnik”.
Zelensky refere que a situação “continua difícil” em muitas regiões da Ucrânia, especialmente “após ataques russos contra a infraestrutura crítica”.
In many regions, the situation remains difficult after Russian strikes on our critical infrastructure. Energy workers and repair crews are working around the clock to restore electricity, heat, and water supply for people. And this is truly a monumental effort that matters… pic.twitter.com/1ZzvN3Zn0s
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) January 11, 2026
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Ataques russos matam cinco pessoas e ferem outras 24 na Ucrânia
Morreram cinco pessoas e pelo menos 24 ficaram feridas nas últimas 24 horas em ataques feitos contra a Ucrânia. O balanço é partilhado pelo Kyiv Independent, citando números das autoridades regionais.
As forças russas lançaram 154 drones contra pontos como Millerovo, Kursk, Orel, Bryansk, Primorsko-Akhtarsk e também contra a Crimeia, que está sob ocupação russa.
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Regiões de Zaporíjia e Dnipro sem eletricidade depois de ataques russos. Temperaturas atingem 15 graus negativos
As regiões de Zaporíjia e Dnipropetrovsk ficaram completamente sem energia elétrica durante a última noite, numa altura em que as temperaturas nessas regiões da Ucrânia atingem os 15 graus negativos.
As falhas de energia (que impedem o aquecimento das casas) aconteceram depois de ataques russos contra a rede elétrica da Ucrânia e afetaram também o abastecimento de água na região de Zaporíjia, informou o governador Ivan Fedorov, citado pelo Kyiv Independent.
Ainda assim, o governador garante que os hospitais da região continuam a funcionar com normalidade, depois de ter recorrido aos geradores de emergência. As forças russas lançaram 821 ataques contra 27 localidades na região de Zaporíjia nas últimas 24 horas.
Entretanto, o fornecimento de energia elétrica foi totalmente restabelecido nesta região esta manhã.
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Reino Unido prepara destacamento de forças para a Ucrânia no pós-guerra com 200 milhões de libras
O governo do Reino Unido destinou 200 milhões de libras (cerca de 230 milhões de euros) para preparar a integração das Forças Armadas do país na Força Multinacional para a Ucrânia (MNFU), anunciou o Secretário de Defesa durante uma visita à Ucrânia, este sábado.
Segundo uma nota publicado no site do governo britânico, o financiamento vai permitir equipas as forças do Reino Unido para “garantir o futuro da Ucrânia e reforçar as garantias de segurança a longo prazo, na sequência da declaração de intenções assinada esta semana em Paris pelos líderes do Reino Unido, França e Ucrânia, que confirmou o destacamento de tropas britânicas e francesas para a Ucrânia caso seja alcançado um acordo de paz”.
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Pelo menos três mortos e nove feridos em ataque à região de Donetsk
A Rússia atacou a região de Donetsk este sábado, fazendo pelo menos três mortos e nove feridos.
Segundo uma publicação no Facebook de Vadym Filashkin, líder da administração militar regional de Donetsk, “os ataques não param um único dia”. “Estamos a documentar cuidadosamente todas as consequências e a responder prontamente.”
Vadym Filashkin
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"É isto que os espera". Medvedev diz que Rússia pode bombardear tropas europeias enviadas para a Ucrânia
O ex-presidente russo Dmitry Medvedev avisou os responsáveis europeus, que classificou de “governantes idiotas”, de que não devem enviar forças internacionais para a Ucrânia, ameaçando com a repetição de bombardeamentos como o de sexta-feira em Kyiv.
“Os governantes idiotas da Europa ainda querem a guerra na Europa”, escreveu nas redes sociais Medvedev, atualmente vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.
“Já foi dito mil vezes: a Rússia não aceitará tropas europeias ou da NATO na Ucrânia. Mas não, ‘Micron’ [forma como Medvedev se referiu ao presidente francês, Emmanuel Macron] continua a espalhar este disparate patético”, denunciou, na sua mensagem.
Se “ainda querem a guerra na Europa, que venham. É isto que os espera“, declarou Medvedev antes de publicar um vídeo do bombardeamento de sexta-feira em Kyiv.
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Iraque vai criar comissão para impedir recrutamento para as forças armadas russas
O Iraque está a criar uma comissão governamental especial para investigar e impedir o recrutamento de jovens iraquianos para lutar na guerra da Rússia contra a Ucrânia, informou o projeto “I Want to Live” (Eu quero viver). A informação é reportada pelo Kyiv Independent.
Lançada em setembro de 2022 pela inteligência militar da Ucrânia, a linha direta 24 horas “I Want to Live” ajuda soldados russos renderem-se voluntariamente ou a entregarem as suas unidades ao exército ucraniano.
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Ataques russos fazem 2 mortos e 15 feridos na Ucrânia nas últimas 24 horas
Ataques russos em toda a Ucrânia mataram pelo menos 2 civis e feriram pelo menos 15 no último dia, informaram as autoridades regionais na madrugada de 10 de janeiro. A informação é reportada pelo Kyiv Independent.
Segundo este jornal, a força aérea da Ucrânia informou ter intercetado 94 dos 121 drones lançados pela Rússia durante a noite. A Rússia também lançou um míssil balístico da região de Kursk.
Na região de Dnipropetrovsk, o governador Oleksandr Hanzha informou que um ataque com drones durante a noite feriu três pessoas e causou cortes de energia e danos a outras infraestruturas civis.
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Conselho de Segurança da ONU reúne-se a pedido da Ucrânia após ataques russos
O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na segunda-feira a pedido da Ucrânia, após novos ataques russos e a utilização por Moscovo do míssil de última geração Orechnik. A informação consta da agenda do Conselho, que foi alterada e publicada na sexta-feira à noite.
“A Rússia atingiu um novo nível terrível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade nos ataques contra civis e infraestruturas civis na Ucrânia”, denunciou o embaixador da Ucrânia na ONU, Andrii Melnyk, numa carta em que solicita a reunião e à qual a agência France-Presse (AFP) teve acesso.
Novos ataques russos na noite de quinta para sexta-feira privaram de aquecimento metade dos edifícios residenciais de Kiev, levando o presidente da câmara da capital ucraniana a apelar à população para que saísse temporariamente da cidade. Nestes bombardeamentos foi utilizado, pela segunda vez desde o início da guerra em fevereiro de 2022, o míssil balístico russo Orechnik.
O pedido da Ucrânia foi apoiado por seis membros do Conselho – França, Reino Unido, Letónia, Dinamarca, Grécia e Libéria -, disseram fontes diplomáticas à AFP.
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Bom dia,
Bem-vindo ao liveblog do Observador em que atualizamos toda a informação sobre a guerra na Ucrânia.
Para recordar os principais desenvolvimentos desta sexta-feira siga este link.